alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

30.5.08

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

As mulheres persianas
As mulheres persianas trazem o cabelo da cabeça sempre solto e negro, sem curarem dele, e as louras buscam modos para o fazerem preto. Por coifa usam de um barrete, a que chamam araxim, que muitas vezes é de tela de ouro, segundo a posse de cada uma, e sobre ele um modo de funil de prata, que se vai estreitando para cima, e sobre este funil põem a toalha. Tingem as sobrancelhas, fazendo que o meio que fica entre ambos os olhos pareça também sobrancelha, o que lhe dá bem pouca graça.
São muito recolhidas, e quási todas alvís­simas, mas mui lascivas e interesseiras. No nariz costumam trazer um brinco de ouro muito lavrado, do comprimento do mesmo nariz, e para que lhe não caia furam a venta, e por um ganchinho, a modo de alfinete torcido, o trazem pe­gado. Bem junto dos olhos se remata este brinco com uma pérola. As camisas cortam de tafetá de cores, lavradas no cabeção e mangas. Trazem corpinho e gibão, e por cima suas sotainas abertas todas por diante, e lhe chegam até os joelhos. As mãos trazem continuamente metidas nas algi­beiras, e muitas delas as têm pintadas, com as unhas verme­lhas.
O rosto não descobrem nunca fora de casa, trazendo-o coberto com um sendal, ou guarda-cara de sedas de cavalo, a que chamam bauta. Por manto usam um como lençol branco, de canequim, com que se cobrem de modo que nem os maridos as conhecem pelas ruas, quando se encontram. Vestem calções de homens, meias e sapatos.
Não andam acompanhadas mais que com mulheres. Seu caminho é apressado e sempre falando.
São grossas, altas e mais amigas de rebique do que toda outra nação. A condição têm áspera e são de ruim bofe, amigas de veguear, e tanger, e bailar. Contudo, têm ricas mãos de coser e lavrar, e particular graça para tecer damascos, broslar e urdir teares de tela de prata e ouro, com menos fábrica que os nossos. Só fiar cuido que não sabem.
Quando fazem jornadas compridas, é a cavalo, como homens, e correm tão bem como eles.
De maravilha comem com seus maridos à mesa.
Manuel Godinho. Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra da Índia para Portugal 1663

O Irão já não é o que era; as mulheres fiam, mostram o rosto, comem gelados e não vi nenhuma com arganéis no nariz.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Mesquita muezim
Hoje os muezins já não sobem aos minaretes, para maior recato das famílias da vizinhança.

Os chamamentos são gravados e os altifalantes porta-vozes digitais.
Quando os muezins acedem aos pedidos dos visitantes, as vozes ecoam nas abóbadas e arcadas das mesquitas
.

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Mesquitas Muezim

Há nas cidades da Pérsia altas e soberbas mesquitas com alcorões, que correspondem às nossas torres dos sinos, tão levantados que se vão às nuvens.
A estes alcorões sobe quatro vezes no dia o telismano ou muezim , que é o tesoureiro da mesquita, e virado para o oriente, pondo as mãos nas ore­lhas, começa a gritar com uma voz alta, sentida e vagarosa, pronunciando estas palavras, que a todos os Mouros são comuns: Alá, hec, Bar, Axabel, Alá, helé, e Ielá, Mahameth, Rasul Alá, as quais, tornadas do arábigo em português, que­rem dizer: Deus grande, não há outro Deus; Mafamede é embaixador de Deus. Depois destas dizem outras muitas, em que pedem ao povo venha à mesquita, ou faça oração em casa, rogando a Deus pelo seu rei, acrescentamento de sua lei e extirpação da cristã.
Quatro vezes repetem as sobreditas palavras, virando-se para o oriente, poente, norte e sul. As horas de as entoarem são duas horas ante manhã, ao meio­-dia, ao pôr do sol, antes da meia-noite.
Nas cidades em que há duzentas e mais mesquitas é uma confusão medonha ouvir gritar juntamente tantos telismanos dos alcorões.
Manuel Godinho. Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra da Índia para Portugal 1663

* É uma sensação fantástica a alvorada com o chamamento longínquo do muezim e dar conta que não é um sonho estarmos na Pérsia e que não somos obrigados a responder.

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Portugal não é melancólico
do Lat. melancholia <>(suposto humor ou bílis negra que causava a melancolia e o mau humor)

Afinal, a melancolia não é uma endemia portuguesa mas uma epidemia causada pela frustração das expectativas dos tugas emergentes pelo aumento do preço dos seus nutrientes essenciais - a fécula e o crude – uma bílis negra. Apesar de tudo, Portugal é um país feliz.

Nesta vida de pouca actividade e abundante fécula...
Aquilino Ribeiro. Geografia Sentimental 1951


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Pobre Portugal

Fernanda Câncio leu e analisou o Relatório da União Europeia que tanto alarido causou; afinal – se a leitura é correcta e os valores fiáveis - os índices de pobreza eram semelhantes aos europeus e os resultados do apoio social foram visíveis.
.
Com Guterres e Durão Barroso Portugal manteve-se bem.
.
A situação nestes últimos tempos ter-se-á agravado por razões nacionais e internacionais; poucos portugueses estarão isentos de responsabilidade.
Esperam-se apoios aos que mais precisam, não aos que mais reclamam.
Eu sei que o mal-estar social e as dificuldades relativas ao custo de vida que, hoje, gravemente afectam os pobres, se tornaram, subitamente, muito visíveis por força do preponderância da classe média na comunicação social. Mário Soares tresli
do.

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Reinvindicar o direito a perguntas sensatas

- Temos a taxa de natalidade mais baixa da UE...
- Pela primeira vez, passámos a pertencer ao grupo dos países que tem um índice de fecundidade de 1,3 -- os países da Europa do Sul e da Europa de leste.
-
Os portugueses têm que passar a reivindicar o direito à procriação?

*Reinvindicou-se o direito ao aborto ad libitum mas não se reinvindica o dever da responsabilidade.

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Cidades Criativas

Os jovens estarão afastados “da política” ou “da maneira como esta se tem feito”?

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29.5.08

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Na quarta viagem à Pérsia, em 1608, António de Gou­veia perdeu por poucos dias a memorável cerimónia da obediência do patriarca arménio ao sumo pontífice, prestada em Ispaão.
J. Nunes Carreira. Do Preste João à Ruínas de Babilónia. Viajantes portugueses na rota das civilizações orientais. Ed. Comunicação 1980
.
Igreja arménia de Haspaão; o sino na discreta torre sineira em vez do chamamento do mueslim no minarete.
Em contraste com as mesquitas a iconografia cristã- figuras de Cristo, da Trindade, dos santos estão concentrados no pouco espaço disponível. O estilo é europeu, como os artistas. Muitos visitantes iranianos.
Um enorme painel denuncia o genocídio dos arménios pelo exército turco.

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Metade: uma estimativa razoável
“Num país em que a ocupação geral é estar doente”
Eça de Queiroz. Os Maias (1888)


É razoável estimar, a partir de estatísticas internacionais, que metade da população portuguesa sofra de uma doença crónica e que cerca de um quarto de duas ou mais doenças crónicas. Presidente do I Fórum Nacional sobre o Doente Crónico. Público 17.05.2008

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Diplomacia
(Carta do Xá a D. Manuel I)
António de Gouveia perseguia antes de mais os objectivos diplomáticos da sua missão à corte do Xá Abbas: resti­tuição da ilha de Bahrein aos Portugueses, guerra do Xá aos Turcos, criação de uma coligação dos príncipes cristãos e do Papa contra o Impé­rio otomano.
Não foi difícil convencer o persa na última questão, pois não havia coisa mais desejada do Xá que a destruição do império turco. Ainda não findara a primeira missão de Gouveia e já estalara a contra o Turco.
Gouveia e companheiros eram cristãos e eremitas de S. Agostinho. Iam ao serviço de um rei cristão e católico. Logo, tinham de levar bagagem diplomática a questão importante da difusão e fortalecimento da fé cristã e católica na Pérsia.

Exemplo disto é a licença de residir na Pérsia que os padres obtiveram mal chegados a Ispaão (Novembro de 1602). O Xá autorizava-os a ter casa e erguer uma igreja pública em Ispaão, outorgando-lhes para tal um sítio cómodo, fresco e verdejante. *
Na quarta viagem à Pérsia, em 1608, António de Gou­veia perdeu por poucos dias a memorável cerimónia da obediência do patriarca arménio ao sumo pontífice, prestada em Ispaão.

Igreja arménia de Haspaão; uma mesquita cristã. A arquitectura é persa com a cruz em vez do crescente.

No Natal de 1608, convento e igreja recebiam o Xá e os nobres da sua corte que assistiram a uma cerimónia litúrgica. Em 1619 colocou-se a primeira pedra de nova e mais rica igreja, cuja construção se pro­longou por dois anos e consumiu 12 000 cruzados;
….
Ainda o esperava uma última e malograda missão à Pérsia. Com o embaixador persa Dengiz Beg, que o acompanhara na deslocação a Portugal e Espanha, António de Gouveia embarca para a Índia (Abril de 1612). Chegam a Goa e tomam logo o caminho de Ormuz e lspaão, com presentes de Filipe II e do vice-rei da Índia para o Xá.
António de Gouveia. Relaçam ... das embaixadas ... à Pérsia, Lisboa 1611.
J. Nunes Carreira. Do Preste João à Ruínas de Babilónia. Viajantes portugueses na rota das civilizações orientais. Ed. Comunicação 1980


El-rei de Portugal foi senhor de Ormuz desde o ano de 1514, em que se lhe deu, até o de 1622, em que Xá Abas, rei da Pérsia, com ajuda de ingleses tomou aquela ilha com todos os guazilados que possuía na Pérsia e ilhas de seu mar. Destruiu a nossa cidade, que era mui nobre de casarias, com cinco igrejas e um convento de Santo Agostinho, abriu cava à fortaleza, que para perdição nossa não tínhamos aberta de todo, fez-lhe baluartes para sua defensa, e uma ponte leva­diça, e deixando-lhe só oitocentos persas de presídio, mandou que toda a mais gente se saísse da ilha. De sessenta peças grossas que tínhamos na fortaleza deixou só quarenta, le­vando as vinte e outras mais que achou na fortaleza, tiradas dos galeões e fustas, para a sua corte de Haspaão.
Manuel Godinho . Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra da Índia para Portugal 1663
* Da próxima vez, procurá-la-ei.

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Esmeralda de Aguilar
A Justiça de Castela ordena que o pai entregue a menor ao senhor.
Um dia númerosa cavalgada
apeia-se ao portão,
limpa-se da poeira, sobe a escada.
...
-O Sr. D. Martinho de Aguilar?
- Eu sou lhe diz o ancião.

 A quem me cabe a honra de falar? 
-Justiça de Castela.
- Benvinda seja ela
e a justiça de mim o que deseja?

-Como réu de alta traição
... Exigem-lhe que entregue o filho (D. Jaime)
que lutava pela independência de Portugal.
O pai revolta-se:
-El-Rei de Castela é nobre
não manda insultar um velho.
Pode mandá-lo ser pobre,
matá-lo à míngua de pão,
mas mandar que um pai entregue
seu próprio filho,
isso, não.
Tomás Ribeiro. D. Jaime.

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“Num país em que a ocupação geral é estar doente”
Eça de Queiroz. Os Maias (1888)

Um milhão de portugueses sofre de doenças da tiróide

Já passa da uma da manhã e, nas minhas deambulações como guarda-nocturno, ouço um...ressonar que me leva a aproximar daquela vivenda. Qual não é o meu espanto quando percebo que o autor de tamanha sonoridade é um pastor-alemão, um cão de guarda que supostamente deveria estar a ajudar-me no trabalho! Ele lá continua entregue ao sono, sem dar pela minha presença ou de qualquer outro transeunte.

*Os doentes da tiróide dormem muito e ressonam mais; queixam-se muito com o frio e engordam apesar de comer pouco. Mais grave, acreditam em tudo o que se lhes diz.

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“Num país em que a ocupação geral é estar doente”
Eça de Queiroz. Os Maias (1888)

Portugal hipocondríaco:
estado melancólico da pessoa que se julga afectada por doenças imaginárias;
Portugal melancólico
do Lat. melancholia <>
1,4 milhões de portugueses, sem cheiro diz a Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

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28.5.08

 

Crise dos combustíveis
As reservas de crude do PSD

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Várias surpresas familiares em Haspaão:
crianças a jogar “à macaca” na praça do Iman;

siglas nas pedras da ponte Kahju (Séc. XVII), idênticas às de tantas igrejas medievais portuguesas;

a ponte Xarestan (Sec. XII) com torre de portagem como a da Ucanha, do mesmo século, ainda mais elegante.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Mirahb em Portugal
Ao de Mértola, atrevo-me a acrescentar o de Idanha;
não asseguro mas está bem orientado.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão
.
Mesquitas 7
Na capela-mor o local mais sagrado é o mirahb, o altar virado para Meca; para onde há que descer um degrau – sinal de reverência para com Alá.
...
É o local mais decorado – nem um cm2 está vazio.
Azulejo e mármore – escolhido entre os de melhor padrão. Estuque nas mais modestas.

Só formas perfeitas - geometria e caligrafia corânica – Alá, Mahoma e Ali.
.
Predomina a cor azul; e oiro sobre o azul.

 
O hediondo sorriso da fome de rigor

Portugal está cheio de fome: de justiça, de cultura, de instrução, de governo, de esperança - e fome de comer. Os números são assustadores. Gente com a autoridade moral de Isabel Jonet e Bruto da Costa advertem-nos para a iminente catástrofe. Baptista-Bastos

Entre os portugueses dos 18 aos 64 anos, 2,4% tinha peso a menos, 39,4% tinha excesso de peso. Muitos (86,5%) velhos têm peso a mais.
O acréscimo escandaloso dos lucros dos bancos foi inferior ao aumento da taxa de obesidade neste ambiente de alegada crise e de forte contestação às restrições ao consumo.

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Apoio social aos que mais precisam

Portugal tem uma taxa de pobreza muito elevada no contexto europeu – em 2006 era de 18%, quando na Suécia era de 12%. Acontece que, considerando as taxas de pobreza antes das transferências sociais, a nossa posição não é muito diferente da dos nossos parceiros europeus. Enquanto em Portugal, o risco é de 29%, no caso sueco é de 25%.
A percentagem do PIB destinada a despesa social (25% em Portugal e 32% na Suécia) é decisiva para explicar a ‘performance’ de cada país. P. Adão e Silva (32x48=1536; 25x62=1550)

" Os dados do Eurostat referem-se a 2004, último ano do Governo PSD/CDS-PP. Quando chegámos, a situação social era muito desequilibrada, e por isso este Governo canalizou os recursos disponíveis para minorar as desigualdades e acudir aos mais frágeis", afirmou o primeiro-ministro. Público 28.05.2008

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Pobreza e equidade
Vendo os parques cheios das catedrais do mercado e dos restaurantes, os hábitos de consumo das classes médias e baixa, os padrões de vida exibidos pelos que se passeiam e que, na TV se queixam, displicentes, anafados e bem arreados, da carestia, custa a acreditar que haja realmente tanta pobreza em Portugal, a menos que aquela seja definida como “não ter recursos para participar nos hábitos e costumes da sociedade”.
O que é mais grave é esta mistura de verdadeiros pobres com os que se lamentam “não ter recursos para participar nos hábitos e costumes da sociedade”, hábitos e costumes da sociedade padronizados pela publicidade que dela vive. E que estes últimos se arroguem a porta-vozes dos outros.
Les tugas sont commme des cochons...Brel
.
Desde 1995 até 2006, a taxa de pobreza total tem baixado em Portugal, tanto entre os pobres em idade activa (de 31% para 25%) como, sobretudo, pela melhoria da situação dos idosos (de 26% para 17%). P. Adão e Silva

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Tugas a viver de 2009
para “ter recursos para
participar nos hábitos e costumes da sociedade que o mercado padroniza.

O
endividamento dos particulares já atingiu os 129% do seu rendimento disponível anual, ou seja, a dívida total das famílias é superior em 29% ao seu rendimento de um ano, sem impostos. A dívida total dos particulares à banca equivale a 91% do PIB.
* É o que acontece quando “tendemos a ser cada vez menos trabalhadores e cada vez mais consumidores.” J. Fraga de Oliveira. Público 17.05.2008

Uma dívida adicional para o país

A abertura dos hipermercados ao domingo à tarde e aos feriados criaria para o país uma riqueza adicional de 2500 milhões de euros.

Receita da Consultora Roland Berger à Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

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27.5.08

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Mesquitas 6
Arcadas por toda a parte.
.
Xiraz, Haspaão.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Mesquitas 5
Os pórticos dos iwans (“capelas”) das mesquitas são tão sumptuosos quanto os da entrada; a “capela mor” tem uma soberba abóbada.
Haspaão, mesquita do Iman e Yazd.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Eu acho que não vale a pena ter ido ao Oriente
e visto a Índia e a China.
Alvaro de Campos nunca lá terá ido.


Mesquitas 4
Nas mesquitas, um pórtico majestoso dá entrada para um pátio quadrado com um iwan (como que altar ou capela) em cada lado. Haspaão e Yazd.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

A charola de Tomar 2
Pormenor da decoração do tramo oriental da Charola; o que estará escrito na anilha? qual o significado da mitra (?) inscrita no sol nascente?

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

A charola de Tomar
"No regresso, o cruzado já vem meio sarraceno." G. Bernard Shaw

O octógono é a resultante da sobreposição equilibrada de dois quadrados; o ângulo entre eles será metade de 90º, o ângulo que, de Tomar, a direcção de Meca faz com o Oriente (e com Roma).
A resultante, a síntese do conflito e do diálogo. Não era a conversão mas o fascínio; não se tratava de crença mas de cultura.

Não era Meca que seduzia os cruzados que regressavam mas a Pérsia interpretada pelo califado de Bagdad.

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Racionalizar para evitar racionar

A situação não justifica racionamentos. Público 27.05.2008
"Se os cidadãos comprarem apenas aquilo de que precisam, haverá comida suficiente para todos". Público 27.05.2008

* Uma oportunidade para resolver a epidemia de obesidade que está a aumentar rapidamente em Portugal. Em sete anos, a percentagem de jovens adultos obesos aumentou de um terço nos homens e um quarto nas mulheres, sobretudo velhos, pobres e ignorantes.
Apenas o necessário.

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Ditadura coerente

Junta Militar birmanesa prolonga prisão domiciliária de Aung San Suu Kyi
É lógico que num país-prisão a Presidente eleita não deva estar em liberdade.

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Cabeçalhos nos jornais

Portugal é onde crianças são menos protegidas
Afinal trata-se da percepção de jovens; como seria de esperar num país que espera tudo dos outros, consideram que os direitos das crianças não estão devidamente protegidos.

Relatório internacional denuncia abusos sexuais a crianças por funcionários humanitários.
Funcionários humanitários abusam crianças? Abusos humanitários?

CMVM envia sinal ao BCP de que não quer KPMG como auditor.
O jornal decifra os acrónimos CMVM e BCP que são bem conhecidos mas mantem cifrado o rejeitado KPMG.

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26.5.08

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Eu acho que não vale a pena ter ido ao Oriente
e visto a Índia e a China.
Alvaro de Campos nunca lá terá ido.


Mesquitas 3
Encantados, os arquitectos terão convertido um recurso -- os nichos/ninhos de andorinha – em elementos decorativos; dezenas destes pequenos nichos preenchem muitos vãos, formando estalactites de estuque ou de azulejos em mesquitas e mausoléus de derviches mas também, pintados, nos bazares (Kerman).


Não sei se se poderá falar em conversão ou em profanação em locais sujeitos à sharia.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Eu acho que não vale a pena ter ido ao Oriente
e visto a Índia e a China.

Alvaro de Campos nunca lá terá ido.


Mesquitas 2
Mas é em Haspaão que as cúpulas das mesquitas são mais requintadas.
A do Iman e a do Xeique Lotfolá, prenda do genro, o Xá Abás.

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Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Eu acho que não vale a pena ter ido ao Oriente
e visto a Índia e a China.

Alvaro de Campos nunca lá terá ido.

Mesquitas 1
As mesquitas definem-se pelas cúpulas, os minaretes e os azulejos. As cúpulas apoiam-se num cubo, um problema tão complicado quanto a quadratura do círculo; o octógono já foi um avanço. Os arquitectos persas da época sassânida (Sec. III a VII) resolveram-no definitivamente colocando nichos nos ângulos, reflexo de ninhos de andorinha nos cantos dos beirais.

Com os ângulos assim preenchidos foi fácil erguer a cúpula - esférica, opada, mamiforme, cónica ou acuminada como cebola. Ardestan, Sarvestan, Yazd, Xiraz.

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Cândido ou o Optimista 6

Sejamos claros, a única forma de responder ao aumento do preço dos combustíveis está em poupá-los, só que, incrivelmente, isso não está a acontecer. Os preços dos combustíveis sobem, os preços dos produtos alimentares disparam, o desemprego aumenta e não se nota uma atitude colectiva no sentido de poupar um recurso escasso e cada vez mais caro.
Os automobilistas não resistem ao carro, os edifícios continuam burros numa perspectiva energética, as empresas pouca importância dão às poupanças energéticas não investindo em tecnologias mais evoluídas. Pouco ou nada se faz para poupar combustível ou para que este seja usado de uma forma mais eficaz. Comportamo-nos como nababos das arábias.


Pangloss tuga exige baixar os impostos ou subsidiar o combustível.
E é espantoso o quanto dependemos, nós os sem-petróleo, do petróleo que não temos. Não só dependemos como queremos continuar a depender. Nem sonhamos outra coisa. É assim uma espécie de estado de negação permanente, uma patologia psíquica global. Fernanda Câncio

Pangloss tuga exige baixar os impostos ou subsidiar o combustível.
Estamos viciados em petróleo e esse vício, mais cedo ou mais tarde, vai ter de acabar. Carlos Fiolhais. Público 23.05.2008
Temos mais carros por habitante do que a Dinamarca. Portugal é um dos países europeus com mais baixa eficácia no uso de produtos petrolíferos e de bens com eles produzidos (como a maior parte da electricidade que consumimos). Há que reduzir o escandaloso desperdício neste país pobre de recursos energéticos. F. Sarsfield Cabral. Público 26.05.2008
Pangloss tuga exige baixar os impostos ou subsidiar o combustível.

Poupar, uma palavra saneada no dicionário do consumo
Se não racionalizarmos alguém racionará

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O padrão de facto é o fato

O fosso entre o país que se projecta nos fatos caros que os executivos da Boavista, no Porto, ou das avenidas novas de Lisboa vestem e país que resiste nos subúrbios parece ser irremediável. No primeiro, o nível da sofisticação, da exigência e dos salários não difere muito do padrão europeu; no segundo, centenas de milhares de portugueses trabalham em fábricas obsoletas e ineficientes que apenas dão para sobreviver.
Manuel Carvalho. Público 26.05.2008.

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O medo da pobreza dos professores

O principal medo dos professores do ensino básico e secundário é "... de o salário não lhes permitir satisfazer as suas necessidades pessoais e familiares". Luísa Cristina Fernandes, Os Medos dos Professores... e só Deles? Público 26.05.2008

* Se
pobreza é incapacidade de “satisfazer de forma regular todas as necessidades básicas, assim consideradas numa sociedade como a nossa” ou “não ter recursos para participar nos hábitos e costumes da sociedade”, a pobreza é o principal receio dos professores.

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Cândido optimista 5 ou A fragilidade duma crença

Um mundo harmónico e coerente
Eu e o mundo, as coisas, pessoas e outros seres não existiam e passaram a existir. E existem de forma harmónica e coerente. J. César das Neves

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25.5.08

 
Regresso da Pérsia, uns dias no Irão

Haspaão/Ispaão/Esfahan/Isfahan/Espadana
Se Haspaão é metade do mundo (“Nesf-e Jahan”) é a melhor - a admirável Praça do Íman de Haspaão é considerada modelo do mundo (Naqch-E Jahan).
É fabricado com suma majestade e gran­deza mas de proporções humanas e muito equilibrada; Godinho descreveu-a bem:
O paço real fica em uma espaçosa e grande praça, onde ordinariamente há feira geral, em que se vende quanto se pode pedir por boca; é fabricado com suma majestade e gran­deza: tem as paredes por dentro e por fora douradas, com mil pinturas e galantarias; a praça ou terreiro tem setecentos passos de comprido, e de largo duzentos e cinquenta. Diante do paço estão deitadas no chão trinta peças grossas de bronze, que levaram de Ormuz.
À roda do terreiro convidam a todos com sua sombra grandes e frescas árvores, encostadas a muitas casas feitas de ladrilho, com seus cobertos e abóbedas, em que moram ourives de prata e ouro, lapidários, boticários, pasteleiros e outra gente que vende comer feito e guisado.
A uma ilharga se levanta uma sumptuosíssima mesquita de pedra de cantaria, para a qual se sobe por treze degraus abertos em uma só pedra. Da outra parte fica a casa da moeda
.”
Manuel Godinho. Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra Índia para Portugal 1663

É curioso que não tenha referido a mesquita do Iman que já estava terminada; custa a admitir o lapso tal a magnificência do edifício, mas admissível a quem terá escrito de memória. Só refere a mesquita do Xeique Lotfolá com os seus invulgares degraus (que são seis e não treze) por se tratar de um templo privado.
A praça tem uma orientação N/S que a protege do vento leste; como as mesquitas têm de estar orientadas para Meca, os arquitectos tiveram que criar um acesso curvado entre o portal da praça e o das mesquitas. A anomalia foi lida como o pudor do artista que evita emular a perfeição divina.
Toda a praça é cercada de um edifício de dois andares – lojas em baixo e varandas arcadas vazias no primeiro andar que lembram ninhos de andorinha; serão o futuro museu da cidade.
Não há aumtomóveis, só bicicletas e carros de cavalos para turistas, quase todos persas. A praça, relvada e com grandes lagos, é muito frequentada pelos habitantes, em especial à tardinha. Um ambiente tranquilo, acolhedor, fantástico. Toda a gente nos convida -- a fotografá-los, a ser fotografados com eles, a conversar, a partilhar a merenda ...
PIB $ per capita: Portugal - 10000; Irão - 2300.

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