alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

30.9.11

 
Orfeia actual
... o pai deu-lhe uma lira e aprendeu a tocar com tanta dedicação e beleza, que ninguém conseguia ficar indiferente ao encanto da sua música. Tanto os seres humanos como os animais, e diz-se que até as árvores e os rochedos, se rendiam ao seu fascínio.
Juíza decretou a libertação imediata de Isaltino

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Workaolia anaeróbica
Passo oito a dez horas diárias ao computador. E isso dá cabo de mim. Não sei se é a velhice, se é a nova tecnologia ou se é a obsessão que tenho pelo trabalho. Talvez seja a combinação de tudo. O que passei a fazer, e me custou muitíssimo, foi encaixar no meu horário 40 minutos de caminhada em jardins, a conselho do médico. Levo comigo um leitor mp3 onde ouço as óperas de Bellini ou Puccini.
Mª Filomena Mónica, 67 anos, socióloga. Única, 24.9.2011




* Passear como quem toma óleo de fígado de bacalhau.
Há 50 anos a enfermaria era tão pequena que não cabiam as mães; os bebés doentes, a nosso cargo, ficavam ao cuidado das enfermeiras que mal davam para as encomendas. As mães podiam visitá-los à tarde, com horário limitado.
Os pequenitos sofriam tanto com a doença como com a separação aguda. Pouco podíamos fazer; na folha de terapêutica, além da prescrição medicamentosa e a dieta, o Emídio Sancho incluía: Carinhos 3 i. d.
Se os não aliviava muito, aliviava-nos um pouco.

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28.9.11

 
Uns dias no Minho 8
(Travanca)
Rodízio
O eixo que ligava o rodízio à mó da azenha e ruína da azenha já sem a mó giratória.
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O rodízio era a divisa do rei Afonso V.

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27.9.11

 
Uns dias no Minho 7
(Travanca)

Rodízios
A levada cuja água regava as videiras de enforcado e os campos de milho e cuja corrente movia os rodízios das mini-azenhas intercaladas “em série”.
Há muitos anos ainda vi este rodízio intacto e a rodar, com as suas magníficas “penas” de castanho, os veios da madeira em diálogo concêntrico com os círculos que os pingos fazem na superfície da água. Uma das maravilhas artesanais minhotas, a par dos espigueiros. (prima para ampliar)
Em vão avisei; hoje restam os apoios triangulares dos eixos. E a memória fotográfica que Galhano não desenhou este tipo de rodízios.

No belo Museu de Penafiel, um registo dum rodízio pré-histórico?

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"Os Portugueses e a Saúde”, a Lusa e os jornais
1. Nos primeiros quatro parágrafos do resumo dos dados deste barómetro de opiniões telefonadas que a LUSA distribuiu e os jornais transcreveram, há seis referências a dinheiro e três a fármacos. O vício epidémico de considerar que os problemas da saúde se resolvem com mais dinheiro e mais fármacos.
...à gestão que o MS faz dos dinheiros públicos",
...SNS pago
...o acesso a novos medicamentos.
...cada português deverá pagar os medicamentos
...o Estado continuar a poder garantir o acesso a novos fármacos,
...a redistribuição de verbas do Orçamento do Estado, canalizando mais verbas para a saúde.
....a saúde é aquele em que os portugueses consideram que deveria existir maior investimento,

2. Dados: Para 72,7% dos inquiridos, os médicos continuam a ser a sua principal fonte de informação sobre a saúde.
Comentário: "O facto de os portugueses manterem o médico como a sua maior fonte de informação levanta algumas questões, nomeadamente se o médico proporciona o contexto de educação em saúde nos encontros que tem com os cidadãos. Se assim não for então temos uma generalidade em que os cidadãos têm poucas alternativas de melhoraram o seu conhecimento sobre saúde", salienta Paulo Moreira da Escola Nacional de Saúde Pública.
* A Lusa relatou sem questionar e os jornais “copy paste” publicaram copiando sem editar. Sem perceber?

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26.9.11

 

Uns dias no Minho 6
(
Travanca)

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A vindima de enforcado
As videiras trepavam pelos ramos das árvores – as ramadas originais.

Cenários espectaculares mas vindima de mão-de-obra arriscada. Escadas estreitas e flexíveis, de eucalipto; cestos com gancho para pendurar.
.O perigo, à espreita, crescia com o cansaço, o calor e a taxa alcoólica.
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O gancho dos cestos merecia um desenho de Galhano.

(prima para ampliar)

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Medidas de austeridade
Meio milhão de funcionários públicos britânicos devem perder o emprego.
Meio milhão de funcionários públicos vão ser dispensados e outros 500 mil são dispensáveis, segundo o regime cubano.
Sem meias medidas
Governo vai
eliminar 50 mil funcionários.
• Em Portugal são muito menos mas não serão apenas despedidos mas eliminados.

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A última tourada em Barcelona
Mas os tempos mudaram. E a Catalunha também. No domingo, dia 25, realizou-se a última tourada em Barcelona, na Monumental.
* Em Portugal, a
última corrida de toiros em Salvaterra foi há 250 anos, reinava D. José I; recomeçou no reinado seguinte.

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24.9.11

 
Estado adjacente
"Se Portugal e Madeira são dois países, dêem-nos a independência"
Se o Estado português olha para a Madeira e o Continente como “dois países”, então que dê a independência ao arquipélago madeirense.
*Tal a dependência a que se habituou que até a independência espera que o Estado lhe conceda.

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23.9.11

 
Uns dias no Minho 5
(Travanca)
Para deixar o terreno livre para a produção de alimentos (milho) plantaram as videiras nas extremas; quando as extremas eram valas as uvas cresciam melhor, bem regadas mas com baixo teor de açúcar.

As videiras trepavam pelos ramos das árvores – as ramadas originais.
Estas antigas latadas bordejam o “rio” Odres, ainda um regato que nunca seca, e que irá irrigar a veiga do Mosteiro de Travanca de que Agustina – que aqui nasceu – escreverá a crónica. Aliás o “rio” Odres nasce nas Fontelas que pertenceram à família.

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Ao fundo à direita, a levada cuja corrente movia os rodízios das pequenas azenhas familiares, agora em ruínas.

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Nove buracos
5000000000 e tal
Jardim admite que dívida da região deve rondar os 5 mil milhões de euros

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Sociobiologia atrevida
Alquimia de NOVO
Agora, pense na possibilidade de vir a perder peso, num curto espaço de tempo, sem grande esforço e sem perder o prazer na comida. Única. Expresso 10 Set 2011
* Agora, pense na possibilidade de vir a perder dívida, num curto espaço de tempo, sem grande esforço e sem perder o prazer no consumo.
** Agora, pense na possibilidade de virar, num curto espaço de tempo, a gorda metade norte do Brasil na estreita metade sul, sem grande esforço e sem perder o prazer da vida. Ou a laxa metade sul na severa metade norte da Europa...

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Sociobiologia atrevida
Developing pills for developing diseases

Victoza - Medicação da diabetes usada para emagrecer
Agora, pense na possibilidade de vir a perder peso, num curto espaço de tempo, sem grande esforço e sem perder o prazer na comida.
O novo fármaco que induz saciedade -- vendida como Vistoza - foi criado pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk. Foi lançado na Europa em 2009, nos Estados Unidos em 2010 e recentemente no Brasil onde esgotou mal foi posto à venda.
Única. Expresso 10 Set 2011

* Nem os BRIC precisam de se preocupar que o mercado tem remédio para tudo.

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22.9.11

 
Developing diseases
Non-communicable diseases (NCDs) such as cardiovascular diseases and cancer are the biggest killers on the planet, accounting for 63% of the 56m deaths in 2008. NCDs have long been considered a rich-world problem, but current figures show their increasing prevalency in developing countries. These diseases are associated with increased prosperity and longevity.
*Título sugestivo

Os países do 3º mundo foram sendo designados por “subdesenvolvidos” ou, politicamente mais correcto, “em vias de desenvolvimento” (developing).
Estava subjacente que o modelo a atingir seria o do primeiro mundo (industrializado, desenvolvido); tanto procuraram imitar o estilo de vida padrão que até o estilo de doença e de morte adoptaram.
Sedentários, saciados, obesos, intoxicados, acabam por sobreviver mais tempo para acabar com as mesmas doenças que vitimam os modelos.
Não admira que os chamados países em desenvolvimento (developing) estejam cada vez mais a braços com as “doenças do desenvolvimento” (developing diseases), resultado inevitável de fazer corresponder desenvolvimento a opulência - um desenvolvimento insalubre.
Numa ou duas gerações passaram da carência histórica à prosperidade, como mostram os poderosos desses novos estados. Indivíduos cujas estirpes sobreviveram à fome por selecção de genes frugais estão agora em muito maior risco de sobrecarga face a um regime alimentar farto; como que pagando o preço biológico de pretender compensar numa geração a fome secular dos seus antepassados. Como os portugueses.

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Uns dias no Minho 4
(Travanca)
Estas flores desabrocham por este tempo; nos Açores chamam-lhe “Meninas vamos para a Escola”.

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21.9.11

 
Uns dias no Minho 3
(Travanca)
Latadas geométricas
Uma latada (ramada) num terreno minúsculo; para que as espias não ultrapassem as extremas houve que inclinar os prumos de granito e formar uma latada trapezoidal; mais exactamente, em forma de prisma trapezoidal. A forma das barras de oiro.
À frente e ao fundo, traves de castanho mantêm afastadas as extremidades dos prumos; as mesmas desde sempre. De tal forma sólidas que, no meio não são precisos mais apoios; bastam os grossos
troncos das videiras.

Encantam-me estas soluções duradoiras que tiram partido do talento humano e da inesgotável energia da natureza; encantam-me o talento e a beleza conseguidos.
A videira em latada (ramada) tem uma vantagem suplementar; a vindima pode fazer-se à sombra.

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Governo e economia
Bem, - como explica John Lanchester num artigo da última London Review of Books - a economia belga é das que mais cresceu na zona euro nos últimos tempos, sete vezes mais do que a economia alemã. E isto apesar de estar há 16 meses sem governo.
Ou melhor... Não é "apesar" de estar sem governo. É graças ... a estar sem governo. Sem governo, nos tempos que correm, significa sem austeridade. Não há ninguém para implementar cortes na Bélgica, pois o governo de gestão não o pode fazer. Logo, o orçamento de há dois anos continua a aplicar-se automaticamente, o que dá uma almofada de ar à economia belga.
Sem o choque contracionário que tem atacado as nossas economias da austeridade, a economia belga cresce de forma mais saudável, e ajudará a diminuir o défice e a pagar a dívida.
Rui Tavares
* Causa ou efeito?
1. A economia belga cresce muito “graças a estar sem governo” ou por crescer muito basta-lhe um governo de gestão?
2. “Sem governo, nos tempos que correm, significa sem austeridade. Não há ninguém para implementar cortes na Bélgica, pois o governo de gestão não o pode fazer”. Se a economia cresce muito, porque iria o governo “implementar cortes”?
3. Crescer muito não significa necessariamente fazê-lo duma “forma mais saudável”; o cancro também cresce muito. E da Islândia - cuja forma sugere a do signo de Câncer - também diziam o mesmo.

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Dia europeu sem carros substituído por dia europeu sem a Madeira.
* Sem buracos, sem Inimigo Público, sem Alberto João, sem carros mas nunca sem a Madeira.

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20.9.11

 
Uns dias no Minho 2
(Travanca)
As ramadas (latadas) imitam, reforçando, o papel das gavinhas dos ramos das videiras.
Na evolução das videiras do Minho vingaram as mutações com gavinhas; os cachos das estirpes sem gavinhas apodreciam no chão e extinguiram-se.
Geotropismo negativo era a interpretação teleológica que nos ensinavam no Liceu. As parras estariam voltadas para cima "para potenciar a fotossíntese"... explicaria o Dr. Pangloss. Não sei como explicaria o facto das gavinhas estarem dirigidas para baixo e não para cima como se esperaria de um desígnio inteligente.

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Uns dias no Minho
(Travanca)
Uns dias antes da vindima, as videiras nas latadas (ramadas, dizem aqui) carregadas de cachos.
Para as amparar, cabos de aço suspensos de prumos de granito; por cima passam fios eléctricos.
Cabos de aço para suportar as ramadas; fios de cobre para transportar electricidade.
Latadas para tirar partido do calor do sol e evitar a humidade nocturna; fios eléctricos para aproveitar a condutibilidade do cobre.
Energia vinda das barragens para a economia electrodoméstica local; energia química – açúcar e álcool – de produção local para a actividade biológica global.
E o sentido que isto tudo faz; e a serena beleza deste mundo em extinção.

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Ils sont fous, ces Lusitains !

Cerca de 110 mil portugueses sofrem de Alzheimer
Mais de 150 mil portugueses sofrem de demência (cerca de 110 mil por doença de Alzheimer).
Um milhão com diabetes
As estimativas apontam para a existência de um milhão de diabéticos em Portugal, 40% sem diagnóstico feito.
Um milhão com enxaqueca
Dez por cento da população portuguesa sofrem de enxaquecas, mas só 40% procuram um médico, revela a Sociedade Portuguesa de Cefaleias.
Expresso 10-9-2011
* Outros estimados buracos apontados à saúde dos portugueses.

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Jornal absolve Oliveira e Costa e Dias Loureiro
Juíza considera tribunal comum incompetente para apreciar acção do BPN contra Oliveira e Costa, Dias Loureiro.(...)
Tribunal absolve Oliveira e Costa e Dias Loureiro, titula o CM.

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19.9.11

 
Soberania hipotecada
Os BRIC (o C é de China, mas a iniciativa foi do Brasil) mostraram-se abertos a vir em socorro da Europa, admitindo utilizar algumas das suas volumosas reservas de divisas na compra de dívida soberana europeia. "O facto de o mundo em desenvolvimento achar necessário vir em socorro das economias desenvolvidas é uma reviravolta que muitos de nós não imaginávamos possível durante as nossas vidas", escreve Jeremy Warner no Telegraph. Teresa de Sousa
* As “volumosas reservas” do terceiro mundo sempre serviram para pagar os luxos do primeiro – melhor, as dívidas dos seus fidalgos arruinados; o que é novo é que agora se mostrem abertos a fazê-lo com a soberania por hipoteca.

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Os velhos-ricos que também paguem a cruzada.
Sebastião

O rei Filipe entrou, olho vivo, faces vermelhas como sempre que vinha da caça.
- Então, embaixador, que tem a dizer-me?
- Majestade, o rei vosso sobrinho é de uma valentia que. . .
- Que fez ele?
- Lançou o imposto sobre os cristãos-novos, mas também sobre os velhos.
- Como assim, os velhos?
- Os cristãos-velhos, Majestade.
- Os católicos! -
exclamou Filipe, aterrado. - Não se cingiu aos judeus convertidos! Abrangeu os cristãos-velhos... Será odiado!
- Não creio, Majestade. O povo está com ele.
Catherine Clément. Dez Mil Guitarras. Porto Editora 2010
* Não admira que tenha morrido na batalha.

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Via única e de bitola estreita
TGV em via única para cortar custo do projecto

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12.9.11

 
O veneno nosso de cada dia
Repórter TVI
As grandes referências desta crise, ou as suas imagens de marca, estão identificadas: especulação, ganância, corrupção, economia virtual, subprime, produtos tóxicos, futuros, derivados, CFC, regulação, offshores…
* As toxinas nos alimentos de produção intensiva são o equivalente nutritivo dos produtos tóxicos da especulação financeira. O resultado fatal da “elevação da cobiça a virtude pública”.
Robert Adams. Actual/Expresso 10 Jun 2006

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Motivação ou ambição?
Esperança na Educação. João Carlos Espada

*Ou esperança no mercado? Ou a expectativa do mercado?
No texto, as palavras concorrência/concorrer surgem sete vezes e autonomia/autónoma, cinco. Financiamento surge quatro vezes e resultados três.
Porquê acentuar a vertente mercantilista (concorrência) face à autonomista?
Os resultados notáveis do SNS – em especial os da saúde infantil – e os do Hospital Pediátrico de Coimbra nada deveram à concorrência mas à motivação esclarecida de muitos. O sucesso de Colégio de Nun’Álvares, de Tomar (anos 40-50) ficou a dever-se ao entusiasmo do director, Raul Lopes, que privilegiava a autonomia e ignorava a concorrência.

Será sensato insistir em "elevar a cobiça a virtude pública”? Robert Adams. Actual/Expresso 10 Jun 2006

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11.9.11

 
E nós?
M. Buber descreveu, num texto admirável - "Eu e tu" – Ich und Du (1923) -, precisamente os dois tipos de relação: "O mundo possui para o homem duas faces, segundo a postura dual. As palavras fundamentais não são palavras singulares, mas pares de palavras. Uma palavra fundamental é o par de palavras 'eu-tu'. A outra palavra fundamental é o par 'eu-isso'. Anselmo Borges
* Existirá eu (ou tu) sem nós, salvo nas matrículas automóveis?

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2.9.11

 
Porto da Lage Uvas

Chegamos a Payalvo (Paialvo) estação da interessantissima cidadesinha de Thomar. Os arrabaldes são bonitos, com graciosas estradas enverdecidas, e toda a campina em redor ás ondulações graciosas. O arvoredo é magnifico. Como os olhos se refrigeram n'aquellas copas de folhagens! A terra faz muita differença do que é lá para Santarem. Aqui não ha aquelle faiscar cauzado pelas scintillações do saibro branco tão incommodas para a vista. Feracissima vegetação, flores e fructos por toda a parte em abundância.

Desejava que visse os esplendidos cachos de uvas que comprei n'esta estação, a uma rapariga rozada, de olhos ardentes e chapéu desabado e empennachado de murtha e cravos. O cacho estava mais perto de pesar dous arráteis que um. Os bagos todos perfeitos e grandes, verdes e levemente tintos de azul. «Quanto é?» perguntei eu quando ella m'o chegou a portinhola da carruagem, «é uma pataca, minha senhora». Uma pataca é quarenta reis.

Eu poderia obte-lo por trinta, se regateasse, mas apenas encolhi os hombros, a la portugaise, e respondi: «Caro, muito caro». Ao que ella redarguiu com razão: « Porém, é tão boa». Estufa nenhuma ainda produziu mais perfeita pintura, nem mais delicioso sabor.

Tencionara eu, n'esta direcção, estender a minha viagem a Thomar, que contém diversos edifícios antigos, e outras relíquias do passado.

Catharina Carlota Lady Jackson - 1877, traduzida por Camilo Castelo Branco

* 1877 é a data da chegada da linha do Norte ao Porto.
É a data que figura na porta do antigo armazém da CUF, em Porto da Lage. Naquela época não havia ramal de Tomar; a estação de Payalvo (em Porto da Lage) era o centro distribuidor de mercadorias para toda a região.

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1.9.11

 
Passos Coelho demite patrão das secretas
Passos Coelho
mantém patrão das secretas
para atenuar o risco de mais fuga de informações.

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Levantamento registou depressão
Inspecção conclui que 25 de Abril está de boa saúde, mas precisa de conservação
Levantamento batimétrico registou depressão num dos cantos do pilar esquerdo, mas sem necessidade de intervenção.

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Farsa que se repete: os “responsáveis” falham e os outros é que sofrem.

1. Os hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde do Estado vão ter de reforçar os cortes nos seus custos operacionais em 2012. A redução prevista de cinco por cento passou para 11%.

2. 27 de Fevereiro de 2002: O Ministro da Saúde visita o Hospital Pediátrico de Coimbra (HP - o velho), confirma a aprovação do Plano Funcional e louva o espírito de contenção do HP.
11 de Março de 2002: A estimativa de custos feita por um Departamento do Ministério da Saúde havia esquecido o IVA sobre os equipamentos. Para compensar essa falha teria sido decidido cortar na área bruta do Hospital uma área correspondente ao preço do IVA: mais de 5000 m2 de área bruta.
O HP não conseguiu demover o Ministério que aprovou o Plano Funcional com o corte de 10%.

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Sociobiologia atrevida
Pobre inveja não cura o cancro rico
a) Primeiro-ministro recusa taxar fortunas porque se Portugal adoptar medidas fiscais “muito mais agressivas”, os capitais fugiriam para outros países”.
b) Mira Amaral:
Imposto sobre ricos é uma "irresponsabilidade e demagogia completa".
já que incentivará a fuga de capitais de Portugal.
* Os portugueses, pobres deles, também não percebem nada de finanças - imaginam que uma vacina contra o vírus do lucro resolveria o cancro; não se dão conta de que já não saberiam viver sem o ópio que este vírus segrega.

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