alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

19.2.17

 

Poema à nora


Na várzea da Ribeira de Beselga
Dizem que a economia é isto
ou aquilo
que o que sobe,
não sobe o suficiente
disso nada percebo
mas sei alguma coisa sobre o alcatruz

continua a subir
e a descer
continua
a levar a água ao seu moinho
embora nunca tenha visto algum moinho
a ser alimentado por algum alcatruz
até me questiono
se a água não estragaria a farinha
mas voltando ao alcatruz
não basta que ele suba
é preciso que atinja o cimo
a sumitatem, digo eu agora
mas isso não basta!
é preciso que suba em tempo limitado
que alcatruz que se preze
tem buraco no fundo

para ver o que vai no mundo?
não, talvez para ficar mais leve
à medida que sobe
talvez para aliviar a carga
para o animal que o arrasta
sem ofensa para ninguém
o animal, lembro,
anda à roda
o engenho está em transformar este andar à roda
em subida do alcatruz cheio
e descida do alcatruz vazio
para poder voltar a encher, claro
lá no fundo, escuro
ufff, pensam
chegou ao fim!
nego a evidência
não basta tudo isto

é preciso dividir a água que subiu do fundo do poço
pelos diversos canteiros da horta
sob pena dum ficar inundado
e os outros à míngua

não basta que um animal ande à roda
que o alcatruz suba
e desça
que a água suba
e desça da sumitatem
é preciso que outro animal, desta vez racional
vá espalhando a água pela horta inteira
é a sina do meu irmão,
ser este animal racional
e o outro
o que faz andar o engenho
e que faz subir a água
para nos poder regar
teimoso
sabe ele bem que com uma bomba
hidráulica
poderia regar vinte hortas
com muito menos esforço animal

mas não era o seu alcatruz...


Luis Carmona da Mota

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17.2.17

 

A lés


Caso encerrado? Só se estivéssemos lelés da cuca
 E um alerta: por que é que querem decretar este caso encerrado?


* Foi o que terão respondido os monges de Constantinopla (que discutiam o sexo dos anjos) quando os avisaram da iminente queda da cidade.

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Contabilidade


Presta? 
Quinta-feira e outros dias”, o livro em que o ex-Presidente da República Cavaco Silva presta (ou ajusta) contas com a história muito recente do país.
                                                                                      Expresso Curto
* Recorda o discurso da noite da vitória eleitoral em 2011

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16.2.17

 

A história repete-se


A globalização
Mas o verdadeiramente notável é que, se não se podia prever Trump, já não se pode antecipar nada. O efeito da globalização financeira é esse mesmo: tudo o que era sólido se desvanece no ar. A globalização devastou os pilares do funcionamento institucional do capitalismo moderno e, desse modo, abriu as portas a todos os fantasmas trumpistas.                  Francisco Louçã

O comunismo
"Quando tanta coisa que parecia sagrada ou eterna se dispersa e dissolve no mar revolto que é o Mundo de hoje, faz bem atentar no valor de uma instituição que não atraiçoa o seu espírito nem se afasta da missão que lhe foi confiada."                                                                                                                     Salazar 1948

"... o comunismo tende à subversão de tudo. E, na sua fúria destruidora, não distingue o bem do mal, o erro da verdade, a justiça da injustiça: o comunismo é a maior calamidade de todos os tempos"                                                           Salazar anos 30

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15.2.17

 

Não está, anda.


PSD insiste que Centeno está “preso por arames”

* O que se espera de uma geringonça? Que ande presa por arames.

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Buracos, vazio, nada


O nada 
                                                         1.

2. Máquina do mundo 
O universo é feito essencialmente de coisa nenhuma. 
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea. 
Espaço vazio, em suma. 
O resto, é a matéria
. 
                                                                       António Gedeão

3. "Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto".                        Henri Cartier-Bresson 

*O pai do ALA era neuropatologista e Gedeão era químico.

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14.2.17

 

Casoquistão



Em vez de discutir política, a Assembleia da República discute casos. 

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13.2.17

 

Namoro em saldo


Amanhã é dia dos Namorados 
comemore com descontos até 50%.
 [noreply@bertrand.pt]

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Os bons escritores


Quem eu me julgo que sou

Os bons escritores eram humildes. O Zé era humilde... 
...
E a Agustina Bessa Luís. Era uma mulher fascinante. 
A primeira vez que fui ao Porto, ela estava à entrada de uma livraria qualquer e disse-me: "Venho dar-lhe as boas--vindas em nome do Porto." O Porto era ela!   A. Lobo Antunes. Expresso 11.2.2017




 

Critérios


Quem eu me julgo que sou

António Lobo Antunes
 Os bons escritores eram humildes. O Zé era humilde, embora sofresse imenso com a geração dele, o Vergílio Ferreira, o Abelaira, Saramago, com quem tinha uma competição enorme.

Qual foi a história que teve com Saramago?
Nunca tive nada contra ele. Ele tinha-me um pó. Uma inveja. Nunca percebi porquê.

Nunca houve uma guerra?
O Saramago achava-se mesmo um grande escritor. Eu sempre achei aquilo uma merda, ainda não o conhecia. 
Sempre teve mulheres de direita enquanto se afirmava comunista. Nunca correu riscos. Nunca foi preso. Nunca tive uma conversa com ele sobre livros.

Há escritores de quem eu gosto que não são bons, e há escritores bons de quem eu não gosto...
Como vê, todos temos estes pontos cegos e eu também devo ter. É muito difícil. Estamos muito em cima das coisas. Não temos distância. Depois, confundimos as razões porque gostamos ou não gostamos da obra. Há muitos elementos afetivos. É muito difícil julgar. Confunde-se a pessoa com a obra e a obra com a pessoa. Se uma pessoa e simpática estou muito mais disponível para gostar daquilo que ela faz.

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Critérios


 Quem eu me julgo que sou
 
Quinta-feira e outros dias
A. Cavaco Silva    Pré-publicação
O primeiro-ministro José Sócrates, em geral, apresentava-se preparado para as reuniões. Tomava normalmente a iniciativa da conversa e notava-se que tinha pensado no que me queria dizer e que procurara antecipar as questões que eu lhe poderia colocar. Nos primeiros anos, foram muitas as vezes em que começou por me afirmar: "Hoje tenho boas notícias." E avançava com números sobre a execução orçamental, o investimento, as exportações,
o turismo ou outros dados económicos. Demorou pouco tempo até eu perceber que se tratava de uma tática de abertura do diálogo.
Frequentemente, as palavras não se conformavam à realidade dos factos e passei a olhar desconfiado para as 'boas notícias' do primeiro-ministro.

O que aqui se relata corresponde fielmente àquilo que nessas reuniões se passou. Nos meus tempos de estudante universitário desenvolvi um método de registo de intervenções e de conversas que me permite anotar com total rigor e absoluta fidedignidade, se assim o entender, tudo aquilo que seja dito numa reunião.
Fiz uma seleção de assuntos que considero relevantes e que mais demoradamente ocuparam as minhas reuniões com o primeiro-ministro e a interlocução com os seus Governos.
O leitor ficará a saber, com rigor pouco comum e um nível de detalhe que é inédito na nossa democracia – ainda que frequente em diversas autobiografias de dirigentes políticos estrangeiros, nomeadamente nos países anglo-saxónicos –, o que de mais importante o primeiro-ministro disse ao Presidente da República, assim como as posições por mim assumidas, em relação a vários temas.                          mail@expresso.impresa.pt
.
* Terá sido o alegado rigor de cronista que explica o alto canto que o jornal lhe destinou. 

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10.2.17

 

"... aulas sobre coisas que não se ensina."

Adriana Calcanhotto em Coimbra
"Me identifico muito com os ideais de excelência e de amor à transmissão do conhecimento que tanto valoriza a Universidade de Coimbra (UC).
(...)
A Universidade já me ofereceu a capa negra, de modo que serei mais uma delas, absolutamente deslumbrada com tudo, socada nas bibliotecas, dia e noite. Nos intervalos darei aulas sobre coisas que não se ensina."

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