| Escala correcta |
| Perspectiva enviesada |
É absurdo chamar nível de vida a um valor tão desnivelado.
Não creio que o poder de compra seja um índice fiel do "nível de vida" salvo numa sociedade de consumo.
Um valor de 80% da média do poder de compra europeu é muito bom Bastaria que a mercadoria adquirida fosse útil para esse valor ser excelente; só depende de nós.
Etiquetas: consumo ppc, economia, nível de vida, PIB
Etiquetas: Brecht, economia, perguntas
O consumo e a vacina do endividamento
Existem quatro razões pelas quais uma economia pode crescer: o investimento público e das empresas, as
exportações, o consumo feito pelo próprio Estado e os gastos das famílias.
Num passado recente, Portugal percebeu que este último recurso já não era
solução por ter gerado níveis de endividamento público impossíveis de suportar
pelo Orçamento do Estado.
Já os gastos das famílias têm-se revelado como a trave mestra do crescimento económico, com o consumo a crescer mesmo mais do que a economia.
*Economia significa, em primeiro lugar, a ciência social que estuda a produção, distribuição e consumo de bens e serviços, e como as sociedades gerem recursos escassos para satisfazer necessidades humanas. Derivada do grego oikos (casa) e nomos regras/ administração), a palavra também se refere a um conjunto mais prático de significados, como a moderação nos gastos, a poupança, o bom uso de recursos e a gestão de bens.
Conclusão: Esta vacina contra o consumo é ineficaz.
Etiquetas: absurdo, consumo, economia
1. Economia portuguesa cresce 1,9%
O produto interno bruto português cresceu, em termos homólogos, 1,9% em
* Não é absurdo considerar que o consumo dinamize (seja "motor") de economia?
** Não discutível que o consumo seja factor de Produto Interno Bruto? A menos que se trate de um sistema fechado, o que o termo interno sugere. Senão acontece o inevitável:
2. ... após anos onde as exportações puxaram pela economia, as importações voltaram a dominar.
* Tenho uma dúvida: a dívida externa conta para o Produto Interno Bruto?
Etiquetas: consumo, economia, PIB
Etiquetas: economia, finanças, geologia
"foi a aceleração do consumo que permitiu que o PIB crescesse..."
Que o consumo faça crescer o produto interno é um absurdo económico; absurdo que faz crescer o caro défice externo.
Etiquetas: consumo, economia, PIB
Mesmo em 1950, os portugueses tinham um rendimento por pessoa quase tão baixo como o de alguns dos países mais pobres do mundo de hoje. E o português "médio" tinha menor rendimento que tem hoje o cabo-verdiano ou mesmo moçambicano "médio”.
Há que ser claro e enfrentar a realidade: foi entre 1950 e 2000 que Portugal assistiu ao que se pode chamar um milagre económico, sem qualquer exagero. O crescimento então atingido foi, sem dúvida, o acontecimento mais importante da História de Portugal - ou, pelo menos, o que maior impacto teve no bem-estar dos portugueses. Durante esse período o rendimento por pessoa multiplicou-se por sete.
Quem ouça este facto pela primeira vez, se não ficar espantado, é porque ainda não compreendeu ou interiorizou as implicações. Foi a maior e mais importante revolução da nossa História. Aliás, ao contrário do que aconteceu na maioria dos outros países da Europa Ocidental, a emergência do crescimento económico moderno está suficientemente próxima de nós no tempo para que muitos de nós saibamos o que foi viver num Portugal verdadeiramente pobre - ou por experiência própria, ou por ouvirmos familiares falarem dessa experiência. Nem sempre é fácil comparar bens e serviços de diferente qualidade e natureza através do tempo (por exemplo, não existiam telemóveis em 1950). Mas como a qualidade e variedade dos bens disponíveis aumentou, estas considerações são secundárias, e até dão mais peso à ideia, transmitida pelos dados, de que os padrões de vida melhoraram imenso, já que hoje temos acesso a uma maior variedade de bens com uma qualidade cada vez melhor. Por isso, um facto fundamental a reter é que, na segunda metade do século XX, Portugal conseguiu os maiores progressos de sempre da sua História.
Já no século XXl, por contraste, a economia portuguesa tem tido um comportamento medíocre.
pg 75/76
Os europeus beneficiaram por vezes dos seus impérios (ainda que nem sempre), mas os benefícios, quando existiram, raramente foram grandes. No que toca ao nosso pais o mais importante é compreender que Portugal nunca ficou rico devido a quaisquer impérios.
Nas secções seguintes deste capítulo irei argumentar que, sem o império, o rendimento per capita do país teria nos séculos XVI e XVII, quase o mesmo que se registou efetivamente. Já no século XVIII o impacto direto foi maior, embora o impacto económico líquido seja complexo de quantificar, tudo indicando que, se foi temporariamente positivo, acabou na verdade negativo a prazo. …..
Certo é que o império nunca teve um peso suficiente para constituir a prazo um motor de crescimento sustentado da economia. E mais, com a inevitável perda do Brasil, o comércio imperial seria sempre um motor com os dias contados. Mais tarde, a aposta em África também se revelou uma desilusão. Pg 86
Nuno Palma
A ler também: A profundidade histórica do atraso português
Consumo vs investimento útil; a cigarra e a formiga
o país precisa de implementar políticas de desenvolvimento de longo prazo, ... São tarefas difíceis em qualquer democracia, por dois motivos. Primeiro, há muitas vezes uma tensão entre a satisfação das necessidades e reivindicações do presente e as prioridades do desenvolvimento futuro, o que constitui um dilema para quem chega ao poder através do voto popular. Ricardo Pais MamedeEtiquetas: cigarra, consumo, economia, política
O que aprendemos sobre a economia portuguesa em 50 anos de democracia
O Maddison Project, que reúne informação de longo prazo até 2018, mostra que Portugal foi o quarto país da Europa Ocidental onde os rendimentos médios reais mais cresceram desde 1974 (atrás de Malta, Irlanda e Chipre e muito próximo de Espanha).Etiquetas: economia
Respigos
O diálogo entre cristãos e marxistas na Jornada Mundial da Juventude
neste tempo de catástrofe climática, a nossa resposta ao grito da Terra tem que ir de mão dada com a nossa resposta ao grito dos pobres, porque ambos têm a mesma origem numa economia que mata tanto as pessoas como a natureza. José Manuel Pureza
* Um complacente absurdo semântico chamar economia a um sistema que se baseia no consumo. Consequentemente a sua unidade padrão - PIB (Produto Interno Bruto) - depende quer da produção quer do consumo; o consumo pesa 80% no PIB português.
Consumam, portugueses, consumam! Olhem que não há mais economia no mundo senão consumir.
A tabuada publicitária do consumo:
| ganhe, compras, poupa, poupa |
| compra, poupa, poupa |
Etiquetas: chocolate, consumo, economia, mercado, publicidade
Etiquetas: economia, felicidade
Etiquetas: banca, economia, fidúcia, finança
“Os otomanos foram apagados da história do Ocidente”
Marc David Baer
Foram?
Istambul.(Sec
XVI) O
sistema de devchirme otomano ("tributo de filhos"), permitia retirar a todas as
famílias cristãs uma criança do sexo masculino para fazer dela um janízaro muçulmano.
(criados para servir o sultão)
Conheci janízaros que nutriam o ódio nos corações, não pelos raptores, mas pelas próprias famílias que os haviam entregado sem luta; jamais vi muçulmanos mais fanaticamente dedicados à fé do que aqueles antigos cristãozinhos que haviam sido brutalmente forçados a uma camaradagem viril, casta, orgulhosa e rica. De espírito temperado a fogo, eram capazes de morrer pelo sultão ou de o derrubar fomentando a revolta. A força do Império estava neles; neles residia também a sua fraqueza os janízaros podiam fazer e desfazer sultões como os soldados romanos faziam com os imperadores… C. Clément. A Senhora. ASA 2002
O devshirme cria uma elite totalmente leal ao sultão. Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro. Pega-se num miúdo de dez anos que é afastado da sua casa, dá-se-lhe uma nova maneira de vestir, uma nova maneira de viver, e explica-se-lhe: foi aquela pessoa (o sultão) que te deu tudo isto. Eles ficam completamente leais. E resulta. Resultou durante três séculos,
Havia os
janíçaros, ministros, funcionários do governo... Todos eles eram escravos. O
sultão estava no centro e era servido por administradores e guerreiros que eram
seus escravos. Escravos privilegiados, financeiramente e não só, mas em última
análise escravos, com o que isso implicava. Por exemplo, Solimão tinha um
ministro chamado Ibrahim, que era um amigo de infância. Ibrahim acumulou muito
poder e isso subiu-lhe à cabeça. Uma noite, depois de jantar com ele, Solimão
mandou estrangulá-lo. Podia fazê-lo porque se tratava de um escravo.
O que parece ser único da história otomana é a prática institucionalizada
de matar os irmãos para eliminar eventuais obstáculos à sucessão.
Marc David Baer “Os otomanos foram
apagados da história do Ocidente”
O Império é pérfido, Nasi! Escutai a gente que cochicha e suspira naquela concha vazia. O amo ausentou-se, foi matar, e todos os que vivem apenas em função dele, eunucos brancos ou negros, icoglãs, janízaros, cadinas e almeias, escravos e cozinheiros, palafreneiros, criados, esses não sabem mais nada da vida, a vida simplesmente... Não esqueçais o mundo onde nascestes, senhor. O Império tolera mas assassina; é liberal, mas cego.» C. Clément. A Senhora.
Errata:
Onde se lê … pode ler-se …
Sultão …. $ultão
Império …. mercado
Escravo …. feitor devotado
Janízaro ..... Eichmanito
espírito temperado a
fogo … espírito temperado a boa
remuneração
forçados a uma camaradagem orgulhosa e rica …. atraídos a campus concentracionários de
Economia financiado pela banca do $ultão
Os janíçaros recebem a última tecnologia bélica, tornam-se guerreiros terríveis com armas de tiro
bélica, …. financeira
armas de tiro … estratégias de lucro
Nota: O maior triunfo da finança foi o de conseguir transformar proletários
(e cidadãos) em consumidores, graças a publicitários mercenários, janízaros do
$ultão.
Etiquetas: economia, eichmanito, finança, janízaros, mercado, Universidade
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| Prima para ampliar ainda mais |
Etiquetas: economia, riqueza, social
| Adam Smith |
Etiquetas: alimento, economia, obesidade, política, preço, publicidade
Desigualdade e democracia
“A desigualdade que augura uma catástrofe”
Cartas ao director
“1% da população detém 38% da riqueza e 50% sobrevivem com 2%”... “Os grandes milionários são uma ameaça à democracia?” Courrier Internacional Jan 2023
“O poder cada vez mais desmesurado de Elon Musk e de outros magnatas de empresas tecnológicas começa a inquietar políticos e governos.”
... o vício – a adição ou a ilusória miragem de querer ganhar de repente muito dinheiro é a finalidade das “raspadinhas” que estão compulsivamente a levar à pré-ruína muita gente.
Aflige ver os mais vulneráveis num exagero em apostar sem freio em várias “raspadinhas”, sendo algumas de elevado preço, e quanto mais frágil e com pouco dinheiro, mais se fica compelido a jogar/gastar… num consumo desenfreado, até lhes entorpecer a vontade e arruinar quem é exacerbadamente gastador.
É a Santa (santa?) Casa da Misericórdia de Lisboa detentora do negócio, que lucra com estes jogos de muito pouca sorte e de elevado azar; fica mal nesta fotografia.
Vítor Colaço Santos, São João das Lampas
Eu quero ganhar, ganhar perdidamente!
Ganhar só por ganhar: aqui… além…
Mais isto e aquilo, ao Outro e a toda a
gente…
Ganhar!
Ganhar! E não ganhar ninguém!
Florbela 1931
"Ó
glória de ganhar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
...
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes
com quem se o povo néscio engana!
Camões (Lusíadas) 1572
Etiquetas: cobiça, dinheiro, economia
"2023 será pior do que 2022", prevê oeconomista Nouriel Roubini… que … considera
muito difícil Portugal escapar a uma recessão. RTP
Nouriel Roubini: “As criptomoedas são a pior coisa do mundo” Expresso.
Etiquetas: economia, jornal, viés
1. O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região.
2. Em Portugal o consumo representa 80% do PIB. Basta que, por alguma razão, as famílias se retraiam e gastem menos para o crescimento abrandar.
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| Vou comprar, vou comprar... |
Etiquetas: consumo, economia, PIB
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