alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

31.8.20

 

Anti-racismo cáustico

 

Sociobiologia atrevida

O tratamento duma queimadura – por fogo ou por cáusticos – é sempre delicado. Outrora tentava-se tratar uma queimadura por um ácido (pH baixo) com produtos alcalinos (pH alto), segundo o paradigma químico da neutralização. Resultado: à cáustica lesão ácida juntava-se a lesão alcalina – uma dupla lesão.

É o que agora acontece na tentativa de combater o racismo com o anti-racismo.

Sabe-se hoje que, nas queimaduras graves, a água corrente durante 20 minutos diminui a necessidade de enxerto.

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30.8.20

 

Mente e mente são a mesma palavra

 Políticos foram apanhados em estudo sobre a mentira

Uma “grande e significativa” proporção de políticos espanhóis mentiu.(PNAS)


O político raramente mente.
A trama é tão convincente
que chega a julgar ser verdadeira
a mantra que ele próprio criou.

Mantra (do sânscrito Man, mente e Tra, controle ou proteção), significando "instrumento para conduzir a mente"

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29.8.20

 

"Estranha terra onde os cativos riem e os livres choram!"

 As bolsas devem estar loucas…

Estamos a viver um momento em que as economias afundam e as bolsas regozijam.

* Os fidalgos cativos, enquanto esperam o seu resgate, são alojados nas casas dos judeus de Fez, onde vivem com mais luxo do que nos seus solares de Portugal. Pagam com assinados as tapeçarias e a comida fina, gozam de liberdade pela cidade; outros pedem por letras dinheiro de Portugal, e assim gastam no jogo e nos jantares o resto da honra que lhes sobrou dessa empresa ruinosa em que as lágrimas se secaram com os negócios e a vergonha se abafou numa espécie de comunidade festiva em que todos eram cúmplices numa renúncia. Eles festejam, na verdade, a entrada triunfal no seu século, ainda que à custa duma catástrofe. ...

Porque folgavam os fidalgos no cativeiro é coisa que aquele núncio apostólico soube explicar quando disse de Portugal: "Estranha terra onde os cativos riem e os livres choram!"

O MOSTEIRO Agustina  1980


28.8.20

 

Modelo de erros de metabolismo

https://www.publico.pt/2020/08/28/ciencia/noticia/primeira-circumnavegacao-planeta-sera-capa-revista-cientifica-1929285

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Hipermetropia ícara

 


No prefacio da Utopia, Thomas More diz que foi urn marinheiro português chamado Rafael que, numa taberna de Amesterdão, lhe falou dessa ilha perfeita. Onde ficava ele não disse.
Então Thomas More chamou-lhe Nusquama, palavra que, em latim, significa Em Parte Alguma. Erasmo, que era amigo dele, aconselhou-o a substituí-la pela palavra grega Utopos, que quer dizer a mesma coisa: Em Parte Alguma.  
Mel Alegre / Clara Pinto Correia.

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27.8.20

 

Património reguengo nacionalizado

 

A teia socialista de Reguengos: triste retrato do país

Num município pequeno e com recursos limitados, onde tudo depende da câmara e passa pela câmara, é da natureza humana que um presidente com este poder ganhe um estatuto semelhante ao dos velhos coronéis brasileiros.

Se a câmara é do PS, se todas as juntas de freguesia são do PS, se a segurança social é do PS, se a Administração Regional de Saúde do Alentejo é do PS e se na administração da Fundação Maria Inácia Silva só há gente do PS, é óbvio que a escolha dos altos quadros da região não é decidida por competência, mas sim por fidelidade partidária.


Reguengo
1. Relativo ou pertencente ao rei.

3. Terra que, por conquista ou por confiscação, era incorporada no património real.

4. Foros, direitos que em qualquer localidade pertenciam à Coroa.

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25.8.20

 

Caretos de Podence

Marlow, o narrador, descreve um grupo de africanos como “uma massa de corpos nus, cor de bronze, que respiram, vibrantes. À frente, três homens revestidos de terra vermelho-viva, da cabeça aos pés. Olhavam para o rio, batiam com os pés, abanavam as cabeças chifrudas, baloiçavam os corpos escarlate; agitavam na direção do feroz demónio do rio uma braçada de penas pretas, uma pele sarnenta com a cauda pendurada” — qualquer coisa semelhante a uma cabaça ressequida; a espaços, entoavam juntos uns cânticos impressionantes que em nada se assemelhavam aos sons da linguagem humana; e os seus murmúrios profundos, subitamente interrompidos, pareciam-se com as reações de uma litania satânica.

Joseph Conrad. Coração das Trevas 




 

Próximo Oriente

Baçaím (Índia)
Alentejo
                      O Próximo Oriente tão próximo do Alentejo quanto da Índia. 
                                                                                                                        
Beirute

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23.8.20

 

Portugal feniceu


Portugal é o país mais ocidental da Europa;
o Líbano é o mais ocidental do Próximo Oriente, cada um nos 
extremos do Mediterrâneo.

Estão em vias de se aproximar: Em Portugal, as causas fracturantes estão a ser o equivalente tuga da fragmentação do povo do Líbano:

O Líbano é um país dividido e comandado por clãs, fações, tribos, credos, famílias, milionários e milícias. O lugar onde as religiões do Oriente e do Ocidente se encontraram para fazer a guerra, esquecendo o credo em benefício do fanatismo protetor da filiação.

Clara Ferreira Alves

“Depois da guerra civil, a pertença confessional determina as identidades”, diz a escritora libanesa Dominique Edde. 

Resumindo de forma simplificada: (Em Portugal) a nação não conta, a religião não conta, a origem social não conta, a condição social não conta, a classe social conta cada vez menos, mas a raça, a cor, o sexo e o género contam muito, quase tudo. É a política de “identidades” . J. Pacheco Pereira 

 Agora, como não bastasse a pandemia e a crise medonha que se avizinha, agudizou-se o tema do racismo cujas facções se digladiam com palavras de ordem de acusação maciça cujos estilhaços magoam indiscriminadamente toda a gente e ameaças violentas, que já se concretizaram de vários grupos hiper-racistas contra aos anti-racistas que, lógica mas fatalmente, se desagregam em quase duas dezenas de organizações.

O nitrato de amónio também parece ter chegado a Lisboa, uma antiga escala fenícia; tal como as palavras, o que é um adubo pode também ser material explosivo.

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20.8.20

 

Tomara que chova

Do artesão é esta a parte feita.


17.8.20

 

Manif antifascista

 O apelo à união para combater o crescimento da extrema-direita em Portugal foi dos mais repetidos pelas dezenas de pessoas que usaram o microfone aberto para exprimir a sua opinião.

1. Nós somos muitos mais dos que aqueles que se manifestaram em frente ao SOS Racismo.

2. “uma vergonha” serem “só estes” na manifestação.

* Quando tantos “antifas” clamam que “Portugal é um país racista” seria de esperar que se não surpreendessem por “só estes” se manifestarem contra “os que se manifestaram em frente ao SOS Racismo.”

Eu explico: muitos que não são racistas e condenam as suas acções recusam misturar-se com quem os insulta.

Outros discordam do valor das manifs, quais procissões laicas com sermões, ladainhas, pendões, promessas e tudo.

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15.8.20

 

Festa do AVANTE

2021 - NÃO HAVIA FESTA COMO ESTA

2022 - Não havia festa como aquela

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14.8.20

 

Social-consumismo global

 A China incorporou a economia de mercado no sistema comunista e gerou uma estranha síntese entre capitalismo de Estado e ditadura digital que se transformou numa espécie de neocomunismo. 

Nuno Severiano Teixeira

A esquerda ficou sem causas, todo o globo rendido ao capitalismo – privado, “corporate” ou partidário-estatal - o que resta do operariado e a pequena burguesia rendida ao consumo, os quadros aliciados pelo estatuto e domesticados pelo poder de compra, os artistas pagos para publicitários e o capital rendido à finança predatória, restam-lhe causas marginais, fracturantes – géneros, raça e outras espécies em vias de extinção…

Deixa a ecologia para os Verdes, dado que a sobriedade, a frugalidade não se adequa a uma sociedade viciada em consumo que rejeita a palavra austeridade.

Na escala de prioridades da esquerda portuguesa, o aumento do salário precede a melhoria dos serviços. públicos. 

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Licantropia financeira

1. Não estou a falar dos poderosos. Isso é conversa para quem procura inimigos fáceis. Já quase não há poderosos desses. Há um poder sem limites de uma massa anónima a que chamamos finança, constituída por meia dúzia de fundosgigantescos. Foi esse poder que transformou o crime em legalidade, tecendo uma malha que torna risível qualquer regulação. 

Estou a generalizar, dizendo que a banca se dedica hoje ao crime? Estou. Não há bancos bons. E não é porque os banqueiros sejam maus. É porque permitimos que se erguessem gigantes opacos impossíveis de controlar. E sem controlo e limites qualquer um se torna monstro. Henry Ford terá dito que se as pessoas soubessem como funciona a banca haveria uma revolução. Daniel Oliveira

  2. Na sua existência normal, diz o Abade de Baçal, trata-se de "um homem como os outros, mas de cor tipicamente pálida, olhos massados e mãos extraordinariamente calosas, em razão do fadário de todas as sextas-feiras, ao dar a meia-noite, quer chova, neva ou faça o mau tempo que fizer, sair de casa, transformar-se no primeiro animal cujo rasto pisa na rua, e durante três horas correr à toa por montes e vales atacando tudo, até chegar o momento preciso em que ter­mina o fadário e regressa a casa já em forma humana, extenuado pela fadiga, sem consciên­cia da transformação sofrida" (Alves, 1934, vol. IX, 326-327)

Alexandre Parafita. O Maravilhoso Popular. Plátano 2000.

3. A licantropia era uma doença mental; uma mania. O doente julgava que era um lobisomem; que podia transformar-se em lobo. Nas noites de quinta para sexta-feira, à meia-noite, os lobisomens vão espojar-se nos sítios onde aqueles animais se espojam e transformam-se num animal igual. É o seu fado, não é por maldade. Porque os lobisomens são muito infelizes, sofrem muito.

João Aguiar. A Encomendação das Almas. Finisterra, 1997 

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13.8.20

 

Vida

 A existência, até ao fim, outra coisa não é que gestação. 

J. Tolentino Mendonça

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O palito métrico


 “a colheres de café andamos medindo a vida” T. S. Eliot

*Em Coimbra, in illo tempore, os caloiros mediam-na a palitos.

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12.8.20

 

Finanças de curto prazo é economia de vistas curtas

O American Business Forum, que reúne os executivos de topo das maiores empresas nos Estados Unidos, tomou uma posição manifestando que durante 30 anos tinham dito que o propósito das empresas era gerar lucros para os acionistas e que agora queriam reconhecer que isso não estava certo, é uma falsa discrição do propósito das empresas. As empresas existem, sim, para servir todos os seus stakeholders: força de trabalho, clientes, fornecedores, comunidades e também acionistas. Os acionistas têm direito a um retorno razoável de longo prazo, e é tudo. Foi uma mudança notável. Se será real, ou apenas intenções, não sei.

Na esfera dos negócios, precisamos de recuar desta excessiva financeirização de curto prazo. É preciso restabelecer que as empresas existem para encontrar soluções lucrativas para problemas sociais. É valioso encontrar soluções lucrativas, porque se são lucrativas são sustentáveis. Mas o propósito das empresas não é o lucro.

Paul Collier, Economista e professor da Universidade de Oxford

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E então pisei em terras lusitanas... para que deixem de insistir na falácia “Portugal não é um país racista”

 

1. Onde estão os portugueses que enxergam que o país reproduz, constantemente, racismo e xenofobia?

*... "o país"? constantemente?

2. Sempre foram nós e eles”, ouço-vos dizer frases como foi um preto que disse tal coisa”, era uma brasileira vestida de tal jeito”, antes de nos verem como seres humanos enxergam a nossa etnia.

* ..., ouço dizer frases como foi um velho que disse tal coisa”, era uma criança vestida de tal jeito”, para melhor nos identificar indicam a nossa idade.

3. Procurem conhecer e compreender culturas e realidades que não a vossa, libertem-se da generalização e não insistam no erro.

* Procurem conhecer e compreender culturas e realidades que não a vossa – onde vós escolhestes viver -, libertem-se do egotismo e não insistam no erro.

4. Eu vejo que quando nos posicionamos, incomodamos, e esse é justamente o primeiro passo: incomodar. Negar e silenciar é confirmar o racismo.

* Temo que essa não seja a maneira de melhorar a situação mas de a agravar.

5. Companheiros, estamos a ser ouvidos e eu tenho fé de que isto é só o início. 

*Soa a luta de classes: “Proletários…”


 

Que importa a cor dos gatos

 Investigadores das universidades de Bocconi e Munique cruzaram dados da remuneração de executivos de topo, com a evolução do valor de mercado das empresas que lideram para concluir que a sorte conta mais para a progressão na carreira e para remuneração do que as suas decisões de gestão.

* Curioso; a mim parece-me lógico – se o objectivo é o lucro, que importa aos accionistas o modo de lá chegar? A Deng-Xiao-Ping também não – afirmava que lhe não importava a cor do gato desde que caçasse ratos. E foi o que se viu.



11.8.20

 

Cheque de consumo

 

Vieira Lopes foi defender junto do Presidente da República soluções para impulsionar a procura. “Vemos necessidade de haver um choque de consumo”.

João Vieira Lopes (CCP) assinalou que “há uma parte significativa da população que não está motivada para voltar ao consumo”, pelo que apelou a um “choque de consumo”. O responsável assinalou a necessidade de “haver um conjunto de medidas que favoreçam [condições] para queos portugueses voltem a consumir mais”.

* Comei chocolates, portugueses; comei chocolates!

Olhai que não há mais economia no mundo senão consumo.


1.8.20

 

Um modelo sociobiológico da convivência



Cinco títulos do PÚBLICO em quatro dias: “É-se racista, quando se permite que o racismo continue”/“Negar o racismo é racismo”/“Há uma negação activa do racismo em Portugal”/“Erradicar o racismo é preciso, é possível e é nosso dever”/“A obsessão pelo racismo português”.
Como se todo o português fosse um racista sem o saber. Todo o português é racista enquanto não provar o contrário? Era a suspeita da Inquisição quanto ao judaísmo latente.
Tanto manifesto anti-racista arrisca a desencadear urticária anti-antiracista. O racismo é o equivalente social da alergia (allos + ergon – reacção anómala) a uma raça estranha (o alergeno do processo biológico*) que alguns indivíduos hipersensíveis (atópicos) têm dificuldade em tolerar, o que despoleta a produção de um anticorpo alérgico. O ódio é o equivalente social da histamina.
O anti-racismo agressivo, um anticorpo contra um anticorpo, leva ao empolamento na inevitável escalada (“um país num espaço bafiento e, por vezes, insuportável” (…) “uma sociedade intolerante, hipócrita, racista, xenófoba, inculta e incapaz de assumir, de facto, os seus crimes e injustiças”) equivalente à reacção em cascata sugestiva de processo auto-imune, mecanismo de severa doença progressiva que impõe anti-inflamatórios e imuno-moduladores em busca de tolerância que evite tanto a rejeição quanto a reacção de estranho contra entranho. Um modelo a ter em conta. Público 1 Ago 2020
* o pólen das flores, o ácaro do pó do lar

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