alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

11.11.24

 

O clima está à venda

COP29 discute dinheiro para as alterações climáticas

A mensagem para a Conferência da Convenção das Nações Unidas (COP29), é clara: não estamos no caminho certo. É preciso dinheiro para trazer todos os países do mundo para um nível adequado de redução das emissões de gases com efeito de estufa e adaptação às alterações climáticas


* Noé e os escolhidos foram os únicos sobreviventes e ninguém lhes pagou para construir a barca.

Nota. O mundo aquece por causas naturais (nada a fazer) e humanas - o nosso modo de vida exotérmico - o atrito produzido pela circulação da moeda, mesmo a cripto, a limpa ou a virtual. Só a desaceleração o conseguirá. 

"Assim, a par do crescimento exponencial dos movimentos de bens e capitais, a globalização contemporânea caracterizou-se por enormes desequilíbrios nas contas externas, com efeitos negativos na estabilidade financeira internacional. Os países com elevados superavits comerciais reciclaram os seus excedentes financiando os deficits dos países com contas externas negativas. Isto permitiu aos últimos continuar a consumir, mas à custa de um endividamento crescente.
Estes desequilíbrios têm estado na origem das centenas de crises financeiras e recessões económicas ocorridas nas últimas quatro décadas em diversos pontos do globo (incluindo a crise do euro, que arrastou Portugal entre 2010 e 2013). O excesso de crédito e a especulação financeira dão lugar a bolhas no preço dos activos que, ao rebentar, originam recessões profundas."

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26.3.24

 

O veneno e o remédio

Na sua fúria mercantil, a publicidade não olha a meios.





  






O mercado ordena e os criativos - seus (mal) feitores) - criam; e os consumidores anafados queixam-se do IVA e do SNS ... e votam zangados. 
Os políticos que lhes não fazem a vontade perdem as eleições. Sem cidadãos (nem estadistas) não há orçamento nem democracia que resista.

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31.1.24

 

Malhas que o mercado tece

PsiNatal





 

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22.8.23

 

Consumo que nos consome

 Respigos

O diálogo entre cristãos e marxistas na Jornada Mundial da Juventude
neste tempo de catástrofe climática, a nossa resposta ao grito da Terra tem que ir de mão dada com a nossa resposta ao grito dos pobres, porque ambos têm a mesma origem numa economia que mata tanto as pessoas como a natureza. José Manuel Pureza

* Um complacente absurdo semântico chamar economia a um sistema que se baseia no consumo. Consequentemente a sua unidade padrão - PIB (Produto Interno Bruto) - depende quer da produção quer do consumo; o consumo pesa 80% no PIB português. 
Consumam, portugueses, consumam! Olhem que não há mais economia no mundo senão consumir.
                                                     

A tabuada  publicitária do consumo:                                                  

ganhe, compras, poupa, poupa
compra, poupa, poupa
                  +                                          

                                           =







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8.5.23

 

Não Odemira

Serve-se frio
 





 


Numa exploraçãode Odemira, cada trabalhador tem de apanhar 3,5 quilos de framboesa por hora para um salário de 4 euros.

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13.4.23

 

Um bom pai é o que ...

 ... serve o mercado.

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A “GERAÇÃO MAIS QUALIFICADA DE SEMPRE”

Qualidad&$ 

Em busca de melhores condições, são muitos os que…  continuam a sair. O Observatório da Emigração estima que 60 mil portugueses tenham deixado o país em 2022. Embora a maioria seja população pouco qualificada, a emigração de população qualificada cresce a um ritmo superior. A isto soma-se o fenómeno que Fátima Suleman apelida de “sedentários digitais”. Aqueles que ficam cá mas trabalham para fora, “talento que não está a uso no país”.

Num círculo vicioso, esta fuga de talento, mas também o subaproveitamento dos que ficam, tornam o mercado menos atrativo e dinâmico. Limitam a inovação, a subida na cadeia de valor, o aumento da produtividade. Perpetuam-se salários baixos e o fraco poder de compra.

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16.3.23

 

Janízaros rendidos ao Sultão

 

“Os otomanos foram apagados da história do Ocidente”

Marc David Baer

Foram? 

Istambul.(Sec XVI) O sistema de devchirme otomano ("tributo de filhos"), permitia retirar a todas as famílias cristãs uma criança do sexo masculino para fazer dela um janízaro muçulmano. (criados para servir o sultão)

Co­nheci janízaros que nutriam o ódio nos corações, não pelos raptores, mas pelas próprias famílias que os ha­viam entregado sem luta; jamais vi muçulmanos mais fanaticamente dedicados à fé do que aqueles antigos cristãozinhos que haviam sido brutalmente forçados a uma camaradagem viril, casta, orgulhosa e rica. De espírito temperado a fogo, eram capazes de morrer pelo sultão ou de o derrubar fomentando a revolta. A força do Impé­rio estava neles; neles residia também a sua fraqueza os janízaros podiam fazer e desfazer sultões como os soldados romanos faziam com os imperadores…         C. Clément. A Senhora. ASA 2002

O devshirme cria uma elite totalmente leal ao sultão. Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro. Pega-se num miúdo de dez anos que é afastado da sua casa, dá-se-lhe uma nova maneira de vestir, uma nova maneira de viver, e explica-se-lhe: foi aquela pessoa (o sultão) que te deu tudo isto. Eles ficam completamente leais. E resulta. Resultou durante três séculos,

Havia os janíçaros, ministros, funcionários do governo... Todos eles eram escravos. O sultão estava no centro e era servido por administradores e guerreiros que eram seus escravos. Escravos privilegiados, financeiramente e não só, mas em última análise escravos, com o que isso implicava. Por exemplo, Solimão tinha um ministro chamado Ibrahim, que era um amigo de infância. Ibrahim acumulou muito poder e isso subiu-lhe à cabeça. Uma noite, depois de jantar com ele, Solimão mandou estrangulá-lo. Podia fazê-lo porque se tratava de um escravo.

O que parece ser único da história otomana é a prática institucionalizada de matar os irmãos para eliminar eventuais obstáculos à sucessão.

Marc David Baer “Os otomanos foram apagados da história do Ocidente”


O Império é pérfido, Nasi! Escutai a gente que cochicha e suspira naquela concha vazia. O amo ausentou-se, foi matar, e todos os que vivem apenas em função dele, eunucos brancos ou negros, icoglãs, janízaros, cadinas e almeias, escravos e cozinheiros, palafreneiros, criados, esses não sabem mais nada da vida, a vida simplesmente... Não esqueçais o mundo onde nascestes, senhor. O Império tolera mas assassina; é liberal, mas cego.» C. Clément. A Senhora. 

Errata:

Onde se lê …                               pode ler-se …

Sultão  ….                          $ultão           

Império   ….                    mercado

Escravo ….                     feitor devotado

Janízaro .....                   Eichmanito

espírito temperado a fogo    … espírito temperado a boa remuneração

forçados a uma camaradagem orgulhosa e rica  ….     atraídos a campus concentracionários de Economia financiado pela banca do $ultão

Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro

bélica,  ….                        financeira

armas de tiro   …              estratégias de lucro 

Nota: O maior triunfo da finança foi o de conseguir transformar proletários (e cidadãos) em consumidores, graças a publicitários mercenários, janízaros do $ultão.

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12.12.22

 

O mercado oportuno

 

Mais de um milhão de portugueses tem alguma incapacidade

A incapacidade em andar ou subir escadas (portanto, ao nível da mobilidade) é a mais prevalente no país e afecta 6,1% da população.

Investimento no setor imobiliário comercial soma 1.100 milhões no terceiro trimestre

“Queremos promover literacia imobiliária no mercado imobiliário português” – Gonçalo Roxo - PME Mag.

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3.12.22

 

Revisão ca Constituição

Art 1. Os cidadãos, espécie em via de extinção, serão substituídos por consumidores 

Art 2. Os deputados serão os consumidores que acertem o preço.

Art 3. Os partidos políticos, em via de extinção, serão substituídos pelas grandes superfícies* comerciais da preferência dos clientes.

Art 4. As eleições serão substituídas pelo volume de vendas dessas empresas; os votos substituídos por facturas sem os inconvenientes de sondagens (as margens de erro substituídas pelas margens de lucro), da perda dum domingo e com resultados conhecidos na hora; melhor que no Brasil.

art 5. Os programas eleitorais das gr. superfícies comerciais terão em conta os que mais reclamam e não os que mais precisam, como soía. 

O cliente tem sempre razão - são estes que votam com as facturas.
 

Cont.

* superfície. Parte exterior e visível dos corpos com pouca ou nenhuma profundeza; aparência . (Dicionário Priberam) 

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29.11.22

 

Afrodite pelo Pai Natal

Hermes para os gregos e Mercúrio para os romanos; por ter queda para a troca e para mensageiro foi designado deus do Comércio e da Publicidade.

Astuto, trocou o velho Pai Natal pela jovem Afrodite.

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25.11.22

 

Faraós Superstars

 

Prima para ampliar (grátis)
Com desconto amanhã, Black Friday.

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7.11.22

 

Matéria atrai matéria

Travão nas rendas gera vaga de despejos 

Quem prende a água que corre

é por si próprio enganado.

O ribeirinho não morre,

vai correr por o outro lado.

António Aleixo

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29.10.22

 

"A melhor das escolhas possivel"

 

“As pessoas sabem o que lhes faz falta e usam bem o apoio que recebem".  Será?

... são cada vez mais as pessoas da classe média que pedem ajuda alimentar a instituições particulares de solidariedade social. 


“os adultos portugueses com menor nível de escolaridade tinham maior prevalência de obesidade (39,4%)”. INS 

 “Quando o rendimento familiar diminui, aumenta a prevalência da obesidade”

"Vou comprar, vou comprar, vou economizaaar"


Quando Pangloss visitou Portugal não havia publicidade.




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11.10.22

 

Orçamento de Estado


Não deve ser fácil a um governo socialista apresentar um OE quando toda a esquerda parece rendida à sociedade de mercado.

Para todos, o padrão é o poder de compra; o alvo parece ser o consumidor não o cidadão.



O acrónimo PC passou a significar poder de compra?



 
P.S. Depois da apresentação do Orçamento... os representantes dos partidos políticos, à esquerda e à direita, desfilaram nas televisões para rejeitar, globalmente, a proposta do Governo.
 Nenhum falou de guerra. Todos falaram da perda de poder de compra dos portugueses.  Teresa de Sousa [omundodehoje.newsletter@publico.pt]

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10.10.22

 

Gritos

 


"Senti um grito passando pela natureza". Munch 1892













                       Ouvi berros no mercado

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19.8.22

 

Publicidade colaboracionista

Capitalistas financeiros, gestores, publicitários
em nossa perdição se conjuraram.
E nós participamos satisfeitos 
depois da manif contra o custo de vida e pelo clima.

Vou comprar, vou comprar,
é só economizar.

Novilíngua da pandemia consumista:

Quanto mais compro, mais "economizo"?


Dá gosto ser português...
ser enrolado pela publicidade.
Ser português é...





 

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13.12.21

 

Riscos de monocultura

 



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29.11.21

 

O Mundo de Albuquerque

Vias marítimas do mercado global
(
INFOGRAFIA JAIME FIGUEIREDO)
 Valeu a pena?

 Vale a pena?


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8.11.21

 

Respigos

A reversão democrática

O que torna, afinal, os populistas populares é a perda de popularidade das democracias liberais. Por um lado, a democracia deixou de ser correlacionada com níveis mais elevados de desenvolvimento económico e social. A crescente desigualdade e estagnação económica são entendidas, pelos cidadãos, como a prova de que o sistema político já não os representa.

M. Poiares Maduro

* Cidadãos ou consumidores? Democratas ou clientocratas?

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