alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

10.10.26

 

Hoje como há cinco séculos

Dois dos quatro pontos chaves do Índico

 Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia

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3.10.24

 

As Causas do Atraso Português

Em resumo, não é possível concluir que Portugal fosse sistematicamente mais pobre do que outras partes da Europa no período anterior ao século XIX. Em meados do século XVIII até seria das regiões mais ricas. No entanto, nos 200 anos seguintes a economia nunca mostrou capacidade de crescimento rápido e sustentado, ao contrário do que aconteceu com quase todos os outros países da Europa Ocidental.

Mesmo em 1950, os portugueses tinham um rendimento por pessoa quase tão baixo como o de alguns dos países mais pobres do mundo de hoje. E o português "médio" tinha menor rendimento que tem hoje o cabo-verdiano ou mesmo moçambicano "médio”.

Há que ser claro e enfrentar a realidade: foi entre 1950 e 2000 que Portugal assistiu ao que se pode chamar um milagre económico, sem qualquer exagero. O crescimento então atingido foi, sem dúvida, o acontecimento mais importante da História de Portugal - ou, pelo menos, o que maior impacto teve no bem-estar dos portugueses. Durante esse período o rendimento por pessoa multiplicou-se por sete.

Quem ouça este facto pela primeira vez, se não ficar espantado, é porque ainda não compreendeu ou interiorizou as implicações. Foi a maior e mais importante revolução da nossa História. Aliás, ao contrário do que aconteceu na maioria dos outros países da Europa Ocidental, a emergência do crescimento económico moderno está suficientemente próxima de nós no tempo para que muitos de nós saibamos o que foi viver num Portugal verdadeiramente pobre - ou por experiência própria, ou por ouvirmos familiares falarem dessa experiência. Nem sempre é fácil comparar bens e serviços de diferente qualidade e natureza através do tempo (por exemplo, não existiam telemóveis em 1950). Mas como a qualidade e variedade dos bens disponíveis aumentou, estas considerações são secundárias, e até dão mais peso à ideia, transmitida pelos dados, de que os padrões de vida melhoraram imenso, já que hoje temos acesso a uma maior variedade de bens com uma qualidade cada vez melhor. Por isso, um facto fundamental a reter é que, na segunda metade do século XX, Portugal conseguiu os maiores progressos de sempre da sua História.

Já no século XXl, por contraste, a economia portuguesa tem tido um comportamento medíocre.

                                                                 pg 75/76


Os europeus beneficiaram por vezes dos seus impérios (ainda que nem sempre), mas os benefícios, quando existiram, raramente foram grandes. No que toca ao nosso pais o mais importante é compreender que Portugal nunca ficou rico devido a quaisquer impérios.

 Nas secções seguintes deste capítulo irei argumentar que, sem o império, o rendimento per capita do país teria nos séculos XVI e XVII, quase o mesmo que se registou efetivamente. Já no século XVIII o impacto direto foi maior, embora o impacto económico líquido seja complexo de quantificar, tudo indicando que, se foi temporariamente positivo, acabou na verdade negativo a prazo. …..

Certo é que o império nunca teve um peso suficiente para constituir a prazo um motor de crescimento sustentado da economia. E mais, com a inevitável perda do Brasil, o comércio imperial seria sempre um motor com os dias contados. Mais tarde, a aposta em África também se revelou uma desilusão.                                Pg 86

Nuno Palma

A ler também: A profundidade histórica do atraso português

Nuno Palma
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11.4.24

 

Cruzeiro no Báltico

 S. Petersburgo (Lelinegrado, Petrogrado)

L'Hérmitage

Palácio de Inverno 1917




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2.2.24

 

Presentes fluidos

 Que palavras escolheria para nomear este tempo?

Para mim, hoje a palavra teria de ser ‘inconsistência’. E eu acrescentaria uma sétima, ‘conflitualidade’. Vivemos num tempo de profunda inconsistência em todos os planos, a realidade tornou-se inapreensível, mutável permanentemente e, por isso mesmo, conflituosa. É um momento de uma tal labilidade que não há tempo para alguma coisa permanecer, solidificar.

Lídia Jorge Janeiro de 2024

... Quando tanta coisa que parecia sagrada ou eterna se dispersa e dissolve no mar revolto que é o Mundo de hoje... Salazar 1948

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13.6.22

 

Sé Velha de Coimbra (Sec XII)
“Chegará um momento em que Donald Trump desaparecerá, mas a vossa desonra vai permanecer.”  

Liz Cheney USA (Sec XXI)


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9.3.22

 

Ucrânios em Portugal

 Russlan

O mestre-de-obras que nos repara (muito bem) a casa é ucraniano e vive em Portugal há muitos anos - tem dupla nacionalidade. Falamos da guerra, claro. Apesar de se chamar Russlan não fala russo e explicou – a minha família é originária da Lituânia.

Russ era como os bizantinos chamavam aos povos vizinhos do Norte.

Em meados do século 13, a federação de principados de Rus foi conquistada pelo Império Mongol.

Lituânia- Ucrânia
Na sequência, no final do século XIV, o território acabou dividido entre o Gran-Principado de Moscovo e o Grão-Ducado da Lituânia (que mais tarde se juntou à Polónia), que se aproveitaram do declínio do poder mongol para avançarem sobre a região. (Vikings fluviais)

Kiev e as áreas adjacentes ficaram sob o domínio da Comunidade Polaco-Lituana - o que deixou a região oeste da Ucrânia mais exposta a influências ocidentais nos séculos seguintes.


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5.4.21

 

Chuva de Lama

 Portugal foi atingido por uma "chuva de lama" provocada por poeira vinda de África. 

A aproximação ao Continente provocou instabilidade com aguaceiros dispersos durante o dia. "Essa precipitação, associada à presença de poeiras em altitude, leva a deposição de s poeiras no solo, no que popularmente se designa por "chuva de lama"". IPMA

 

As tempestades no Saará levantam toneladas depoeira e areia.


Esse material é transportado, por cima do Oceano Atlântico, até a floresta amazónica, numa distância mínima de pelo menos 5 mil km - entre a parte mais ocidental do deserto e Manaus. "

Tão inesperado quanto esta ligação é o fato de ser o deserto que beneficia a mata …. enviar toneladas de nutrientes para sua vegetação, como o fósforo.


* O vento leste é um Nilo seco – leva terra de África mais para Norte (Egipto e Ibéria) e para o Ocidente (Amazónia).

É o que acontece a Portugal (chuva de lama) e a Cabo Verde (Vento Leste). A areia do deserto, mais pesada, aterra em Cabo Verde; só o pó nutriente chega à Amazónia. 

Os negreiros seguiram o mesmo roteiro e com o mesmo objectivo - aumentar a fertilidade americana à custa de África.

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2.12.20

 

Respigos sobre o Dia da Restauração

... ironia de Eduardo Lourenço ter falecido no dia 1 de dezembro, “Dia da Independência”, dia tão propício a formações nacionalistas, esquecemos que essa revolta e a posterior guerra só teve lugar, e obteve sucesso, porque Espanha tinha em mãos uma outra revolta na península, iniciada a 7 de julho na Catalunha e, sorte a nossa, optou por centrar os seus esforços nesse rico e estratégico ponto de ligação ao mediterrânea e a França, deixando Portugal para segundo plano…

Paulo Mendes Pinto

a) em vez de "segundo plano", seria mais correcto dizer "depois".   Como na prioridade das vacinas.

b) nesse conflito, os fidalgos portugueses recusaram participar na guerra contra a Catalunha rebelde; a ter de combater, antes na sua terra - e pela "sua" terra- que em terra alheia servindo outros senhores.

c) tal como no 25 de Abril.

d) outra ironia é o Dia da Restauração acontecer quando esta está em greve de fome. 

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28.8.20

 

Modelo de erros de metabolismo

https://www.publico.pt/2020/08/28/ciencia/noticia/primeira-circumnavegacao-planeta-sera-capa-revista-cientifica-1929285

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24.4.20

 

"Vida boa" e a vã cobiça



O tempo da “vida boa”
O grande objectivo de Hartmut Rosa é elaborar uma sociologia da “vida boa”, no sentido aristotélico do termo.
* De bicicleta é sabido que, sem velocidade, se cai. O que se critica não é tanto a aceleração enquanto tal (a Terra roda a velocidade constante mas a história humana não) mas a aceleração pela aceleração que não nos deixa ver mais que a ambição de ultrapassar.
No passeio de bicicleta fruímos a dupla vantagem da brisa ligeira e a da paisagem (a “ressonância” Rosa?); na ponta final de uma etapa da Volta, nada mais se vê e sente que a ânsia. A vã cobiça.

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21.2.20

 

Memória e História



Julguei haver tropeçado num nganga diá quimbanda, ou sacerdote do sacrifício.
 Cumprimentei-o em quimbundo, tentando esconder o susto de o encontrar ali: um homem vestido de mulher, guardando aves mágicas. .... 
O homem disse chamar-se Samba N'Zila e ser uma das esposas do rei. 
- O rei, a Ginga.
Domingos Vaz havia-me dito que a rainha mantinha um serralho, à maneira dos sultões turcos, colecionando fidalgos da sua corte, aos quais obrigava a trajar como se fossem fêmeas. Na altura não lhe dei crédito. Samba N'Zila confirmou tudo o que o tandala me confidenciara.
José Eduardo Agualusa. A Rainha Ginga


* Os validos da Rainha/Rei Jinga vestiam constrangidos, dizem e compreende-se - pagavam caro o privilégio; agora, desfilam com orgulho. Confirma-se que a história se repete: primeiro como tragédia, depois como farsa.



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Memória e história



A história do avô luso-descendente de Sam Mendes que inspirou o filme “1917”.
Em Berlim, Catarina Vasconcelos conta a história da avó que nunca conheceu. A Metamorfose dos Pássaros.

9 março.  O cineasta de Mosquito inspirou-se na história do avô. 


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20.7.17

 

A história repete-se


"Alguém que perceba de combate a incêndios tem de nos vir ajudar". Um Presidente da Câmara desesperado.
Expresso Curto [expresso@news.impresa.pt]


* Foi o que o Mayor dum Borough de Londres terá suplicado no início do blitz em 1940.

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17.6.14

 

Portela de Kasserine

1943

While complete disaster had been averted, the Battle of Kasserine Pass was a humiliating defeat for US forces. Their first major clash with the Germans, the battle showed an enemy superiority in experience and equipment as well as exposed several flaws in the American command structure and doctrine.


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1.12.12

 

1º de Dezembro


Não há nações livres doadas
o dia da redenção
 em que valentes guerreiros
 nos deram livre a Nação.”

A restauração deu-se porque muitos fidalgos portugueses recusaram acompanhar o (seu) rei Filipe III na guerra contra a Catalunha. 
Era um frio mas luminoso sábado do Outono português. Aproveitando a oportunidade de Castela estar a contas com a revolução na Catalunha, uns valentes guerreiros conjuraram-se para:
Vamos ali abaixo ao Paço, e num instante tiramos um rei e pomos outro...

E “nos deram”?
Livre?
a Nação?

No 25 de Abril, aconteceu algo semelhante; fidalgos portugueses (e catalães?) sentiam que Portugal (e a Catalunha) eram tratados como colónias da Castela.

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24.11.12

 

A obnubilação do sentido

Os intelectuais e a "anulação do destino"
JPP 
* tem razão, “os intelectuais não têm uma história particularmente brilhante de 'interpretação' dos tempos".
Passam uma esponja pelo passado que reescrevem e interpretam o presente em função do seu humor e resumem o processo histórico a “processo de intenções dos espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas”: "... políticas cujo objectivo não é corrigir excessos, mas empobrecer estruturalmente o país, para que ele possa fornecer mão-de-obra barata, e atirar para a caridade ou para o estrangeiro os muitos milhões de portugueses..."
Uma maldição que não poupa os melhores.

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31.7.07

 
Expansão portuguesa ilustrada

1510 Janela da Sala do Capítulo
1513-14 Embaixada ao Papa
1515-19 Torrre de Belém
1534 Autos de Gil Vicente
1536-40 Inquisição, jesuítas
1549 Tomé de Sousa governador do Brasil

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