alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

17.12.25

 

Angola

 A todos os que viveram em Luanda, não percam.  

      "O livro passa-se em Angola por acaso mas podia passar-se no Zaire, no Congo, na Serra Leoa, no Uganda, na Bósnia, na Somália, na Irlanda, na Sérvia, na Libéria, no Kosovo ou em qualquer outra parte do mundo". 

O que se passou "em Angola ... poderia ter-se  passado .. em qualquer outra parte do mundo" mas, escrito como está, só poderia ter-se passado em Luanda; só lá há "calcinhas", essa mentalidade crioula, mistura que não síntese de razão com magia (sonho da razão?) que o autor sublima de forma realmente fantástica. Outra prova da deriva das placas tectónicas.   

Melhor seria difícil; é "muito proibido" não ler. Prémio CPLP.



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9.8.25

 

Não há geração espontânea

1.Sting, em “And So It Goes”, diz: “Estas canções não vêm do nada.” Dão muito trabalho. Às vezes, matam. CFA

2. É "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", defendeu António Guterres

UN Secretary-General Antonio Guterres says Hamas’ October 7 attack on Israel 'did not happen in a vacuum'.

 3. O 7 de outubro em Gaza equivale ao 15 de março de 1961 em Angola, - "os massacres da União dos Povos de Angola (UPA), no Norte de Angola. A violência dos acontecimentos, com ataques a povoações e fazendas de colonos, mutilação de corpos de homens, mulheres, crianças e bebés, brancos e negros, foi aterradora".  

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1.11.24

 

Dia de todos os Santos

 

Há 60 anos regressava de dois anos em Angola para onde fora mobilizado como "alferes miliciano médico". 


Fui e vim em  1ª classe no paquete Infante D. Henrique, então o melhor da Companhia Colonial de Navegação; não me posso lamentar.  

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22.10.22

 

Regresso de Luanda

22 de Outubro de 1964

 

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15.8.22

 

Auto da Juventude angolana

Muito poucos :

- E mais queria o paraíso

sem mo ninguém estorvar.






Muito muitos:

-E eu ponho-me a fazer

o que posso para isso.

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10.1.16

 

Do Penedo da Saudade a Luanda


Margarida Paredes, investigadora social portuguesa, foi guerrilheira do MPLA na luta pela independência de Angola.
1. Quando chegou a Brazzaville, em 1974, o homem na recepção perguntou-lhe: “Quem é você?” O homem era José Eduardo dos Santos, o representante do MPLA em Brazzaville. Ficou muito pasmado de me ver, uma branca. Perguntou: “Quem é você? O que vem cá fazer?” 
José Eduardo dos Santos sucedeu a Agostinho Neto em 1979. O homem que a recebeu em Brazzaville era agora o Presidente da República de Angola. “São duas pessoas diferentes. O que está no poder e o de 1974”, refere. “Conheci-o pobre, ensinei a primeira mulher, a Tatiana [mãe de Isabel dos Santos], a falar português.”
“Na altura em que ele foi nomeado, deixei de ter acesso à presidência. Com o Neto, tinha. 
2. Com a guerra às portas de Luanda e após os brancos portugueses terem saído, não havia comida. De uma maneira geral todos passámos mal. Eu nem por isso. A minha mãe mandava um caixote de comida todas as semanas para Angola. Mandava-me tudo, queijo, bacalhau, sempre duas garrafas de vinho. Eu era uma privilegiada e distribuía o que recebia pelos amigos. A Tatiana sabia sempre quando o meu caixote tinha chegado e pedia-me as garrafas de vinho. Trocaram-nas por um carro. 
3. Pouca gente tem consciência de que morreram muitos mais militantes e guerrilheiros nas guerras por Luanda — um ano — do que durante os 14 anos da luta de libertação. Os movimentos lutavam entre si. 
4. Sobre o 15 de Março de 1961, quando a UPA atacou o Norte de Angola, a visão em Portugal é a de que foi uma carnificina. Este livro é a versão africana desses factos a partir dos quais Portugal faz a leitura colonial. 

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19.7.15

 

"Angola é nossa"


Pôr-do-sol angolano




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6.12.10

 
Pejado de letras
Queda de destroços de avião da TAAG em Almada

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2.11.07

 
A memória 3

Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo.Santayana
A história mostra-nos que não se aprendeu nada com ela.Hegel

A Guerra de Joaquim Furtado
3. Antigos militares portugueses verberam as atrocidades da tropa portuguesa e teriam razão; mas, em contraste, Quibeca, sobeta do povo Quingungo--"Agora que já está tropa e é bom, já vai melhor; mas primeiro era ruim tempo. O chefe de posto costumava mandar apanhar cabras e galinhas pelos cipaios e quando o dono ia no posto pedir dinheiro pagava 15$00 por cabra e 2$50 por galinha. Se o dono recusava preço então toca de levar porrada no focinho e puta que pariu todos os chefes de posto.” Depoimentos colhidos por Albertino Cardoso.
“Para estas coisas serem contadas foi necessário um longo convívio, durante meses, com estes homens. De início medrosos e por fim confiantes e até amigos. Foi graças a um moço amigo, Albertino, que consegui colher estes elementos para te contar. Nada de novo para mim (porque vi e ouvi); no entanto, ouvidas através do gravador, são impressionantes.” Emídio Sancho.
Testemunhos para o Joaquim Furtado fazer uma nova série; sem chefes nem justificações, apenas pessoas comuns apanhadas pelo turbilhão dos primeiros anos da guerra. E que ainda se lembram.

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A memória 2

Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo. Santayana
A história mostra-nos que não se aprendeu nada com ela. Hegel

A Guerra de Joaquim Furtado
2. Velhos colonos verberam as barbaridades iniciais da UPA, no Norte de Angola que exterminaram tudo o que fosse branco – crianças, mulheres, galinhas… ou que estivesse contaminado pelo branco (negros que recusaram participar).
Esqueceram como, meses antes, fora exterminada a revolta dos plantadores de algodão da Baixa do Casanje (região do Noroeste de Angola, na fronteira com o Congo ex-Belga) contra a exploração de que eram alvo pela Cotonang, empresa de capital belga que tinha o monopólio do algodão.
Esqueceram o que a própria PIDE em África escrevia: "a maioria dos administradores, eivados de mentalidade retrógrada como reis absolutos, juntam e dispõem dos pretos para contratos de trabalho ou para a reparação de estradas"...
“Eles costumavam vir pedir gente para ir trabalhar no contrato e quando não aparecia ninguém, o sobeta levava palmatoada, e tinha de ir. Era no Uige e no Songo e noutras partes onde tem café. E lá, quando não tinha forças para trabalhar levava com pau nas costas e com chicote. Muitas pessoas morreram no contrato e gente ficar com medo por causa disso. Nos primeiros tempos ganhava 20$00 por ano e no fim já pagava 800$00 por ano e para vestir, sacos e comiam funge, feijão e peixe seco e se ficava com fome não comia mais; mesmo peixe podre tinha que comer para matar a fome. E se fugiam ao contrato nem sequer ligando ao tempo que já tinham trabalhado, vinham prender no povo e mandar para a terra donde fugiram..."
Quingena, sobeta do povo Lemba, estando presente declarou que "o maneira porque falou o outro é mesmo igual" E as mulheres disseram que "também era igual maneira"
De Kumona, do povo Camatambo:- "Nos primeiros tempos chefe mandava chamar gente, homens e mulheres, para trabalhar na granja e não pagava. E também carregar paus das pontes e trabalhar nas estradas por conta do Estado e não recebiam nada. Faltando homens, o soba apanhava porrada. Depois mandava apanhar seus animais e se reclamavam recebiam pouco ou então porrada. Era como o chefe queria". Depoimentos colhidos por Albertino Cardoso.

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