alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

26.10.10

 
A candidatura

O cargo de Presidente da República é particularmente exigente e já demonstrei que sei exercê-lo com benefício para Portugal.Pela minha formação e pela experiência que tenho da vida pública, conheço em profundidade os assuntos de Estado, a situação económica do País e as dificuldades que os Portugueses vivem no seu dia-a-dia.
... em que situação se encontraria o País sem a acção intensa e ponderada, muitas vezes discreta, que desenvolvi ao longo do meu mandato? O que teria acontecido sem os alertas e apelos que lancei na devida altura, sem os compromissos que estimulei, sem os caminhos de futuro que apontei, sem a defesa dos interesses nacionais que tenho incansavelmente promovido junto de entidades estrangeiras? Sei bem que a minha magistratura de influência produziu resultados positivos. Mas também sei – e esta é a hora de dizê-lo – que podia ter sido mais bem aproveitada pelos diferentes poderes do Estado.
Cavaco Silva

O mal menor

"É necessário passar este ... que não é bom, é bastante mau, até, mas é decisivo para não nos cortarem o crédito". Mário Soares

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Corrupção; percepção, valores e rankings
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Portugal melhorou a sua performance relativamente a 2009, passando de 35.º lugar para 32.º, mas permanece um dos países da Europa Ocidental em pior posição. Em 2000 ocupava a 25.ª posição, tendo vindo sempre a decair nos últimos 10 anos.
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2. No relatório anual da organização não-governamental Transparência Internacional (TI) , intitulado "Índice de Percepção da Corrupção 2010", Portugal mantém-se como um dos países da Europa Ocidental em pior posição do ranking anual sobre a percepção da corrupção, embora tenha melhorado ligeiramente em relação ao ano passado.
PM, da representação portuguesa da TI, disse à Lusa que "nos últimos anos Portugal piorou muito". "Obviamente, quando a percepção da corrupção ao longo dos anos indica que os valores da corrupção estão a aumentar e a qualidade da democracia por essa via está a diminuir, isso corresponde a um aumento real da corrupção", frisou.
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* Não duvido que a corrupção, luvas, favores, jeitinhos, cunhas et al são processos comuns em Portugal e socialmente tolerados; há que prová-los e combatê-los com dados fiáveis.
É perigoso extrapolar da percepção para a realidade.
É excessivo o prestígio que se atribui aos rankings, ignorando outras formas de classificação.
Pela análise dos valores numéricos atribuídos à percepção da corrupção não se pode concluir que "nos últimos anos Portugal piorou muito".
Obviamente que o último parágrafo da notícia é absurdo.

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O Ministério Público que temo

Temo que se trate de uma inqualificável manipulação por parte do Governo de elementos arbitrariamente seleccionados, tendo em vista deteriorar a imagem dos magistrados perante a população”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
Começo por estranhar muito que um relatório cuja divulgação será feita hoje à tarde seja já do conhecimento público”, disse, acrescentando não ver “nenhuma outra identidade, além do Governo, que possa ter acesso antecipado ao relatório”.

* Processo de intenções, inércia do repouso mental, ausência de auto-crítica, sentença por exclusão de partes e incontinência verbal: porque não esperou pelo relatório oficial para provar as alegadas manipulações? Porque ainda o não fez? Temo

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respigos

Continuamos empenhados
Continuamos empenhados num entendimento"

Como os portugueses sabem, sempre fui ...
Mário Soares

Amazónia “deu” ao planeta 1200 novas espécies na última década
Entre 1999 e 2009, mais de 1200 novas espécies de plantas e animais foram encontradas na Amazónia - uma nova espécie a cada três dias.
* Afinal dar aqui significa descobrir tal como em Portugal que “
Deu mundos novos ao mundo!” ("A Portuguesa" de Henrique Lopes de Mendonça (1890)

O mercado português está cheio de falsificações

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24.10.10

 
O triunfo do barroco
Tibães

* Ruinas do refeitório. Lá fora, milho e vinho; Mi+nho=Minho.

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A Fé, o Império, e as práticas viciosas

Consumo de Antidepressivos cresce 17% em tempo de crise
Os portugueses estão cada vez mais ansiosos e tristes, com medo de perder o emprego e o nível de vida. Estão a correr para os psicólogos e a tomar mais antidepressivos e estabilizadores de humor.
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*Começaram por medicalizar a saúde e não estranhei; afinal, tratava-se de evitar doenças.
Quando farmacolizaram a terapia também não achei mal; na verdade o fármaco era importante.
Quando, mais tarde, medicalizaram o mal-estar já me preocupou a deriva.
Quando, por fim, farmacolizaram o bem-estar já nada havia a fazer - a Direcção da Toxicodependência cativara o Ministério da Saúde e a pasta das Finanças.


De um sermão de Martin Niemöller difundida num poema por Brecht.

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23.10.10

 
O triunfo do barroco
Tibães

* A vindima barroca da latada (ramada) na pérgola.

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O triunfo do barroco
Tibães
Chafariz no Jardim de Jericó.

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Apóstrofe 2

Divina Comédia
Erguendo os braços para o céu distante
E apostrofando os deuses invisíveis,
Os homens clamam: — «Deuses impassíveis,
A quem serve o destino triunfante,

Porque é que nos criastes?! Incessante
Corre o tempo e só gera, inestinguíveis,
Dor, pecado, ilusão, lutas horríveis,
N'um turbilhão cruel e delirante...

Pois não era melhor na paz clemente
Do nada e do que ainda não existe,
Ter ficado a dormir eternamente?

Porque é que para a dor nos evocastes
Mas os deuses, com voz inda mais triste,
Dizem: — «Homens! por que é que nos criastes

Antero de Quental, "Sonetos"

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Sociobiologia atrevida
Apóstrofe 1

Teleologia económica
Os mercados são os novos donos do mundo. Põem e dispõem da vida das pessoas e dão ordens ao poder político democraticamente eleito e supostamente com funções de governação em representação do soberano, do povo, das pessoas. O que é e quem representa os mercados? Por que ninguém fala o nome dos novos senhores do mundo? S. José Almeida
Apostrofando a doença
Os
oncogenes são os novos donos do organismo. Põem e dispõem da vida dos doentes e subordinam as boas normas fisiológicas, supostamente com funções de governação em representação do soberano desígnio - a sobrevivência da espécie. O que é e quem representa os oncogenes? Por que ninguém fala o nome dos novos senhores do mundo?

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22.10.10

 

O triunfo do barroco
Tibães

Aqui tudo é barroco - até a vindima.

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O Triunfo do barroco
Tibães
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(prima para ampliar)

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Sociobiologia atrevida

Multiculturalismo. The intolerance of the tolerant

*O autor analisa e interpreta um equivalente social da reacção do enxerto contra o receptor; neste caso um host versus graft-versus-host reaction. Também começa por comichão e demora 100 dias a manifestar-se; é razoável admitir que 10 anos são o equivalente social de 100 dias celulares.
Ler também o comentário de Francisco Nazareth.

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21.10.10

 
Portugal mórbido
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Metade dos portugueses são hipertensos
Um em cada quatro portugueses sofre doença responsável por AVC
Faltam mil anestesistas
Todas as crianças devem ter o seu pediatra

* E os feitores de opinião continuam a acusar “os médicos” da responsabilidade pelo “numerus clausus” por malthusianismo corporativo.

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20.10.10

 
Evasão fiscal

A porta das traseiras das Finanças
Amarante

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A receita

Entre 2005 e 2007, a receita fiscal veio, na esmagadora maioria (94 por cento), das retenções dos salários, atingindo cerca de 145 milhões de euros. No entanto, o que a indústria pagou noutro "guichet" fiscal, o do IRC (que tributa directamente os rendimentos do negócio), ficou-se pela módica quantia de 9 milhões de euros nesses mesmos três anos, isto para uma volume de negócios de 5300 milhões. Em percentagem, 0,16 do que foi facturado, isto quando a média nacional do IRC aplicado em 2007 foi de um por cento. (1/6)
O silêncio da Apifarma não ajuda a conclusões definitivas, mas há aqui uns números a precisar de remédio.
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* Ora aqui está uma situação onde a prescrição por princípio activo seria seguramente eficaz.

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Consoante muda
Pisou na bola
Dilma pisou na bola; vamos ver se cai de pé.
Historiador; a pedido do autor, este artigo respeita as normas do Acordo Ortográfico.

*Se n é consoante muda para que servirá evocar o fantasma ortográfico?

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Sinapismo contra a pena de banqueiro

- ... a saúde...

- Foi onde se deu, apesar de tudo, um salto maior?
- Foi, indiscutivelmente, onde demos um salto maior. Temos das melhores taxas de mortalidade infantil do mundo, tínhamos das piores da OCDE. Temos uma esperança de vida que aumentou imenso. Mas foi um salto para o qual ainda não tínhamos alicerces económicos e financeiros suficientes. Agora, o problema da sustentabilidade dessa máquina, com o envelhecimento e a quebra enorme da natalidade, vai ter efeitos pesadíssimos que nos obrigam a repensar muitas coisas. Artur Santos Silva

R/

Porque não embarquei no canto de sereia com que os bancos (sim!) me entravam em casa, bem como na de todos os portugueses, através do horário nobre da TV, cartas, telefonemas, anunciando que o dinheiro era barato e se podia ter tudo com um simples telefonema. Atitude pedagógica ou interesseiramente despudorada! O "bater no peito" (quero acreditar que sim) até poderia ser muito cristão, mas o problema é que essa foi a principal razão para tanta esperança vã que leva agora ao desespero os que a tiveram. E quem lhes tirou o tapete foram os mesmos que, num corrupio, andam agora a soprar aos políticos do regime normas como a retirada do abono de família aos... "gastadores com 500 euros mensais". O que é grave.
Mas pior que isto, fiquei "assustado" com a lógica que subjaz ao pensamento do dr. Santos Silva quando, acerca da saúde, diz que "demos um salto muito grande, mormente na diminuição da mortalidade infantil e no aumento da esperança de vida " mas... "ainda não tínhamos alicerces económicos e financeiros para o ter feito"(sic)! Mas então também foi esbanjamento epocal um benefício civilizacional?! Leio e não acredito. Mas que lamento é este dum facto que ultrapassa em muito o "deve/haver" dos mandões do tempo que vivemos e toca a vida humana no cerne?
Fernando Cardoso Rodrigues

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A sua cruz

Banqueiros, deputados, o povo, o clero regular e até Joe Berardo.
"Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira". Deputado
Ricardo Gonçalves
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Azulejos da Colecção Joe Berardo nas Caves Aliança. (uma bela surpresa).

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19.10.10

 
Mercados minhotos

Biscoito da Teixeira 2
Amarante
* Biscoito ao natural; arrecadas e gancho.
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... em 1834, quando os frades foram expulsos e o mosteiro sofreu estragos consideráveis, a casa dos Teixeira estava outra vez de pé e viviam nela muitas mulheres duma raça valente e honrada. Bebiam vinho em tigelas vidradas e jungiam os bois às carrelas com uma energia algo inquietante.
As conversas com Matilde levavam tardes inteiras, eram azougadas e cheias de artes para vender bem. Os homens admiravam nela a astúcia agradável, o chiste pronto e o natural sem familiaridade.
O certo era que a própria Matilde lhes trazia o copo de vinho espumoso que selava o negócio e lho ser­via de mão a mão, recebendo com um sorriso o brinde “pr'a que viva" que ela agradecia com silenciosa mesura. O sorriso era modu­lado conforme o pacto a favorecia. Tudo terminava com um bom elogio das suas qualidades verbais, porque, no fim de contas, entre homens e mulheres era possível um pouco de fantasia e de humor, de mistura com a implacável perseguição dos interesses. Nisso, Matilde era invulnerável. Mal abordada a margem em que os seus cabedais tinham assento, ela transformava-se numa espécie de cariátide cujas mãos pareciam sustentar a arquitrave da casa Teixeira com sua honra, lenda e produção material e espiritual.
Agustina Bessa Luis. O Mosteiro, Guimarães Ed 1980

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Mercados minhotos
Biscoito da Teixeira 1
Amarante

*O cesto e a renda da praxe e o plástico da ASAE.

Foi Matilde quem revelou a Belchior o possível parentesco com Frei Domingos Teixeira, eleito abade do mosteiro em 1578, quando este foi alforriado pelo cardeal D. Henrique da tutela do comendatá­rio D. Fulgêncio.
Essa data sinistra para o reino trouxe ao vale de S. Salvador a exortação propícia à sua prosperi­dade. Até aí, as rendas do convento beneditino eram devoradas pelos seus padroeiros, homens de guerra que despojavam os mosteiros dos seus bens em troca dos serviços prestados à coroa. Mas, na alvorada do grande desastre histórico de 1578, o vale respirou, liberto da expropriação dos usurpadores.
A lavoura, com os aforamentos feitos ao mosteiro e depois remidos, deu origem as casas agrícolas, como a dos Teixeira que eram até aí, pequenos negociantes, alfaiates e penhoristas envergonhados.
A casa teve épocas desiguais, e raras foram em que não estivesse endividada, sem contudo decair. Os homens eram sem­pre esquivos ao trabalho, gastavam e andavam por fora. Só as mulhe­res conservavam a lucidez duma rotina que não as escravizava, por­que era uma necessidade recusada à tragédia. Enquanto funcionavam os recursos para obstar a necessidade não havia tempo para a drama­tizar.
Desde muito cedo, as jovens da casa Teixeira esqueciam a infância e a sua capacidade de expansão e de confiança. Tornavam-se casmurras, cheias de artes finas para traçar planos e ven­cer dificuldades. O riso delas era de desfrute e não de alegria
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Agustina Bessa Luis. O Mosteiro. Guimarães Ed 1980 (Agustina fez 88 anos no sábado).

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Economia neoplásica 9

EMEL : Basta colocar mais uma moeda no parquímetro para ajudar a criar mais 20 mil lugares ...

* Mais do mesmo; o padrão é o da replicação das células cancerosas.

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Seriação das escolas. 2010 2

O mesmo padrão se repete quando se analisam os resultados de Matemática e os de Português. No caso da Matemática há uma quase coincidência entre os valores dos exames nacionais e os da avaliação interna quando se analisam as escolas com melhores resultados; algo que poderá ter a ver com a objectividade inerente à disciplina.




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.Não é estranho usar médias de variáveis ordinais como as classificações atribuídas numa prova? Daí a excepção da matemática?

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Seriação das escolas. 2010 1

1. Insisto nos comentários à análise dos dados e à inércia mental de há anos.

2. Como seria de temer, os valores dos exames nacionais são muito mais próximos dos das escolas com melhores resultados que dos das outras, cuja magnânima discrepância é notória.
O alargamento da discrepância dos piores valores é bem a imagem de um eficiente bueiro ou de uma generosa cornucópia.



Acontece que as classificações das escolas básicas mais bem cotadas superam mesmo as dos exames nacionais de aferição.

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18.10.10

 
Mercados minhotos
que não regem a dívida soberana

Amarante, a feira de sábado.2
Os gráficos de curvas que me encantam.

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Mercados minhotos
que não regem a dívida soberana.
Amarante, a feira de sábado.1

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Feitores de opinião
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1. Quando Obama e os mi­nistros do G-7 passam um fim de semana ao telefone a impedir um colapso financeiro, a opi­nião de um partido, por mais le­gítima que seja, está fortemente condicionada.
Passos Coelho tem que per­ceber que já não come na mesa dos pequeninos. Passou a jantar com os grandes. Tem duas saí­das: ou negoceia e come rodova­lho ou chumba e fica a douradi­nhos da Iglo o resto da vida.
Ricardo Costa. Expresso 16-10-2010
* Os “douradinhos da Iglo” estão para o feitor de opinião como os brioches para M-Antoinette.

2. Marcelo Rebelo de Sousa analisou a proposta do Orçamento para 2011; criticou a subida do valor do IVA para o “leite com cálcio para os velhinhos”... TVI 17-10-2010
* O mito simplista da carência: como falta cálcio no osso dos velhos haveria que ingerir mais cálcio para compensar o défice. Não está provado.


Confirma-se: convencem-nos facilmente quando falam de algo que não conhecemos.

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O processo
A proposta de Orçamento do Estado para 2011, entregue na AR pelo Governo, é um roubo a 450 000 portugueses. Os juízes são os mais atingidos. É a factura de terem incomodado os "boys" do PS, mais recentemente no caso Face Oculta.
António Martins. Presidente da Associação Sindical de Juízes
* O processo de intenção foi atribuído ao juiz António Martins.

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O Nó Cego da Economia

O actual défice de competitividade do país é de 20%.
Vítor Bento.
Decerto que o problema económico estrutural do país é também da responsabilidade do consumismo de quem não é político. Portugal gasta 10% acima do que produz, cobrindo a diferença com empréstimos do estrangeiro, sempre mais caros e difíceis.
A prazo o problema só será ultrapassado aumentando a nossa competitividade ... e/ou reduzindo o que gastamos. Sarsfield Cabral
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* Se metade dos portugueses (e 3/4 dos tuga) pensasse duas vezes antes de comprar e fizesse bem logo à primeira, sem precisar de emendar...

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17.10.10

 
Economia neoplásica 8
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Growth, growth, growth
O crescimento do PIB chinês e do americano vs o de células tumorais - o padrão económico idolatrado equivale ao das células cancerosas.

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Economia neoplásica 7

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Without faster growth the rich world’s economies will be stuck. (Economist 7-10-10)
Após o 4 de Junho e à poste­rior 'caça ao dissidente' a elite política chinesa compreendeu que era necessário cooptar os in­telectuais e estudantes se quisesse manter o monopólio de poder. Sobretudo quando à sua volta o comunismo desabava levando mesmo ao impensável: à desagrega­ção da própria União Soviética.
Neste sentido, após 1989, o Partido apresentou aos intelectuais um pacto muito simples: é possível criticar as escolhas e políticas do Partido, mas não o seu monopólio de poder. Este pacto foi aceite pela maioria e reflete aquele que também foi feito com a própria sociedade. Aqui a legitimidade do Partido já não é ideológica mas sim executiva, ou seja, advém da sua ca­pacidade de liderar o crescimento económi­co e a melhoria das condições de vida de uma população ainda muito pobre, em par­ticular, no interior rural.
O slogan "não fa­ças perguntas, enriquece" traduz bem este pacto de silêncio.
Raquel Vaz-Pinto. Expresso 16-10-2010

Ai, esta terra ainda vai cumprir sua sina
Ainda vai tornar-se uma imensa China.
De Fado tropical
De Chico Buarque, Ruy Guerra
e eu.
Onde “É possível criticar as escolhas e políticas do capital, mas não o seu monopólio de poder”

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16.10.10

 
Economia bulímica

Parece que alguns daqueles gigantescos dinossauros tinham estranhas pulsões alimentares com sintomas de pica. Upon discovering a potential meal, the Gallimimus proceeds to devour the entire area - including dirt and small rocks - with a ravenous appetite bordering on the comical.
Não sei como morreram mas terão morrido obesos? Mais de 30%?
O paradigma do capitalismo jurássico e o dos tugas emergentes - a pulsão de concretizar os seus desejos mais antigos, antes reprimidos, agora tornados possíveis - a imitação do que mais os impressionava nos ricos – sobejar dinheiro para a mesa e coisas – calorias flácidas* e lantejoulas.
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É assim a sociedade do ter; a que prefere o crescimento ao desenvolvimento.
Ter, ter, ter... foi por isso que já uma vez nos perdemos em Alcácer-Kibir.
No Submarino Amarelo uma espécie de monstros marinhos sofria dessa pulsão sugadora – sugava tudo o que podia - por fim, sugou-se a si mesmo ...
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* Ontem uma jornalista demonstrava na TV o sacrifíco que o novo OE impunha ao povo; no cabaz de compras de produtos de uso diário incluiu um garrafa de Coca-Cola.

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Economia neoplásica 6
O sistema piramidal
Without faster growth the rich world’s economies will be stuck.
Ponzi, Dona Branca e Madoff também subscreveriam a tese do Economist.

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Economia neoplásica 5

Não admira que o perfil dos dinossauros em extinção seja tão parecido ao das curvas do PIB do Economist; é provável que o destino seja o mesmo se se repetirem as receitas.

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Economia neoplásica 4

Creio que há milhões de anos, na crise que precedeu a extinção dos dinossauros, a receita teria sido a mesma. How to grow?
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Growth, growth, growth
All you need is growth.
Growth is all you need.

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Economia neoplásica 3

Produzam mais; qualquer coisa que seja mas produzam, é a palavra de ordem.
Como a produção é feita para a procura e não para as necessidades e até estas estão hipnotizadas pela publicidade, não admira que a mensagem seja idêntica:


Não importa que falem mal de mim, o importante é que falem de mim ...
Não me interessa que digam mal de mim nos jornais, o que interessa é o tamanho da coluna. (Andy)
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Como seria de esperar, o Economists (Oct 7th 2010) alinha pelo mesmo diapasão.

A special report on the world economy
How to grow
Without faster growth the rich world’s economies will be stuck...
e mostra gráficos.

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15.10.10

 

PS e PSD empatados
CDU, BE e CDS-PP também empatados

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14.10.10

 
O resgate nacional

Civismo
Um país que quer ser desenvolvido tem de respeitar os seus trabalhadores”. Piñera.
Um cidadão que quer ser civilizado tem de respeitar o seu país”, acrescento eu.

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O resgate nacional

Versão preliminar do OE 2011
IVA dos refrigerantes passa de seis para 23%
Ginásios vão pagar IVA a 23%
Até agora, os ginásios e outras práticas desportivas beneficiavam da taxa reduzida de IVA – 6% – a dos chamados “bens essenciais”.
* Laranjadas e massagens eram considerados “bens essenciais”.

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O resgate nacional

Esgoto corre directo para Tejo
Os esgotos de cem mil habitantes de Lisboa, dos eixos compreendidos entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço vão continuar a correr directamente para o Tejo, sem qualquer tratamento, até ao início de 2011.
* É por isso que se investe mais nos transportes terrestres e aéreos que no marítimo; por precaução higiénica.

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Mobilização para o resgate

O resgate dos mineiros chilenos foi um momento inolvidável que a todos emocionou. Acontece que no meio de tanta alegria não nos apercebemos que também estamos lá em baixo, a 700 metros de profundidade. Porque somos muitos e o risco de desabamento é elevado o plano de resgate tem de ser outro, mas temos de o pensar de forma colectiva e rápida. Mobilização para o resgate precisa-se, urgentemente! JCM

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13.10.10

 

Cromeleque de Almendres como estudo para o templo de Diana
Évora
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Cinco mil anos antes e sem Photoshop.

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Combate a sério à evasão fiscal

Assalariados e pensionistas sempre suportaram o grosso do IRS e vão ser eles, mais uma vez, a pagar o PEC. Mas na sombra há milhões de euros que fogem
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1. IRS mantém concentração
Em 2008, os assalariados e pensionistas pagam 92% de todo o IRS. Os independentes, os agrícolas, industriais, comerciantes, donos de prédios, de capitais e mais-valias pagavam os restantes 8%. Resultado: todo o rendimento além dos salários e pensões consegue facilmente fugir à tributação.

2. IRC esburacado pela evasão
Em 2007, apenas 36% das 379 mil empresas declararam actividade para pagar IRC. Mas cerca de 15% pagaram o famoso pagamento especial por conta. Ou seja, mesmo com o pagamento especial, metade das empresas nada pagou.


3. Resultado: a evasão fiscal beneficia do sigilo bancário.
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* A imagem não mostra mas no andar de baixo vive quem sempre suportou as inundaçãos repetidas e vai ter, mais uma vez, de pagar os prejuizos. "

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Perfis dos 33 mineiros

perfil. Contorno do rosto de uma pessoa, vista de lado.

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O seu a seu dono
Uma Fénix com as cores do Chile já fez renascer os primeiros mineiros.

* A máquina não é de uma empresa sul-africana?

 
Ranking

Florencio Ávalos foi o primeiro
Após 33 dias a preparar o resgate e 69 desde o acidente que se pensou ser uma tragédia, o milagre aconteceu.
* Nem numa ocasião destas se esquece o cânone dos campeonatos.

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12.10.10

 
Em As férias do Sr. Hulot
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do genial Jacques Tati (a rever) a rádio transmite uma mensagem do então (1951) ministro das Finanças francês, prenunciando uma ameaça de bancarrota semelhante à que nos auguram. Nenhum dos banhista, burgueses endinheirados, o ouve.

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Apologia do risco

... liberdade e afluência. Eis duas coisas que, com as condições e regras devidas, o capital privado e o mercado colocam ao nosso alcance. Pessoalmente, prefiro os ricos. Mª de Fátima Bonifácio.

*Errata?
Onde se lê: Pessoalmente, prefiro os ricos, deveria ler-se: Pessoalmente prefiro os riscos.
Depois do iminente colapso financeiro do capital, a declaração mostraria convicção e coragem; preferir ser rico, qualquer prefere se lho derem a escolher. Poucos há que preferem ser Henrique a enriquecer.

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Sociobiologia atrevida

Osmose chinesa
É a cotação artificialmente baixa do yuan que alimenta boa parte do crescimento das exportações chinesas. Na verdade, isso traduz-se num subsídio geral às exportações e numa taxa sobre as importações de produtos alheios, distorcendo completamente a concorrência comercial internacional.
Essa vantagem comercial de origem monetária soma-se aos demais mecanismos com que a China "dopa" as suas exportações, incluindo uma maciça política de subvenções ... que confere vantagens comerciais às empresas chinesas.
Tudo somado, não admira a invasão do mercado europeu de produtos chineses a baixo preço, que já se não limitam aos produtos de consumo de gama baixa.
Vital Moreira
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*Quando a osmolalidade plasmática aumenta, a célula sofre; a sua membrana é permeável a pequenas moléculas – água e ureia – que a atravessam sem dificuldade ao contrário das grandes moléculas – glicose e proteínas - que o não podem fazer.
Em caso de osmolalidade plasmática elevada a água da célula sai pelo que esta fica desidratada. A prazo esta situação é letal; só sobrevivem as células onde as moléculas proteicas se dividem noutras mais pequenas (idiosmoles)– o que aumenta a osmolalidade celular e compensa o desequilíbrio osmótico intra e extracelular.
Este é o equivalente biológico do “enorme défice comercial entre as duas economias” originado pela “cotação artificialmente baixa do yuan” – a China exporta facilmente mas importa pouco (e nada se importa com isso); “as empresas europeias e norte-americanas que se instalam na China, tirando partido dos baixos custos, para alimentar diretamente o mercado chinês” com contrafacções são o equivalente chinês dos idiosmoles biológicos.
Há que actuar com cautela; quando tentávamos corrigir rapidamente a hiperosmolalidade das crianças desidratadas, os efeitos secundários eram catastróficos; aprendemos a fazê-lo devagar, ao ritmo que as moléculas celulares levam a recuperar de novo os idiosmoles libertados. (A minha história da Pediatria. Acta Médica Pediátrica 2000)

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11.10.10

 
Ou Cuba ou os ricos e o dicionário Priberam

Cuba veio agora somar-se à lista de falhanços do socialismo comunista, constituindo mais uma demonstração de que o Estado ditatorial, além de privar a sociedade e os indivíduos de liberdade ... também não é capaz de lhes proporcionar afluência.

Walden confrontou Thatcher com a acusação ... de proteger os negócios e os ricos. A primeira-ministra retorquiu impavidamente: "Sabe, sem os ricos não haverá esperança para os pobres."
Fátima Bonifácio.

Afluente
1. Diz-se do rio que se lança noutro rio. = SUBSIDIÁRIO, TRIBUTÁRIO

* Um rio só é grande porque tem muitos afluentes; que se lançam nele na esperança de também serem grandes. É esta ilusão que os mantém e que os leva a perder.

Esperança
1. Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há-de realizar ou suceder.
2. Expectativa.
3. Coisa que se espera.
4. Confiança.


*Os ricos são como que as princesas dos contos de fadas: fazem-nos viver na ilusão.

Ainda não fomos capazes de inventar uma alternativa à dicotomia entre “pobres e ricos livres” e “funcionários públicos – empregados e chefes”.

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Público e função pública

"Estes cinco computadores estão destruídos, as mercearias vão todas para o lixo." ... pela torrente de água que inundou o estabelecimento.
"Pelo menos desta vez tenho seguro. Em 2008 foi ainda pior, a água chegou a dois metros e destruiu tudo."
Na mesma rua, no Café Jardim, os estragos foram menores: "Desta vez tivemos meio metro de água. Como estou aqui há mais de 40 anos, já nos habituámos a isto. Temos os electrodomésticos elevados".
O rio Trancão é o "responsável": "Toda a gente sabe que o problema está na conduta de água que passa aqui, até fizemos um abaixo-assinado". Os ambientalistas da Câmara dividiram aquilo, para separar as águas residuais. "Mas quando vem muita água entope tudo, misturam-se as águas na mesma, e quem perde somos nós."
O gerente dum restaurante conta que "a prevenção" evitou males maiores: "De nosso, só ficou danificado um corrimão." O hábito de consultar na Internet as previsões das marés deixou-o prevenido: "Às 15.30 evacuámos a esplanada. Como temos grades de ferro ficámos protegidos. Até reabrimos à noite e foi casa cheia até à meia-noite, com muita gente a querer 'curtir' o espectáculo das ondas."
Só não percebe porque a Protecção Civil não tomou os mesmos cuidados: "Ninguém veio avisar os comerciantes do que se preparava", lamenta. E a resposta não foi melhor: "Aquela caixa da EDP ficou destruída a meio da tarde. Só às 22.00 apareceram os técnicos."


*Vítimas queixam-se: Não nos... e nós não ...

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Esquinas

Em cada esquina um amigo...
Grândola, 1971
... em cada esquina uma câmara de vigilância
Lisboa e Porto, 2010

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10.10.10

 
Cromeleque de Almendres
Évora (ao fundo)

*A mesa do arquitecto de há oito mil anos, o mapa dos astros da abóbada celeste, um tabuleiro de jogo de berlindes - para jogar ao fim da tarde - ou?
(prima para ampliar)
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Sucessão regressiva: ... 2, 1, partida?

Kim Jong-Un é o novo chefe do regime da Coreia do Norte sucedendo ao pai, Kim Jong II.

* No regime da Coreia do Norte o Un sucede ao II; foi por isso que o novo líder, que estudou na Suíça, renunciou às influências ocidentais quando regressou.

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9.10.10

 
Economia neoplásica 2
Parece lógico que o actual modelo “económico” tem de mudar; o que me surpreende é a consensual expectativa de que basta crescer para resolver o problema:
a) Ambas as centrais sindicais, consideraram que quer a política salarial, quer o aumento das pensões, pode influenciar o crescimento da economia portuguesa.
b) “logo, se não há emprego, não há poder de compra". A segunda conclusão da CGTP é de que as novas medidas de austeridade provocam «mais recessão», porque esta política «diminui o poder de compra dos portugueses».
c) “Só uma dinamização da economia, diminui a chaga do desemprego”, disse o representante das associações patronais portuguesas.

d) Medidas que ajudem as empresas a ganhar competitividade. J. Vieira Pereira. Expresso. 9.10.2010

Até os sindicatos estão convertidos ao dogma desenvolvimentista do capital – deitemos muita areia na Serra da Estrela que alguma há de chegar às praias, onde faz falta.
A ser assim muitos concertos do U2 que “geram seis milhões de euros” ajudariam a relançar a “economia”, a criar muitos “postos de trabalho”...
"As operações de montagem da estrutura do palco dos concertos dos U2, com 28 metros de altura e a forma de uma “aranha”, envolvem seis gruas, dezenas de empilhadores e o trabalho diário de 150 pessoas. Toda a estrutura é transportada em 120 camiões e demora quatro dias e meio a montar.
A azáfama é grande tanto fora, como dentro do Estádio Cidade de Coimbra. Cá fora, os passeios estão repletos de material e os camiões são descarregados a um ritmo que só de olhar cansa. Tem sido assim nos últimos dias. Lá dentro, as gruas elevam a alturas (quase) impossíveis as peças de um palco que impressiona, os trabalhadores encaixam ferros atrás de ferros e os empilhadores rodam em cima da estrutura montada para proteger parte do tartan e do relvado.

Parece-me absurdo que o aumento do “emprego” e do “consumo” (de qualquer emprego e de qualquer consumo - dos concertos, do supérfluo e da bugiganga) ajude a aquecer a “economia”..."o consumo pode arrefecer mais, conduzindo a uma contração", aponta Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. Expresso 2-10-2010
Mas não percebo nada de economia e menos de finanças; U2?

Não me parece que “mais do mesmo” resolva o problema dos consumos absurdos de quase todos, da incúria de tantos, dos desperdícios indesculpáveis de muitos e das escandalosas distorções da distribuição dos rendimentos nas nossas sociedades ocidentais:
De acordo com um estudo desenvolvido nos EUA por dois economistas, Emmanuel Saez e Thomas Piketty, no fim dos anos 70 as famílias mais ricas, representando 1% da população, ficavam com cerca de 9% do total da riqueza nacional. Porém, em 2007, as mesmas famílias mais ricas ficavam com 23,5% do total do rendimento nacional (o mesmo valor aquando da recessão de 1930)
Não me parece que mesmo uma atenuação da assimetria da distribuição dos rendimentos resolva o problema e não sirva senão para “mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma”.
Mas ambas a centrais sindicais, consideraram que quer a política salarial, quer o aumento das pensões, pode influenciar o crescimento da economia portuguesa.
Mas não percebo nada de economia e menos de finanças; you Too?

Comprem mais produtos farmacêuticos para aquecer a economia e para se “sentirem melhor”; quanto mais comprarem, melhor se sentem...
O cartão Farmácias Portuguesas permite acumular pontos na aquisição de determinados serviços farmacêuticos e produtos de saúde e bem-estar (excepto medicamentos sujeitos a receita médica), na relação de 1€=1ponto.
A frequência da visita também será recompensada, através da atribuição de 1 ponto pela primeira visita diária à farmácia, desde que o valor da compra seja igual ou superior a 3€.
Quanto mais o usam, melhor se sentem

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