alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

30.11.05

 
Recompensa do que se gasta em saúde
Com o SNS, a mortalidade perinatal portuguesa é a 5ª melhor da Europa.

A mortalidade perinatal (dos recém nascidos e dos fetos no final da gestação) e, sobretudo as dos mais frágeis – os de muito baixo peso à nascença - RNMBP, cuja sobrevida exige cuidados intensivos) depende muito dos recursos atribuídos ao SNS. Isto é verdade quando se atingiram valores excelentes, como em Portugal.
É significativo que a correspondência entre este índice e o orçamento do MS seja tão estreita que, estatisticamente, “explique” 84.7% da queda do valor da mortalidade dos RNMBP.
O que isto significa exactamente, deixo-o ao cuidado dos economistas da saúde. Assinalo-o para o contrapor a generalizações abusivas de alguns feitores de opinião: Temos gastos públicos ao nível de um país desenvolvido e serviços que se comparam aos subdesenvolvidos. Mas ninguém, na justiça, saúde e educação se considera minimamente responsável pela situação.
Helena Garrido. Editorial do DN.

Os médicos e as enfermeiras que integram os CS e os hospitais do SNS e os que planearam os cuidados aos recém nascidos e os mantêm, todos se consideram responsáveis pela situação. Com orgulho, lamentando que os media ignorem os que não votam.

 

Maria Marrafa e os seus

 

No mesmo Outono de há 70 anos morreu Fernando Pessoa e Maria Marrafa. 

honoris causa







Meses antes, o curso médico de 31-32 incluíra-a na fotografia da reunião de curso*; no fim da vida, quando as homenagens sabem melhor.
Nessa época, Maria Marrafa era muito mais conhecida que Pessoa; mantenham a esperança.

* António Nunes. Alma Mater Conimbrigensis na fotografia antiga. GAAC 1990


29.11.05

 
A gestão do SNS

1. A secretária de Estado defende que a saúde "precisa fundamentalmente de organização, gestão e que os serviços trabalhem articuladamente ...".
* Há muito que se sabe; é para isso que existem secretárias de estado, ministros, gestores ...

2. "A actual legislação praticamente inviabiliza a transferência de pessoas de um lado para o outro (a "carapaça jurídica") e queremos mudá-la".
* Mudem-na; não é para isso que existem governantes ?

3. "É verdade que a lei espartilha, mas seria muito saudável que os dirigentes da saúde aprendessem com algumas soluções usadas no sector privado". Até porque em algumas unidades "o aprovisionamento é feito quase como numa mercearia".
* As mercearias não são unidades do sector privado ?

Não basta ter razão; é necessário argumentar com clareza e decidir com sensatez. É tempo.


 
respigo


Coesão: amigos, famílias, corte, lobby, convites.
Um relatório da Comissão Europeia sobre a coesão reconhecia que "os fundos estruturais foram concentrados de forma excessiva em Lisboa". Resultado: a região mais desenvolvida tornou-se "ainda mais desenvolvida" e as regiões menos desenvolvidas "ficaram um pouco mais para trás". A média de rendimentos per capita de Lisboa e Vale do Tejo aumentou 16 pontos (de 79 para 94,7%) da média europeia entre 1986 e 2001, enquanto o Norte aumentou apenas 6 pontos (de 51,1 para 56,9%).

A prevalência do autismo também é muito maior (1.23‰) na região de Lisboa e Vale do Tejo do que na do Norte (0.6‰)

 
respigos

eu não me admiro
Jornalistas ascendem ao topo das profissões mais admiradas Barómetro DN/TSF.
* Alegadas agressões.
Leonor Cipriano reconhece agentes.
*
Leonor Cipriano não reconheceu alegados agressores

 
Reflexão na Sala dos Capelos
A epidemiologia do autismo foi o tema da Tese com que Guiomar Oliveira se doutorou hoje. Foi o primeiro estudo mundial com dimensão nacional – implicou contactar meio mundo e ir a muitas montanhas.
Uma médica não se confinou ao seu hospital; uma assistente não se limitou ao seu círculo.
A Torre de Marfim aplaudiu; os reis da última dinastia e os membros do júri também.
O tecto da Sala dos Actos Grandes tem 350 anos. O tema era o autismo – crianças ensimesmadas, que não se dão conta do outro. Os desenhos dos caixotões do tecto são simétricos e repetem-se aos pares como se, num espelho, uma metade reflectisse a outra, sem nada acrescentar nem nada perder; aliás num dos quadros figuram dois espelhos que se repetem na imagem correspondente. Símbolo de uma profunda reflexão ou diálogo surdo consigo mesmo que não consegue ouvir o outro ? Imaginem dois clones a jogar ping-pong.
As duas metades dum cérebro normal são diferentes; as do autista são iguais. QED.


Enquanto uma boa adaptação ao mundo requere a integridade do hemisfério (direito) que processa os significados, a auto-consciência depende da integridade do hemisfério (esquerdo) que processa os significantes e o sentido"
Pio Abreu. Comunicação e Medicina. Virtualidade, Coimbra 1998

28.11.05

 
Hal vai tomando conta

A acção social não pode ser só bolsas de estudo, dadas por Lisboa em computador. Luzio Vaz.
O acesso à Universidade, a gestão das respectivas bolsas de estudo e a das listas operatórias do HUC, tudo centralizado em Lisboa e gerido por computador.
2005, asneira cibernética.

 
respigo

Camas vagas, reivindicações cheias.
Os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra dispõem “de 1.088 camas e ainda não estão completamente preenchidas. Além disso, todos aqueles que procuram alojamento nos serviços sociais e que não o obtenham, recebem um subsídio (mensal) de 100 euros. Apoiamos, ainda, através de géneros, cerca de 30 repúblicas e casas comunitárias que albergam umas largas centenas de estudantes.” Luzio Vaz.

 
Recompensa do que se gasta em saúde
Com o SNS, a mortalidade perinatal portuguesa é a 5ª melhor da Europa.
A mortalidade perinatal (dos recém nascidos e dos fetos no final da gestação) depende da qualidade de vida e, também, dos recursos que o Ministério da Saúde disponibiliza ao SNS. Isto é verdade quando se atingiram valores excelentes, como em Portugal.
É significativo que a correspondência entre este índice e o orçamento do MS seja tão estreita que, estatisticamente, “explique” 97.3% da queda do valor da mortalidade perinatal, em doze anos.
O que isto significa exactamente, deixo-o ao cuidado dos economistas da saúde. Assinalo-o para o contrapor a generalizações abusivas de alguns feitores de opinião:
A educação e a saúde são caríssimas, mas os resultados são péssimos. Jorge Duque

 
Publicidade encapotada no telejornal
O telejornal da noite da RTP1 (repetido no da 2:) desta noite promoveu um aspirador. A pretexto do sofrimento que a alergia provoca, exibiu-se o aparelho e exaltou-se o seu papel na remoção dos ácaros – mostrados tão ampliados quanto a alegada eficácia da máquina.
O mercado aproveita o sofrimento alheio e usa a auréola da ciência para melhor vender; a televisão do Estado serve-lhe de montra -- a “notícia” não tinha jornalistas.


27.11.05

 
respigo

desprendimento sindical
"Fazemo-lo com o desprendimento que resulta de não dependermos de interesses económicos ".

"Quem adere à greve não tem que comunicar". Presidente da
Associação Sindical dos Juízes Portugueses.



 
respigo

Isenção
Na sessão de encerramento do VII Congresso da Associação, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses garantiu hoje que estes profissionais querem atenuar o actual ambiente de crispação no sector, com respeito pelo demais poderes, mas exigiu desses poderes "idêntico respeito".
"Fazemo-lo com o desprendimento que resulta de não dependermos de interesses económicos, nem encomendarmos manchetes de jornais, que escamoteiam factos para manipular a opinião pública"
Numa passagem aplaudida de pé pelos cerca de 400 juízes presentes, sublinhou que a exigência de mútuo respeito é feita "com a tranquilidade que advém" de os juízes "não estarem dependentes de sondagens de opinião, nem reféns de índices de popularidade".

Se o ministro presente viesse a ser réu, eu ficaria preocupado ao ver e ouvir na TV os excertos citados no clima comicial criado; poderia confiar na esperada isenção dos juízes desta Associação sindical ?

 
respigo

Justiça nos antípodas
O primeiro-ministro pediu respeito pelas medidas do Governo.
O presidente do Supremo Tribunal de Justiça criticou o Governo pela sua actuação em relação ao sector da justiça.

O juiz acusa quando se esperava que julgasse.

O ministro pede quando se esperava que mandasse.
Ambos se queixam e rabujam zangados.

 
Muitas incógnitas numa equação desigual

É uma surpresa haver uma Rua da Matemática. Na Alta de Coimbra, a Rua tem uma curva acentuada e algumas derivadas – uma Travessa e um Largo; dá para o Museu de História Natural, antigo Colégio jesuíta das Onze Mil Virgens e onde começou o actualíssimo Centro de Neurociências. Em Portugal a matemática está num beco.
Na Rua da Matemática vivia Maria Marrafa que distribuía lições ao domicílio dos doutores, uma espécie de curso por correspondência.

Provavelmente seria analfabeta mas nunca se enganava nos endereços nem nas contas.

26.11.05

 
A sebenta

A Sebenta era o rascunho dos apontamentos das aulas, que alguns alunos compilavam para serem rapidamente impressos ao fim do dia. No início da noite, Maria Marrafa corria a Alta de Coimbra a distribuir as folhas pelos assinantes e pelas “repúblicas”, onde eram lidas por turnos, sobretudo nas noites da véspera dos exames.

História de Coimbra Oitocentista, hoje, na Casa da Cultura.
A casa onde morreu há 70 anos fica na Rua da Matemática; nada acontece por acaso.

 
respigo

Sociobiologia atrevida
Maioria dos filhos de imigrantes em Portugal não se sente discriminada
A percepção de discriminação demonstrada pela maioria (84%) dos adolescentes de origem imigrante é relativamente baixa. Contudo, quanto mais estes se fecham na cultura original do país dos seus pais, mais se sentem alvo de discriminação em Portugal - ou seja, a percepção de discriminação diminui nos casos em que se detecta uma aproximação, uma assimilação, dos valores e hábitos da maioria da população portuguesa.

O sistema imune não discrimina castas, só manifestações; não reconhece as células estranhas pelos genes mas pelos antigénios de superfície que expõem (“expressam”). É o risco conhecido de pôr as orelhas de fora.
Não sei se serão as orelhas de fora que exacerbarão a discriminação ou o contrário – a percepção de discriminação que os levarão a expor as orelhas.

Em Roma, sê romano -- foi assim que os preceptores gregos helenizaram os filhos dos amos.

 
Recompensa do que se gasta em saúde
Com o SNS, a mortalidade perinatal portuguesa é a 5ª melhor da Europa.

A mortalidade perinatal (dos recém nascidos e dos fetos no final da gestação) depende da qualidade de vida e, também, do que cada família investe em saúde. Isto é verdade quando se atingiram valores excelentes, como em Portugal. É significativo que a correlação entre este índice e os gastos com saúde per capita seja tão estreita que, estatisticamente, “explique” 98.3% da queda do valor da mortalidade perinatal.
O que isto significa exactamente, deixo-o ao cuidado dos economistas da saúde. Assinalo-o para o contrapor a opiniões derrotista de alguns feitores de opinião: “... o país profundo enumera carências atrás de carências a que não consegue fazer frente." José Leite Pereira. JN, 23-11-05

25.11.05

 

Teologia experimental

"Em Coimbra, uma noite, noite macia de Abril ou Maio, atravessando lentamente com as minhas sebentas na algibeira o Largo da Feira, avistei sobre as escadarias da Sé Nova, romanticamente batidas pela Lua, que nesses tempos ainda era romântica, um homem de pé, que improvisava.
(...) Deslumbrado, toquei o cotovelo dum camarada, que murmurou, por entre os lábios abertos de gosto e pasmo:
-É o Antero!..."

Eça de Queirós, recordado por Carlos Santarém Andrade

Noutra noite de tempestade, no mesmo sítio, Antero e a sua tertúlia discutiam a existência de Deus.

Um trovão fê-los calar; então Antero apostrofou: Se Deus existe, que me fulmine !
E esperou uns minutos, de relógio na mão, mas nada aconteceu; teve que ser ele a fazê-lo, anos mais tarde.


Para a História de Coimbra Oitocentista, hoje e amanhã, na Casa da Cultura.






 

A saúde não tem preço

O valor da mortalidade infantil (MI) portuguesa que foi, em 2003, o 4º melhor (ex-aequo com Espanha) da UE, representou menos de metade (47%) do de 1993, a maior queda dos 15 países da UE. Os gasto em saúde (per capita) em 1993 foram menos de metade (49%) dos de 2003. OCDE 2005


A saúde não tem preço mas custa dinheiro; querem melhor eficiência ? Comparem: Portugal diverge da UE há quatro anos. "O défice externo atinge os 8%... este é o indicador mais grave. A economia não está a crescer e nós, ainda por cima, endividamo-nos" César das Neves

 
SA. Más notícias

"Os hospitais SA conseguiram trazer mais eficiência para os mesmos custos", afirmou Miguel Gouveia, presidente da comissão de avaliação.
Os SA aumentaram os custos com pessoal, mas nos gastos gerais equivalem-se aos públicos. Com isso, conseguiram um "acréscimo de produção", (mais saídas de doentes ou num maior número de consultas). Miguel Gouveia concluiu que "a criação dos hospitais SA teve ganhos de eficiência", que "é pequena". Tão pequena que um estudo da DGS conclui precisamente o contrário - mas os dados referem-se apenas a um ano.

Não se verificou selecção dos doentes mais pesados nos hospitais SA que também não trouxeram alterações da "qualidade percebida". Público

Más notícias; se o benefício dos primeiros tempos de gestão de gente escolhida é “pequeno”, imagina-se o que será quando o entusiasmo passar.
Não creio que a solução seja substituir uma gestão “pública” por uma “empresarial” mas substituir uma direcção acorrentada por uma responsável – mangas de alpaca por gestores. E eliminar as grilhetas: "há imensos actos perfeitamente legais e que são de má gestão e há outros, de boa gestão, e que são ilegais".


 
respigo

Notícias da manhã:
1. Bibi saiu da prisão após três anos de preventiva - vestia ... e gravata amarela. Ao chegar a casa á meia noite, acendeu as luzes. (RDP)
2. Cavaco Silva chega a adormecer no banho. (Sábado)


É por isso que os médicos não podem ficar muito orgulhosos com o resultado do
barómetro DN/TSF/Marktest: Os médicos são os profissionais mais elogiados pelos portugueses mas em segundo lugar ficaram os jornalistas.

24.11.05

 
Recompensa do que se gasta em saúde
Com o SNS, a nossa mortalidade perinatal é a 5ª melhor da Europa.

Um SNS terá que utilizar bem os recursos e ser equitativo -- discriminar positivamente os que mais precisam; entre as crianças, as mais doentes e as mais frágeis.
A mortalidade perinatal (dos recém nascidos e dos fetos no final da gestação) depende da qualidade de vida das famílias e, muito, da qualidade dos cuidados de saúde prestados a todos. Isto é verdade quando se conseguiram valores excelentes como em Portugal. É significativo que a correlação entre este índice e o PIB seja tão estreita que, estatisticamente, “explique” 99.1% da queda do valor da mortalidade perinatal.
O que isto significa exactamente, deixo-o ao cuidado dos economistas da saúde. Refiro-o para assinalar a eficácia do SNS e para o contrapor a opiniões derrotista de alguns feitores de opinião: "Portugal é um subúrbio terceiro-mundista na Europa rica."
J.Paulo Guerra. Diário Económico, 23-11-2005


 

Bom tom

Miguel Cadilhe, seu antigo ministro, equiparou Cavaco Silva a um eucalipto, por secar tudo à sua volta; melhor, por tender a rodear-se de criaturas à sua “imagem e semelhança”, do que se acusa Deus a as sementes GM.

Não foi elegante recordar-nos a origem do candidato.

 
respigos

Os clientes têm sempre razão
1. Portugal continua a ser (2004) um dos países da UE com mais novas infecções com o HIV, apenas ultrapassado pela Estónia. Relatório EuroHIV.

2. "Observo no discurso dos jovens a procura de sexo sem preservativo, a insistência em que há um prazer maior dessa forma, e uma ausência do medo da SIDA... (
ILGA)
O relatório da ONUSIDA também refere "um ressurgimento do comportamento sexual de risco" em vários países da Europa, incluindo entre os homossexuais.

23.11.05

 
Direito ao assunto

Dois alunos duma escola foram encontradas a mijar nas paredes. O director nega haver qualquer discriminação na orientação do jacto dos alunos mas não permite arremesso pública de dejectos, como escarradelas ou outros. (www.pacamanca.com/fotos/ cartaz%20anti-mijo.jpg)
Esta posição resulta de "uma necessidade de promover o respeito mútuo, a sã convivência entre toda a comunidade escolar". O comunicado da escola refere que os alunos "podem aliviar-se como entenderem, preservando sempre os limites exigíveis a todos os utilizadores de um espaço público. E isto é válido tanto para rapazes como para raparigas".

Os comentários variam muito entre os que concordam com a política da escola e outros que entendem que a escola não se deve imiscuir em questões do foro íntimo que os adolescentes entendam expor. Reprimir essa exposição revela uma atitude censória que contrasta com a complacência com que a aceitam nos bébes.

 
respigo

Tratar do lixo e dos velhos
E há novas funções que reclamam a atenção das autarquias, como tratar dos nossos velhos. J. Sampaio

As autarquias a tratar dos nossos velhos ou cuidar dos nossos velhos na sua autarquia ?
Em tempos, a norma também era que cada paróquia se encarregasse dos seus pobres.

 
O fulgor do embrulho

Foi notícia com destaque o facto de uma substância (ITX) da tinta da embalagem ter passado para o seu interior, contaminando o leite.

Não percebo a surpresa; não é essa a essência da promoção – tentar contagiar o produto com o colorido da embalagem ?

22.11.05

 

Recompensa do que se gasta em saúde
O que se passa com o SNS no que se refere à saúde das crianças.

Será de esperar que os valores da mortalidade infantil dependa muito dos recursos atribuídos pelo Ministério da Saúde ao SNS. A correlação entre o valor da MI portuguesa – das melhores da Europa – e o financiamento final do MS (Observatório da Saúde 2003) é tão estreita que , estatisticamente, a variação deste “explica” 98.2% da queda do valor da mortalidade infantil.
O que isto significa exactamente, deixo-o aos economistas da saúde. Só o assinalo com orgulho quando o comparo com os sinais da economia e com o humor dos colunistas, também eles distraídos.
A economia portuguesa estagna. O Estado e os serviços públicos parece terem entrado em colapso. Mas as autoridades e a opinião pública continuam distraídas. António Barreto

 




A Mãe Coragem de Lamas de Olo

Daqui partiu o militar português ferido em Cabul.
Para ele, o Afeganistão seria um local “para lá do sol posto” (do sol nascente), um país em guerra “em casa do diabo mais velho”.
Para lá foi e lá foi ferido.
A mãe vai fazer-lhe companhia num hospital militar; de Lamas de Olo para um quartel na Alemanha.
O filho foi voluntário; a mãe também.
Ele foi numa companhia; ela vai sòzinha.

21.11.05

 

As universidades e politécnicos portugueses vão ser avaliados pela sua capacidade de prepararem os alunos para o mercado de trabalho.

O mercado formatou-nos; todos falamos em-pregões. As necessidades sociais são decididas pelo “mercado”.

Com um SNS, como serão avaliadas as Faculdades de Medicina ? Como serão avaliados os alunos de Direito que queiram seguir a magistratura ?

 
Investigação clínica no Hospital Pediátrico de Coimbra.
O prémio Pfizer 2005 em investigação clínica (atribuído pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa) foi ganho por um estudo de investigadores do Hospital Pediátrico de Coimbra e do Instituto Nacional Ricardo Jorge.
O estudo epidemiológico – único a nível mundial com dimensão nacional - envolveu perto de 350 mil crianças; Guiomar Oliveira, pediatra do Hospital Pediátrico e assistente da Faculdade de Medicina, responsável pelo trabalho, diagnosticou uma criança autista em cada mil.

 
Recompensa do que se gasta em saúde
O que se passa com o SNS no que se refere à saúde das crianças.

3. A Mortalidade infantil depende muito da qualidade de vida das famílias. Será de esperar que dependa muito mais dos recursos atribuídos pelo Ministério da Saúde ao SNS. A correlação entre o valor da MI portuguesa – das melhores da Europa – e o orçamento do MS a preços correntes é tão estreita que, estatisticamente, a variação deste “explica” 98.6% da queda do valor da mortalidade infantil.
O que isto significa exactamente, deixo-o aos economistas da saúde. Só o assinalo com orgulho quando o comparo com os sinais da economia e com o humor dos consumidores.
Porque a economia portuguesa estagna e o desemprego não cessa de subir, as famílias estão a reduzir o consumo (desgraçadamente a única área em expansão nos últimos anos, em contraste com o investimento e as exportações).
Sarsfield Cabral


 
Palheiro de colmo em Lamas de Olo, o local mais adequado para partir em missão de paz.

Nasceu aqui o militar português da Força Internacional de Assistência à Segurança, ferido em Cabul.
Na próxima volta ao mundo, Cadilhe irá passar por aqui.

20.11.05

 
De Lamas de Olo para Cabul

Lamas de Olo, o local mais adequado para partir em missão de paz.
Nasceu aqui o militar português da Força Internacional de Assistência à Segurança, ferido em Cabul.

Quantos portugueses conhecerão melhor Lamas de Olo que Cabul ?

 
Recompensa do que se gasta em saúde
O que se passa com o SNS no que se refere à saúde das crianças.

2. A Mortalidade infantil depende muito da qualidade de vida das famílias mas será de esperar que dependa muito mais do que cada família gasta em cuidados de saúde. A correlação entre este índice português – dos melhores da Europa – e o valor do gastos per capita em saúde é tão estreita que, estatisticamente, “explica” 96.5% da queda do valor da mortalidade infantil.
O que isto significa exactamente, deixo-o aos economistas da saúde. Só o assinalo com orgulho, quando o comparo com o actual panorama económico.

"O crescimento da economia é praticamente nulo. As exportações quase não cresceram: o crescimento de apenas 0,7% é quatro vezes inferior ao esperado, enquanto as importações crescem muito acima do desejado. O investimento baixou. O desemprego continua a subir e bate recordes de muitos anos."
António Barreto


19.11.05

 
Recompensa do que se gasta na saúde
O que se passa com o SNS no que se refere à saúde das crianças.

1. Correlação entre os valores do PIB nacional e os da mortalidade infantil (MI -- um indicador fidedigno do estado de saúde de um povo). Como seria de esperar, tanto maior o valor do PIB (dos bens e serviços produzidos) mais baixa a taxa da MI, como acontece em Portugal; como se sabe esse índice é, hoje, melhor do que a média europeia.
O que este gráfico mostra é que a correlação entre PIB e MI é estreitíssima – um coeficiente de correlação (SPSS) de 0.977 significa que 97.7% da queda do valor da MI é estatisticamente “explicada” pela variação do valor do PIB.
Seria possível melhor correlação entre dados tão dispares e que não têm uma relação causal directa nem simples ?
Compare-se com o que se passa na economia: “Seis anos a divergir da UE.Os últimos dados sobre a economia portuguesa são preocupantes: crescimento próximo de zero, desemprego a subir, dívida pública também, queda do investimento, fraco desempenho das exportações, novo aumento do endividamento dos particulares, idem para as despesas com pensões e para a massa salarial dos funcionários públicos”.
Nicolau Santos. Expresso 19-11-2005

 
Retorno do que se gasta com a saúde

O grande problema da máquina pública, em geral, está em que gasta demasiado dinheiro em salários sem que o retorno, do ponto de vista da qualidade dos serviços que prossegue, seja proporcional à despesa efectuada. J. Cândido da Silva
É claro que o SNS, apesar de ter sido considerado o 12º melhor do mundo, é muito ineficiente. Mas reparem nos índices da saúde das crianças. Apresentarei vários gráficos, um por dia.

1. Usei a regressão polinomial (quadrática) que o SPSS calculou e indiquei o r2 a que chamarei coeficiente de correlação por me parecer mais expressivo.
2. Não posso provar uma distribuição normal; mas usando um método não paramétrico (Kendall rank) os coeficientes encontrados (tau) são muito semelhantes aos apresentados.

3Agradeço a colaboração da Engª Margarida Viegas da Faculdade de Economia da U. de Coimbra.

 
respigo

Medicina católica
A Universidade Católica continua interessada em lançar um curso de Medicina, para o que se propõe construir um hospital universitário centrado em três áreas: cancro, neurociências e cardiologia. “O ensino que defendemos é o contacto do futuro médico com o doente, desde o início da formação” segundo o reitor. Expresso 19-11-2005

Sendo a iniciativa da Universidade Católica e do grupo Mello, compreendem-se as áreas privilegiadas da formação. Só não se percebe o pretendido “contrato de convenção com o SNS”.

 
respigo

Autocrítica
1. Números da Direcção-Geral da Saúde, revelam hospitais onde há mais médicos do que camas e onde o número de clínicos é superior ao de enfermeiros.

* Desde há muito se sabe que em Portugal, o número de médicos é superior à media europeia ao contrário do que sudece com as enfermeiras. É o governo que determina o número de vagas na Faculdades e Escolas de Enfermagem.

2. O
ministro da Saúde deu o exemplo do Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde, disse, mil dos 6000 funcionários são considerados excedentários.
Em Portugal há excesso de médicos hospitalares e enorme carência de clínicos gerais.

* A abertura de vagas para as várias especialidades, e dos quadros dos hospitais e centros de saúde é da competência do governo
Os diversos ministérios cedem a forças de pressão; pois não cedam, que é esse o seu papel. Quando se queixam, é de si que o fazem.

 
respigo

Embargo
Quase 800 processos e mais 200 novos recursos estão por redistribuir no Tribunal da Relação do Porto; um grande número de desembargadores pediu transferência.

Nenhum desembargador devia ser transferidos enquanto tantos processos continuam embargados.

18.11.05

 



A apologia do lixo
Absolutamente a não perder, como todos os textos do Carlos Esperança.

 
Prova real
A tentação no bazar tem que ser refreada por uma opinião pública atenta; os clientes têm que verificar bem o preços, o peso e a qualidade dos legumes do mercado.
"se não houver uma forte armadura normativa, regulação eficaz, fiscalização severa, o ambiente geral degenera facilmente no laxismo contabilístico e na corrupção." Eduardo Dâmaso

Como na biologia: se os sistemas antagonistas deixarem os agonistas à solta, surgem doenças - hipertensão, asma, cancro, depressão.

 
Erros de contas

USA. ...um dos maiores símbolos da modernidade económica americana, a General Motors, pode falir por erros nas contas. Um erro na contabilização dos fundos para pensões de reformas em 2001 baixou os lucros desse ano em 400 milhões de dólares e lançou a suspeita sobre toda a facturação dos últimos cinco anos.

Portugal. Nos seis primeiros anos de funcionamento do Amadora-Sintra, o hospital recebeu mais 75,6 milhões de euros do que lhe era devido. O Amadora-Sintra, do grupo Mello, é a primeira e a única unidade do SNS com uma gestão privada.
O Tribunal de Contas conclui que o Estado foi lesado, "porque foram descurados os mecanismos de acompanhamento e controlo da execução do contrato de gestão"... que originou pagamentos em duplicado, por erro de contas ou por atendimento a utentes que nunca foi realizado.

17.11.05

 
Só Mercado é Deus e a Livre Concorrência o seu Profeta.
Num mundo obeso, a Autoridade da Concorrência impediria qualquer constrangimento à McDonald.
Crente, a Autoridade tenta "criar o mundo à sua imagem e semelhança".

 
Self Service: Os medicamentos na feira

Para a Autoridade da Concorrência, a lei actual não favorece uma concorrência saudável neste mercado (do medicamento) ... e recomenda a liberalização ... da instalação (das farmácias) - que obedece a limites de distância e população servida.
As medidas propostas têm por base o estudo "Concorrência no mercado retalhista do medicamento".
... também o licenciamento e instalação devem ser objecto de mudanças. Hoje, uma farmácia tem de servir pelo menos 4 mil pessoas, não pode estar instalada a menos de 500 m de outra e a menos de 100 m de um hospital ou centro de saúde.

Num país que consome duas vezes mais medicamentos que os países de referência, qual a vantagem em permitir que se multipliquem os “postos de venda” ?
Qual a vantagem de substituir o plano pelo mercado no que se refere a produtos vendidos por receita ? Receitas que também não “apontam para a liberalização” do consumo.
Não se estará a idolatrar o mercado ?

A última década do capitalismo nos EUA demonstra ... que se não houver uma forte armadura normativa, regulação eficaz, fiscalização severa, o ambiente geral degenera facilmente no laxismo contabilístico e na corrupção.
Eduardo Dâmaso

16.11.05

 
Pílula do dia seguinte grátis
Análises grátis de HIV
De 153 análises positivas, 23 (15%) não foram levantados, tal como 348 das negativas. Ou seja: 5% das pessoas que fizeram análises nem se deram ao trabalho de ir buscar os resultados.
Terão telefonado ?

 
Sociobiologia atrevida
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)


A tecnologia criou pacíficas quimeras; a ciência venceu o interdito mas, apesar de ser uma Boa Esperança, não é o cabo das Tormentas -- o Cabo continua difícil.

Nesta fila de crianças de Macau, só as portuguesas desafinam.

 
Sociobiologia atrevida
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)

Enquanto na linguagem comum a palavra “quimera” se refere a um animal imaginário feito de partes diferentes, para os biólogos, “quimera” refere-se a organismos com células de origens distintas.
Embora excepcionais, há quimeras espontâneas, mesmo na espécie humana. A tecnologia actual permite obtê-las: um exemplo é o “geep” [cabrelha], um animal com células de cabra e ovelha.
A ciência venceu o interdito.

 
Sociobiologia atrevida
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)
A quimera era uma terrível figura mítica, monstruoso produto da união entre Equidna - metade mulher, metade serpente - e o gigantesco Tífon.
Era o cúmulo do interdito; quem a eliminasse era heroi:
Hércules ou Belerofonte no seu cavalo alado Pégaso (aliás, uma quimera).
O contacto entre as castas era vedado, quanto mais o cruzamento; o mestiço era um mulato – branco para os negros, preto para os brancos; rejeitava a mãe, a única que lhe queria.


15.11.05

 
respigo

António Arnaut, "Pai" do SNS defende imposto para mais ricos, para garantir a sobrevivência do SNS. Já para Manuel Antunes (HUC) a solução passa por "produzir melhor com o mesmo ou menos dinheiro". "Não podemos continuar a desperdiçar".

É curioso que um político (a quem se deve o SNS) entenda que o problema é falta de dinheiro, (apesar da despesa na saúde ter vindo a aumentar muito e representar já 17% do Orçamento do Estado) enquanto que um médico do SNS defenda que é possível e indispensável "produzir melhor com o mesmo ou menos dinheiro".
Um utente propõe mais para o mesmo; um médico exige melhor com o mesmo.

 
respigo

Os pais dos alunos de uma Escola Básica impediram as crianças de ir às aulas num protesto contra os professores, que se recusam a assegurar o prolongamento do horário escolar.

Mais absurdo que a insensata fúria devastadora dos desesperados de Clichy-sous-Bois.


 
Pílula do dia seguinte grátis em Dezembro
Todos os hospitais e centros de saúde vão fornecer gratuitamente pílulas do dia seguinte..., integrando uma lista de dez produtos essenciais de contracepção aprovada pelo MS, que deixa de fora o preservativo feminino - por dificuldade de armazenamento. Trata-se de uma espécie de serviços mínimos obrigatórios de contracepção que cada unidade de saúde vai ter de prestar aos seus utentes. Em vários casos há constantes rupturas... "Os stocks serão geridos consoante... "

50 anos depois da pílula, a pílula do dia seguinte.
O bazar tomou conta de nós. Fornece-nos, pensa por nós, decide por nós, leva-nos a votar por Ele.
A lei é a do mercado:
O cliente tem sempre razão.
Sirvam-se que é grátis; o Estado adianta, alguém há de pagar.
Não te prives, o mercado tem a solução.
Dificuldade de armazenamento” (para que servirá um preservativo feminino com dificuldade de armazenamento ?)
Preservativo com... constantes rupturas” ?
serviços mínimos obrigatórios” mesmo em caso de greve.
Gestão de stocks”.

14.11.05

 

Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)

6. O equivalente social da vantagem da exposição precoce é Cabo Verde, o país menos intolerante que conheço.

 


Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)


Paz, paz, paz
5. O fundamentalismo pacifista, a utopia "Paz e Amor" é uma espécie de SIDA morna.

 
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)
4. Os terroristas, desesperados imigrantes da segunda geração, preparam uma "graft versus host reaction" em Londres.

 

Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)

3. Os portugueses em França são uma comunidadeinvisível”; como os judeus na Europa.

 
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)

2. A destruição das células humanas infectadas é o equivalente dos Autos de Fé com que a Inquisição ou das fatwas com que os mohlas tratavam/tratam os renegados. As killer cells são os carrascos ou assassinos encapuzados.

Os brandos costumes, toleram, reticentes, os cristãos novos e os mestiços.

 
Um ensaio sobre a imigração na velha Europa (cont)
1. A febre é a xenofobia. "Ou estás connosco, és como nós, e pertences à nossa comunidade, ou se és diferente não pertences à nossa comunidade".
Rui Marques, alto-comissário para a Imigração e Minorias Étnicas

 
Sociobiologia atrevida

Um ensaio sobre a imigração na velha Europa

O objectivo último da uma espécie é a sua preservação; a dum organismo biológico é a preservação da sua identidade.
A. Para isso existe o sistema imunitário – reconhece cada célula como “própria” -- que tolera, ou como estranha -- que tenta eliminar; daí a febre (1). Considera estranha mesmo a própria célula infectada por um vírus – e destroi-a (2); há células especializadas nessa tarefa (killer cells).

B. Para que um enxerto “pegue” é necessário um órgão de um gémeo ou de dador compatível -- que passe despercebido à vigilância imune (3); doutro modo, há que neutralizar as violentas respostas eliminadoras (xenófobas) do sistema imune.

C. Os órgãos transplantados também têm células do sistema imunitário do dador; se não forem destruídas, proliferam e tentarão eliminar o hospedeiro (“graft versus host reaction”) (4) num insensato instinto do lacrau – se forem bem sucedidas morrerão com a sua vítima.

D. Em todos os organismos há células que sempre se mantiveram separadas das outras por barreiras naturais que impede serem reconhecidas. Cumprem funções essenciais ao organismo mas vivem em guettos, numa espécie de apartheid sem os constrangimentos do outro.
Se essa barreira ceder e esses elementos dali sairem, serão reconhecidos como estranhos e tratados com a xenofobia habitual. São as doenças auto-imunes; se não forem tratadas levarão à morte do doente -- que não pode viver sem o produto do trabalho específico dos residentes desses guettos.

E. Para ser reconhecido como “próprio” há que ser geneticamente idêntico ou ter convivido connosco desde muito cedo e de maneira continuada, de forma a ser tolerado (o feto ou a flora intestinal, p.ex) .
Há quem tenha dificuldade em tolerar elementos estranhos, reagindo desastradamente a esses contactos (alergenos) – são os alérgicos que sofrem e fazem sofrer quem com eles vive.
Caiem facilmente em armadilhas charlatães que os encharcam de remédios ou de privações, tornando-lhes o tratamento mais difícil que a doença.
Os alergenos podem vir a ser tolerados pelos alérgicos se forem introduzidos em pequenas doses crescentes e sem interrupção; diz-se que se tenta dessensibilizar os alérgicos.

F. Os animais criados em ambientes estéreis não estimulam o sistema imune, pelo que são incapazes de distinguir o "próprio" do "estranho"; quando expostos a um ambiente normal sucumbem a infecções banais (5), desenvolvem doenças auto-imunes e neoplasias.
O vírus da hepatite A é muito contagioso pelo que atingia todas as crianças; raramente dava sinais, nunca deixava sequelas e só excepcionalmente matava. Nas comunidades asseadas as crianças deixaram de ser infectadas; viriam a sê-lo em adultos, quando a doença é muito mais grave, pelo que houve que inventar uma vacina.
O mesmo se julga que acontece com a alergia, muito mais frequente nas comunidades asseadas. Como se houvesse vantagem numa convivência precoce, prolongada com pequenas doses de organismos estranhos (6), bactérias ou vírus. É a hipótese “higiénica” da alergia.

 
respigo

O Estado é muitas vezes um obstáculo
A chave para a integração passa pelo fim ... da burocracia do Estado, uma das razões da exclusão dos imigrantes.

O Estado não discrimina nacionais dos imigrantes.

 
respigos

rigor
Título: OMS confirma que pandemia de gripe das aves é possível
Texto: A OMS, recentemente acusada de estar a actuar de forma alarmista em relação à gripe das aves, reafirmou ontem que o alastramento da doença, ao ponto de se ficar em presença de uma pandemia, é muito provável.

 
Concursos na Função Pública; para que servem ?

Uma Câmara Municipal abriu um concurso público para um lugar na área do planeamento do território: curriculum, prova escrita e oral, com júri local.
Das 25 perguntas da prova escrita, 20 referiam-se ao regime de faltas e licenças na FP. Eram respostas de escolha múltipla, cada uma com uma longa frase, quase idêntica. Cada resposta errada anularia uma certa.
A prova oral de um candidato resumiu-se a quatro perguntas elementares:
a) residência.
b) experiência de um dado software informático (sim ou não).
c) qual a composição de uma equipa de planeamento.
d) como daria início à elaboração de um plano.


Isto é, verdadeiramente, autarquia.

 
Pátria iníqua. 2

A Pátria nunca é iníqua; a nação ou os governos, por vezes.
Um 1964, um médico do meu curso regressou de uma comisssão militar por imposição de dois dos primeiros anos da guerra de Angola; regressou incólume, salvo um louvor do Comandante do sector Norte, um general que fora Ministro do Interior de Salazar e, consequentemente, tutelar da PIDE. Louvor rasgadíssimo que, sensatamente, apenas se referia a cuidados médicos aos soldados e aos indígenas, aliás todos angolanos.

Apesar disso, essa mesma polícia política vetou o contrato desse médico para Assistente na Universidade por “...não oferecer garantias... de colaborar com o regime” por “tendências comunistas”, razões que só conhecer depois de 1974.

13.11.05

 

Cartaz à entrada das obras do novo Hospital Pediátrico, agora suspensas.
Em cima, em letras grandes, o dono da obra; depois, o do intermediário.
Só no fim, na penúltima linha, aparece o nome do Hospital -- o novo hospital, por obra e graça do Ministério.
Nada acontece por acaso. Na persistente concepção do poder em Portugal tudo gira à volta do governo; um resquício da perspectiva ptolomaica.
É por isso que a esfera armilar surge no escudo do Estado nacional

 
Pátria iníqua
Pergunto-me se há alguma coisa de realmente dignificante para comemorar nos trinta anos de independência de Angola.
Quem é do MPLA tem um tratamento privilegiado e é brindado com um emprego. Quem não for, experimenta verdadeiros pesadelos.
Toda a crítica que atente contra os baluartes do "pensamento único" do MPLA é estigmatizada e classificada de "subversiva". É o reino da intolerância.
... se tornou corriqueiro ouvir o nome do país associado ao grupo das repúblicas mafiosas.
Diante disto não me parece haver motivos para comemorar seja o que for.

Carlos Pacheco (Historiador angolano).

Há 41 anos que regressei da guerra de Angola; que escreveria um historiador português em 1670 ?

 

As intermitências da doença
No (dia seguinte) ano anterior ninguém (morreu) adoeceu em Portugal com varíola, garrotilho, paralisia infantil, rubéola congénita, tétano do recém nascido, peste bubónica, febre amarela, cólera ou carbúnculo. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante...
As intermitências da morte. José Saramago


"Todos os meus livros partem de uma situação improvável ou impossível, sem excepções...”
Uma caricatura permite-nos dar conta duma realidade que não é nada improvável -- já acontece. A morte apenas trocou a gadanha pelo automóvel e o caranguejo mas as consequências são já bem visíveis.


Um caso sobre todos interessante, obviamente por se tratar de quem se tratava, foi o da idosíssima e veneranda rainha-mãe. ... Perdida qualquer esperança, rendidos os médicos à implacável evidência, a família real, hierarquicamente disposta ao redor do leito do Serviço de Cuidados Paliativos, esperava com resignação o derradeiro suspiro da matriarca... E depois, como se o tempo tivesse parado, não aconteceu nada. A rainha-mãe nem melhorou nem piorou, ficou ali como suspensa, baloiçando o frágil corpo à borda da vida, ameaçando a cada instante cair para o outro lado....
As intermitências da morte. José Saramago

Sobrevive-se mais do que se vive mais; morre-se sozinho nos hospitais e já não com a família disposta ao redor do leito.
A SIDA é o aviso de que se trata duma intermitência. Autêntica. A gripe das aves é um sinal do receio dessa intermitência.


12.11.05

 
respigo

Surpreendente e preocupante mas a ter em conta.
Os médicos são os profissionais mais elogiados pelos portugueses -- Barómetro DN/TSF/Marktest. Em segundo lugar ficaram os jornalistas; em último os políticos.

As variações bruscas nos barómetros costumam pronunciar tempestade.

 
respigo

O véu islâmico
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem rejeitou ontem um recurso de Leyla Sahin, uma estudante turca de Medicina que alegava ter sido discriminada pela Universidade por usar o véu islâmico: a interdição do uso do véu pelas universitárias "prossegue a protecção dos direitos e das liberdades" e "baseia-se nos princípios da laicidade e da igualdade". Leyla Sahin acabou os seus estudos na Áustria, onde exerce Medicina.

Que pensará ela agora ? Usará véu ? Só consultará turcas ?

 
respigo

Insuficiência de provas ou de competência
1. Os agentes da Brigada de Trânsito da GNR são acusados do crime de deixar de fiscalizar veículos e de elaborar autos de contra-ordenação de veículos em infracção a troco de dinheiro ou pequenas prendas. Os advogados sublinharam que a atribuição de prendas "era uma prática habitual".

Sugerem a despenalização das "luvas"?

2. Prevê-se que os arguidos sejam absolvidos por falta de provas. "
Não porque não tenham cometido os crimes, mas porque a existência de prova é insuficiente".

Todo o arguido é considerado inocente até ... ser absolvido por falta de provas, mal colhidas. Ficará sempre a suspeita.
O mesmo acontece com os médicos; nunca poderão garantir saúde. Mas imaginem o que sentirá o doente cuja suspeita de doença grave se não confirmar — se não confiar no hospital poderá sempre suspeitar que tal se deve a desleixo ou incompetência.

 
S. Martinho árabe
No deserto de Negev, beduínos dedicam-se a um passatempo favorito: as corridas de camelos. (Foto: Pavel Wolberg/EPA)
Há anos, o meu amigo Poças Gomes, assistia a uma corrida de camelos no deserto do Sinai; único ocidental, teve honras de VIP e entrevista na TV egípcia.
Recordou que, naquele mesmo dia (11 de Novembro), no seu país também se faziam feiras e corridas de cavalos.

 


Paris ville lumière
"A Universidade só iluminará o povo no dia em que lhe deitarem fogo".
Século e meio depois, alguns franco-magrebinos da segunda geração inadaptada tentam adaptar a Paris a frase atribuída a Antero.

11.11.05

 
A força do Leal Senado foi a matemática.

Os pescadores de Macau poderão estar sob a proteção de Amagao, a deusa chinesa; os portugueses e os macaenses estiveram protegidos pela matemática e pela astronomia.

É o que simbolizam a cruz da adição e a esfera armilar que os anjos equilibram sobre pagodes chineses.

 

A força do Leal Senado
A competência científica dos missionários jesuítas, muitos dos quais portugueses, levou-os a presidir ao Tribunal das Matemáticas de Pequim, o conselho imperial para matérias científicas, nomeadamente para a organização do calendário, para a previsão de eclipses e para a observação astronómica.

Não custa a crer que a espantosa sobrevivência de Macau como entreposto português e única porta da China tenha a ver com esse facto. O imperador chinês que mantinha a China estritamente isolada do resto do mundo, teria todo o interesse em manter um postigo donde lhe vinham matemáticos e astrónomos que sabiam prever os eclipses e o que se passava no céu, Céu de que o imperador seria filho e donde vinha a chuva e o sol.
A ter aberto o postigo, seria melhor que estivesse nas mãos de uns poucos estrangeiros que o serviam e ele vigiaria de perto que na dos mandarins de Cantão, seus vassalos mas seus rivais. A corte imperial tendeu a frenar a ambição de Cantão sobre Macau.
Assim, os jesuítas usaram a matemática para missionar a China; o Imperador usou os matemáticos para gerir o império e apoiou Macau para impedir o excessivo poder de Cantão.

Deste modo, umas dezenas de portugueses geriram Macau e aproveitaram este equilíbrio para traficar no Pacífico.

 

Um globo terrestre chinês, 1623. China e SO asiático.
Por Yang Manuo [Manuel Dias] e Long Huamin [Nicolo Longobardi]
The British Library.

 
Há 400 anos, matemáticos portugueses editavam o calendário chinês.
Em 1614, o frade Manuel Dias (SJ) publicou na China o «
Tien wen lueh», descrevendo já as observações astronómicas que Galileu tinha feito em 1609 e 1610. Numa altura em que as cartas de Pequim para Roma chegavam a demorar oito anos, quatro bastaram para que a Companhia de Jesus tivesse feito chegar ao Oriente as mais recentes e mais polémicas observações científicas da época.
No texto, em chinês, figurava a imagem de Saturno, tal como era vista pelo telescópio de Galileu (à esquerda). O brilho dos extremos dos aneis de Saturno foram tidos como satélites.

10.11.05

 


"Portuguese do it better"
Em forma de quiosque.

9.11.05

 
Retratos na TV a preto e branco
Retratos de África (RTP1, Cesário Borga). Excelentes postais da Guiné, Cabo Verde, Moçambique, S.Tomé e Angola.
O de hoje -- uma festa da Caras em Luanda com os emergentes locais posando para os media-- eclipsou a razão da luta do MPLA (popular ? da libertação de Angola ?). O IMC dos actuais governantes desses países é um significativo sinal biológico da postura de estado e da respectiva repartição energética.

Os estudantes universitários portugueses manifestaram-se em Lisboa contra as propinas, a escassez de camas, o corte nas verbas para a acção social e para as cantinas, que consideravam um direito adquirido. Chegaram hora e meia atrasados, de capa-e-batina ou com roupa de marca como para a festa da Caras em Luanda. Metade foi protestar frente à AR, metade frente ao ME, todos clamando: “estudantes unidos jamais serão vencidos”.
O povo do Chile e o de 1974 olhava estupefacto para os futuros dirigentes do país que "jamais serão vencidos".

 

Auxiliai o vosso hospital

2016. Apesar de muitos terem duvidado da utilidade desta iniciativa tomada em 2005, foi a verba da caixa das esmolas que permitiu que o HP fosse inaugurado na data prevista. A cerimónia esteve cancelada por alegada falência orçamental, inesperadamente anunciada dias antes pelo MS.
Curiosamente o problema é semelhante ao que, há 15 anos, impossibilitou a abertura do concurso – o mesmo alto funcionário do MS que se tinha esquecido de incluir o IVA nos custos do projecto, agora esqueceu-se de incluir o do papel higiénico. Já em 2005 havia acontecido algo de semelhante – o MS aproveitou os buracos do terreno para esconder os do orçamento.
Como das outras vezes, a mesma equipa que, de novo, gere o MS foi incapaz de resolver o problema que ela própria criara ... que ela própria criara ? ... que ela própria criara.
Inconvenientes do prolongamento da idade da reforma.

A caixa de esmolas foi emprestada ao Hospital Pediátrico de Coimbra pelo velho Hospital da Misericórdia de Faro.

 
respigo

Privados contestam não poder ensinar medicina
1. Os sindicatos e os estudantes do particular e cooperativo pedem a demissão de Alberto Amaral por discordarem do parecer do Grupo de Missão para a Saúde, a que ele preside.
* Quando se contesta a deliberação duma comissão será lógico exigir a demissão do seu presidente?
2. Um responsável por uma proposta recusada acusou Alberto Amaral de falta de isenção, porque "partiu do princípio que o ensino da Medicina não deve ser aberto aos privados" enquanto outro lembra que o Grupo de Missão também chumbou a criação das faculdades de Medicina nas Universidades da Beira Interior e do Minho -- escolas públicas.
* Os argumentos não se contradizem ?
3. As universidades, professores e estudantes do privado criticam a decisão do ministro do Ensino Superior de não abrir mais nenhum curso de Medicina. O ministro declarou que os pareceres do Grupo de Missão para a Saúde não foram favoráveis à criação de novos cursos. Por isso, a tutela quer abrir mais vagas nas Faculdades já existentes.
* Pelas normas europeias Portugal deveria ter cinco Faculdades de Medicina – tem sete. Porquê mais cursos ? Se se entender haver necessidade de mais alunos, é lógico aumentar o número de vagas nos cursos actuais.
O Ministério deve pautar as suas decisões pelo interesse dos portugueses e não pelo das Escolas, professores e alunos com óbvios conflitos de interesses; o tipo de argumentos que invocam confirmam as reservas do Grupo.

 
respigo

Os hospitais e centros de saúde do país vão receber estudantes do ensino superior. A iniciativa do IPJ dirige-se aos estudantes de cursos ligados à saúde e visa melhorar o acompanhamento dos utentes e, ao mesmo tempo, aumentar a participação dos alunos na comunidade. Durante um ano lectivo os estudantes escolhidos vão passar 50 horas por semana num hospital ou centro de saúde da sua preferência, dando apoio aos doentes e famílias.

Acho muito bem que os estudantes de cursos ligados à saúde participem na vida dos serviços de saúde onde irão trabalhar, mas não seria mais prático, mais lógico e mais humano permitir que cada doente (em especial os velhos e os dependentes) possa ser acompanhado de um familiar ou amigo ? Até agora, isso não é permitido, salvo se se tratar de crianças.

8.11.05

 
Esta freira não entraria numa escola pública francesa por “uso ostensivo de sinais religiosos”

A filha desta camponesa, de lenço na cabeça, poderia ?
O problema é que a freira não tem filhas e as da camponesa já não usam lenço.
A menos que seja proibido ou moda.

DN-Nuno Fox
Nova evangelização.

 
o sonho francês
"Sentimo-nos rejeitados, em comparação com os miúdos de bairros melhores "... enquanto começam a discutir os planos da noite com um ar mais de aborrecimento do que compromisso com uma causa.
"Aqui não temos o sonho americano", diz. "Nem sequer temos o sonho francês."
Mas quem protesta não quer roubar - apenas destruir e exibir o seu ódio. A École Elsa Triolet, frequentada por africanos e magrebinos, foi incendiada.
http://images.encarta.msn.com/xrefmedia/sharemed/targets/images/pho/t062/T062691A.jpg
A destruição é a forma de greve dos desiludidos.
Para fazer greve, os desempregados deveriam trabalhar; seria lógico mas contribuiria para agravar a sua situação – isto é, seria lógico mas absurdo; por isso destroem.

A destruição é absurda mas coerente. Kali exige sacrifícios sangrentos. A Renault agradece.
A greve só tem sentido numa sociedade de lucro, em que uns trabalham para os outros – não tem sentido numa economia de subsistência duma comunidade de produtores auónomos; justamente o tipo de comunidade tradicional em África, de cujas tradições se reclamam os filhos dos imigrantes.

A meio caminho de França e de África, sentem-se afogar no Mediterrâneo.

 

Acesso ao "Novo" Hospital Pediátrico de Coimbra

 
Não acredito em bruxas

Falta de verbas atrofia Hospital Pediátrico
Com o orçamento reduzido a um quarto do previsto (menos 13 milhões de euros) e «um problema técnico grave» que «mexe com água e fundações do empreendimento» e «tem de ser muito bem resolvido, demore o tempo que demorar» para o gabinete do ministro da Saúde mas que para o administrador da Bascol, «são coisas sem importância, neste momento, quase ultrapassadas, mas nada de muito significativo ou algo que justifique um atraso da obra», apesar de «terem provocado trabalhos a mais e a paragem da obra».
Silêncio e preocupações da Somague, da Planega (acompanhamento e fiscalização) e do gabinete do arquitecto Conceição e Silva e do Conselho Directivo do Hospital Pediátrico de Coimbra.
O presidente da ARS admite que «haverá um ligeiro atraso», “um deslizamento no prazo» mas espera que tudo se resolva.


Mesmo que os problemas “os buracos no terreno” e os orçamentais fossem maiores que os encontrados, não é estranho que este MS não tenha informado o HP ?
Foi esta mesma equipa ministerial que, há quatro anos, suspendeu o processo do HP já então na fase final, alegando problemas semelhantes (falta de verbas por erro grosseiro dos serviços do MS na sequência de outro sério desleixo dos mesmos serviços).


Que faz a cidade da "saúde e do conhecimento" ?

7.11.05

 
A ração necessária para manter a capoeira sossegada e disponível para quando for necessário.

 

Tati. Mon oncle. vsx71.com/films/ mon%20oncle/tati45parking.jpg

1968, “Sous le pavé, la plage”
2005, Clichy-sous-Bois, la rage
Em 68 eram os filhos contra a sociedade dos pais -- os cunhados de Mr. Hulot e os gerentes dos “Casinos”. Queriam construir um mundo novo, menos mesquinho, com o operariado.
Anos antes, um estudante de Coimbra (dos poucos que tinha carro) aproveitava as férias para pregar a revolução na fábrica do pai.
Agora é a guerrilha colonial em Paris– os filhos dos imigrantes negros e magrebinos rejeitam a sociedade colonial na metrópole que os seus pais adoptaram, que os pais ajudaram a construir mas de que sentem excluídos.

Sem Alger nem Conakry para tomar, sem Jerusalem para sonhar, destroem símbolos do sistema que os sustenta no desemprego e que os subsidia para que fiquem quietos; a ração e a trela.


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