alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

30.11.11

 
Militares ameaçam se Cavaco promulgar Orçamento
* É o que seria de esperar; se, para protestar, os civis fazem reféns perante a passividade dos portugueses, não surpreende que os militares façam chantagem.

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Terramoto
S&P afunda rating dos maiores bancos do mundo
*É o que acontece quando as fundações são frágeis.

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Ácaros
Hackers apelam a ataques colectivos a partir de 1 de Dezembro

*Para os eliminar, o sol é um bom remédio.

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Taxas moderadoras passam a custar o dobro
E a Linha Saúde 24, da DGS, recebe mais 4 milhões de euros.
* Afinal e contra o propalado, a linha Saúde 24 não parece ter conseguido atenuar o acesso às urgências hospitalares.
Por isso as taxas moderadoras vão custar o dobro ... e a linha vai passar a chamar-se Saúde 48 na esperança que duplique a eficácia que nunca foi avaliada por entidade externa. Dói? Dói.

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IVA de 23% nos restaurantes
Em 2012 todas as mesas terão um convidado virtual.

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29.11.11

 
Reféns
Mais uma vez a greve da função pública (e dos transportes) fez reféns inocentes perante a passividade nacional; agora a Lulzsec Portugal ameaça divulgar os elementos de todo o efectivo da PSP em represália pelos actos de violência que terão sido praticados contra pessoas que participaram, em frente à Assembleia da República, no protesto da greve geral.
* Bem fez a polícia de Teerão. Imagens transmitidas em directo pela televisão iraniana mostraram manifestantes a atirar pedras e a partir janelas do edifício da embaixada britânica, enquanto gritavam “morte a Inglaterra”, “a embaixada é nossa”, sem que as forças anti-motim, que para ali terão sido reticentemente (teerão) enviadas, os impedissem.

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Greve geral como romaria em dia santo laico. 5
O orago desta festa deverá ser S. Bartolomeu que, também num dia 24, dá folga aos demónios cujas imagens figuram nos andores dos peregrinos.

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Greve geral como romaria em dia santo laico. 4

O salário que se perde nesse dia é o cilício dos penitentes,











com sofrimento explícito ou luto oculto.











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Greve geral como romaria em dia santo laico. 3
Cada um tem um santo da sua particular devoção. S. Subsídio XIII, padroeiro das férias, S. Subsídio XIV, padroeiro das prendas, S. Desconto, padroeiro dos saldos; S. Poder-de-compra, padroeiro do consumo, S/Factura, padroeiro do IRS, Stª Conta.

S. Multibanco, o padroeiro do crédito, tem nichos a cada esquina.

O sermão preferido é o do milagre da multiplicação dos pães e o da expulsão dos vendilhões do templo, ambos obra dum guia taumaturgo sem necessidade da intervenção do povo.

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Greve geral como romaria em dia santo laico. 2
A ordem da procissão está a cargo de experientes membros das confrarias que se distinguem pelas opas vermelhas.










O povo desse deus repete o credo que os sacerdotes enunciam; e imploram (exigem) não já “o pão nosso de cada dia” mas "aquilo com que se compram os melões".
O deus que estes crentes veneram é uma trindade – consumo, dinheiro e crédito - curiosamente a mesma que os seus demónios adoram e cujo vício promovem.

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Greve geral como romaria em dia santo laico 1












Os crentes suspendem o trabalho para ir à romaria/manifestação integrados num cortejo, uma como que procissão com os pendões/cartazes e os sermões/discursos.

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28.11.11

 


Que não se muda já como soía

O euro pode implodir amanhã
"
O euro pode ruir amanhã".
"...
se não houver o... o euro não sobreviverá."


Greve Geral da função pública.

Face Oculta adiado
et al

E uma cerejeira ainda com folhas verdes e já em flor.

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Substituir os alcatruzes da nora para ver se chove
1. Eleições
Uma maioria de pessoas detestava o anterior Governo
. Elegeu outro. Mas, neste momento, penso que a maioria das pessoas não estará satisfeita com este. Mas não se trata de uma mudança brusca de opinião. Não estou a dizer que, se houvesse hoje eleições, o povo escolheria o PS. Ou o PCP ou o Bloco. É até possível que reelegesse o PSD+CDS.
2. Sociomedicina atrevida
Os governos dos países em crise económica caem e são substituídos por outros na esperança que a situação melhore. Atribuem-lhes (toda) a responsabilidade (a culpa).
A Grécia irá provavelmente eleger um governo do mesmo tipo do que, há anos, perdeu eleições, responsabilizado pela crise e pelo seu disfarce.
No mundo, o mesmo liberalismo sem freio, responsável pela roleta financeira, é agora chamado a resolver a crise.
Algo semelhante acontecia com os médicos de há dois ou três séculos; a capacidade de intervenção era escassa – a Medicina limitava-se – e já era muito - a ajudar o doente a vencer a doença. Quando o médico o conseguia era um anjo; se o não conseguia era abandonado, desprezado ou castigado.
A história natural das doenças infecciosas tem um perfil conhecido. Após o contágio, os primeiros sinais surgem depois de um período de incubação assintomático; então a doença manifesta-se com toda a sua exuberância que termina com a morte ou a cura. Felizmente a grande maioria dos doentes recupera espontaneamente ou a humanidade não teria sobrevivido; a recuperação ocorre segundo dois padrões clínicos clássicos – ou subitamente (dizia-se “em crise”) ou lentamente (dizia-se “em lise”).
Quando, no auge da doença, o doente ou família perdia a confiança no médico, substituía-o por outro; na grande maioria dos casos este alterava algo da terapia em curso e a melhoria do doente era-lhe atribuída – endeusado no caso de recuperação “em crise”. O médico anterior era vilipendiado por incompetente.
3. Tal é o que acontece na política. As eleições são como que uma catarse da nossa responsabilidade colectiva e os governos são os bodes expiatórios tal como nas religiões; um estratagema que nos mantém tranquilos na espectativa de que a carga magoe menos depois de mudar de ombro.
Por isso, tanto na Medicina clássica como na política, é tão necessária a confiança; se não na eficácia da terapia pelo menos na capacidade de atenuar o sofrimento e na segurança do prognóstico comunicado com franqueza.

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Dar de beber
A dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos. No último ano, 28% dos portugueses faltaram ao trabalho nove dias em média por sentirem dores. Um em cada dez doentes crónicos não tem a dor controlada, por falta de tratamento ou porque este é ineficaz.
A amostra do estudo da Deco Proteste, que decorreu entre Janeiro e Março de 2011, abrangeu 2370 portugueses que responderam ao inquérito.
*É o que acontece quando se lhe dá de beber em vez de tratar a causa.

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Sândalo genérico
Há um século, Lisboa foi pal­co dos mais graves tumul­tos que, pela primeira vez, desafiaram a autoridade do novo regime republica­no. Uma súbita crença mo­veu multidões e transfor­mou a capital numa espé­cie de Lourdes amotinada, que não se dispensa de perseguir e agredir Machado dos San­tos, o vencedor da Monarquia.
No centro dos confrontos de novembro de 1911 estiveram duas chinesas. As hábeis curandeiras alegavam tratar conjuntivites granulosas, extraindo dos olhos, por artes de prestidigitação, umas lar­vas idênticas às da mosca varejeira. O seu "método terapêutico" consistia em massagens nas pálpebras com o auxí1io de minúsculos paus de sândalo.
O rasti­lho da sugestão correu célere entre os doen­tes oculares, sobretudo os mais carenciados: movidos por uma fé irracional, peregrina­m em vagas crescentes ao improvisa­do consultório, dali saindo muitos deles cla­mando cura.
Quando as autoridades ordena­ram a expulsão das "chine­sas dos bichos", magotes de pacientes indig­nados desencadearam uma série de protes­tos, de crescente violência, que atingiram a sua máxima expressão no dia 26 de novem­bro. Faz hoje um século.
De diferentes locais da cidade, alguns mi­lhares de pessoas convergem para o Rossio, onde oradores improvisados tomam o exem­plo das chinesas para abordarem os mais di­versos temas da atualidade política, no meio de aplausos e vivas.
Joaquim Fernandes ÚNICA. 26/11/2011
* Hoje, tudo se resolveria desde que as chinesas usassem pausinhos genéricos.

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27.11.11

 
O retorno
de Dulce Maria Cardoso, sobre o drama de uma família retornada, descrito por um rapazito; excepcional.
Na história portuguesa repetem-se cenas destas – a famílias árabes que deixaram o Al-Garb (e, mais tarde) os seus descendentes que tiveram que abandonar Granada levando consigo a chave de casa; as famílias judias obrigadas a partir no Sec XVI; os portugueses de Malaca, ocupada pelos holandeses da Companhia das Índias Orientais e os que tiveram de evacuar
Mazagão que o Marquês de Pombal decidiu abandonar.
Mas "o retorno" passou-se nos nossos dias, nas nossa barbas, perante a nossa abulia colectiva; malhas que o Império deslaça.

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Habemus Fatum
E também a sorte de poder ver Habemus Papam, outro genial filme de Nanni Moreti.
O velho Michel Picoli é um idoso cardeal que o conclave elegeu Papa; hesita e acaba por recusar mas o Vaticano não pode aceitar tal recusa. Aproveita uma saída vigiada para fugir e andar uns dias, incógnito, em Roma a ver e reflectir – o que ele sempre sonhou foi ser actor.
Vejam que é um filme soberbo sobre a limitação do poder e o princípio de Retp (Peter ao contrário) – o constrangimento de alguém que se vê obrigado a aceitar um cargo de que não gosta e para o qual não se vê dotado.

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Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses
Hoje, 27 de Novembro, pelas 19:30, na RTP 2
Adaptação da Viagem ao Tecto do Mundo (de Joaquim Magalhães de Castro) à televisão, uma série documental de 4 episódios.
Ler o livro, relato de uma anterior viagem "mais ao meu estilo de viajar: mochileiro, a viajar em camiões e a dormir e comer onde calha, com os "aborigenes"...(Ezequiel Poças Gomes), ainda será melhor, muito melhor.

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26.11.11

 
O benefício da dívida
Portugal vai pagar cerca de 35 mil milhões de euros em juros e comissões pelo empréstimo da “troika” de 78 mil milhões. (35mM é quase metade (45%) de 78mM).
*Ao princípio dei-lhes o benefício da dúvida; vejo agora que o que a troika colhe é o benefício da dívida.

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25.11.11

 


Numa rua de Lausanne

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Mais do que há 50 anos

No telejornal, a jornalista, usando dados da Pordata, afirmou que “O cancro mata duas e meia vezes mais que há 50 anos” (m11,38), o que o pivot tinha anunciado antes.


Ora isso não é verdade; quereria dizer que o peso relativo do cancro na mortalidade é 2,5x maior que o valor de há 50 anos.
Seria como dizer que as rochas se veem na maré vazia porque cresceram muito desde a maré-cheia.



Alarmado, o governador do Oregon suspenseu a pena de morte até um cabal esclarecimento.

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A greve nos jornais

Greve, huelga, strike
Historicamente, a greve tornou-se o principal meio a que os operários recorreram durante a Revolução Industrial inglesa para obrigar os patrões a conceder-lhes alguns direitos.
O real significado de uma greve - forma de luta destinada a reequilibrar o poder assimétrico entre trabalho e capital: "a greve é a continuação da negociação por outros meios",
Uma greve bem sucedida é aquela que repõe as relações de poder sob um novo compromisso: no caso vertente, não apenas entre capital e trabalho, mas entre cidadania democrática e "austeritarismo".
Elísio Estanque

... houve adesões significativas na administração pública; de uma forma geral a adesão no sector privado foi residual. JMF
A Federação Nacional de
Professores: "O ensino superior fez a maior greve de sempre". No ensino básico e secundário a adesão dos docentes situou-se entre 60 e 85%, adiantou a Fenprof.
Os
médicos arriscavam a hipótese de uma adesão "na ordem dos 70%" e os enfermeiros soavam desiludidos com uma participação que ultrapassou, por pouco, os 50%.
Ciências Sociais e Humanas
À porta da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, um aluno toca clarinete. Outros acompanham com batuques. Decidiram formar um
piquete de greve em solidariedade com os professores. Não são da Associação de Estudantes. “Para os professores com falsos recibos verdes está a ser cada vez mais complicado aderir. Mas nós podemos ajudá-los a fazer greve”, justifica Rafael Rostom, de Sociologia.
Faculdade de Ciência Sociais e Humanas.
Num cartaz improvisado em cartão, um dos
estudantes escreveu: "Foi na rua, a lutar, que conquistámos tudo a que temos direito."
Isabel Vasconcelos não disfarça a desilusão. "Em Paris, partem tudo. Na Grécia partem tudo. Aqui há muita passividade: as pessoas amocham, têm muito medo. Sabe as vítimas de maus tratos que ficam a achar que o agressor gosta delas? O povo português está assim". É
psicóloga, desempregada, e juntou-se à manifestação no Porto.
Manuel Queirós, um ex-emigrante na Bélgica, também. Por isso investiu 600 euros para mandar fazer camisolas com frases como "Estou indignado, estes políticos querem matar-nos à fome para poderem continuar a roubar". Já manifestação ia a mais de meio e tinha vendido apenas duas. "Duas cinco euros, uma três euros, mas daqui a pouco vou pôr mais barato para despachar", explicou, para desabafar: "Pensei que ia correr melhor, mas está visto: o povo não tem dinheiro nem sequer para se manifestar".

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24.11.11

 
Simulacro de fogo na Universidade
Bombeiros sem chave para abrir bocas-de-incêndio no Pátio das Escolas.







"A Universidade só iluminará o povo no dia em que lhe deitarem fogo" Antero.


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A greve geral é uma grande festa da democracia.
A. "Aqueles que defendem a liberdade mas, contudo, desprezam a agitação, são homens que esperam recolher sem lavrar a terra. Que querem chuva sem trovões e sem relâmpagos". F. Douglass, abolicionista afroamericano, 1818-1895
1.
Repartições de Finanças vandalizadas


* Há sempre alguns marginais iconoclastas que aproveitam a festa para picar brasões quando não podem fazê-lo aos patrões; os vidros partidos são as cascas dos ovos sem as quais não se podem fazer omeletas, explicam-nos.
É o melhor dos mundos possível.

B. Quando milhões de pessoas, que se não conhecem entre si, mas que partilham razões idênticas para reagir contra a perda de direitos, a falta de liberdade, o abuso dos poderosos, param a sua atividade e demonstram que podem paralisar o país em que vivem, e uma economia que os explora na sua força de trabalho e no seu bem-estar, e tomam decisões ... Manuel Loff
* A bomba sobre Hiroshima poderia ter sido lançada sobre um objectivo militar, a sede do governo ou uma ilha deserta para “demonstrar que podiam paralisar o país dos inimigos e uma economia que visava a sua sujeição”. Não haveria tantos mártires inocentes.

C. Um silêncio pouco habitual e a ausência de um vaivém constante de veículos pesados provenientes dos fornecedores da Autoeuropa anunciam a paragem da linha de produção da fábrica de automóveis de Palmela em dia de greve geral. A administração da empresa suspendera a produção nesta quinta-feira, de forma a minimizar o impacto da greve geral no aprovisionamento dos fornecedores.

* Na maior empresa privada exportadora a greve nada teve a ver com conflitos entre capital e trabalho.

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Criados em viveiros
Temos assim uma "burocracia esclarecida", no topo da qual estão os "comissários", palavra que a história dos totalitarismos europeus do século XX, lembra-nos Enzensberger, se encarre­gou de tomar sinistra. Uma tal elite esclarecida sa­be tudo o que os cidadãos não sabem, nomeadamen­te o que é melhor para eles. Assim, o procedimento mais sensato em relação a esta população ignorante dos seus próprios interesses e capaz de veleidades críticas, consiste em evitar pedir-lhe a opinião ou submeter as decisões ao voto e à discussão pública. António Guerreiro. Atual 19-11-2011
Steve Jobs teria uma opinião parecida sobre as populações consumidoras (“Não cabe ao consumidor saber o que quer”.
Expresso 8.10. 2011) mas agia de forma diferente: Acreditava nos consumidores e na sua (dele) capacidade de os conquistar com novos produtos - cuja existência e necessidade os consumidores ignoravam, antes de terem sido lançados. Seria como pescar em viveiros.

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23.11.11

 
Olho por olho no Telejornal
(minutos 12,08 a 13,23)
Um grupo de trabalhadores da função pública, professores e enfermeiros protestaram contra o corte de metade do subsídio de Natal. Para o fazer, escolheram a ponte de Stª Clara, em Coimbra, cujo trânsito interromperam, à tarde, durante 10 minutos. Tratou-se, segundo Mário Nogueira, Sec-Geral da FENPROF, “de responder ao corte (do subsídio) com o corte (do trânsito na ponte) como se respondesse com olho por olho e dente por dente”. “O governo corta e a gente também aprendeu a cortar” confirmou outro manifestante. O jornalista rematou dizendo que o “grupo pôde assim mostrar livremente o seu descontentamento, o que deixou os participantes satisfeitos”. Não se conhece a satisfação do representante dos transeuntes que assim não puderam circular livremente durante 10 minutos; a única que a notícia mostrou não estava muito satisfeita.
* Olho dos reféns por olho dos espoliados; é o que acontece a quem vota como não deve ser.

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Jacaréalistão
Os crocodi­los vivem em tanques de cimento, com pare­des de um metro de altura, que hospedam não mais que cem animais. Cada trabalhador toma conta de um tan­que. Quando os bichos atingem uma determi­nada idade e dimensão são mudados para ou­tros tanques, de maiores dimensões.
Um sistema de aquecimento mantém a água a uma tempera­tura constante de 32 graus. "É importante sobretudo no inverno, quando o sol é mais tímido e os crocodilos podem sofrer de de­pressão...", explica Wonder.
A rotina diária dos crocodilos é rigorosa. Lo­go pelas 7 horas da manhã são lavados com detergente líquido, "o mesmo que serve para lavar a loiça", para evitar bactérias e infeções. A seguir são alimentados com uma papa feita de kapenta e de uma ração de carne moída, acrescida de um bolo vitamínico à base do com­plexo B. Quando comem ninguém se pode aproximar, porque qualquer barulho provoca stresse nos crocodilos e eles deixam de comer," explica Wonder. O tratador mostra-se sinceramente preocupado com o que possa perturbar os ani­mais que estão sob o seu cuidado.
"São mais sensíveis que as pessoas?" - pergunta o Ex­presso, em jeito de provocação. "Claro!", res­ponde com um ar sério. A explicação vem a seguir: "As pessoas, se estão em baixo ou com problemas, sempre têm alguém a acarinhá-las. Os crocodilos não têm ninguém!"

Quando os crocodilos não crescem a um ritmo normal são tratados com injeções de antibióticos e vitaminas. ÚNICA -19/11/2011
*O jacaréalistão é um país cuja capital é o lucro e o hino a máxima eficiência. O SNS e o SNA (alimentação), gerais, universais e gratuitos, asseguram uma saúde pública que potencie a produtividade e minimize as faltas por doença. Toda a produção se destina à exportação, onde tem lugar garantido em mercados exclusivos. Está sob tutela da troyka, os feitores são cumpridores e, apesar de não haver folgas aos fins de semana nem férias, não tem havido greves. Infelizmente mantem-se o numerus clausus de cem.

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Amanhã, 24 de Novembro,
Dia Nacional da Cultura Científica
Programa:
Greve geral \Antevisão do caos de quinta-feira
As duas centrais sindicais marcaram uma greve geral para o Dia Nacional da Cultura Científica. Não esperaria que os sindicatos operários dessem conta dessa coincidência; acho significativo que os dos técnicos e de outras profissões de base científica não tenham inventado uma atitude de reivindicação diferente da que os operários industriais descobriram há mais de um século.
Então os operários enfrentavam os patrões; agora os líderes das greves não hesitam em entalar toda a gente entre as facções em confronto – em fazer reféns entre doentes, presos, réus, vítimas e testemunhas, estudantes e todos aqueles – trabalhadores incluídos – que têm de se deslocar.

O apelo “à participação política e cívica dos cidadãos” é sempre bem-vindo, hoje mais que nunca. Fazê-lo na véspera desta greve geral sem nunca a referir é uma forma ambígua de intervenção: não dizem se consideram cívico fazer reféns.

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22.11.11

 
Prós & Contras

Nos últimos dez anos houve um crescimento desfasado dos salários em relação à produtividade; no sector concorrencial da economia, entre 2000 e 2008, os salários cresceram 32% contra 16,8% da produtividade; no sector não sujeito à concorrência - mercado interno, electricidade, os combustíveis , a administração pública – actividades que conseguem impor os preços aos consumidores, os salários cresceram 27,8% contra 2,7% da produtividade. (ao minuto 47)
Pedro Ferraz da Costa, Presidente do Fórum para a competitividade. Prós & Contras 21.11.2011

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A rapar o tacho
PSD e CDS querem subir ainda mais IRS nos subsídios de refeição.
Agora os salazares são de plástico.

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Sr. Henrique
Testemunha num processo cível fui ouvido por teleconferência. O juiz interpelou-me por “Sr. Henrique”.
Curioso; é assim que me tratam os empregados dos call-centers que me telefonam a impingir serviços.

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Pensamos com a língua
A linguagem é o primeiro instrumento de todas as trocas; muitos conflitos e desacordos têm origem em problemas de linguagem. Para percebermos a atitude moralista e disciplinadora da senhora Merkel perante os países da zona euro mais atingidos pela crise da dívida não basta evocar, como explica­ção, a defesa irredutível de interesses nacionais. Temos também de entrar numa lógica de pensamento a que a nossa língua não nos obriga. Neste caso, é conve­niente saber que em alemão a palavra que traduz a nossa palavra "dívida" é a mes­ma que diz a nossa palavra "culpa": "Schuld" tem ambos os significados. A expe­riência do débito como culpa e da culpa como débito supõe uma conce­ção do capitalismo onde se sobrepõem categorias éticas, jurídicas e teológi­cas. Angela Merkel pode até nunca ter lido Max Weber, mas fala a mesma língua - em que "Schuld" significa "dívida" e "culpa" - do sociólogo alemão que formulou a tese da rela­ção entre a ascese protestante e o espírito do capitalismo. E fala a mes­ma língua em que Marx sublinhou a derivação parasitária da economia capitalista da religião cristã. António Guerreiro. Atual 19-11-2011

Lapsus calami

Na Idade Média as epidemias eram atribuídas a pecados cometidos pelo povo, a uma culpa colectiva, o que explica a escolha das palavras para designar a epidemia de cólera em Coimbra em 1456.
Acórdão do cabido da Sé de Coimbra em que foi decidida a autorização da saída da cidade a todos os membros do Cabido que desejassem ausentar-se com receio do contágio pela peste que grassava na cidade.
Os sobredictos presentes consyrando como ho aar pestinençiall he muyto de temer e alguns homeens som de tall compreyssom e tam teme­rosos homeens de veerem outros morrer e em ello magi­narem se lhes causa morte. E todos movidos com bom zello pera taaes arredar e tyrar de tam grande perigoo movidos de fraternal amiçidade e caridade estabellecerom e ordenarom que aqueesçendo o que Deus nom queyra de em esta cidade morrerem de pestyllençia e pol­l adicta causa se allguns della quyserem partyr... Transcrição de Ana Maria Bandeira, Mª Leonor Ponte e Tiago Maia, do Arquivo da Universidade de Coimbra. Diário de Coimbra 20.11.2011
* É curioso que o calígrafo do Acórdão tenha usado a palavra pestilência (morrerem de pestyllencia) para a doença e pestinencial (ho aar pestinençiall he muyto de temer) para caracterizar o “ar”, veículo do contágio.
Pestinência deriva de peste mas também evoca penitência, como se, não a doença (pestyllençia), mas o seu contágio – o ar, a pestynençia – se atribuísse ao pecado e a consequente penitência.

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21.11.11

 
Metallic Microlattices as Light as a Feather
As microestruturas metálicas são constituídas por 99,99% de ar, 100 vezes mais leve do que a esferovite, quase como as do Taraxacum officinale.

MÁQUINA DO MUNDO
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
António Gedeão, Poesias Completas, 1975

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2o11. Lagarde pede aos EUA para que não deixem "a Europa cair"


1941. Churchill apela ao Congresso americano para que não deixe a Europa cair.

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Em sereno cativeiro

1. Na albufeira de Cahora Bassa criam-se milhares de crocodilos em cativeiro. O destino são os cintos, sapatos e carteiras de pele das grandes marcas de luxo mundiais. Paollo Roletta, J-P Castanheira. ÚNICA 19/11/2011
Cada tanque é acompanhado por um trabalhador que vela para que os crocodilos vivam e cresçam com o mínimo de stresse.
2. O monstro afável de Bruxelas - uma briga­da numerosa de "funcionários esclarecidos" dedicados a elaborar regulamentos e diretivas, em controlar tudo e "colocar tudo sob tutela", impondo um sem número de regras que determinam a vida quotidia­na dos cidadãos europeus. O retrato que faz deste corpo "monstruoso" de burocratas não é exatamen­te o de uma nomenclatura de um regime totalitário e violento, pois a sua missão "não é oprimir mas harmonizar, com o mínimo de ruído possível, tudo o que condiciona a vida no continente. Hans Magnus Enzens­berger. "Sanftes Monster Brüssel oder die Entmündigung Europas", lido por António Guerreiro, Atual 19-11-2011
* Cada tanque (país) é acompanhado por um trabalhador (Comissário) que vela para que os crocodilos (europeus) vivam e cresçam com o mínimo de stresse.

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20.11.11

 
Transportes públicos genéricos

As dívidas astronómicas tornaram o uso dos transportes públicos uma das coisas mais caras que temos.
Durante anos a fio por não ter sido respeitada a lei, por má gestão, pela cobrança de preços irreais e ineficácia política aquilo que as empresas de transportes devem é 10% da riqueza produzida no país durante um ano.
São 16,7 mil milhões de euros vão ter de ser pagos por si! Cada português deve assim, só para transportes, 1670 euros.
Valor que pagava por duas vezes o que custa o Serviço Nacional de Saúde por ano. Expresso 19-11-2011
* E isto acontece apesar de se usarem apenas genéricos nos transportes públicos.

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O peso dos almoços
(Armando Vara) não que vai abandonar o "amigo Godinho" no meio da "nebulo­sa" e tem toda á razão, tanto mais que se conheceram por acaso num restaurante num almoço (o peso dos almoços na economia portuguesa deveria ser considerado à parte pelos inspetores da troika). Clara Ferreira Alves

* Clara Ferreira Alves é a jornalista responsável pelos Almoços com o Expresso, entrevistas que incluem sempre a ementa.
Almoçámos no Museu do Fado... come-se bem. É verda­de. No fim, recusou o pudim de abade de Priscos, uma obra-pri­ma. Apreciador da boa comida e da boa conversa, António Pe­dro Vasconcelos é alguém com quem se pode ficar horas a falar de tudo.

Mário Soares escolheu o Pabe, um lugar do Expresso. Contador de histórias, anima­do pelos prazeres da vida, bebeu e comeu co­mo um rapaz cheio da saúde e vigor. Pôs mais sal nas amêndoas salgadas - não tenho proble­mas de tensão - e rematou o almoço com uma trouxa de ovos - não tenho colesterol­ e uma fatiazinha de tarte de maçã. Para pro­var. Gosta do arroz pouco malandro a acompa­nhar os filetes de linguado. E um vinho do Dou­ro, bebido com gosto.

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Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses
Hoje, às 19:340, na RTP 2
Adaptação da
Viagem ao Tecto do Mundo de Joaquim Magalhães de Castro.

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19.11.11

 
Descolonização exemplar



O futuro do Millennium bcp foi discutido em Luanda.
A Sonangol irá reforçar o BCP
.


* Edifício do antigo Banco Comercial de Angola (do extinto Banco Português do Atlântico, actual BCP),1963/4.
"A maioria das revoluções que se fazem em nome do povo", são o tempo dado para "mudar de ombro para suportar a costumada carga". Goethe, citado por Eduardo Lourenço. O Labirinto da Saudade. Dom Quixote 1978.



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Respigo

Natureza morta

... opções políticas face ao destino da RTP e que são tão técnicas como alguém decidir ser do BE, do PSD ou do PCTP/MRPP, ou gostar de frango ou de trutas. É política e pura política. JPP

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Tabuada
Dívida do Estado às autarquias é de cerca de 50 ME. Miguel Relvas
Dívida do Estado às autarquias é superior a 102 ME. Ruas corrige Relvas
Estado deve 69 ME Autarquias devem 460 ME. Sec. estado da Administração Local
* Não é em meia hora a mais por dia que vão aprender a fazer contas.

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Urna do bazar
"Os mercados" começaram a habituar-se a fazer aquilo que era um exclusivo dos eleitores: mudar governos. João Marcelino
*É o que acontece quando votamos com o cartão de crédito. Ninguém nos obriga; até nos pedem Por Favor com letra maiúscula.

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Três desejos antigos

Fuga de gás no "velho" Pediátrico de Coimbra



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18.11.11

 
Magro subsídio de Natal
sub-
pref.
Elemento designativo de inferioridade.
Nota: É seguido de hífen

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A democracia das lombrigas
Pelas mãos de integristas que idolatram o equilíbrio das contas públicas como supremo bem, a gestão irresponsável desta crise está a levar à destruição dos fundamentos da democracia nos Estados europeus. Entrámos numa era de pós--democracia em que os critérios de legitimidade da governação e dos seus protagonistas deixaram de ser a expressão do voto popular para passarem a ser o alinhamento com o sector financeiro e a suposta capacidade mágica de "tranquilizar os mercados".
* É o que as lombrigas dirão da receita de um anti-helmíntico.

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