alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

31.7.09

 
Paranóia

A paranóia, um termo que pode reflectir ... uma crença irrealista na possibilidade de outras pessoas nos quererem fazer mal, prejudicar ou enganar. É portanto uma paranóia do quotidiano, um extremo benigno do espectro paranóide, uma atitude e um estilo de pensamento que se alimentam da incerteza e da ambiguidade das coisas.
Recentemente, o Público fez 12 perguntas sobre atitudes sociais e políticas a portugueses jovens. Uma das perguntas foi: "Em geral, acha que se pode confiar na maior parte das pessoas, ou, pelo contrário, acha que todo o cuidado é pouco?" Três em quatro dos inquiridos responderam que "todo o cuidado é pouco".
A paranóia não está portanto confinada ao domínio estrito da doença mental. Infiltra hoje o espaço público, longe dos contextos clínicos ou do desvio psicopatológico.
Caracteriza-se por uma desconfiança recorrente não apenas em relação ao próximo mas também em relação a figuras de poder ou a grupos profissionais. É uma paranóia em crescendo, insuportável, alimentada por narrativas solidamente implantadas no espaço intersubjectivo das conversas comuns.
Os médicos querem ganhar dinheiro.
Os professores não querem trabalhar.
Os árbitros são gatunos.
Os jornalistas estão comprados.

Os políticos são corruptos.
Os advogados fazem batota.

Manuel Quartilho.

* Para reflectir depois de ler os comentários de tugas anónimos às notícias na rede.

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Ai do Lusíada, coitado
O tuga distraído, de propósito ou não

A distracção dos condutores, propositada ou não (sic), é responsável por 42% dos acidentes nas estradas portuguesas. E um dos principais motivos é o telemóvel.

-Portugal tem mais telemóveis que habitantes onde cada dois habitantes têm um automóvel.
1410 clientes de tm por mil habitantes e 511 automóveis por mil habitantes em 1998, o dobro que em 1990.
* O tuga nunca sabe qual é o tm que toca nem qual o carro onde o deixou. Não admira que se distraia.

É que Portugal tem por resolver a sua crise estrutural: perda de competitividade internacional e gastos acima daquilo que produz. Percebe-se o tamanho do sarilho.
F. Sarsfield Cabral. Público 30-7-2009

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Vírus dos países do Sul da Europa

*Digam à cronista Fernanda Câncio para ler o que a jornalista Fernanda Câncio escreve.
Fernanda Cãncio. Não digam ao Dr. Olim.

Itália, França e Espanha não excluem os homossexuais masculinos da dádiva de sangue, ao contrário do que acontece em Portugal e do que defende o presidente do Instituto Português do Sangue, Gabriel Olim. Já as regras seguidas em Portugal estão em vigor nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Fernanda Câncio

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Pandemia.... de lucro!

Pandemia de consumo
A pandemia é uma doença contagiosa de difusão mundial. A doença (febril) é o consumo (febril), o agente é o lucro e o veículo de transmissão, a publicidade. O papel desta é estimular a cupidez, os receptores naturais cuja susceptibilidade resulta do jogo dialéctico entre a inveja e o senso.
Como todos os vírus, uma vez alojado propaga-se a todas as células, condicionando-as em função do seu fado – a multiplicação obsessiva – como o lucro. Ou a licantropia.

A licantropia era uma doença mental; uma mania. O doente julgava que era um lobisomem; que podia transformar-se em lobo. Nas noites de quinta para sexta feira, à meia noite, os lobisomens vão espojar-se nos sítios onde os animais se espojam e transformam-se num animal igual.

É o seu fado, não é por maldade. Porque os lobisomens são muito infelizes, sofrem muito. João Aguiar. A Encomendação das Almas. Finisterra, 1997

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30.7.09

 
Espiral viciosa do consumo

"É bom que eles [ricos] existam, é bom que dêem muitas festas, que comprem muitas coisas, porque isso dá postos de trabalho a dezenas de pessoas."

* Se olharmos para uma espiral que gira arriscamo-nos a ficar hipnotizados – a crer que os arcos extremos se estão a aproximar. M. Ferreira Leite. Público 30-7-2009

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Fisco-marina

A tributação aos mais ricos, a fazer-se, pode ser através da taxação de bens de luxo, como os iates. "Deixem que eles [ricos] vão comprar os iates", "não lhe tirem o dinheiro antes de ir comprar os iates". M. Ferreira Leite. Público 30-7-2009

* A fazer-se, permita-se o último desejo do condenado ao fisco.

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Sociobiologia atrevida

Glicogenose
Os quatro maiores bancos privados fecharam o semestre com 760,7 milhões de lucros, mais 17,4% do que em 2008. Corrigidas as mais e menos-valias o resultado é uma quebra global de 5,6%, um lucro de apenas 612 milhões de euros.
Banca portuguesa aperta acesso ao crédito.

* A progressão da doença atenuou-se transitoriamente.

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Contabilidade criativa

Sem os impactos extraordinários com as perdas na venda das participação do BCP e com reformas antecipadas, a subida semestral de 880% dos lucros do BPI ter-se-iam transformado numa quebra de quase 47%.

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Dispositivo eleitoral com depósito a prazo

PS decuplicou o isco: 200 € por nascimento
Não serão as próximas gerações a pagar.

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Respigo de há um século

Os lápis sem uso em massa nas escolas
Os lápis Viarco chegaram este ano à quase totalidade das crianças do primeiro ciclo, mas, segundo pais e professores contactados, ainda não teve uso generalizado nas escolas e está longe de vencer o combate às desigualdades. Apesar de os lápis Viarco terem reconhecidas potencialidades e de haver estabelecimentos que as aplicam com sucesso, a profª Calimera, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, considera que, "em larga escala, as escolas ainda não os introduziram como ferramenta de trabalho generalizada na sala de aula".
A sindicalista Calimera destaca que "houve atrasos nas entregas dos lápis Viarco, há salas de aulas em que umas crianças têm mas outras ainda não, a maioria dos professores ainda não recebeu formação e muitas famílias estão pouco motivadas para o projecto".


29.7.09

 
Que a pandemia não se atreva ...

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação afirma que «a verificar-se uma situação gravosa para os alunos e para as famílias no decurso do ano lectivo por força da gripe A» pedirá responsabilidades a quem de direito.

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respigo

Porém, sempre julguei, ingenuamente, que a democracia boleasse as arestas desses ódios. Nada disso. Renasceu um movimento retardado de rancorosos, sem talento, sem grandeza e sem generosidade, mas com aleijões morais e prosa de mau hálito. Baptista Bastos

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Federação ibérica em marcha

Portugal deverá receber 20 exemplares de lince ibérico (Lynx pardinus) vindos de centros de reprodução em Espanha. Os animais deverão começar a chegar ao centro nacional de reprodução de lince ibérico em cativeiro em "meados de Setembro". Público 29.07.2009

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Federação ibérica

Quase metade (40%) dos 440 portugueses sondados pelo telefone declararam estar de acordo com a federação ibérica. (35 a 45 CI 95%). Barómetro Hispano-Luso do Centro de Análise Social da Universidade de Salamanca . Público 29.07.2009

1.Não esse não era o valor que as sondagens atribuíam ao PS?
2. Se o barómetro limitasse a amostra a duas consultas em
casa de Saramago, o valor seria de 100% (CI 95% de 16 a 100)
3. Estas sondagens em 2009 têm o mesmo sentido das que tivessem sido feitas em 1249 – se os inquiridos tivessem sido convidados a dar a opinião sobre a formação de uma Federação entre o Alentejo e o Algarve.

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Perigo extremo de paranóia por exposição aos media

PGR investiga crime de erro em casos de cegueira
A direcção do DIAP de Lisboa determinou a instauração de um processo-crime depois de ter conhecimento "das notícias publicadas sobre as ocorrências no Hospital de Santa Maria".

Em causa, podem estar "crimes de erro em intervenções e tratamentos médicos e/ou crimes de corrupção de substâncias médicas”. A existirem "tais crimes, têm natureza pública".... este processo crime visa apurar a existência de crime e, em caso afirmativo, apurar quais são os autores ou responsáveis médicos".

* Seria lógico que o DIAP determinasse “a instauração de um processo-crime às notícias publicadas sobre as ocorrências no Hospital de Santa Maria" onde são evidentes "crimes de erro em intervenções e tratamentos” dos factos.

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28.7.09

 
Apanhar borboletas A

Bebé apanhou a gripe A pela mãe que estava infectada com o vírus.

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Boato como notícia

Responsável por troca terá de ser identificado
Telefonema anónimo sobre produto 'altamente tóxico'
Chamada anónima diz que houve sabotagem na substância injectada
Suspeita de sabotagem nos casos de cegueira em Santa Maria

.............................................................Denunciar estes processos c

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Declaração vital

Proíbo qualquer exploração mediática de fotografia minha sem que eu a examine e autorize.
Esta declaração anula qualquer outra em contrário que, a quente, possa vir a fazer.

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Tiros preventivos

Porém o poder, usando de cautela,
Em lugar de razões lhe dava tiros.


O PSD/Madeira anunciou que vai agir judicialmente contra os responsáveis do PND que lançaram o zepelim.
O PSD/M decidiu "processar criminalmente os indivíduos responsáveis pelo lançamento de um objecto voador (leia-se dirigível), cerca do local onde decorria a festa do
Chão da Lagoa". .. dado que "poderia ter causado danos pessoais e materiais gravíssimos" levantando, ainda, problemas de segurança às pessoas, se acaso tivesse caído no espaço da festa ou chocasse com qualquer infra-estrutura, nomeadamente eléctrica".
* O estranho objecto voador poderia chocar com uma infra-estrutura.

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Pena suspensa

Os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se em frente ao edifício da câmara. Muitos tinham no topo uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos à vergonha pública.

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27.7.09

 
Risco e facto

Em 2008, 18% dos portugueses estavam em risco de pobreza. INE.
Na UE-15 o risco era de 17%.
Em 2007, …17.5% dos 546 mil habitantes de Macau viviam na pobreza.
Expresso 25-7-2009
(prima para ampliar o contraste)

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Cinco compromissos para Portugal

A minha síntese minimalista dos cinco "eixos estratégicos" para os portugueses:
1. Um compromisso pela inclusão social.
* Tratar os outros com gostaríamos que nos tratassem se nós estivéssemos no lugar deles.
2. Um compromisso pela dimensão tecnológica.
* Saber fazer contas e calcular percentagens.
3. Um compromisso pela excelência territorial.
* Não deitar lixo para o chão.
4. Um compromisso pela dimensão cultural.
*
Saber ler e escrever de forma a compreender o que se lê e o que se escreve.
5. Um compromisso pela maioridade cívica.
* Cumprir compromissos, chegar a horas.
Francisco Jaime Quesado. Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento. Público 26.07.2009

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Palavras de ordem

Abaixo o Fascismo
Abaixo o Comunismo
Abaixo a Nova Democracia

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26.7.09

 
Os hospitais são lugares perigosos
Expresso 25.07.2009

1. Sair do hospital pior do que entrou não é raro (legenda da figura da 1ª página)
2. Nos hospitais, há quem acabe por ficar bem pior do que entrou. E sem que a doença tenha contribuído para isso. Dois estão cegos dos dois olhos.
3. Segundo estimativas internacionais, em cada 100 internamentos, dez têm complicações "por um qualquer erro, com dano para os doentes". Luís Campos, presidente do grupo que elaborou o documento, ressalva que só 0,5% de todas as complicações resultam em "danos significativos para os doentes". Ainda assim, só em Portugal serão, em média, 17 casos graves por dia, tendo em conta que são diariamente internadas 3400 pessoas.
4. Nos atribulados corredores das urgências ou no recato dos quartos, todos os dias ... quatro doentes caem da maca ou da cama onde estão deitados.


* 1. “Sair pior do que entrou não é raro” !?
2. Cegos será a palavra correcta para descrever um "risco de cegueira"? Poderá dizer-se que a doença não tenha contribuído para isso - a retinopatia diabética “não terá contribuído” para essa evolução?
3. Se em cada 100 internamentos, dez tiver complicações e se 0,5% de todas as complicações resultam em "danos significativos para os doentes", o valor em Portugal será de 1,7 casos graves por dia (e não 17, como escrevem). A matemática é um lugar perigoso.
Um erro destes poderá causar "danos significativos” nos leitores.
4. De um semanário, esperar-se-ia uma análise mais fundamentada dos dados; que estes fossem contrastados com a taxa de acidentes que diariamente acontece a portugueses em sua casa, para não falar na estrada:


-Quatro pessoas morrem diariamente em Portugal vítimas de acidentes domésticos e de lazer, que obrigam ao tratamento hospitalar de 1.665 portugueses por dia, segundo um estudo promovido pela União Europeia . (6.1%).
Portugal regista «apenas» 14 mortos por cada cem mil habitantes, muito longe da média dos 27 Estados-membros (22 mortos).
- Em 1999 registaram-se 75 acidentes domésticos ou de lazer por cada mil habitantes, (7.5%) dos quais 3.1% ficaram internados. (2.3%o) (Fonte: Instituto do Consumidor)
- Recentemente foi publicado um estudo sobre a avaliação que os utentes fazem dos hospitais onde estiveram internados (M. Villaverde Cabral, P. Alcântara da Silva. O Estado da Saúde um Portugal. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. 2009); não seria de esperar que as jornalistas tivessem cotejado tão preocupantes cenários com avaliações concretas de situações vividas?

Era contra este pano de fundo que esperava que os jornalistas do Expresso discutissem os dados que expõem numa estreita "visão tubular"; felizmente que o editorial tampona um pouco o travo amargo desta redacção mas não chega para atenuar o impacto do título: Os Hospitais são lugares perigosos.
Os hospitais e os tribunais; os ministérios e os jornais e as televisões; as escolas e as estradas; as nossas casas e os comboios; as praias e as serras; a vida é perigosa, só os cemitérios não.

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Cálculo mediático

O jornal da noite da SIC aproveitou a notícia do acidente iatrogénio no Hospital Stª Maria para exemplificar as hipotéticas indemnizações a que os doentes teriam direito, segundo parecer dum “especialista em direito da saúde” – factores como o grau de incapacidade, anos de trabalho perdidos, número de olhos afectados, etc eram tidos em conta com gráficos sugestivos.
Projectavam um cenário dramático, em que os doentes ficavam cegos.
Nesse sórdido cálculo mediático, só faltou a verba para o eventual funeral.

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Um bom fundamento para o voto contra

PSD/Leiria leva PSD/Lisboa ao Tribunal Constitucional
O PSD/Leiria solicitou ao Tribunal Constitucional a impugnação do acórdão do Conselho de Jurisdição do PSD que avalizou uma decisão do PSD nacional, por não ter fundamentado o veto.
Expresso 25.07.2009

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O Público já declarou o seu patente conflito de interesse?

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25.7.09

 
A história das luvas

Ao princípio, as luvas serviam para proteger as mãos de agressões estranhas – das armas ou da imundície; de Afonso Henriques ao rato Mickey; dos ciclistas às noivas.
.
Era nessa acepção que o termo luvas se referia a suborno, para que pudesse ser aceite sem sujar as mãos
.
Mais tarde, servia para proteger o interior/tecidos do doente da contaminação acidental por germes das mãos (ou da boca) do cirurgião. Eram as luvas (e as máscaras) cirúrgicas.
.
A SIDA inverteu tudo; desde então, as luvas servem para os médicos e as enfermeiras se protegerem de eventual contaminação pelo sangue dos doentes – uma espécie de preservativo.
Sempre foi um símbolo erótico; começava-se por ali.
Não sei qual o sentido das luvas de Michael Jackson.
.
Algo semelhante aconteceu com as máscaras. As burkas que as afegãs usam (e o tule com que as senhoras de há um século anos velavam o rosto quando saiam) serviriam para que não fossem contaminadas por olhares estranhos.
A gripe, a aviária e agora A gripinA vulgarizou o seu uso; o ambiente hospitalar, estendeu-se à rua chinesa e mexicana, para protecção dos miasmas que vagueiam por aí, para perdição da humanidade.

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Tintura de ódio

Quem não se coibiu de aproveitar o trágico acidente para instilar veneno, espero que não faça parte das equipas multidisciplinares propostas pela Ordem dos Farmacêuticos para evitar “acidentes e desastres” deste género.

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O alcatruz é uma armadilha amistosa

O alcatruz é uma armadilha de abrigo, com o formato de um pequeno pote de barro ... A arte dos alcatruzes não causa danos a outras espécies e no caso de se perder ou partir não mata as espécies piscícolas, nem causa impacte ambiental negativo, por ser fabricado em argila. Um alcatruz esquecido ou abandonado transforma-se em abrigo para a fauna marinha, sem mais consequências. Carlos Dias. Público 24.07.2009
(pescado por JA)

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24.7.09

 
Gripe A
Papagaios em risco de ser infectados

1137 ocorrências - RTP
1374 ocorrências - Diário de Notícias
1909 ocorrências - Diário Digital

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Farmacêuticos anti-adversos

Farmacêuticos defendem integração em equipas multidisciplinares para evitar mais "desastres"
A Ordem dos Farmacêuticos afirmou, a propósito das reacções adversas em doentes no Hospital Santa Maria, que "Caso os farmacêuticos fizessem parte destas equipas multidisciplinares, muito provavelmente acidentes e desastres como os que ocorreram recentemente com Avastin podiam ser evitados".

Vasco Moscoso de Aragão, patrono da Ordem dos Farmacêuticos
...........TODAS
.
Vasco Moscoso de Aragão fica subitamente rico por morte do avô. Por conta de amizades de boémios influentes, Vasco consegue o diploma de capitão de longo curso da Capitania dos Portos, sem jamais ter pilotado uma jangada.
Tempos depois é convocado, como único capitão de longo curso disponível na capital baiana, para substituir o falecido comandante de um Ita no prosseguimento da viagem até o extremo Norte. Era um comando puramente nominal e ele se desobriga, com brio e feliz, do cometimento que lhe coroava os sessenta e um anos.
Ao aportar em Belém, o Imediato, por troça, indaga-lhe quantas as amarras a atracar - ele responde, todas. E assim foi feito: o navio é jungido ao cais com quanto liame a equipagem dispunha - para surpresa, gáudio e chacotas gerais na zona portuária.
.
Mas a noite traz a maior tempestade que jamais fustigara Belém, em cujo cais somente resistiu, incólume, o enleado Ita.


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PS: Ministra da Saúde lidera a lista de deputados em Coimbra

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23.7.09

 
A gripinA minor

A um doente foi diagnosticada gripe A; como estava bem, foi medicado e teve alta. O problema foi levá-lo para casa: os familiares que o tinham vindo buscar recusaram fazê-lo ao saber o diagnóstico; o condutor da ambulância hospitalar também recusou. Foi preciso chamar a ambulância do INEM – da Emergência médica — para levar a casa um doente com alta ...

Agripina Minor seduziu o imperador Cláudio, seu tio, com quem casou depois da queda em desgraça e execução da imperatriz Messalina.
Agripina convenceu Cláudio a perfilhar Nero, filho dela, que subiu ao trono pelo assassinato do padrasto. Mais tarde Nero tentou envenená-la mas, como membro sobrevivente da família imperial, Agripina estava mitridatizada – tolerava os venenos.
É por isso que todos receiam agripina minor.


A boa classificação que a OMS atribuiu ao SNS português há dez anos teve em conta os resultados obtidos com os recursos existentes (dos mais baixos da União Europeia) e a quem era dirigido.

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Método para obter um êxito de 100% sem votos nulos


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A receita era boa, os cozinheiros é que a estragaram

Lido no ladrõesdebibicletas
Treslido do Econo-mist

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A proactividade que faltou ao Santa Maria

As intervenções cirúrgicas foram feitas na sexta-feira e, independentemente da causa que venha a ser apurada, a instituição hospitalar tinha o dever de divulgar o sucedido de imediato.

* Boa "proactividade", para o jornal, teria sido prever o que iria acontecer e ter chamado os jonalistas para um imprevisível dano colateral em directo.

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22.7.09

 
Para as Ciências da Vida

Onze dos 21 conselheiros do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida aprovaram por unanimidade a rejeição do articulado do projecto de lei do PS.
Confuso, insuficiente, contraditório, impreciso, incompreensível, inaceitável: eis alguns dos adjectivos que constam na análise do articulado. Público 22-7-2009

*Se os conselheiros presentes assim classificaram o articulado, imaginem os adjectivos com que terão classificado a ausência dos restantes 10 conselheiros do Conselho Nacional de Ética...

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O mal menor

Sobre a amamentação, diz que é muito importante nos primeiros meses de vida, apesar do maior contacto com uma mãe. Romana Borja-Santos. Público 22.07.2009
* O leite é tão importante que supera o inconveniente do contacto com uma produtora.

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Acupunctura?

O Fórum Novas Fronteiras 2009-2013 debate Saúde no Museu do Oriente.

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Avaliação de professores

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Um pediatra confeito

O petiz é seguido por um médico talentoso, perito em lidar com crianças difíceis. Outro dia teve que tomar um comprimido; para adequar a dose, a mãe esmagou o comprimido e diluiu parte com água.
Mas a droga era tão amarga que a não pode tragar.
A mãe bem tentava – promessas, chocolate, passeio mas em vão. Só o convenceu a tomar a teriaga quando lhe prometeu levá-lo à consulta do Dr. Boavida.
- Prometes?
- Prometo.
Fez uma careta e engoliu a mistela.
Merece uma consulta extra.

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Contentores sem riscos

Estado compensará Liscont se contentores derem prejuízo

"Se não há Deus e a alma é mortal, então, tudo é permitido", disse Dostoievski, através de Ivan Karamazov. Baptista Bastos

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21.7.09

 
O país dos macacos casmurros

Um acórdão do Tribunal Central Administrativo anula o concurso para uma Cátedra de Recursos Hídricos no Instituto Superior Técnico em 1997
A
deliberação de um júri de 17 elementos vai ser anulada doze anos depois porque a exclusão dos candidatos preteridos não foi fundamentada, "não bastando para tal o uso de juízos de valor, meramente conclusivos". E ainda porque o candidato aprovado “não possuía então o tempo suficiente de docência para aquele cargo.”

* As razões e o atraso do acórdão são ridículos; imensos recursos hídricos, jurídicos, superiores técnicos foram desperdiçados em quezílias vãs.
O macaco prefere morrer à fome que largar aquela banana que ninguém conseguirá comer.

Tribunais engarrafados
O estado da Justiça gera grave preocupação em todos os diagnósticos da situação portuguesa. Esses diagnósticos têm razão mas, em geral, falham o alvo.
A sociedade está desconfiada, queixosa, quezilenta. Aí se encontra a causa real dos males. O atraso judicial é mero sintoma da depressão nacional.
Pior ainda, quando a ética recua avança a lei. Tudo é regulado ao pormenor e vigiado por multidão de fiscais e polícias que domina cada aspecto da vida. Não confiamos nos vizinhos e por isso amarramo-nos a todos com leis. Esta enxurrada legal revela a tolice e delírio de um sistema doente, mas não envergonha governantes e legisladores. J. César das Neves.

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O nosso presente e o nosso futuro

A crise põe-nos perante a oportunidade de interrogarmos a forma como temos vivido e de definirmos com clareza um projecto de sociedade comum.
Há que reequacionar as atitudes individuais e colectivas perante o bem público; as formas como queremos viver e conviver: connosco, com os outros e com a natureza, no país e no mundo, no presente e no futuro.
Há que imaginar alternativas para as políticas de utilização dos recursos e da produção e consumo.
Há que ponderar as nossas verdadeiras necessidades materiais (colectivas e individuais), que aprender a viver melhor com menos e a partilhar mais: bens, meios, conhecimentos.


* Há que... também gosto da formulação.

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Que ninguém lave as mãos da concertação!
...
.... pandemia, a defesa principal passa por mandar para casa, por 7 a 10 dias, quem foi exposto a um possível contágio.

* O que o DN recomenda para combater a pandemia.

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20.7.09

 
Reverse causality


Porque o que Portugal precisa, mais do que grandes intrigas políticas, é de Governos estáveis, que durem pelo menos uma legislatura e possam desenvolver as políticas que constam dos programas na base dos quais são eleitos. É essa a grande diferença entre Portugal e Espanha nos últimos 35 anos.
E é essa a razão fundamental para o muito melhor desempenho económico dos nossos vizinhos quando comparados connosco. Nicolau Santos

* Ou será o contrário?

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Reciclar os 5 continentes, já que o resto (0,17%) é desprezável.

Alertar para as virtudes das fraldas reutilizáveis e para as desvantagens das descartáveis é o objectivo da campanha nacional lançada ontem pela Quercus. Em 2008 foram para o lixo 200 mil toneladas de fraldas (300 por bebé, por mês) ou seja, 5,17 % dos resíduos sólidos rrbanos produzidos no país. Público 18.07.2009

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A percentagem estimada pela vox dum feitor de opinião

Creio que haverá, pelo menos, nove em cada dez portugueses a achar que Jardim Gonçalves agiu mal, e que Constâncio tem responsabilidade pela actuação negligente da instituição que governa. É claro que, como vivemos num Estado de direito, a culpa não pode ser determinada pela vox populi... Rui Moreira. Público 20.07.2009

 
Discrepâncias matemáticas portuguesas

A equipa portuguesa conseguiu este ano os melhores resultados de sempre nas Olimpíadas Internacionais de Matemática , conquistando a primeira medalha de prata, três de bronze e menções honrosas para o resto da equipa de seis alunos do Porto, Almada, Gondomar, Caranguejeira, Mação e Sintra.
A equipa portuguesa fica também para a história por, além de conquistar a primeira medalha de prata portuguesa, ter conseguido a melhor posição -- 33.º lugar entre 104 países.

Qual será a relação entre os 20% de melhores e os 20% piores resultados portugueses em Matemática?

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Sociobiologia atrevida

40 anos de transplante
A 20 de Julho de 1969, nos velhos HUC em Coimbra, uma equipa médica liderada pelo cirurgião Linhares Furtado fez um transplante renal com dador vivo, intervenção pioneira em Portugal

1. No mesmo dia o homem chegou à Lua: "A small step for the man, but a great step for the humanity."
Toda a gente o evoca enquanto só uma mão cheia de pessoas recorda aquela primeira transplantação – os que a fizeram e o que a recebeu. Depois disso meia dúzia de americanos ultra-saudáveis tornaram à Lua para soviético ver enquanto em Portugal, só no ano passado, 500 portugueses renasceram depois de um transplante renal.

2. Um transplante significa enxertar um órgão diferente num organismo que, assim, passa a viver com aquele órgão estranho – uma
quimera (monstro fabuloso com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão; cousa absurda, impossível, de fantasia e só imaginação - A. Morais da Silva. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA. Rio de Janeiro 1889 ) conseguida!
Para isso, o receptor tem que tolerar o órgão estranho, o que significa violar a principal lei da imunologia que assegura a sobrevivência da espécie com a sua individualidade biológica. Para tal foi necessário frenar os mecanismos imunológicos subjacentes à xenofobia. Agora há medicamentos - a Ciclosporina, isolada dum fungo do solo, imunomodulador da acção dos linfócitos T, as células-sentinela do sistema imunitário. Há 40 anos ainda não tinha sido descoberta pelo que havia que recorrer a processos mais toscos mas mais específicos – anticorpos específicos contra os linfócitos T do receptor.
Uma e outra medida são facas de dois gumes – a imunossupressão facilita a tolerância xenófoba mas também abre a porta a germes oportunistas; o sucesso depende do adequado equilíbrio, avaliado passo a passo.
Uma estratégia semelhante a ser posta em prática na emigração.

3. Alguns transplantados relataram a sua odisseia, após o que foram plantar uma árvore na cerca do actual HUC; teria sido mais adequado terem feito um enxerto numa árvore doente.

4.
Portugal é o segundo país do mundo com mais doações de órgãos por milhão de habitantes mas um dos países europeus com maiores discrepâncias sócio-económicas; mais facilmente doamos um órgão em morrendo que parte da bolsa em vida.

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19.7.09

 
«Fórum Portugal de Verdade» sobre Saúde do PSD
Contributo:

Conclusão:
... o SNS, bem como a sua articulação histórica com a clínica particular e a oferta de cuidados de saúde privados, se encontrarem hoje extremamente consolidados, havendo adquirido rotinas funcionais interiorizadas tanto pelos profissionais de saúde como pelos utentes.... por isso parece difícil e, porventura, indesejável promover reformas bruscas e profundas no seu funcionamento.
O grau de funcionalismo que presidiu à própria fundação do SNS e, sobretudo, à sua posterior evolução ... tem permitido ganhos de saúde apreciáveis, mas, possivelmente, poucos ganhos de eficiência.
Em todo o caso, se a despesa portuguesa em saúde pode ser considerada elevada relativamente ao PIB, em compensação, Portugal é um dos países da UE onde as famílias contribuem com uma percentagem maior da despesa total em saúde.
Diante dos ganhos em saúde obtidos em Portugal na última década e meia, parece lícito concluir... que «dificilmente se poderá considerar a despesa em saúde ineficiente ou demasiado elevada, se comparada com os países de referência» (Pinto 2009).

É nossa convicção que o êxito do sistema de saúde português, confirmado internacionalmente (OMS, 2000) e por algumas das comparações internacionais feitas aqui mesmo, se deve a uma «aliança virtuosa» entre a grande maioria dos utentes do SNS e a generalidade dos profissionais de saúde. Esta convergência é, contudo, mais evidente no plano da avaliação dos cuidados e serviços efectivamente prestados do que no plano das opiniões genéricas e difusas, sendo estas últimas muito influenciadas pelas mensagens geralmente hostis da comunicação social e pela difícil conjuntura político-económica que o país tem atravessado precisamente desde o nosso anterior estudo (2001) ... aquilo que observámos foi uma evolução globalmente positiva, com ganhos sustentados praticamente em todas as áreas, excepto na rapidez de processamento dos utentes.

Estes ganhos nem sempre são reconhecidos pelos utentes e, sobretudo, pelos não-utentes.
M. Villaverde Cabral, P. Alcântara da Silva. O Estado da Saúde um Portugal. Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. 2009


* "parece difícil e, porventura, indesejável promover reformas bruscas e profundas no seu funcionamento" ; procurem melhorar mas não estraguem.

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“Noite das Estrelas”
em Coimbra

Ontem á noite, como em muitas cidades, apagaram-se luzes públicas em Coimbra – que eu tenha reparado, só as do pátio da Universidade. Mas mal se viam as estrelas ofuscadas não sei se pelo prestígio de instituição se pela poluição luminosa da cidade.
Apesar disso, com algum esforço, poderia ver-se que a torre apontava para a Ursa Maior. (prima para ampliar; não desista -se olhar com atenção, verá a Ursa)

Muito agente; alguns grupos seguiam jograis que declamavam poesia. Para ler, usavam uma espécie de capacete de mineiro - quantas toneladas de minério para encontrar uma pepita.
Como bandos de morcegos, iam de poiso em poiso para os ouvir – do portal da capela de S. Miguel ao pedestal de D. João III, de triste memória.
Finalmente encontrei alguma utilidade para aqueles dois mamarrachos.





PS. Também serve para assombrar gente.

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18.7.09

 
Hemohomo

Bob Roehr says that the current ban on blood donations from gay men is not supported by evidence, but Jay P Brooks says that the risk of transmission of infection is too great.
*Argumentos, não preconceitos

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Defesa dos direitos

Associação de defesa de direitos dos homossexuais diz que orientação do Ministério da Saúde (“exclusão dos potenciais dadores masculinos que declarem ter tido relações homossexuais”) é discriminatória.

*Não creio que haja o direito a dar sangue mas o dever de o fazer quando necessário. O dever põe o acento tónico na necessidade do outro, não na nossa
.

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Nariz fenomenal

Como nos viam os marfineiros africanos de há 500 anos.
Saleiro. MNAA. Benim, século XVI; deveria ser um pimenteiro, não um saleiro.


Nariz, nariz, nariz,
nariz fenomenal.
Nariz a que Newton não quis
traçar a diagonal
Nariz que, se o cálculo não erra,
posto entre o Sol e a Terra
daria eclipse total.

Bocage

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Um caloiro persa em Harvard

Após uma estimulante palestra de Eduardo Lourenço, alguém o questionou sobre como seria a cultura actual se Xerxes, o persa, tivesse derrotado os gregos em Salamina. Recordou que para John Harvard, o fundador da Universidade, o critério de admissão seria saber grego para poder ler os clássicos no original.
O que teria sucedido se a armada persa tivesse vencido?
Recordei a viagem ao Irão; de Xerxes restavam as imponentes ruínas em Persépolis que Alexandre, o grego, arrasara para vingar a destruição de Atenas por Xerxes. Os actuais persas têm um enorme desejo de falar com o visitante estrangeiro e os jovens aproveitam para treinar a língua franca.
Um deles, em idade liceal, depois de se informar sobre o ensino em Portugal, perguntou-me que fazer para concorrer à Universidade de Harvard....

Xerxes, o Islão, o petróleo, a Anglo-Iranian, Mossadeg e a CIA, os Xás, Komeini et al ... e ele queria concorrer a Harvard...
Se Xerxes tivesse vencido, quem sabe se os critérios de Harvard incluiriam, além (ou em vez) do grego, também o persa para estudar Al-Quarismi e ler as Mil e Uma Noites no original.

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17.7.09

 
Siza Vieira

Toda a arquitectura pressupõe uma determinada relação entre a opacidade natural da maioria dos materiais empregados e a luz exterior.
A parede, em Siza Vieira, não é um obstáculo à luz, mas sim um espaço de contemplação em que a claridade exterior não se detém na superfície.
Aqui, a opacidade torna--se transparência.

* Bem-vindo à Viagem ao Marco, Saramago.

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Fendas, falhas e fracturas italianas

* Papa fez "pequena fractura" no pulso direito ao escorregar no banho.
* Detectadas
fissuras em rodados dos pendolinos.
O Alfa é submetido diariamente a vibrações e a esforços de aceleração e de afrouxamentos constantes em virtude do estado da linha do Norte, que só parcialmente está modernizada. E é essa a razão que explica a maior fadiga dos materiais do pendolino português.
* Terramoto em l’Aquila
Provocado pelo atrito entre a placa África e a Eurasiática: uma falha geológica.

 
Polícias morrem 11 anos mais cedo que o resto da população

A esperança média de vida de um agente da PSP é de 67,5 anos. O estudo realizado pelos serviços sociais a pedido da Direcção Nacional revela que os agentes morrem 11 anos mais cedo do que a média geral da população, cuja esperança de vida é de 78,7 anos. Um argumento para os sindicatos que protestam contra o aumento da idade da reforma.

Em Portugal, a esperança de vida à nascença aumentou praticamente para o dobro durante o século XX, quer no caso das mulheres (40,0 anos em 1920; 77, 3 anos em 1990) quer no caso dos homens (35,8 anos em 1920 e 70,2 em 1999).

*Qual seria a esperança de vida de um polícia quando nasceu? Ou, pelo menos, quando entrou na PSP?

O título induz em erro; melhor seria: Polícias morrem 11 anos mais cedo que se espera aconteça aos recém-nascidos actuais.
Se um agente da PSP ainda tivesse uma esperança de vida de 67,5 anos mal seria que lhes não adiassem a reforma.

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PSD "combate o desperdício"
Social-democratas em silêncio sobre propostas de revisão constitucional para a Madeira
Títulos do Público 17.07.2009

 
Professores do Politécnico fazem greve aos exames

Alunos do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) fecharam os portões a cadeado com estudantes, docentes e funcionários lá dentro.
Queixam-se de não terem sido ouvidos antes da greve. Estão ao lado dos professores no protesto contra o novo Estatuto da Carreira Docente mas não aceitam a forma de luta encontrada - a greve aos exames por parte dos professores.

* Os alunos do ISEC aprendem depressa o que os professores ensinam: a fazer reféns.

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16.7.09

 
Persistência
O vaivém Endeavour fez ontem a sua descolagem do Centro Espacial, em Cabo Canaveral, após cinco tentativas falhadas...
Na semana passada, também só à quinta tentativa os forcados pegaram o toiro.

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Um sexto em risco de pobreza

A taxa de risco de pobreza corresponde “à proporção de habitantes com rendimentos mensais por adulto até 407 € (2007)” (INE)
Se o Estado lhes retirasse os actuais mecanismos de protecção social, a situação passaria do problema para a tragédia.

Sem as ajudas sociais, a população em risco de pobreza subiria de 18 para 24 %; juntando este total aos pensionistas, o número de portugueses que, em diferentes graus, depende do apoio assistencial do Estado ascende a 41 % do total. Público 16-7-2009

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Portugal cada vez mais farmacolizado
Um euro por dia


Cada português gastou em média, em 2008, 331 euros em medicamentos, um aumento de 15% em seis anos, segundo dados do Plano Nacional de Saúde divulgados pelo Alto Comissariado da Saúde. Público 16-7-2009

Entre 2001 e 2008 diminuiu a percentagem de inquiridos que deixaram de comprar medicamentos ou a realização de meios complementares de diagnóstico (de 11,8% para 9,8 e de 7,2% para 5,3%)
De uma forma geral, as mulheres, os mais idosos, os menos escolarizados (instrução primária ou menos) e as pessoas com estatuto sócio-económico mais baixo (trabalhadores manuais) são sempre, como seria de esperar, os que mais referem ter abdicado de comprar ou pagar algum dos itens de saúde referidos, apontando, pois, para a existência de significativas «bolsas de iniquidade» no sistema de saúde. M. Villaverde Cabral, P. Alcântara da Silva. O Estado da Saúde um Portugal. ICS&MS 2009
«Sacas de iniquidade»
Menos de 10% dos idosos mais carenciados com direito a ajuda na compra de medicamentos, óculos, e próteses dentárias requereram esses apoios. Sec Estado adjunto da Saúde. Público 16-7-2009

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Portugal drogado

É uma pena que não se vendam comprimidos de democracia nas farmácias. João Miguel Tavares.

*Não admira quando os jornalistas promovem o vício. Não tarde, veremos as farmácias a vender jornais, genéricos e de marca.

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Portugal drogado

O consumo de medicamentos ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos aumentou 31,6% entre 2002 e 2008. Em média, cada mil habitantes tomou, em 2008, 152,1 medicamentos ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos, enquanto em 2002 esse consumo era de 115,6 medicamentos, bem longe do melhor valor da UE em 2006 (42,3).

* Quatro vezes mais! E esperam tratar este vício com genéricos, o vinho a copo da farmácia.

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15.7.09

 
Moeda ao ar

Quem já foi alvo de notícias sabe que em metade dos casos há erros, citações enviesadas, imprecisões irritantes. João Miguel Tavares (jornalista).

*A tarefa do leitor é decifrar qual é a notícia cara e qual a coroa.

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Encompassing the Globe
Desde que descobrimos o caminho marítimo para a Índia, ficámos cansados...
F. Pessoa

1. ... Manuel Alegre escreveu um artigo apelando ao despertar do PS.. Não é aquele partido que tem de despertar. É o País, somos todos nós, que temos de sacudir esta nefasta letargia. Baptista-Bastos
Uma arte antiga
2. Creio que não temos consciência da força que existe na nossa postura perante o mundo: de repente, ficámos à espera que alguma coisa acontecesse em vez de tomar a iniciativa... Paulo Henriques, director do MNAA.

* É a postura antiga desde a descoberta do caminho marítimo para a Índia -- que o bem-estar “a que tínhamos direito” viria da Índia, do Brasil, das Colónias, da Europa, de fora. E que o papel do Estado era assegurar “esse direito que havíamos conquistado”.

Ama - Porém vindes vós mui rico...
Marido - Se não fora o capitão,
eu trouxera, a meu quinhão,
um milhão vos certifico.
Calai-vos que vós vereis
quão louçã haveis de sair.
Ama - Agora me quero eu rir
disso que me vós dizeis.
Pois que vós vivo viestes,
que quero eu de mais riqueza?
Louvado seja a grandeza
de vós, Senhor que mo trouxestes.
A nau vem bem carregada
?
Marido — Vem tão doce embandeirada.
Ama — Vamo-la, rogo-vo-lo, ver.

Vão-se a ver a nau e fenece esta farsa.
Gil Vicente. Auto da Índia

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A doer

Segundo aborto devia ser a pagar, diz o director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria; duas em cada três mulheres não aparecem à consulta de planeamento familiar que, nos termos da lei, deve ocorrer no prazo de um mês após o aborto. "É negligência pura e simples".
433 mulheres que fizeram IVG em 2008 já tinham quatro abortos no seu historial.

* Só a anestesia.

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A gripe A e a boa gestão do Ministério da Saúde

... é determinante para que haja plena confiança nas indicações e nos estímulos de quem (se espera nos guie) nestas crises.
Só assim é eficaz o encaminhamento primário das dúvidas para a Linha Saúde 24, as instruções dadas sobre o que fazer quando surgem sintomas ou a adopção de comportamentos simples como a importância de lavar bem as mãos ou a irrelevância de comprar e usar máscaras no dia-a-dia
. Paulo Ferreira. Público 15.07.2009

É verdade mas, apesar disso,:
1. Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, confirma que "a maioria das corporações ainda não adquiriu equipamentos de protecção (máscara, luvas, batas, vestuário e calçado específico)".

2. O medo da gripe A provocou uma corrida aos produtos desinfectantes levando à ruptura de reservas. Há fornecedores com aumentos de 300% nas vendas. Mas também há quem apenas tenha dinheiro para álcool ou sabão azul e branco.
Nos últimos dias, os frascos de gel desinfectante ... já estão esgotados, apesar de terem um custo unitário entre quatro a seis euros. E também estão esgotadas as toalhitas desinfectantes que "eliminam 99,99 por cento das bactérias".

3. Morte de UMA menina saudável faz aumentar os receios em relação à agressividade da gripe A.
Afinal, o médico que sucumbiu pouco depois de contrair a gripe morreu de "causas naturais": era doente cardíaco, hipertenso e tinha contraído ao mesmo tempo uma pneumonia bacteriana.
Nos EUA, revelam que 9 de 10 doentes admitidos nos cuidados intensivos num hospital do Michigan (3 dos quais morreram) eram obesos graves. Público 15.07.2009

Mortalidade pela gripe A: Mundo - 5‰; UK - 1.6

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14.7.09

 
O abade de Baçal em primeira classe na linha do Tua

Além de abade de Baçal Francisco Manuel Alves dedicou a vida à paróquia, à lavoura e à recolha de testemunhos arqueológicos, etnológicos e históricos de Trás-os-Montes. Investigador autodidacta, era sócio da Academia das Ciências, da Associação dos Arqueólogos Portugueses e do Instituto Etnológico.
Uma vez ia ao Porto convidado para uma palestra; um abade de batina usada não se esperava que andasse na primeira das três classes que apartavam os passageiros dos comboios. Na estação de Bragança, ao abrir a porta do compartimento do lugar que lhe haviam reservado, uma senhora estranhou a companhia e avisou-o que ali era a primeira classe.
Habituado, teria retorquido:
-Bem sei minha senhora; também eu lamento não haver melhor.

Creio que a senhora, fidalgota ou nova-rica, faria parte dos 13% que consideram que o SNS não tem conserto.

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