Ficou assegurada a transparência do acto.
Etiquetas: aquário, eleições, urna
Água quase tudo sem cloreto de sódio.
Com tempestades a deixar pescadores em terra, um vendaval destroçou cais palafítico a água doce tem invadido a salgada na zona da bacia do Sado.
*As inundações ameaçam já a existência das cidades. Alcácer do Sal está em risco de se dissolver.
Etiquetas: água, inundações, Sal
PESCADORES DE LARANJAS" E “GONDOLEIROS” LUCRARAM COM AS CHEIAS EM COIMBRA
Um violento temporal que se abateu sobre a região nos últimos dias de janeiro de 1937, com chuvas torrenciais e constantes ao longo de quase uma semana, causaram prejuízos enormes e deixaram submersa boa parte da zona baixa de Coimbra
Desde o dia 24 desse mês, o jornal foi descrevendo os efeitos do mau tempo, nurn crescendo de intensidade que culminou com a inundação de ruas e de casas, no centro da cidade, pelas águas imparáveis do Mondego.
Na edição de 28, dava-se conta da passagem por Coimbra ao
início da tarde da véspera de “um tufão de proporções verdadeiramente
assustadoras”“, com o Instinto Geofísico da Universidade a registar “a maior
velocidade de vento desde a sua existência –
A ventania deixou “vidros quebrados árvores tombadas, postes telefónicos partidos e cabos elétricos arrancados”, ocasionando cortes frequentes de energia e paragens forçadas dos eléctricos dos transportes urbanos. A meio da tarde, urna das janelas da Fábrica de Curtumes, na Casa do Sal, “foi arrancada pelo vento caindo sobre o cabo de alta tensão, partindo-o. Na ocasião passava no local uma carroça puxada por um macho, pertencente à firma Manuel da Silva, desta praça, e de que era condutor um criado daquela firma, tendo sido atingido o animal, que morreu fulminado”.
Ao “temporal desabrido seguiu-se uma cheia avantajado. A “vertiginosa corrente” fez o Mondego galgar as margens, “a água invadiu as casas e os moradores tiveram de se refugiar nos andares superiores”.
“Ontem à noite, quase todas as ruas da Baixa se encontravam inundadas. Esteve interrompido o trânsito pelas ruas da Moeda, Direit4, Bordalo Pinheiro, do Corvo, Eduardo Coelho, Rua da Gala e das Padeiras, Rua Adelino Veiga, Romal, Terreiro da Erva etc.”, relatou o repórte4 comparando o que presenciava aos canais venezianos.
Para os “bairros baixos” da cidade e de Santa Clara os temporais faziam “incómodos desagradáveis”, perdendo os seus habitantes (a esperança de tão cedo poderem sair de casa com a facilidade necessária para tratar da vida. “A cheia invadindo os locais onde se encontram as suas habitações, obrigou-os a umas horas um tanto ou quanto penosas com a agravante da inutilização dos seus haveres”, acrescentou
Laranjas "vinham
rio abaixo!"
Para sair de casa só de barco “improvisou-se, por tal motivo uma nova e fugaz profissão: a de gondoleiro”, de que se incumbiram “os velhos barqueiros do Mondego. Havia também, no meio da desgraça, quem tirasse lucro daquilo que o rio arrastava dos campos marginais, em particular dos laranjais de Coimbra acima da Ínsua dos Bentos.
“Governaram-se os "pescadores de laranjas". Uma
rede na ponta de um pequeno saco para recolha e ei-los, nos pontos de ressaca a retirar da babugem
da água revolta as laranjas que vinham rio abaixo!”, observou o
Nas Fábricas Triunfo próximo da Estação Nova a cheia “invadiu a cave onde se encontravam alguns motores que foram retirados por meio de barco” e a fábrica de têxteis da Ideal também na zona ribeirinha “teve de paralisar os trabalhos em consequência da cheia com grande prejuízo para o seu pessoal”.
Mas não só Coimbra sofria as consequências do prolongado mau tempo. “Os prejuízos causados montam já no nosso distrito a alguns milhares de contos. Rara é a localidade que não tenha sofrido os terríveis efeitos do temporal. Por toda a parte se veem casas destelhadas, chaminés derrubadas, postes telegráficos caídos, árvores arrancadas e quebradas, enfiem, uma série de calamidades, que compunge, pelos enormes prejuízos que delas advêm para tudo e para todos”, escreveu o jornal a 30 de janeiro, publicando testemunhos dos seus vários correspondentes na região. “Não há memória de um vendaval tão medonho e tão assustador como o de ontem.
Há paredes derrubadas, prédios destelhados, chaminés tombadas e centenas de árvores arrancadas e partidas, sendo em maior quantidade as oliveiras.
Estamos debaixo de um violento temporal há já cerca de oito dias. A chuva, que tem caído quase sem cessar e torrencialmente, tem provocado inundações dentro da vila. O campo está transformado num autêntico lago”, relatou o de Montemor-o-Velho.
MS. DC 15 jun 2025
Etiquetas: Cheias Coimbra
Quando o vento passa e o desastre fica:
Desastres como este não são meros acontecimentos naturais. São processos sociais que resultam da interseção entre um perigo físico — neste caso, uma depressão meteorológica severa — e um conjunto de vulnerabilidades socioeconómicas e políticas acumuladas.
A Kristin não atingiu todos por igual: nem territórios, nem pessoas.
Etiquetas: desastre, Lobo, porquinhos, tempestade
| Ministra da Energia |
Etiquetas: Política kwashiorkor
Reconstrução
Dada a destruição verificada em certas áreas do país, não seria de adoptar a
estratégia do Marquês de Pombal para a Baixa de Lisboa, em vez de tentar
reconstruir como estava?
Etiquetas: Catástrofe Pombal
A anunciada greve geral foi convocada pelas duas centrais sindicais portuguesas; a paralisação do Governo americano resultou do desacordo entre republicanos e democratas.
O shutdown americano e a greve portuguesa têm causas muito
diversas mas um dano colateral semelhante. Para atingir os objectivos – que
dizem ser também o do futuro bem comum – tanto os senadores como os
sindicalistas (incluindo de serviços públicos) não hesitaram em tomar como reféns
centenas de milhares de inocentes perante a tolerância de milhões de cidadãos
alegando não haver alternativa eficaz.
Se não há, há que inventá-la; foi isso que fizeram os operários
fabris do Sec. XIX que só constrangiam o patrão. Haverá sempre uma alternativa;
TINA é uma inércia mental. Será possível que os sindicalistas actuais que
conhecem a história, que são, doutores, sociólogos, professores, médicos e até
juízes não consigam inventar processo menos tosco? Eficiente, não apenas
eficaz; eficiente e justo, que concite o apoio dos cidadãos.
Por justos que sejam, os fins não justificam os meios; se uma greve de serviços públicos já é deontologicamente reprovável (apesar dos serviços mínimos), a dos técnicos de “emergência” médica - onde não há serviços mínimos - é inadmissível.
Etiquetas: greve
: "Junto a um seco, fero e estéril monte,
inútil e despido,
da natureza em tudo aborrecido
cujo nome do vulgo introduzido,
porventura, por antífrase infortúnio."
Treslido de Camões Canção IX
Etiquetas: azar, sorte, ventura
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