alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

30.11.16

 

Flagrante


Portugal em flagrante
Museu Gulbenkian (Arte Moderna)
Curiosa semelhança: um quadro de Mª Helena Vieira da Silva (Naufrágio 1944) retrata os dos actuais refugiados no Mediterrâneo.
Um quadro de Júlio (Reis Pereira) evoca as figuras de Paula Rego.

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Cronsumo


Crédito ao consumo acelera 19% com ajuda de campanhas agressivas

E mais queria o paraíso
Sem mo ninguém estorvar.
E mais queria ter crédito
sem nunca me endividar.   


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28.11.16

 

Luanda vista por um caluanda



Não perder a magnífica exposição de António Ole na Gulbenkian (Arte Moderna), em especial os que passaram por ou viveram na Angola colonial.
Imagens e instalações do que era e do que foi a descolonização vista por um angolano lúcido e independente. Um sereno depoimento em quadros de um exemplar simbolismo, usando os mais inesperados quanto adequados materiais reciclados.
A série “Hidden pages, stollen bodies” é um tocante conjunto de painéis, qual deles o mais serenamente perturbante.
A Canoa quebrada (On the Margins of the Borderlandsé uma pungente alegoria do naufrágio da descolonização, tal como o dramático quarto da memória do pai e, sobretudo, a capela fúnebre da Escravatura «Mens Momentanea (II)»   
Não há gritos, raiva, revolta, acusação; apenas a demonstração de um teorema que Álvaro de Campos teria apreciado (O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo). Binómio: (Priberam: 
Expressão algébrica composta de dois membros unidos por sinal positivo ou negativo), relação dialética que, por não ter sido equilibrada sensatamente e a tempo, levou a um intrincado nó górdio que, como sempre, os chefes julgam resolver cortando cerce.
O filme que acompanha a exposição é de 1981; a qualidade da imagem é fraca mas a mensagem é arrepiante – a de uma esperança frustrada.

Mas o gigantesco quadro da entrada "Township  Wall"  enquadra e supera o resto tanto na beleza como no significado. 
Inesquecível - o que mais me impressionou nos musseques de Luanda em 1963 ali está estampado, concentrado, liofilizado numa belíssima mas penosa manta de retalhos; só este quadro vale a visita.





Curiosa coincidência - na mesma sala mas numa outra exposição está um quadro de Amadeo (1917) que segue uma estratégia semelhante – A máquina registadora.
As fotografias das paredes em ruína são igualmente sóbrias e chocantes.
É curioso comparar as três fotos de luandenses de 1973 com as fotos de 1976 de outros três luandenses; quatro anos que mudaram a face de Luanda; ou as faces.


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24.11.16

 

Tiro no porta-aviões


Só o conhecia virtual 
da batalha naval; 
agora senti-o ao vivo,
na casa das máquinas.

20.11.16

 

O dono


Donald Trump (DLT) é o rosto do capitalismo na sua versão autoritária. Em vez de um Duce ou de um generalíssimo, temos um CEO. Daniel Oliveira 

* O patrão, o dono.

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A marinar


Esquerda deixa dezenas de propostas a “marinar

* Terá algo a ver com Mariana Mortágua?

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19.11.16

 

Malhas que o Louzã tece


de Manuel Guerra
O Louzã (Henriques) é uma personalidade de excepção – psiquiatra, conselheiro, mestre, filósofo, antropólogo, etnólogo* e coleccionador amador (ama o que faz e colecciona o que ama) expõe a sua colecção de máquinas de costura.
 “Parras, Peles, Fibras e Pelos (Atrium Solum, Coimbra)
Máquinas de costura? Não lembra o diabo; as máquinas e o catálogo são excelentes.
Na apresentação falou (teceu considerações) sobre a história da roupa; atribui às máquinas de costura um papel muito importante na ascensão do estatuto social da mulher. Sem cotas nem leis descriminadoras.
Há uns anos, a propósito da quase extinção da capa e batina em Coimbra, sugeriu que tal facto se deveria não tanto ao luto académico pós 69 mas, sobretudo, às calças de ganga, os jeans.
Gostei da associação mas só agora, ao voltar a ouvi-lo falar sobre a roupa, já com a moda de capa e batina de regresso em força, me deu para parafusar nisso.
A capa e batina era um hábito clerical adoptado pela juventude universitária laica; de ganga era a farda (o hábito) operária que também vinha sendo adoptada pela juventude, universitária ou não.
A primeira manteve o hábito (essa praxe) como símbolo de uma nova condição mas idêntico estatuto; novas circunstâncias levaram os estudantes a substituir esse traje simbólico pelos jeans, que consideraram mais adequado à sua nova condição de “trabalhador intelectual”, título a que, naquele tempo, o estudante se arrogava.
É curioso que tanto a capa e batina como os jeans apagam as diferenças sociais que a roupa habitualmente revela; tanto naquelas como nestas, os rasgões eram ostentados com orgulho e não como sinais de necessidade. Também durante a ocupação nazi, os dinamarqueses passaram a usar a estrela judaica a que só os judeus eram obrigados.
A capa e batina era usada todos os dias, era um hábito universitário das aulas do dia-a-dia e das cerimónias, da praxe ou outras; em qualquer solenidade, universitária ou não, festiva ou fúnebre, a capa e batina ombreava com a casaca civil ou a farda militar de gala. Foi de capa e batina que se protestou contra o DL 40900 em 1956; foi de capa e batina que Alberto Martins, presidente da Academia interpelou a “veneranda figura do Chefe de Estado” em 1969.
Era uma das vantagens da capa e batina – servia integralmente para os cinco anos de formatura – nas aulas e nos exames, nas cerimónias da praxe, nos espectáculos da Orfeon ou da Tuna, na garraiada, no cortejo da Queima e no Baile de Gala.
A capa e batina nem sempre estaria impecável; uma das funções da trupe era assegurar que quem usasse capa e batina o fizesse correctamente – as meias teriam de ser pretas e a camisa teria que estar limpa.
Assim chegaria puída ao dia do exame final a partir do qual deixaria de ter uso; daqui a praxe do rasganço de que se salvava a capa por decoro e para memória. Obviamente que batina ainda em bom estado era trocada pela de outro.
Também os jeans (e as sapatilhas) foram evoluindo de farda operária para hábito informal juvenil, de dia-a-dia, de desporto e lazer vindo a acabar aceite como traje de cerimónia.

Como sempre o mercado e a moda apropriaram-se do fenómeno que exploraram em seu proveito; em vez de troca de batinas puídas antes do exame final, vendem os jeans rasgados como última moda.
Declaração de interesse: o Louzã é meu condiscípulo.
* e poeta e tudo.

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18.11.16

 

Público mais esclarecido


O PAN de André Silva parece o mais esclarecido dos partidos. Pede a redução do IVA nos ginásios ...— e mais umas tantas ideias, promovendo um estilo de vida mais saudável para os portugueses.

*Tentar que os portugueses se mexam em vez de pedir que os subsidiem mais - que andem a pé em vez de ir de carro para o ginásio mais barato estaria mais de acordo com a Natureza do PAN.


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Habeas corpus - "Que tenhas o teu corpo"

Advogado pede libertação imediata de comandos suspeitos de mortes

Supremo recebeu pedido de advogado que considera que a detenção foi ilegal. Pedido de Habeas Corpus pretende também evitar que os sete militares sejam interrogados por um juiz na manhã desta sexta-feira.

* Advogado pede ressurreição imediata de comandos mortos dado considerar que a morte foi ilegal.

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16.11.16

 

Uns pós de verdade sob a manto espesso do preconceito


 A palavra do ano para os dicionários Oxford é "pós-verdade"


No ano do “Brexit” e da eleição de Donald Trump, os editores do Oxford Dictionaries definem “pós-verdade” como “relativo ou denotando circunstâncias em que factos objectivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal”.


 

Outra vez sozinhos, frente ao mar


magnífica assímptota



13.11.16

 

E julgareis qual é mais excelente


prima para ampliar
se ir a Serralves ver Miró. 
(90% é refugo)
se ao pinhal em novembro.
(90% é caruma)

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12.11.16

 

Outono



 

O indispensável papel do Velho do Restelo na dialética


A seta da história

Muitas vezes é na resistência ao “novo” que “se progride”, mais do que na aceitação acrítica de tudo o que vem com esse rótulo. Outras vezes, não.
Para nos mostrar que as coisas na história concreta não são assim tão simples basta lembrar-nos do sucesso de instituições consideradas caducas, velhas e ultrapassáveis, a começar pela monarquia nos países europeus (ou a praxe nas Universidades portuguesas), que muita gente dava como extinta ou em extinção há dezenas de anos. 
A vontade de mudar, o elemento mais decisivo nestas eleições (USA), foi parar às piores das mãos, mas foram as únicas que lhes apareceram. JPP



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11.11.16

 

S. Leonardo


Há anos no miradoiro de S. Leonardo de Galafura um jovem dedilhava, à viola, uma toada de Leonard Cohen.

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10.11.16

 

Homenagem a Agustina

..
Rua da Alfândega

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9.11.16

 

A bandeira do Novo Mundo


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Mudar só por mudar


Eu quero mudar, mudar perdidamente
O sistema está tão podre, tão descontrolado e tão incapaz de se reformar que a vontade do povo americano de mudá-lo musculou o braço de quem prometeu esmurrá-lo. O que não foi a bem há de ir a mal.  Pedro Santos Guerreiro

Ler                          How Trump Won the 2016 Presidential Election


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6.11.16

 

G/Rostocracia


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Falso alarme


Trump retirado de palco



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5.11.16

 

Pitia


Não pode ser

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4.11.16

 

Uma história de há 80 anos


Ter seis anos então

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Índice de bem-estava


Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga o Índice de bem-estar em 2014


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1.11.16

 


 

Nova Faculdade?



Simulação de ensino médico



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Processo de isenção


Bruxelas apoia Santander em processo de swaps contra Portugal


Comissão Europeia acusada de ceder à indústria na regulação de substância cancerígena



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