Todo-o-Mundo: Não nos privemos que a farmácia tem remédio para tudo.
Frei Hilarião: Pena não as haver no meu tempo.
Etiquetas: consumo, farmácia, obesidade, Ozempic
Ouvido num Congresso de Medicina Popular, Vilar de Perdizes
Em 2024, cada português consumiu, em média, 124,3 quilos de carne e miudezas (mais 5,6 quilos do que no ano anterior*), segundo o Instituto Nacional de Estatística.É 5 vezes o máximo recomendado, mais do dobro do que consome um alemão. Esse valor coloca Portugal entre os maiores consumidores de carne da Europa, ao lado da vizinha Espanha
Grupos de menores assaltam estafetas de entregas de comida
Portugal lidera a despesa em alimentação na UE
Três mil e trezentos euros por ano foi quanto uma pessoa em Portugal gastou em alimentação, em termos reais, em 2024. Ajustado o nível de preços entre os Estados-membros da União Europeia (em paridades de poder de compra), este foi o valor mais elevado do ano.
Vendas de Ozempic atingem recordes e provocam novas roturas de stock
Etiquetas: . publicidade, carne, consumo, obesidade
Confirmou-se o óbvio que Aquilino já diagnosticara há quase um século - esta sociedade “de pouca actividade e a abundante fécula”. (Geografia Sentimental 1952) e a história portuguesa deste meio século confirmara: o papel fulcral da ingesta acima das necessidades na génese da obesidade.
.... estimated energy intake was greater in economically developed populations, …. was associated with body fat percentage, suggesting that dietary intake plays a far greater role than reduced energy expenditure in obesity related to economic development.
Etiquetas: consumo, ingesta, obesidade
Programa do horário nobre de um sábado na TV pública dum país anafado mas com num Banco para alimentar a fome. Sugiro começar a reforma da programação da RTP.
Etiquetas: alinentar, consumo, obesidade, publicidade, tv
“A Europa faz lembrar aquelas pessoas que querem ser magras, mas não querem fazer exercício, comer menos ou tomar medicamentos”, diz uma fonte da Comissão.
Melhor;Etiquetas: obesidade
Etiquetas: alimento, dieta, obesidade
Estudo que visa avaliar as características nutricionais de diversos produtos alimentares visualmente apelativos para as crianças, disponíveis no mercado português em 2024
A grande maioria dos 247 produtos avaliados, de seis categorias alimentares distintas, não atendia aos valores de referência da Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (98,8%) nem aos valores-limite definidos pela legislação portuguesa relativa às restrições aplicáveis à publicidade alimentar dirigida a menores de 16 anos (89,9%).
Etiquetas: obesidade, paliativos, senso
Bula natalícia da NOVO
Empanturrem-se nesta quadra que há medicamentos para o dia seguinte que o SNS subsidia e nós todos pagamos.
O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, pintou um quadro sombrio. “As nossas cinturas cada vez mais largas estão a sobrecarregar significativamente o nosso serviço de saúde, custando ao NHS [o SNS britânico] 13 mil milhões de euros por ano — ainda mais do que fumar.A obesidade social é um fenómeno recente em Portugal.
Portugueses gastaram 9,6 milhões de euros para tratar obesidade, entre Janeiro e Agosto deste ano.
Etiquetas: medicamentos, obesidade, publicidade, SNS
Respigo
"À entrada do hipermercado, umas crianças encantadoras convocadas para uma missão filantrópica estenderam-me um saco para eu devolver à saída com uma contribuição para o “banco alimentar contra a fome”. Percorri quilómetros, entre a multidão, no interior do híper que nos põe à disposição a totalidade do mundo que a pequena e a média burguesia podem abarcar e, à saída, entreguei o saco com alimentos às criancinhas sem fome para as famílias com fome.
Etiquetas: banco, fome, obesidade, pobreza
O Governo irá disponibilizar 100 mil consultas de psicologia e 50 mil consultas de nutrição para alunos do ensino superior.
Salvo melhor opinião, considero estas medidas insensatas e uma injustificada
discriminação positiva a universitários, a futura elite portuguesa. Não conheço
dados que provem que estes jovens necessitem de maior apoio psicológico do que
os seus pares não universitários. Os sete inquéritos que conheço sobre a dita
“saúde mental” dos universitários sofrem de graves erros metodológicos que
levam a abusivas conclusões enviesadas. Felizmente.
Nenhuma das amostras é aleatória, são todas de conveniência ou oportunidade,
pelo que não são representativas, traduzindo apenas a opinião dos participantes
– uma percentagem insignificante (<1 (3x), 3 e 6%) ou muito pequena (12,5 e
14,3%) do total – muito provavelmente muito diferente da grande maioria dos que
tão tiveram acesso, não deram conta, não lhes ligaram ou não quiseram responder
a esses inquéritos. Amostras que, não sendo aleatórias, tanto podem reflectir a
nata superficial como a borra decantada.
Num destes inquéritos, mais de metade dos participantes referiu como “principal
motivo para o declínio no bem-estar psicológico a ‘pressão no desempenho
académico’".
Quanto aos nutricionistas, não pesquisei dados, mas custa a crer que jovens
adultos universitários tenham mais problemas nutritivos do que os seus pares
não universitários. Para educar as regras alimentares já é tarde; não é com
cheques individuais que se resolve o grave problema nutricional que em Portugal
começou há meio século dependente dum consumo alimentar excessivo, bem
conhecido e bem promovido por uma publicidade escandalosamente obesogénia
infelizmente com a complacência de todos ou quase todos.
O excesso de peso (incluindo a
obesidade) e os hábitos alimentares inadequados estão entre os principais
determinantes da perda de anos de vida saudável dos portugueses, contribuindo,
respetivamente, para 8,3% e 7,5% do total de mortes em Portugal em 2021. Nas
duas últimas décadas em Portugal, o excesso de peso (incluindo obesidade) ultrapassou
o tabaco como um dos fatores de risco de perda de anos de vida saudável e
de mortalidade (GBD Study, Portugal, 2021, DGS Maio de 2024).
Num país anafado que come demais, os nutricionistas que apoiaram a insensata
lei do “IVA zero a alimentos essenciais” para todos – pobres e ricos, magros e
gordos – e que incluía manteiga e carne (de que os portugueses consomem quatro
vezes o recomendado e cujo elevado consumo da variedade vermelha ou processada
é considerado pela Direcção-Geral de Saúde um dos fatores de risco alimentar) –
um subsídio à obesidade – são agora beneficiados com 50 mil cheque-nutricionista.
Uma e outra medida, além da referida insensatez, tratam as futuras “gerações
mais bem instruídas de sempre” como se fossem dependentes, menorizando-as como
as “almas” dos autos vicentinos, a precisar de um anjo da guarda “sempre ò
redor”; agora são os psicólogos e os nutricionistas, logo virão outras
corporações quais antigas ordens religiosas pretextando velar por nós.
«ALMA
Anjo que sois minha guarda, olhai por
minha fraqueza terreal!
De toda a parte haja resguarda, que não arda a minha preciosa riqueza principal.
Cercai-me sempre ò redor porque vou mui temerosa de contenda.
Ó precioso defensor meu favor!
Vossa espada lumiosa me defenda!
Tende sempre mão em mim, porque hei medo de empeçar e de cair
ANJO
Pera isso sam e a isso vim…»
Gil Vicente, Auto da Alma
Os 7 inquéritoshttps://www.publico.pt/2024/05/28/opiniao/opiniao/precisa-reclama-2092139
Etiquetas: equidade, Nutrição, obesidade, política, psi
Respigos
1. Na fase final, o império era, de facto, uma orgia coletiva espelhada em comportamentos desviantes e insatisfações materiais gerados pelo excesso. Poder, dinheiro, ambição e todas as baixas paixões do privilégio absoluto e da dissolução e corrupção das almas. Clara Ferreira Gomes
2. “Os jovens são maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.” Numa cerâmica da Babilónia há 4000 anos. José Gameiro
3. As civilizações opulentas sofrem de fartura, vivem insatisfeitas mas morrem anafadas.
Etiquetas: ambição, civilização, consumo, obesidade
SNS $↓
̶
Etiquetas: consumo, diabetes, obesidade
Portugal é o país da OCDE.com a
menor percentagem de alunos de 15 anos que assumem não comer, pelo menos uma
vez por semana, por falta de dinheiro. (2,6%)
Um terço (32 %) das crianças portuguesas registavam excesso de peso e 13,5% tinham mesmo obesidade, INSA, 2022.
Etiquetas: crias, fome, obesidade
O consumo de alimentos altamente processados representa já metade da dieta diária em países como os Estados Unidos ou Reino Unido.
Batatas fritas, refrigerantes ou gelados, são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados que estão a provocar dependência em milhões de pessoas por todo o mundo.
Nutricionistas a caminho das escolas
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| Breakfast food "à portuguesa"! |
A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas entende que este é um passo maior para duas mudanças emergentes no nosso país: por um lado, o reforço e proximidade dos nutricionistas às estruturas de ensino para implementação de estratégias alimentares mais robustas, estruturadas e sustentáveis; e, por outro lado, a possibilidade de fomentar a literacia alimentar na comunidade escolar levando a escolhas e decisões diárias mais acertadas.
Etiquetas: alimento, consumo, Gula, Jornais, Nutrição, obesidade, Ptolomeu, publicidade
Estranho país este onde se come o dobro do recomendado, pelo que, obviamente, mais de metade dos adultos tem excesso de peso, mais de 1/5 é mesmo obeso — e onde esta situação é ainda mais grave nas classes socioeconómicas mais desfavorecidas — e que também, para agravar, consome quatro vezes mais carne do que o recomendado, o Governo tenha decidido eliminar o IVA dos “produtos mais consumidos”, incluindo a carne e a manteiga.
Esta deliberação contou com o beneplácito da Direcção-Geral da Saúde e o apoio da Confederação dos Agricultores de Portugal, da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e de todos os partidos da oposição, que só lamentam ser pouco e tardio.
Da lista não faz parte o siso, provavelmente por não ser dos “produtos mais consumidos”.
Etiquetas: alimentação, obesidade, política
Homeostase mercantil
Foi a partir dos anos 80 do século passado que os nossos padrões de alimentação se começaram a alterar, "passámos de um extremo a outro".| Promover o excesso |
Etiquetas: alimentação, especulação, homeostase, inflação, obesidade
| Come-se o dobro do recomendado |
| Dois em três portugueses têm peso a mais |
Agora queixam-se de não poder viver como era habitual que era demais.
Etiquetas: alimentação, obesidade
| Adam Smith |
Etiquetas: alimento, economia, obesidade, política, preço, publicidade
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