alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

3.6.26

 

Malditos americanos


Um estudante duma Universidade de Teerão comentou: «nós, o povo, somos os grandes perdedores desta guerra que nos foi movida a pretexto de nos libertar. Muito do povo iraniano esteve sempre contra esta ditadura teocrática… desejava e deseja a mudança mas não que esta nos seja imposta de fora, pelos americanos ». Ouvido a Sena Santos, Um dia no mundo.

Há mais de mil anos, Ferduci, o maior poeta épico persa, muçulmano xiita, citou este anátema de um general persa vencido pelos árabes:

“Maldito seja este Mundo, maldito seja este tempo em que os bárbaros árabes me forçaram a ser muçulmano.” (Xá-Namé - O Livro dos Reis). Não punha em causa o Islão mas o facto de ter chegado pela conquista árabe. (Diário de Coimbra) 

P.S.  "Os portugueses hão-de ser livres, quer queiram, quer não") é uma irónica declaração atribuída  D. Pedro IV, (o liberal "Rei-Soldado") por Oliveira Martins.

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1.5.26

 

Liberdade & responsabilidade iLª

 Respigos

Como esta sociedade de consumo “tem um medo profundo das pessoas que pensam”, vivemos rodeados de estímulos que nos mantêm ocupados, longe dos devaneios do raciocínio e de saber quem somos. António Rodrigues
*As crianças perguntam: porquê? Espera-se que os cidadãos se perguntem: para quê?


Na visão de Ekner, as claques são “um levantamento contra a solidão”: criam-se laços, dedica-se a vida, constrói-se uma sensação de pertença. Para muitos a quem só resta um quotidiano banal e um advir de modorra, senão mesmo de dor, pertencer a uma claque é como um tonitruante manguito ao rebanho composto da cinzenta normalidade.

* Os contestatários soixante-huitards clamavam:  Queremos um outro mundo, la plage sous les pavés; para isso arrancaram as pedras da calçada.

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5.5.24

 

50 A . A história repete-se

 A jovem Aurora foi torturada - 16 dias e noites seguidas (450h) – para lhe extorquir informações úteis para a PIDE, a celerada polícia política do antigo Estado Novo. Esse processo estava a cargo dos seus agentes, cada um com seu papel – os óbvios polícias maus e uma que fazia de polícia boa, condoída da vítima.


50 anos depois, a cena repete-
se como farsa; a cela de extorsão é agora o palco da TV, onde um “polícia bom” convida Aurora a falar. A sedução em vez dos tratos de polé. Mas, quando obtém o que lhe interessa – uma história que propicie a audiência que à publicidade consumista importa – a “extorsão” é interrompida com um ramo de flores entregue pelo agente das empresas que o pagam, o vestem e o calçam , o caracterizam para que desempenhe esse papel de forma mais convincente.

Ao contrário do que acontecia antigamente, agora são as próprias empresas que financiam quem as a(de)nuncie com a conivência do povo consumidor em que o cidadão se deixou transformar. 50 anos depois, a liberdade é uma ilusão aproveitada por quem dela mais beneficia.

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25.4.24

 

Liberdade prebiótica

 Li no DC que Bordalo II, artista genial que muito admiro, para comemorar o 50º aniversário do 25 de Abril, colocou uma grande caixa de medicamentos em cima da campa rasa de Salazar. 

A caixa tinha a inscrição “Liberdade. Probiótico antifascista”; temo que estivesse vazia e sem indicações sobre o modo de usar.                Recordo que foi o mau uso deste medicamento que levou Salazar ao governo pelo MFA de então, se não com apoio, com alívio popular.

Nota: A Liberdade não é um probiótico mas um prebiótico. *                       

Diário de Coimbra 25 Abr 2024

* Não substitui, estimula.

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1.8.18

 

Vais ver



A Liberlândia “vai ser o país mais livre do mundo”

* Vai ultrapassar a Libéria. 


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27.4.16

 

42 anos depois


À liberdade em nossas mãos achada
nosso olhar desceu.
Que faremos com esta dádiva?
…
 Que fizemos?

Portugal Pessoa, Mensagem.

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16.1.15

 

Liberdade

"Os portugueses hão de ser livres, quer queiram, quer não".

laracha que Oliveira Martins atribuiu a D. Pedro IV ao largo do Mindelo.

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15.1.15

 

Liberdade, liberdade

Se a liberdade fosse um valor absoluto justificaria o orgulho dos fanáticos da Alcaida do Iemen por terem-na exercido.

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10.1.10

 
Quer queiram, quer não

Ergueram-se os copos e fez-se um brinde à liberdade em plena rua no dia em que o Parlamento aprovou o alargamento do casamento aos homossexuais, descrito pela artista plástica Ana Vidigal como “o 25 de Abril das lésbicas e dos gays”.
José Sócrates impôs disciplina de voto aos deputados pelo PS.

*Tal como a ordem, a liberdade em Portugal veio sempre em ordem unida: MFA em 74, Gen. Costa Gomes em 75, Gen. Gomes da Costa em 26.
"Os portugueses hão de ser livres, quer queiram, quer não", tirada que Oliveira Martins atribuiu a D. Pedro IV no desembarque do exército liberal no Mindelo em 1832.

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