alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

31.7.10

 
Futuro condomínio
R. José Castilho, Coimbra
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Tourada catalã

O Parlamento da Catalunha decidiu proibir a celebração das corridas de touros nesta região de Espanha a partir de 2012 por 68 votos a favor da proibição, 55 contra e 9 abstenções.
Foi uma votação renhida, em que os deputados da CiU (Convergência e União) e do PSC (Partido Socialista da Catalunha) optaram pela tese da defesa dos animais, com o apoio da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) e da ICV (Iniciativa Verde da Catalunha), contra os votos do PP (Partido Popular) e do C¿s (Cidadãos da Catalunha).

* O Parlamento na Monumental com disciplina de voto nos diversos sectores da praça. Um monumental redil.

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30.7.10

 

Museu do Côa abriu hoje
Construído com material e mão-de-obra locais e preparado tanto para a seca quanto para a cheia. Todas as peças da colecção estão expostas nos locais onde foram criadas.

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Painel BioSolar
e.Clorofila
.
.
*Uma sugestão para o Luis M.

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Factores de insustentabilidade do SNS

Alguns dados estatísticos sintomáticos de factores de insustentabilidade:
.
5. O desperdício no SNS é calculado em perto de 25% do total da despesa,
6. ... tanto quanto é gasto com o mercado farmacêutico.


* Eu não iria tão longe na insinuação do Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e presidente eleito da Federação Dentária Internacional
.

PS: O desperdício no SNS é enorme; o dos USA é ainda maior, muito maior:
… estimates that up to 50% of U.S. healthcare spending could be classified as waste.
Não convem esquecer estes dados quando se propõem alternativas ou remendos que o desvirtuam.

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Ciclo vicioso da pescadinha com os media na cabeça

As dúvidas que subsistem no caso Freeport acabam por confirmar as certezas que podemos ter quanto à incapacidade do sistema judicial português - que o relatório da Transparência Internacional,a ontem conhecido, veio confirmar, no que toca ao combate à corrupção.

O Ministério da Justiça assinalou o facto desta organização basear os seus «
relatórios na percepção da corrupção, colhida junto de alguns cidadãos dos diversos Estados, através de perguntas ou solicitação de resposta a inquéritos, e retirada de notícias publicadas em meios de comunicação social».

*Um relatório baseado em opiniões formados pelas notícias dos media que estes vão usar para confirmar “as certezas que podemos ter”...

a Portugal está entre os 20 (Israel, Canadá,...) que aplicam "pouco ou nada" a convenção da OCDE de combate à corrupção internacional.

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Intenções de voto

Em Junho, o PSD recebia 47,7% dos votos. Em Julho fica-se pelos 37,3%. Em sentido contrário surge o PS que tem agora 33,3% das intenções de voto, enquanto que há um mês ficava-se pelos 24,1%.
A amostra do barómetro da TSF/DE é formada por 802 pessoas inquiridas por telefone. O intervalo de confiança da sondagem é de 95%.

* Que interesse tem avaliar com tal exactidão as volúveis intenções dos inquiridos se variam tanto em tão pouco tempo? A mesma que têm as opiniões dos “economis­tas que, porque usam números, julgam que praticam uma ciência exacta.”
José Cutileiro. Expresso.

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29.7.10

 
Faróis à velocidade da luz

Vivemos, em suma - a analogia é de J.L. Servan-Schreiber, no livro Trop Vite -, como se nos deslocássemos de noite num automóvel cuja velocidade aumenta à medida que o alcance dos faróis diminui. Manuel Mª Carrilho
* Não é necessário diminuir o alcance dos faróis para que a analogia funcione - tanto maior a velocidade, menor o alcance da visão. À velocidade da luz não veríamos o obstáculo em frente substituído pelo que atropeláramos momentos antes.

La plus petite planète
- Ça c'est drôle ! Les jours chez toi durent une minute !
- Ce n'est pas drôle du tout, dit l'allumeur. Ça fait déjà un mois que nous parlons ensemble.
- Un mois ?
- Oui. Trente minutes. Trente jours ! Bonsoir.

Le petit prince poursuivit:

- Ta planète est tellement petite que tu en fais le tour en trois enjambées. Tu n'as qu'à marcher assez lentement pour rester toujours au soleil. Quand tu voudras te reposer tu marcheras... et le jour durera aussi longtemps que tu voudras.
- Ça ne m'avance pas à grand'chose, dit l'allumeur. Ce que j'aime dans la vie, c'est dormir.
Le Petit Prince, Antoine de Saint-Exupéry

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Suplício de Tântalo

Se há ideia com que se tenha identificado a evolução técnica e tecnológica do último século, foi sem dúvida com a da promessa que ela propiciaria mais tempo à humanidade, libertando-a de diversas pressões que condicionam a vida quotidiana dos indivíduos.
E contudo, apesar da proliferação dos inventos que substituem o trabalho humano, e da multiplicação das inovações tecnológicas que permitem fazer tudo mais depressa ... vivemos hoje com a noção de, afinal, não ter tempo para nada…
Tudo se passa como se uma lógica mais forte se impusesse a todas essas ilusões, contrariando-as. E essa lógica existe, é a da aceleração: ...
É a aceleração que conduz à consagração do curto-termismo.
A aceleração dilui a percepção do tempo, condenando-nos a viver num presente perpétuo ... (que) tem como efeito privar o homem contemporâneo de qualquer perspectiva consistente
. Manuel Mª Carrilho
* A aceleração não é a causa mas uma peça da engrenagem causada pela sujeição de todos à avidez, à ganância e à cupidez; sobretudo quando se pactuou com a “elevação da cobiça a virtude pública”. Robert Adams. Actual/Expresso 10-6-2006

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Não me deixaram
Freeport: Procuradores quiseram mas não lhes deram tempo

Após a análise do inquérito verifica-se que importaria, ... proceder à inquirição do então ministro do Ambiente, actual primeiro-ministro...

*Seria plausível que alguma das respostas às “27 perguntas que os investigadores dizem não ter podido fazer ao primeiro-ministro” pudesse alterar o resultado?
"Confirma a recepção?; "Confirma ter havido?; "Encontra alguma explicação"?; "Encontra alguma explicação"?; "Como explica?; "Confirma que?; "Teve conhecimento ...e, em caso afirmativo, se essa colaboração influenciou a sua escolha para o desenvolvimento dos projectos de arquitectura do complexo Freeport?".

Importaria ouvir mas não lhes deram mais tempo pelo que se não importaram de deixar rabos de palha.
.................Os rabos-de-palha passam grande parte do seu tempo a voar sobre os oceanos e estão
.................bem adaptados a planar. Alimenta-se de peixes, principalmente peixe-voadores.
* A absolvição não é um atestado de inocência; apenas atesta que não foram encontradas provas da suspeita. Convinha que estas não permanecessem; creio ser esse um imperativo deontológico dos responsáveis.

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Colónia do Sacramento dos telemóveis, 260 anos depois
Portugal Telecom chegou a acordo com a Telefónica para que a empresa espanhola compre a parte portuguesa da Vivo brasileira. Em troca a PT irá entrar na operadora brasileira Oi.

Pelo Tratado de Madrid de 1750 Portugal cedeu à Espanha o território que ocupava na margem norte do rio da Prata, chamado Colónia de Sacramento; e a Espanha cedeu a Portugal a região de Montes de Cartilhos Grandes.
O acordo gorou-se; só em 1777 (
Tratado de Santo Ildefonso) se conseguiu manter a integridade territorial do Brasil ao trocar a Ilha de Santa Catarina pela Colónia do Sacramento.
* Não admira que tenha sido o Espírito Santo que mais ganhou com o negócio tratando-se da área das telecomunicações.

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28.7.10

 
Pica

A descoberta do sentido - se é que há sentido (há quem o negue) - ­não se alcança como quem desmonta uma máquina ou disseca um cadáver. E preciso observar o funcionamento do ser vivo que é o «corpo» da Nação. Ora isto só se obtém com tempo, atenção, curiosidade, reflexão. Não consi­go encontrar melhor forma de o dizer do que usar o conceito de olhar contemplativo. Contemplar significa, antes de mais, reconhecimento da alteri­dade do ente observado e renúncia a qualquer tentação de o dominar ou possuir. Significa também atenção a todos os pormenores, mas sem esque­cer uma atenção maior ainda à sua relação com a totalidade que eles for­mam. Significa ainda gozo, encantamento e alegria pelo que o ente observa­do tem de admirável e de único. Contemplar, sem regatear o tempo perdido, é, pois, necessário, para apreender o sentido de tudo o que é ocul­to. Se isto é verdade para tudo o que é invisível, também o é para esta arris­cada tentativa de descobrir o que verdadeiramente é ser beirão, minhoto, trasmontano, algarvio, ribatejano ou alentejano. Ou português.
José Mattoso, Suzanne Daveau, Duarte Belo. Portugal, O Sabor da Terra. 2ª edição. Círculo de Leitores 2010

* Um magnífico livro que, na verdade, são dois. Um distúrbio para saborear em férias.

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Férias judiciais

26-07-2010 Processo Freeport está concluído
28-07-2010 Ex-gestores do
BCP vão a julgamento
27-07-2010
PT vende VIVO e entra na OI

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O SNS não é insustentável

O SNS tem servidões inalienáveis: formação de pessoal, investigação, urgências, impossibilidade de despedir pessoal por mudança tecnológica, obrigação de liderança na qualidade, incompressibilidade da oferta ditada pela obrigação de oferecer todas as prestações. Os custos de funcionamento reflectem essas servidões; a concorrência aberta do privado levaria à desnatação e à rápida degradação do SNS. António Correia de Campos
* Uma sólida argumentação em defesa do SNS por quem foi acusado de se o seu coveiro.

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27.7.10

 
Negócios albiónicos

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, manifestou a sua cólera por a Turquia ainda não ter sido aceite na União Europeia... e afirmou que os que a ela se opõem são proteccionistas ou têm preconceitos. “Isto é algo que sinto muito fortemente, muito apaixonadamente.
David Cameron descreveu a Turquia como uma potência económica em rápido crescimento, que ... é uma enorme oportunidade para os negócios britânicos.
* O PM Cameron resolveu assumir a pasta dos negócios estrangeiros britânicos em Ancara. Seria essa a razão para que um PM conservador tenha escolhido uma linguagem tão pouco diplomática (cólera, preconceitos, apaixonada).

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O desígnio inteligente dos predadores

Os predadores não extinguem a fonte das suas vítimas: seria a sua sobrevivência que estaria em causa. João Caraça

* As ilhas da Páscoa, a rã da fábula e o lince da Malcata que o digam.

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Default*

Mais 15 bancos falhavam se o teste assumisse default da dívida.
O cálculo é feito pelo departamento de research do Barclays Capital.
... bancos assumem que têm no seu balanço de trading
"... é o mesmo que um test drive a um automóvel "

• Negligência ou preguiça em português.

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Nilo desagua no Tejo

*Há 40 anos foi o Amazonas.

E o rio Amazonas que corre Trás-os-Montes
e numa pororoca desagua no Tejo...

Fado Tropical 1973. Chico Buarque

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26.7.10

 
Curadores de empresas

- Qual é o negócio, nos cinco sectores em que está, a que está mais atento hoje'?
- Vários. Tento imprimir nas empresas a que estou liga­do uma lógica de desenvolvimento acelerado.
- E a sua lógica é fazer crescer rapidamente pa­ra depois vender'?
- Só vendo quando entender que esse negócio perdeu potencial de cresci­mento ou que há outros negócios com maior potencial. Essa é a lógica normal para quem está nesta vida. Eu não estou nesta vida por razões sentimentais. Estou aqui com um ob­jetivo: criação de valor. Quando se está num sector que cresce, ótimo; quando o sector dei­xa de crescer, é sair para entrar noutro.
- É uma perspetiva muito pragmática. É nor­mal os empresários criarem uma afeição às empresas e aos negócios que criam...
- Acho isso curioso. O que seria se os empresários franceses nos anos 60 tivessem criado uma afeição ao sector têxtil? Hoje estavam todos falidos. É uma forma irracional de uma pes­soa se comportar no meio empresarial. Eu aí sou bastante lúcido.
- Frio e analítico...
- Não tenho qualquer tipo de relação emocional com as empresas. As em­presas são um meio, não são um fim.
MPA. Única/Expresso 17-7-2010

*Este tipo de gestores recordam-me certo tipo de médicos que se interessam muito mais pelas doenças que pelos doentes (Dr. House), escolhendo os de melhor prognóstico e que pagam bem pela intervenção.

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25.7.10

 
MAI apresenta manual com 100 conselhos de segurança
Cem conselhos ~ sem conselhos.

 
Banca portuguesa passa nos testes
realizados no quadro do Banco Central Europeu.

*É o que se esperaria se a OMS viesse avaliar agora a capacidade dos maiores hospitais europeus de resistir a uma eventual nova vaga de gripe A.


O BPI surge na 17ª posição no ranking dos 91 bancos avaliados, à frente de grandes bancos europeus, como o Santander, BBVA, Deutsche Bank ou da Societé General

* É motivo de satisfação que o mais bem classificado dos cinco maiores bancos portugueses tenha atingido o 17º lugar europeu, quase tão bom como o que o SNS atingiu em 2000 (12º mundial).

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23.7.10

 
Doentes feitos reféns de cheques cariados

O atraso no pagamento dos cheques-dentista às clínicas da região Norte que aderiram ao programa de saúde oral já levou algumas a recusar pacientes.
O Norte é a única região que ainda não resolveu os problemas...
Tratamos os que são nossos doentes, para não os perder, mas recusamos doentes novos”.

*Se o atraso no pagamento é exclusivo do Norte, não poderiam continuar a tratar os da arcada inferior?

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Testes de stress
A verdadeira prova de resistência é conseguir ler os relatórios dos bancos e os comentários dos economistas.

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Lisboa e Vale do Tejo e tudo.
... destino que depois impõem aos seus compatriotas

De facto, a identidade nacional tem sido normalmente procurada fora das cidades, aí onde ... se julga poder encontrar a pureza da raça. A verdade é que a identidade portuguesa é inseparável de Lisboa, ou seja, da encruzilhada onde os Portugueses de todos os quadrantes se encontram uns com os outros e onde eles tecem o destino que depois impõem aos seus compatriotas. Por mais mutável que o seu comportamento tenha sido ao longo dos séculos, como acontece sempre nas grandes cidades, onde fatalmente impera o tempo curto, não se pode identificar o país sem procurar no grande caminho da sua capital a linha da continuidade que é em grande parte a do próprio país. E nela onde se podem verificar com mais clareza e com mais realismo os traços característicos da sociedade portuguesa.
José Mattoso, Suzanne Daveau, Duarte Belo. Portugal, O Sabor da Terra. 2ª edição. Círculo de Leitores 2010

* Destino que os seus compatriotas adoptam (são levados a adoptar, o que fazem encantados)

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Quando ouço falar do SNS, puxo logo da memória

Um primeiro exemplo é o do estatuto da ADSE, o sistema de saúde dos funcionários do Estado. Qualquer cidadão que já tenha contactado com os benefícios desse sistema gostaria de estar inscrito na ADSE. E é fácil perceber porquê: o utente pode escolher livremente entre serviços públicos e privados e as taxas que tem de pagar são muitas vezes menores do que as do SNS. Pode-se, por exemplo, ir ao seu médico e não ao médico que o Estado escolhe. Mais: de acordo com um estudo divulgado há um ano e publicado em livro (Saúde: A Liberdade de Escolher, de José Mendes Ribeiro), o custo deste sistema para o Estado é menor, por utente, do que o custo do SNS. Ou seja, temos em Portugal, há muitas décadas, um sistema público de saúde ... que é eficiente, sem deixar de consagrar a liberdade de escolha a que aspiram milhões de utentes. JM Fernandes. Quando ouço falar de mais liberdade, puxo logo da pistola.

1. O custo per capita da ADSE (780€/A) foi menor que o do SNS (983€/A), valores de 2007; mas toda a estrutura da ADSE pressupõe um SNS preparado para qualquer situação grave de qualquer cidadão, beneficiário da ADSE ou não. “...o custo mais elevado da capitação do SNS pode também justificar-se como o reflexo do peso excessivo de uma capacidade instalada que tem de estar preparada para qualquer eventualidade, venha a ser ou não necessária. Tudo isso contribui, obviamente, para um custo médio acrescido." (1)
2. A capitação do SNS é muito assimétrica: os habitantes da Grande Lisboa gastam 60% mais que os do Norte. Cada habitante de Lisboa e Vale do Tejo custa 1169€/A ao SNS contra 735€ dum nortenho (2) - um valor inferior à média da ADSE. Como não é provável que os lisboetas sejam mais doentes que os nortenhos, aqui está uma via para atenuar o sorvedoiro de recursos do SNS.
3. Não deixa de ser curioso, embora não seja surpresa, que aconteça uma assimetria semelhante na distribuição dos seguros de saúde, outra panaceia para muitos. Os seguros privados são mais comuns em Lisboa e Vale do Tejo, ao contrário do que ocorre na Região Norte, que apresenta um valor inferior a todas as outras regiões. (3)
Os “prémios” dos seguros privados de saúde são inferiores aos dos custos do SNS, porque contam com a rede protectora do SNS: a capitação do SNS é mais elevada porque cobre todas as patologias difíceis e todas as idades, não fazendo a selecção adversa de casos, isto é, não excluindo os grandes gastadores ou os mais idosos. As seguradoras fixam, habitualmente, um «tecto» para o risco associado a cirurgias, consultas, tratamentos de ambulatório e também para a estomatologia, fazendo variar o prémio em função desses limites. (1)
A percentagem de indivíduos detentores de seguros de saúde mantém-se estável no período considerado (11,2% em 2001 e 11,8% em 2008)
A posse de um seguro privado está claramente associada a um perfil sócio-demográfico específico: são sobretudo os homens, os inquiridos entre os 30 e os 49 anos, os mais escolarizados (acima da escolaridade obrigatória) e os que têm um estatuto sócio-económico elevado, o que explica que apenas 1,9% da população aceda frequentemente a cuidados médicos do sistema privado (2008).
(3)

1. J. Mendes Ribeiro. Saúde: A Liberdade de Escolher. Gradiva 2009
2. http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1608281
3. M. Villaverde Cabral, P. Alcântara da Silva. O Estado da Saúde em Portugal. ICS, Universidade de Lisboa. 2009

*Quando ouço falar do SNS, puxo também da calculadora; é o que farão os gestores das seguradoras e dos hospitais privados.

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21.7.10

 
Consumismo

O problema do défice externo não passa necessariamente pelas exportações que começam a crescer a ritmos apreciáveis, mas sim por termos importações demasiado elevadas. Temos de arranjar maneira de reduzirmos a nossa apetência por muitos dos bens e serviços que importamos."
"Portugal tem atualmente a segunda ou a terceira taxa de poupança bruta mais baixa de toda a União Europeia. Um facto surpreendente, se nos lembrarmos que, até há 20 anos atrás, éramos um dos países com uma das mais elevadas taxas de poupança."
Ora, só a dívida das empresas públicas já ronda os 20% do PIB. E nos pagamentos das parcerias público-privadas vamos gastar quase 30% do PIB nos próximos 30 anos! A partir de 2013, os futuros governos terão uma fatura de 1% do PIB todos anos para pagar as autoestradas, os hospitais e as restantes grandes obras públicas inauguradas por este Governo. Não tenho dúvidas que este é um dos maiores atentados geracionais da nossa história recente."
Álvaro Santos Pereira. Prof de Economia. Simon Fraser University, Canadá. Única/Expresso 17-07-2010


* É isso, consumimo-nos para consumir; importamos sem nos importarmos.

 
Justa causa

A proposta do PSD que substitui o conceito de "despedimento sem justa causa" pelo "despedimento sem razão atendível" visa facilitar a vida aos patrões na hora de despedir.

*A redacção privilegia a alegada intenção sobre o previsível resultado; a culpa sobre a relação causal.

**A proposta de substituir o conceito de "substituição por justa causa" pelo "substituição por razão atendível" visa facilitar (facilitará) a vida aos seleccionadores durante o jogo e às cúpulas partidárias quando preparam as listas de deputados.

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Errata com razão atendível

Não se percebe a celeuma que a proposta de revisão constitucional levantou; afinal o PSD pretende apenas trocar a expressão "sem justa causa" do capítulo da proibição dos despedimentos pela "tendencialmente gratuito" dos cuidados de saúde.

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20.7.10

 
Campos de «Férias & Co», a Mocidade Portuguesa emergente

Mas há soluções, mais ou menos caras, que acabam sempre por ser um investimento, como os campos de férias onde as crianças aprendem regras, adquirem autonomia e se divertem com aventuras que as vão marcar para a vida.
.
* Há muitas vantagens – aprender a viver longe da família, regras da vida colectiva e a comer sopa – mas imensos inconvenientes: ali tudo é condicionada, todos a fazer a mesma coisa comandada por adultos, tudo mecanizado, militarizado. E instrumentalizado - para tudo há brinquedos caros.
Não parece haver a mínima autonomia – só a necessária para que cada um faça à sua maneira os “exercícios” a que todos são submetidos. Não há improviso; não vi trepar a árvores, tudo era de plástico. Não vi terra nem ninguém sujo.
Não há liberdade; estão ao ar livre, num ambiente dum campo de concentração modelar, fardadas de roupa de marca, para TVI mostrar.

Marcelo Caetano ficaria encantado com este acampamento de Lusitos da MP - uma estância de férias para filhos de patrícios romanos onde se entretêm crianças condicionadas para vir a ser gerentes exemplares de uma sociedade de mercado.

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Tentações comerciais

Pode ir passear ao centro comercial mas o mais certo é acabar por gastar dinheiro.
É possível que já tenha passado pela experiência: sai de casa para ir a um centro comercial, apenas com o intuito de olhar as montras, e regressa a casa com, pelo menos, um saco de compras.

"... cem por cento" dos frequentadores "habitualmente gasta dinheiro" no shopping.
Análise e diagnóstico de mercado dos centros comerciais da região do Porto

Gedeão já o dissera, anos atrás:
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
...
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra - louvado seja o Senhor! - o que nunca tinha pensado comprar.
António Gedeão, Dia de Natal

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Caça ilegal

Caçador confundiu irmão com javali e matou-o; era de noite e disparou a espingarda sem ver o alvo. Agora responde por homicídio por negligência e caça ilegal.

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19.7.10

 
Milhões de portugueses ...
.
O presidente da Associação Portuguesa de Genéricos diz que "as suspensões afectam um pouco de todas as áreas".
.






Ao todo, estes problemas afectam milhões de portugueses.

* Não serão milhões de portugueses mas milhões de genéricos.

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O ICN sensível a “pressão humana”
O Instituto de Conservação da Natureza chumbou construção de cemitério no local onde veio a aprovar o Freeport. Indeferimento justificado com "pressão humana" gerada pelo cemitério.

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18.7.10

 
Tempo perdido

Os resultados deste estudo vêm confir­mar que trabalhar em casa não é tem­po perdido.
Por isso, aqui fica uma dica ao leitor: Se tiver lido este artigo sem fazer mais nada, esteve em lazer puro. Mas se, por acaso, passear o cão en­quanto lê vai estar a contribuir para o PIB "real" mesmo que o Instituto Na­cional de Estatística não o detete nas suas estimativas. Expresso 17-7-2010
* O jornalista que descobre, encantado, que se confirmou que trabalhar em casa não é tem­po perdido e que passear o cão deveria contar para o Produto Bruto, considera que ler este artigo é lazer puro; devem ser critérios destes que regem a rubrica "Altos e Baixos" do Expresso.

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Numerus Gago

A triste figura que faz um bom ministro quando fala do que não sabe; os argumentos são tão primários quanto os do jornalista que o classifica.
(prima para aprender)

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SCUt em Angola

Um dia alguém sonhou ... que as autoestradas sem porta­gem levariam o progresso ao in­terior, o desenvolvimento a zo­nas deprimidas, o investimento onde ele não existia.
Desse milagre resultaria a bem-aventurança dos cofres públicos, subitamente inunda­dos com a multiplicação de re­ceitas fiscais.
A conclusão era óbvia. O aumento da atividade económica induzida pelas no­vas autoestradas significava mais impostos pagos pelos feli­zes beneficiários da moderni­dade do alcatrão.
Feitas as contas, essas receitas seriam superiores à renda a pa­gar pelo Estado aos financiado­res da construção das autoestra­das. Ou seja, o saldo final seria neutro para o Orçamento. Em vez de pagar portagens os benefi­ciários pagariam mais IVA, mais IRS ou mais IRC.
Em tese esta ideia é maravilho­sa. Faz todo o sentido. Como aliás muitas outras grandes ideias que nos levaram a gran­des desastres.
Luís Marques Expresso 17-7-2010

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17.7.10

 
Títulos do Caderno Principal

Governo deve
É preciso
Deputado avança
Obama pede
PT pede
EUA querem
CMVM condenou
Praias invadidas
Câmara acusada

e.Público 17-7-2010

Salvo a das algas, a única iniciativa é do deputado Defensor de Moura.

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Percepção inocentadora

Os reclusos de três estabelecimentos prisionais, sujeitos a entrevistas de profundidade por uma equipa de investigadores, não acreditam no potencial de prevenção da criminalidade da base de dados de ADN. Porém, não querem abdicar de um eventual potencial inocentador que este sistema pode revelar.
Helena Machado, investigadora da Universidade do Minho, orientou um projecto do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra que quis avaliar a percepção que os prisioneiros têm da base de dados genéticos.

Percepção que os reclusos têm da base de dados de ADN

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Mercado da saúde
Falta de dentes leva dentistas a fazer promoções
Falta de doentes leva doentistas a fazer promoções

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Uma gota de água
Hospital de São João corta garrafas de água a doentes

Significativo que este “corte” seja notícia; não me recordo de ter sido noticiada a distribuição gratuita de garrafas de água a doentes. Creio que o H. S. João dispõe de água canalizada desde a inauguração.

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16.7.10

 
Sem risco de pobreza

Antigos altos quadros do BCP condenados a coimas acima de quatro milhões
A CMVM aplicou coimas a nove ex-administradores do BCP, num valor total de 4,325 milhões de euros, e inibiu da actividade bancária oito deles pelo máximo de cinco anos
Goldman Sachs paga multa de 425 milhões de euros por enganar clientes

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Riscos de pobreza


Os dados do INE (Taxa de risco de pobreza diminui para 17,9% e desigualdade continua a reduzir-se) deram origem a títulos muito diversos:
Portugueses estão menos pobres e menos desiguais
Agência Financeira
Risco de pobreza desce, mas desigualdade aumenta, diz INE Dinheiro Digital

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Taxa de risco

Taxa de risco de pobreza diminui para 17,9% e desigualdade continua a reduzir-se,
de acordo com os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), incidindo sobre rendimentos de 2008.
INE 15 Julho 2010

Mas, basear a taxa só no rendimento "exclui tudo o que está fora da economia financeira ...", W. Orme, porta-voz do PNUD.
Sendo assim, não admira que os
Grupos mais vulneráveis à pobreza são as crianças e os desempregados... que estão fora da economia financeira.
.
* É a consequência esperada de um problema algébrico.
.

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“Vergonhosa” falta de concretização

Deputados consideram "vergonhosa" falta de concretização do cheque-bebé.
Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da UE
A natalidade continua a baixar, situando-se agora em 1,36 crianças por mulher em idade fértil.

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15.7.10

 
Some PIGS can fly

A Espanha ganhou por nós todos, os PIGS, tratados por alguns dos nossos parceiros do Norte como se tivéssemos na Europa um lugar de favor. Teresa de Sousa

I am fond of pigs. Dogs look up to us. Cats look down on us. Pigs treat us as equals. Churchill

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O estado da nação

Financial Times diz que risco de ruptura no euro é sério. E uma vez que "Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha - os principais beneficiários do euro - enfrentam décadas de austeridade ...

Prevenidos contra a austeridade
A
venda de carros novos em Portugal disparou 57,7% só no primeiro semestre deste ano. É a maior subida entre os 27 países da EU. Associação de Construtores Europeus de Automóveis.

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Justiça pendente

Mais de um milhão de processos pendentes, diz presidente do Supremo

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14.7.10

 
Sociobiologia atrevida
A acidose metabólica e os sistemas tampão
... a proliferação de produtos financeiros tão esotéricos como opacos e a constituição de um poderosíssimo sistema bancário paralelo. Mel Mª Carrilho
.
*Quando o organismo engorda demais, a insulina escasseia ou embota pelo que a glicose não chega às células onde faz falta; estas só sobrevivem porque há processos que permitem compensar esta carência energética pelo recurso a fontes alternativas – os abundantes ácidos gordos acumulados.
Esta via de recurso tem os seus defeitos – liberta muitos ácidos, “produtos metabólicos esotéricos”; esta acidose é o equivalente metabólico do fumo do diesel (ou do gasogénio no tempo da guerra) que polui a atmosfera e é necessário depurar.
Os sistemas-tampão neutralizam esses ácidos enquanto lentamente se processa a indispensável depuração.
O sistema bancário paralelo é o equivalente financeiro da receita do bicarbonato – camufla os radicais ácidos (ocultam os produtos financeiros opacos) que tornam a respiração ofegante e que comprometem a homeostasia económica.
É um disfarce; se se não resolver o problema, a acidose vai corroendo o osso que nos mantém de pé.

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13.7.10

 

A ver o render da guarda
Copenhague, há uns anos.

Homenagem a H C-B.

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Pandoracilina 2

... poor people in the developing world of SW

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Pandoracilina

Combating Drug Resistance
Efforts to improve the health of poor people in the developing world by increasing the availability of drugs to treat diseases such as malaria, HIV and TB are having a serious unintended side effect: accelerated drug resistance, which is raising costs and claiming lives.
* Os antigos montemorenses conheciam bem a homeostasia dos sistemas e o perigo dos aprendizes de feiticeiros.

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12.7.10

 

A espiga mosaico

Copenhague, há anos.
(prima para ampliar)


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Entretanto os bagos cresceram.

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Sociobiologia atrevida
A homeostasia dos sistemas e os aprendizes de feiticeiros

La guerre! c'est une chose trop grave pour la confier à des militaires.
Georges Clemenceau


A passagem de uma economia industrial para uma "economia de casino", assente na especulação financeira, nos offshores, no papel sobre papel sobre papel sobre papel, cujo vazio teria que estourar mais dia, menos dia.
É óbvio que algumas destas coisas aconteceram, havia muito papel sobre papel sobre papel, mas os Estados usaram esta "economia de casino" para aumentar o welfare state, mesmo nos EUA onde muita da especulação imobiliária que estourou com a crise do Fredie Mac e Fannie Mãe, o primeiro acto da crise actual. Ambos eram "government sponsored enterprises" e (resultaram) de impulsos "sociais" da presidência Clinton para que muitos americanos pudessem aceder a habitação.
O problema é outro:... mais do que o papão do "neoliberalismo", quem esteve à frente dos destinos da Europa foram estatistas quer de esquerda, quer de direita, e que o que se fez foi acima de tudo criar um Estado-providência, o chamado "modelo social europeu", impossível de sustentar, quer pela demografia, quer pelo efeito de competição da globalização.

Ou seja, a crise actual, tendo uma componente financeira que é a única de que os socialistas falam, foi muito para além e acabou por mostrar a dimensão de fragilidade do "modelo social" construído na dívida e no défice, e por isso impossível hoje de se manter. JPP.
A convergência do apetite do PS (e, em menor grau, do PSD) pelo envolvimento em negócios com a tendência de muitos empresários para viverem à sombra do Estado resultou em empresas que não são carne nem peixe. Acontece que a promiscuidade entre Estado e negócios é aliciante para as duas partes, embora a prazo diminua ambas. Sarsfield Cabral.

*Cada sistema tem a sua lógica interna que lhe permite sobreviver – o clã, o feudalismo, o ancien regime, o capitalismo (o de estado e o outro), a igreja católica, os eco-sistemas e o organismo humano,. Toda a intervenção casuísta, bem ou mal intencionada, perturba a homeostasia e pode desencadear resultados inesperados, por vezes contrários aos pretendidos; em especial quando estes sistemas são regidos por gente arguta, com séculos de experiência de homeostasia que não hesita em mudar alguma coisa supérflua.
A estratégia social, política e médica terá que ter em conta estes dados.
A evolução leva séculos (“três gerações”) mesmo guiada por um desígnio inteligente; a revolução é uma tarefa demasiado séria para ser deixada a aprendizes.

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O abafador

Senhora ministra, peço-lhe que pense bem nos verdadeiros problemas que estamos a viver, de modo a encontrar soluções eficazes e justas. Não pergunte quanto ganha um cineasta .... Nós, realizadores, não temos direito a qualquer reforma. Cada realizador ganha o seu salário só quando filma, sem garantia nenhuma de continuidade.
Pergunte sim, por exemplo, quanto aufere o administrador da Lusomundo/Zon, o abafador, aquele que esconde os nossos filmes...
Manoel de Oliveira

"Entrava, atravessava impávido e silencioso a multidão que há três dias, na sala, esperava impaciente o último alento do agonizante, metia-se pelo quarto dentro, fechava a porta, e pouco depois saía com uma paz no rosto pelo menos igual à que tinha deixado ao morto".
Miguel Torga, Novos Contos da Montanha. 1944

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11.7.10

 
As fachadas como montras
Copenhague, há anos

As paredes, feitas para proteger e ocultar, tornam-se montras para expor e seduzir.
Pensando melhor, também as varandas serviam para observar e para exibir – os ferros forjados, as colchas ricas à passagem dos cortejos solenes, as filhas casadoiras de vez em quando, a bandeira durante os jogos.
O que era raro e discreto, agora é permanente e descarado; permanente a função, que a mercadoria varia rapidamente. Quantas das marcas expostas ainda persistirão?

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SCUT: Comissões voltam a exigir suspensão de portagens

Os sarmentos não conseguem manter-se sem apoios externos; quando lhos retiram, queixam-se e enroscam-se-nos.

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Birra e preconceito

As reacções ao Mundial de futebol, se me permitem a fatídica alusão, têm sido aliás representativas do lugar que nos atribuímos na Terra. Logo que terminou a obrigação ("patriótica", dizem) de "torcer" pela selecção nacional, os entusiastas da bola dedicaram-se ao Brasil, à Argentina, ao Uruguai, ao Paraguai e até ao Gana, que também servia para atingir o objectivo de todos: evitar a vitória de uma equipa europeia. Alberto Gonçalves.

O futebol não é apenas o conten­tamento de quem marca golos ou ganha um campeonato, é também a oportunidade única para deitar cá para fora todos os preconceitos e embirra­ções contra os povos alheios que normalmente se guardam nos co­fres da civilidade. Veja-se o caso alemão. Assim que Portugal foi eliminado, não ouvi uma alma dizer que torcia pela Alemanha. Nós per­demos e os compadres do futebol gritaram: a partir de agora sou ar­gentino. Ou brasileiro. Ou espa­nhol. Alemão é que não.
Clara Ferreira Alves. Pluma caprichosa. Racismo e futebolismo. Única/Expresso 10.7.2010

PS: Os americanos estadunidenses estavam a seguir um Mundial pela primeira vez ... As reuniões começavam com o anfitrião dizendo que estava inclinado a torcer pela Alemanha ou pela Holanda (mas nunca por Inglaterra). Rui Tavares

*Extrapolação abusiva (“todos”, “Não ouvi uma alma”, "nunca"); processo de intenção ("para evitar que", "...é que não").

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O departamento de Pré-História

A história de João Zilhão, um dos dois mais citados, prestigiados e premiados arqueólogos do mundo, explica porque tem Portugal tanta dificuldade em sair da cepa torta.
A universidade portuguesa rejeitou-o: em 2003, ao mesmo tempo que ganhava um Prémio da Fundação Humboldt para trabalhar um ano na Alemanha numa instituição de investigação à sua escolha, o Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa proibiu-o de fazer provas de agregação. Inês Pedrosa. Única/Expresso 10.7.2010

* A fazer fé na nota, parece-me lógica a deliberação do Departamento de História da UL; João Zilhão, um arqueólogo que liderou a descoberta do meni­no do Lapedo, um esqueleto com mais de 25 mil anos e conhecia bem a casa, deveria ter-se candidatado ao Departamento de Pré-História ou de Arqueologia da Universidade.
PS. Extrapolação abusiva: não foi a universidade portuguesa que o rejeitou mas apenas um dos seus departamentos.

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10.7.10

 

Projectos negros,
estratos encarnados,
coberto verde,
céu azul.

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Transumância milenar

Na Idade do Gelo, metade da Europa estava coberta pela calote polar, os gelos chegavam à latitude de Londres. A sul ... as únicas regiões permanentemente habitadas eram a Península Ibérica...
Quando o clima ficava mais frio ... as populações deslocavam-se para sul.

...
- Vai continuar na Universidade de Bristol?
Por enquanto sim. As cargas letivas no Reino Unido são inferiores às que existem nas universidades do continente europeu, e isso permite-me ter muito tempo para fazer trabalho de campo, quatro meses por ano em Portugal e Espanha.

João Zilhão. ÚnicaExpresso 3.7.2010

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A União Ibérica de há 500 séculos

A fase terminal dos Neandertais na Europa aconteceu na Península Ibérica.
O que me interessa agora é documentar melhor a questão dos últimos Neandertais.

Porquê esta sobrevivência durante mais cinco mil anos em Portugal e no Sul de Espanha?
Porque é que a expansão do homem moderno teve essa paragem de cinco mil anos na zona dos Pirenéus?
O que é que havia de particular nos ambientes, nos ecossistemas, na Península Ibérica, que explique esta situação?
Como viviam estes últimos Neandertais?
Os Neandertais eram, do ponto de vista cognitivo, idênticos aos homens modernos com quem conviveram e se cruzaram aqui em Portugal (no Lapedo). ... também tinham objetos de adorno pessoal e pensamento simbólico.
João Zilhão. ÚnicaExpresso 3.7.2010

* A fantasia da União Ibérica será um vestígio desses adornos ?
A criança do Lapedo como símbolo?

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9.7.10

 

Uma ruína roxa
Coimbra, Casa Branca.

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Diagnóstico de D. Pedro,
o das "Sete Partidas", primeiro Duque de Coimbra.

No seu périplo europeu, D. Pedro nunca deixou de pensar Portugal. Quando passou por Bruges, em 1426, escreveu a seu irmão D. Duarte (que na prática era já quem governava Portugal) uma carta de diagnóstico e terapêutica dos males do nosso rei­no que ainda hoje impressiona pela sua clareza e actualidade.
Aqui se trata da reforma da uni­versidade e da justiça, do despo­voamento e da defesa do País, da necessidade de limitar o núme­ro de fidalgos e de privilegiados a viver às custas da corte régia, da política monetária e de mui­tos outros temas. J. Gouveia Monteiro. Diário de Coimbra, 9.7.2010

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Ciência a crédito promovida pelos media

1.Cientista inglês acredita ser possível travar envelhecimento
No futuro o
ser humano poderá viver mil anos, defende cientista britânico.
2. Egipto: encontrada tumba com mais de 4000 anos que mantém
intactas as suas cores originais
* Os cientistas podem acreditar no que entenderem; o que se lhe pede é que o provem. Será tão difícil provar a primeira tese (esperar mil anos) quanto a segunda - como seriam as cores originais de há quatro mil anos?

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Imprensa italiana fez greve contra a chamada lei da mordaça

Os jornalistas dos diários pararam ontem para que hoje não houvesse notícias nos jornais; os da web, da rádio e da televisão estão também parados pelo que a ausência de notícias é total.
* Uma ausência ("total") de notícias é uma estranha maneira de contestar a mordaça.

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A balança romana continua actual

As 280 maiores fortunas do planeta concentram em si mais riqueza que 2 mil milhões de pessoas. António Vilarigues

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8.7.10

 
O bairro alastra, a névoa ilude.

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On
The Origin of Species by Means of Natural Selection,
or

The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life
by Charles Darwin (adaptado ao capitalismo por N. Roubini e S.Mihm)

A ideia central, que contraria frontalmente o dogma da auto-regulação dos mercados, da sua estabilidade e da sua solidez, é que as crises não são a excepção da vida económica mas, sim, a sua regra, e que se tornaram um elemento intrínseco do capitalismo: "As crises são banais e repetitivas", dizem N. Roubini e S.Mihm (Crisis Economics): elas "são um pouco como os furacões, ocorrem de um modo relativamente previsível, mas podem mudar de direcção, perder intensidade, tornar-se violentas quando menos se espera.
Manuel Maria Carrilho.

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7.7.10

 

Passagem de Nível urbana
Ramal da Lousã; Casa Branca.

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Um país medicalizado, farmacolizado, nosso
(Apifarma)

Dívida dos hospitais à indústria farmacêutica cresce 25 milhões de euros por mês; duplica num ano

*O ovo do lacrau cresce no SNS; acabará por destrui-lo se não reagirmos. O insecto consumista, viciante, magnetizante acabará por matar a sua galinha dos ovos de oiro. Está-lhe na natureza - na dele e na nossa; é a via mercantil para o desastre.

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O significado do Novas Oportunidades

Novas Oportunidades mostra que há 1,2 milhões de pessoas dispostas a perder tempo no regresso à escola é um facto que merece ser enaltecido... houve também dezenas de milhares de pessoas que encararam o desafio com seriedade, que se aplicaram e envolveram e que, no final, aprenderam e melhoraram as suas competências.

*Dezenas de milhar em 1200000 dará cinco por cento, um valor que merece ser enaltecido...

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Só numa delas seria difícil
Red Bull Air Race cancelada em Gaia e no Porto

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Nem bom vento

Esta vaga inesperada de calor sufocante não será uma retaliação da Telefónica que transferiu para Portugal as sua acções quentes e secas que levantou das praças do Norte de África?
É o que poderá vir a acontecer se a atmosfera for privatizada e a Meteórica desencadear uma OPA hostil à força de milhões de pascais emprestados.

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6.7.10

 
Por trás do muro
Casa Branca, Coimbra

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Outro BPP,
banco público português arruinado.

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Os feitores de capital

Vivo: Associação de Investidores admite processar Estado
A Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) admite, com a sua homóloga espanhola, processar o Estado português por ter alegadamente violado a Constituição ao travar a venda da Vivo à Telefónica.
.
*Os morcegos vêem mal mas sabem orientar-se bem no escuro; não reconhecem fronteiras mas, quando sentem que os seus interesses são postos em causa não hesitam em “processar o Estado” mesmo sabendo que quem acabará por pagar são aqueles que, com os seus impostos lhes pagam os seus e os rendimentos daqueles a quem servem.

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Estado falha, Estado culpado, Estado frágil.

Falha na fiscalização lesa milhares de clientes da Marsans em Portugal.
Os incidentes deste fim de semana, nomeadamente os da
praia do Tamariz são sinal evidente das fragilidades do sistema e da incompetência do ministro da Administração Interna.
Júdice culpa Estado e BdP pela
falência do BPP .

*E ninguém diz violento o rio que tudo arrasta; preferem processar as margens moles que os sustenta.

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5.7.10

 

Somos todos keynesianos quando

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??
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(prima para ampliar)

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A Telefónica como Filipe II deles

PS. Aproveitando as circunstâncias favoráveis - elevado endividamento da PT e fome de mais-valias do seus grandes accionistas nacionais -, a Telefónica lançou uma oferta tentadora. Vital Moreira.

- Nunca houve boas razões para defender os Filipes!
- Não? A mando do Filipe II deles, Cristóvão de Moura andou a distribuir dinheiro para pagar os resgates dos cativos portugueses em Alcácer Quibir. Não era uma boa razão, libertar um filho?
- Seja, mas foram só alguns portugueses...
- Foram? Nas Cortes de Tomar, esse Filipe apresentou a factura: "Portugal é meu porque o herdei, porque o paguei e porque o conquistei", disse ele. E foi aclamado Filipe I, o nosso, pelos nobres, clero e povo.

* Só D. António se opôs apoiado por poucos.

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Reverse causality, projecção ou bode expiatório.

- Continua a achar que o salazarismo não morreu?
– Penso que Salazar é uma figura que continua a ensombrar a cultura e o modo de estar dos portugueses. Representou essa dimensão de um país pequeno, para o qual era preciso uma espécie de figura protectora que tinha que tomar conta dos meninos pequenos. Foi um país infantilizado por Salazar e muitas das questões que isso trouxe como alguma tacanhez de espírito, algum provincianismo, ainda marca os portugueses que se alimentam das intrigas, da ruindade, da inveja... O salazarismo ainda não morreu, continuamos a funcionar com uma espécie de sombra melancólica, que cai sobre nós, que é a sombra de Salazar.
Amaral Dias

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Uma ideia expendida

A satisfação com o funcionamento da democracia atingiu, em 2008, o ponto mais baixo desde 1985 e está abaixo da média dos cerca de 30 países usados como comparação. O sentimento de distância dos eleitores face aos representantes revelou-se também muito elevado e acima da média dos 30 países.
Por isso é que a ideia expendida por um tal Félix António é completamente descabida.
Um tal... André Freire, Politólogo, ISCTE-IUL

* Como acontece sempre, cerca de metade dos valores duma amostra estará “abaixo (ou acima) da média”, pelo que não creio que esta comparação seja significativa, para não dizer que é “completamente descabida”.

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