alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

27.3.17

 

Uns pós Estaline da pós democracia


A ameaça, a chantagem e a vingança são elementos fundamentais no seu Twitter e, como estamos a falar do homem mais poderoso do mundo, tem de ser tomado muito a sério.
Trump, e aqui encontramos mais uma vez o “novo homem” das redes sociais, vive num mundo próprio, egocentrado e torna-se subjectivamente muito poderoso, porque está associado ao seu sucesso em que vontade e verdade são uma mesma coisa. Daí que as suas mentiras sejam ao mesmo tempo reveladoras do mundo de um homem pouco culto, brutal e propenso às teorias conspirativas, uma forma de política e visão do mundo muito atractiva para os ignorantes e autodidactas, e um instrumento de trabalho, de influência, entre os “seus”. 
E muitas pequenas perseguições estão a ser feitas por todo o lado, com a disseminação de “comissários políticos” por várias estruturas do poder nacional e local.   O estilo de Trump ajuda a recrutar e ascender gente que faz do bullying um modo de exercer o poder, e, como estão muitas vezes bastante isolados, usam e abusam do poder formal que lhes é dado. Em áreas como a polícia, as autoridades de emigração e outras, este processo é bastante perigoso.  JPP

Lenin … criticou a visão política de Estaline, as maneiras rudes, o poder excessivo e ambição, e sugeriu que Estaline deveria ser removido do cargo de Secretário Geral.



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24.3.17

 

Notícias


Revista universal Lisbonense

   1843

(de Luís)
   

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23.3.17

 

Política dialética


Sociobiologia atrevida
A política como a arte d(e gerir)o conflito, contra todas as ilusões do consenso, que se tornou um agente da pós-democracia: este é um dos pontos de partida do pensamento político da filósofa belga Chantal Mouffe.
Entrevista António Guerreiro   Publico-20170321.pdf
Há muitas maneiras de compreender a política. E uma delas, a concepção dissociativa, implica a dimensão de antagonismo, do conflito em que não pode haver duas resoluções racionais. Esta é a concepção em que me inscrevo, por isso parto da ideia de que é necessário reconhecer que há na sociedade a dimensão do político, que é justamente essa dimensão de antagonismo, própria de uma sociedade que está sempre dividida. Coloca-se então a questão de saber se a democracia pluralista é possível, se o resultado não é a guerra civil, pois os teóricos que se inscrevem nesta concepção concluem facilmente que para existir uma ordem é necessário que seja uma ordem autoritária, imposta de cima. Ora, eu afirmo que é possível pensar uma ordem democrática, mesmo partindo de uma concepção do político como antagonismo, na condição de ver que esse antagonismo pode dar-se de maneiras diferentes. Uma delas é a oposição amigo/inimigo. Na minha concepção, a oposição é entre um “nós” e um “eles”, a política tem que ver com a construção de um “nós” e isso requer a definição de um “eles”, que não é um inimigo que é preciso destruir ou erradicar, mas um adversário que tem o direito de defender pontos de vista diferentes. Agonística é a maneira de pôr esse conflito em cena. Eu digo que “nós” e “eles” não vão poder pôr-se de acordo, distanciando-me assim da concepção deliberativa da democracia, em que a ideia é a de que se discuta para chegar ao acordo, ao consenso. Ora, embora defendendo a ideia de que na política há muitas coisas relativamente às quais não é possível chegar a acordo, é ainda assim possível o confronto com os adversários (não inimigos) de maneira a criar instituições que permitem viver em conjunto, sem que seja necessário existir o consenso. É a isso que chamo democracia agonística.

* É o que acontece em Biologia: a homeostase deve-se a um equilíbrio dinâmico entre concorrentes cooperantes – inspiração/expiração; agonistas/antagonistas; adutores/abdutores; flexores/extensores; simpático/parasimpático; estimulantes/frenadores; genoma/microbioma.

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Responsabilidade alheira


 “O que se passou com países como Portugal, Espanha ou Irlanda não foi termos gasto dinheiro a mais” – convém suster o riso nesta parte. “Nós, como outros países vulneráveis, sofremos os efeitos negativos da maior crise mundial desde os tempos da grande depressão” – snif, snif – “e as consequências de a Europa não estar suficientemente habilitada com os instrumentos que nos permitissem responder a todos aos choques que enfrentamos.” Santos Silva
Ora cá está. 
Responsabilidades portuguesas? Um redondo zero. Responsabilidades europeias? Todas.   

Passe a imagem, recorda-me uma colega mais velha que, enquanto se deliciava ao almoço com uma bem terrena e acolitada alheira, queixava-se amargamente do infortúnio divino inexplicável que ditava as suas ilhargas transbordantes...



22.3.17

 

Dia da água


1. Chove
2.
a) Cerca de 30% da água captada, tratada, transportada, armazenada e distribuída é perdida por roturas ou por mau uso ou ilegal.
b) Há 14% de alojamentos sem água (da rede)

*Tanta água se perde e tanta casa sem água (da rede).

3. Quase um terço da água da torneira não é cobrada
* A que se perde por rotura não chega á torneiras
** O tratamento da água implica ser clorada; sabe-se agora que também é cobrada. Não haverá risco para a saúde pública desta inusitada adição de cobre?

4.  Água não cobrada gera perda anual de 235 milhões

Estimativa da organização ambientalista Zero alerta para perdas na ordem dos 235 milhões de euros por ano para municípios e cidadãos

* É estranho que uma organização ambientalista traduza perdas de água em euros como se fora uma mercadoria; talvez por se tratar da Zero, a forma das moedas. 

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21.3.17

 

As lojas estão desenhadas para nos envergonharmos do nosso peso?



É frequente a disposição das lojas discriminar consumidores de tamanhos grandes.
   *Não é o caso dos corredores:
Algumas das nossas observações mais surpreendentes foram que, nas grandes lojas, os corredores de roupas de tamanhos grandes costumavam estar tão cheios e atravancados como os corredores do resto da loja – uma situação desconfortável que muitas vezes criava problemas de circulação.

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20.3.17

 

Quanto mais se espectacula, menos se vê


Almada
 Uma maneira de ser moderno
O espectador alienado é assim o produto ideal do "reino autocrático da economia mercantil", pois “quanto mais ele contempla (espectacula), menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo”. Guy Debord

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Bem-aventuranças da primavera


Às 10h29, do dia 20 de março, a primavera se levantará.
.
Que a notícia circule entre os amolgados e feridos que somos todos; chegue aos que tentaram e falharam, aos sobrecarregados, aos que começaram a dizer que já é tarde;
corra entre os que viram o fogo tornar-se cinza e não voltar a acender-se, os que semearam e não colheram, os que olham assustados as mãos vazias;
visite os desiludidos, os encarcerados no seu desgosto, os enlutados, os perseguidos por aflições maiores do que as que podem suportar;
resgate os que se perderam nos corredores longos e todos iguais dos seus invernos, os que sem saber como viram-se a pensar que a vida já não é para eles, os que caminham pelo tempo desolados e sós.
José Tolentino Mendonça.   Revista Expresso 11-3-2017

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19.3.17

 

Rua dos Mercadores


Magnífica visita. Excelente escolha de objectos-padrão, muito bem expostos. 
Se os quadros são contemporâneos ou não, não é motivo para minimizar o resultado. Mínimo é o grão de areia que espoleta a pérola.

No Museu de Arte Antiga, só mais três semanas (até 9 de Abril).

Dois reparos apenas:
a) Na Rua dos Mercadores não se venderiam especiarias - pimenta, noz moscada, cheiro de canela? Seria inodora? Não haveria sândalo, incenso, perfumes. Só suor e trampa?
b) As legendas minúsculas e ectópicas. Não seria assim que se atraíam compradores.

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Descolonizar a cabeça


             Inocência Mata
“descolonizar o conhecimento      "eurocêntrico e alienador”
 descolonizar el saber
 descolonizar a mente
 Inocência Mata

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