COP29 discute dinheiro para as alterações climáticas
A mensagem para a Conferência da Convenção das Nações Unidas (COP29), é clara: não estamos no caminho certo. É preciso dinheiro para trazer todos os países do mundo para um nível adequado de redução das emissões de gases com efeito de estufa e adaptação às alterações climáticas
* Noé e os escolhidos foram os
únicos sobreviventes e ninguém lhes pagou para construir a barca.
Nota. O mundo aquece por causas naturais (nada a fazer) e humanas - o nosso modo de vida exotérmico - o atrito produzido pela circulação da moeda, mesmo a cripto, a limpa ou a virtual. Só a desaceleração o conseguirá.
"Assim, a par do crescimento exponencial dos movimentos de bens e capitais, a globalização contemporânea caracterizou-se por enormes desequilíbrios nas contas externas, com efeitos negativos na estabilidade financeira internacional. Os países com elevados superavits comerciais reciclaram os seus excedentes financiando os deficits dos países com contas externas negativas. Isto permitiu aos últimos continuar a consumir, mas à custa de um endividamento crescente.Etiquetas: clima, consumo, dinheiro, mercado
Na sua fúria mercantil, a publicidade não olha a meios.
Etiquetas: consumo, democracia, IVA, mercado, publicidade
Respigos
O diálogo entre cristãos e marxistas na Jornada Mundial da Juventude
neste tempo de catástrofe climática, a nossa resposta ao grito da Terra tem que ir de mão dada com a nossa resposta ao grito dos pobres, porque ambos têm a mesma origem numa economia que mata tanto as pessoas como a natureza. José Manuel Pureza
* Um complacente absurdo semântico chamar economia a um sistema que se baseia no consumo. Consequentemente a sua unidade padrão - PIB (Produto Interno Bruto) - depende quer da produção quer do consumo; o consumo pesa 80% no PIB português.
Consumam, portugueses, consumam! Olhem que não há mais economia no mundo senão consumir.
A tabuada publicitária do consumo:
| ganhe, compras, poupa, poupa |
| compra, poupa, poupa |
Etiquetas: chocolate, consumo, economia, mercado, publicidade
| Serve-se frio |
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Numa exploraçãode Odemira, cada trabalhador tem de apanhar 3,5 quilos de framboesa por hora para um salário de 4 euros.
Etiquetas: consumo, framboesa, mercado
Em busca de melhores condições, são muitos os que… continuam a sair. O Observatório da Emigração
estima que 60 mil portugueses tenham deixado o país em 2022. Embora a maioria
seja população pouco qualificada, a emigração de população qualificada cresce a
um ritmo superior. A isto soma-se o fenómeno que Fátima Suleman apelida de
“sedentários digitais”. Aqueles que ficam cá mas trabalham para fora, “talento
que não está a uso no país”.
Num círculo vicioso, esta fuga de talento, mas também o
subaproveitamento dos que ficam, tornam o mercado menos atrativo e dinâmico. Limitam a
inovação, a subida na cadeia
de valor, o aumento da produtividade. Perpetuam-se salários baixos e o fraco poder de compra.
Etiquetas: consumo, jovens, mercado
“Os otomanos foram apagados da história do Ocidente”
Marc David Baer
Foram?
Istambul.(Sec
XVI) O
sistema de devchirme otomano ("tributo de filhos"), permitia retirar a todas as
famílias cristãs uma criança do sexo masculino para fazer dela um janízaro muçulmano.
(criados para servir o sultão)
Conheci janízaros que nutriam o ódio nos corações, não pelos raptores, mas pelas próprias famílias que os haviam entregado sem luta; jamais vi muçulmanos mais fanaticamente dedicados à fé do que aqueles antigos cristãozinhos que haviam sido brutalmente forçados a uma camaradagem viril, casta, orgulhosa e rica. De espírito temperado a fogo, eram capazes de morrer pelo sultão ou de o derrubar fomentando a revolta. A força do Império estava neles; neles residia também a sua fraqueza os janízaros podiam fazer e desfazer sultões como os soldados romanos faziam com os imperadores… C. Clément. A Senhora. ASA 2002
O devshirme cria uma elite totalmente leal ao sultão. Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro. Pega-se num miúdo de dez anos que é afastado da sua casa, dá-se-lhe uma nova maneira de vestir, uma nova maneira de viver, e explica-se-lhe: foi aquela pessoa (o sultão) que te deu tudo isto. Eles ficam completamente leais. E resulta. Resultou durante três séculos,
Havia os
janíçaros, ministros, funcionários do governo... Todos eles eram escravos. O
sultão estava no centro e era servido por administradores e guerreiros que eram
seus escravos. Escravos privilegiados, financeiramente e não só, mas em última
análise escravos, com o que isso implicava. Por exemplo, Solimão tinha um
ministro chamado Ibrahim, que era um amigo de infância. Ibrahim acumulou muito
poder e isso subiu-lhe à cabeça. Uma noite, depois de jantar com ele, Solimão
mandou estrangulá-lo. Podia fazê-lo porque se tratava de um escravo.
O que parece ser único da história otomana é a prática institucionalizada
de matar os irmãos para eliminar eventuais obstáculos à sucessão.
Marc David Baer “Os otomanos foram
apagados da história do Ocidente”
O Império é pérfido, Nasi! Escutai a gente que cochicha e suspira naquela concha vazia. O amo ausentou-se, foi matar, e todos os que vivem apenas em função dele, eunucos brancos ou negros, icoglãs, janízaros, cadinas e almeias, escravos e cozinheiros, palafreneiros, criados, esses não sabem mais nada da vida, a vida simplesmente... Não esqueçais o mundo onde nascestes, senhor. O Império tolera mas assassina; é liberal, mas cego.» C. Clément. A Senhora.
Errata:
Onde se lê … pode ler-se …
Sultão …. $ultão
Império …. mercado
Escravo …. feitor devotado
Janízaro ..... Eichmanito
espírito temperado a
fogo … espírito temperado a boa
remuneração
forçados a uma camaradagem orgulhosa e rica …. atraídos a campus concentracionários de
Economia financiado pela banca do $ultão
Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro
bélica, …. financeira
armas de tiro … estratégias de lucro
Nota: O maior triunfo da finança foi o de conseguir transformar proletários
(e cidadãos) em consumidores, graças a publicitários mercenários, janízaros do
$ultão.
Etiquetas: economia, eichmanito, finança, janízaros, mercado, Universidade
A incapacidade em andar ou subir
escadas (portanto, ao nível da mobilidade) é a mais prevalente no país e afecta
6,1% da população.
Investimento no setor imobiliário comercial soma 1.100 milhões no terceiro trimestre
Etiquetas: mercado, saúde, velhos
Art 2. Os deputados serão os consumidores que acertem o preço.
Art 3. Os partidos políticos, em via de extinção, serão substituídos pelas grandes superfícies* comerciais da preferência dos clientes.
Art 4. As eleições serão substituídas pelo volume de vendas dessas empresas; os votos substituídos por facturas sem os inconvenientes de sondagens (as margens de erro substituídas pelas margens de lucro), da perda dum domingo e com resultados conhecidos na hora; melhor que no Brasil.
art 5. Os programas eleitorais das gr. superfícies comerciais terão em conta os que mais reclamam e não os que mais precisam, como soía.O cliente tem sempre razão - são estes que votam com as facturas.
Cont.
* superfície. Parte exterior e visível dos corpos com pouca ou nenhuma profundeza; aparência . (Dicionário Priberam)
Etiquetas: Constituição, consumo, equidade, mercado, política
Astuto, trocou o velho Pai Natal pela jovem Afrodite.
Etiquetas: consumo, Deus, mercado, publicidade
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| Prima para ampliar (grátis) |
Etiquetas: Black Fridey, Faraó, mercado
Travão nas rendas gera vaga de despejos
Quem prende a água que corre
é por si próprio enganado.
O ribeirinho não morre,
vai correr por o outro lado.
António Aleixo
“As pessoas sabem o que lhes faz falta e usam bem o apoio que recebem". Será?
... são cada vez mais as pessoas da classe média que pedem ajuda alimentar a instituições particulares de solidariedade social.
“os adultos portugueses com menor nível de escolaridade tinham maior prevalência de obesidade (39,4%)”. INS
“Quando o rendimento familiar diminui, aumenta a prevalência da obesidade”
Etiquetas: mercado, obesidade, Pangloss., pobreza, publicidade
Etiquetas: consumo, mercado, poder de compra, política
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Etiquetas: criadeira, mercado, publicidade
Etiquetas: colaboracionismo, consumo, economia, mercado, publicidade
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| Vias marítimas do mercado global (INFOGRAFIA JAIME FIGUEIREDO) |
Vale a pena?
A reversão democrática
O que torna, afinal, os populistas populares é a perda de popularidade das democracias liberais. Por um lado, a democracia deixou de ser correlacionada com níveis mais elevados de desenvolvimento económico e social. A crescente desigualdade e estagnação económica são entendidas, pelos cidadãos, como a prova de que o sistema político já não os representa.
* Cidadãos ou consumidores? Democratas ou clientocratas?
Etiquetas: consumo, democracias, mercado
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