Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
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Etiquetas: acidentes, morte, saúde
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| o fim |
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| a partida |
Se já sabes para onde vais, porque teimas em correr?
Etiquetas: morte, vida
Foi nosso condiscípulo em Coimbra; médico especialista em
Cirurgia e Ginecologia foi Director Clínico (eleito pelos pares) da MAC.
Fui visitá-lo; um longo abraço e um aperto de
mão (além de outros) mais longo ainda. Disse-me algo que não percebi; morreu
horas depois de o deixar.
Tão excelente clínico como pessoa, passe a redundância,
assistiu ao parto de três gerações da mesma família; quando, aos 80 anos, anunciou
ir deixar o consultório muitas avós lhe pediram que o não fizesse antes do
nascimento da sua neta (ou bisneta?).
Quando se reformou matriculou-se na Faculdade de Direito de
Lisboa como voluntário mas frequentava as aulas e estudava-as mas recusava
fazer exame, apesar da sugestão dos professores; estava matriculado no 4º ano….
Como era óbvio destacava-se dos outros alunos; os professores
tratavam-no por doutor - teria assistido ao nascimento de filhos de alguns
deles.
Soube que fora visitado por um desses professores e, maior
surpresa, por alguns dos seus jovens condiscípulos…
É a confirmação de que a crença no declínio moral das
gerações é errada. (“The illusion of moral decline” Nature
(2023); a convicção de que “antigamente é que era bom” é uma ilusão.
Etiquetas: morte, saudade roxa
A nossa morte é a morte dos outros.
A nossa é a morte dos outros, que ficam sem nós; a dos outros é a nossa morte, que ficamos sem eles.
Só os vivos sobrevivem; só os sobre-vivos morrem.
Etiquetas: morte
... foi autorizada a interromper o longo velório mediático da rainha do Reino Unido.
Etiquetas: morte, publicidade, velório
Morreu hoje o Manuel Brito, meu velho amigo; em cinco meses perdi minha mulher de 57 anos e dois dos grandes amigos de mais de 70 anos.
Eles morreram de uma vez; é a terceira vez que me dou conta de, com eles, ir morrendo aos poucos.
O dia em que morreste morra e
pereça,
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça.
A luz lhe falte, o céu se lhe escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
Camões
Etiquetas: Camões, morte
Letalidade
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Entre os melhores da EuropaEtiquetas: letalidade, morte, pandemia
Numa bela manhã de sol, muitos
velhos em três filas aguardavam a sua vez como se fora dia de eleições. Ou a partida para um cruzeiro de terceira idade, o pavilhão como o navio
atracado.
Como éramos todos velhos e muitos
muito gastos com as mazelas inerentes, a cena recordou-me o auto:
- À
barca, à barca, houlá! que temos gentil maré!
Tudo estava bem organizado para a
partida; como nos íamos vacinar ninguém respeitava o distanciamento mas todos
tinham máscara, o que acentuava a surdez anciã pelo que não percebi bem a
pergunta do jovem que preenchia o questionário: Sabe escrever? Vacinados (muito bem) esperámos
meia hora numa sala vazia e silenciosa.
- À barca, à barca, mortais…
Os velhos são os primeiros a ser
vacinados por terem sido os que morriam mais (muitos dos quais em lares) e era
urgente “salvar vidas”.
Ignoraram-nos mas nem agora é a
nós que dão prioridade mas à nossa sobrevida por razões epidemiológicas ou de má
consciência. Agora procuram que os velhos sobrevivam muito mais
tempo nos seus lares. Com um certificado de
imunidade vitalícia para que, vacinados, não vão contaminar
o outro mundo.
“Não queremos que os nossos velhos vão encher o Céu de coronavírus”.
Vacinam-nos como embalsamavam os
faraós para que continuassem a viver no além como cá viviam.
Etiquetas: morte, pandemia, vacina, velhos
Salvé Covi-19;os que iriam morrer de gripe te saúdam.
Só os valores de Março e Nov -Dez superaram o padrão ancestral de mortalidade. Imagine-se o que seria se a gripe sazonal não tivesse sido evitada pelas máscaras que o Covi-19 impôs.
Etiquetas: gripe, morte, pandemia
Com Soar de Passos
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| Mortalidade oblíqua |
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| Árvore da morte |
Etiquetas: morte, pandemia
E julgareis qual é mais excelente...
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| euromomo.eu |
Os países com grande mortalidade no Inverno de 2017 são os mais poupados agora.
Etiquetas: morte, pandemia
Homem de 80 anos tinha outras patologias
associadas
*O moliceiro ia com a água pela borda, carregado
de anos e caruncho. Uma gaivota poisou e ele afundou-se; todos os esforços foram
debalde.
Etiquetas: coronavírus, gaivota, moliceiro, morte
Salamanca 1936 (Início da Guerra Civil)
Gen. Millan-Astray: Viva la muerte!
Miguel de Unamuno, reitor da Universidade: “Acabo de oír el necrófilo e insensato grito:
Viva la muerte!
... ler o relato completo
Venceréis,
porque tenéis sobrada fuerza bruta. Pero no convenceréis, porque para convencer
hay que persuadir."
Etiquetas: morte
Fui de novo visitar a Capela Real em S.
Roque depois do restauro e não consegui deixar de detestá-la.
Não contesto a perfeição formal mas
horroriza-me a densidade ornamental e o tom soturno das cores muito mais
adequadas a uma câmara fúnebre que a um altar onde se louvaria Deus.
Aliás todo o ambiente é mais propício a
inspirar um respeitoso temor que a glorificar.
O lampadário triplo completa o quadro;
seria de esperar que servisse para iluminar a cena mas, colossal, brilhante e
apagado, eclipsam-na. Uma alegoria do resultado (se não do objectivo) da
“encomenda” que, mais do que enaltecer a glória celeste ostenta a majestade e o
poder da coroa e sua magnanimidade para com os seus – S. Roque era a sede dos
jesuítas.
A esfera armilar projectada, distorcida,
no chão confirma bem esta anomalia da perspectiva.
Se a capela real é lúgubre, a exposição
paralela é macabra. A colecção de rocas de imagens de santos*, armações de
madeira sobre a qual assenta o busto das imagens que se cobrirão com toucados, coroas,
véus, resplendores e se vestirão de sedas, brocados, capas e engalanarão com
colares e rosários de prata e cruzes de oiro são outra versão da mesma oca liturgia
ostentatória – por fora, cordas de viola; por dentro, pão bolorento.
Pior, bem pior, é a colecção de relicários
– “a maior da Europa” – uma musaica homenagem à morte.
Só falta o braço de Francisco Xavier de que
o Papa se apropriara; lá está, numa como que custódia para veneração dos
crentes, um alegado espinho da coroa de martírio de Cristo e ainda cabelos que
terão sido de santos, fragmentos de ossos de mártires cristãos, lascas ditas do
“Santo Lenho”.
Tantos e tão compactos que nos falta o ar,
se não o objectivo, pelo menos o resultado da instalação.
Para confirmar o ambiente funéreo nada
melhor que o da capela ao lado da Real. Por todo o lado esvoaçam dezenas de
anjinhos cuja brancura inocente se destaca no fundo de talha de oiro velho.
Naquele tempo a mortalidade infantil era tremenda
e as abortadeiras eram chamadas "tecedeiras de anjos". Como não
conseguiam evitar que morressem tantos bebés, sublimavam a pena atribuindo-lhe
a glória do voo – daí as penas das asas de anjo.
Algo semelhante ao que os alcaidas terroristas
prometem aos mártires suicidas.
Etiquetas: morte

Os símbolos do poder antigono panteão dos Cabrais, em Belmonte.

O alambique (para destilar o vinho) e o cardo? (para cardar a lã)Dipsacus laciniatus L. Nome vulgar: Cardo-cardador
Etiquetas: cardo, morte, poder alambique

Morte matada em Évora
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Não foram os soldados de Napoleão nem os jacobinos; foram os francezes.
Etiquetas: morte
Cemitério às floresLongroiva
... as primeiras e formais reclamações vieram das empresas do negócio funerário. Brutalmente desprovidas da sua matéria prima, os proprietários … convocaram a assembleia geral da classe, ao fim da qual, após acaloradas discussões, todas elas improdutivas porque todas, sem excepção, iam dar com a cabeça no muro indestrutível da falta de colaboração da morte, essa a que se haviam habituado, de pais a filhos, como algo que por natureza lhes era devido, aprovaram um documento a submeter à consideração do governo da nação… José Saramago. As intermitências da morte. 2005
Etiquetas: morte