A saudade … é um cortinado
roxo.
A ausência tem uma
filha / que se chama saudade.
Eu sustento mãe e filha / bem contra minha vontade.
Cancioneiro
açoriano
Almoço sozinho com lugar para três visitas, duas a meu lado, outra à minha frente.
De um lado a Ausência, ofuscada pela luz coada da janela; do outro a Saudade, sua filha, com seu véu roxo.
Em frente é o lugar do Remorso que nunca se sabe se ou quando vem. Quando aparece, espectral, o silêncio habitual triplica; nada diz nem me olha mas sinto um arrepio gelado que demora.
Tal com veio, assim vai, como o Plínio.
E ali fico até acordar.
.... até aos sete anos de idade, em que ficava entregue aos
cuidados de sua mãe, o menino era retirado do lar e colocado sob os cuidados
do paidonomos e dos seus diversos auxiliares que
cuidavam do menino em "casernas" públicas, custeadas pelo
Estado.
Etiquetas: crianças, educação, Pediatria
Estes eram da riquíssima família Mendes que tinha bancos
Chamavam-se, ela Beatriz, Mendes do marido, mas preferia o nome judeu de Gracia Nasi;
ele era primo também da família Nasi,
João
Ela era poderosíssima e defendia os judeus, cristãos-novos arrependidos, marranos. Era conhecida por “A Senhora”, assim mesmo, em português.
Diogo ensinou-me ainda as regras do comércioEtiquetas: judeu., Nasi, Senhora
Etiquetas: escaravelho, sobrevivência
Climatério, é o período da vida da mulher
que precede a menopausa (o período
após a última menstruação definitiva). Consenso-Nacional-Menopausa-2021
PDF (spginecologia.pt). O
climatério é frequentemente atribulado, por vezes muito,
que justifica apoio médico.
Mas, embora associados, convém que se não confunda saúde com clima; todos temos sofrido as anomalias climáticas mas tal não é prenúncio da sua extinção.
Etiquetas: clima, climatério, climático, menopausa
No meu livro da instrução primária:
Crianças, não digais "é meu"/ Dizei antes "é nosso".
Agora:
Amigos, não pergunteis "se está tudo bem", perguntai antes "como estás".
Etiquetas: rogo
De criança da roça à cozinha do Cícero Bistrot em Paris
A história de vida de Alessandra é extraordinária. ... memórias da infância na roça, em Poté, Minas Gerais.
“Era uma vida muito simples, sabe? A gente não
tinha luz eléctrica, água corrente também não tinha. Os meus avós tinham uma
terrinha, a gente plantava, criava as nossas galinhas, tinha porco. O que a gente não conhece, não
sente falta. Eu era feliz naquela vida.”
Etiquetas: felicidade, racismo
Mesmo em 1950, os portugueses tinham um rendimento por pessoa quase tão baixo como o de alguns dos países mais pobres do mundo de hoje. E o português "médio" tinha menor rendimento que tem hoje o cabo-verdiano ou mesmo moçambicano "médio”.
Há que ser claro e enfrentar a realidade: foi entre 1950 e 2000 que Portugal assistiu ao que se pode chamar um milagre económico, sem qualquer exagero. O crescimento então atingido foi, sem dúvida, o acontecimento mais importante da História de Portugal - ou, pelo menos, o que maior impacto teve no bem-estar dos portugueses. Durante esse período o rendimento por pessoa multiplicou-se por sete.
Quem ouça este facto pela primeira vez, se não ficar espantado, é porque ainda não compreendeu ou interiorizou as implicações. Foi a maior e mais importante revolução da nossa História. Aliás, ao contrário do que aconteceu na maioria dos outros países da Europa Ocidental, a emergência do crescimento económico moderno está suficientemente próxima de nós no tempo para que muitos de nós saibamos o que foi viver num Portugal verdadeiramente pobre - ou por experiência própria, ou por ouvirmos familiares falarem dessa experiência. Nem sempre é fácil comparar bens e serviços de diferente qualidade e natureza através do tempo (por exemplo, não existiam telemóveis em 1950). Mas como a qualidade e variedade dos bens disponíveis aumentou, estas considerações são secundárias, e até dão mais peso à ideia, transmitida pelos dados, de que os padrões de vida melhoraram imenso, já que hoje temos acesso a uma maior variedade de bens com uma qualidade cada vez melhor. Por isso, um facto fundamental a reter é que, na segunda metade do século XX, Portugal conseguiu os maiores progressos de sempre da sua História.
Já no século XXl, por contraste, a economia portuguesa tem tido um comportamento medíocre.
pg 75/76
Os europeus beneficiaram por vezes dos seus impérios (ainda que nem sempre), mas os benefícios, quando existiram, raramente foram grandes. No que toca ao nosso pais o mais importante é compreender que Portugal nunca ficou rico devido a quaisquer impérios.
Nas secções seguintes deste capítulo irei argumentar que, sem o império, o rendimento per capita do país teria nos séculos XVI e XVII, quase o mesmo que se registou efetivamente. Já no século XVIII o impacto direto foi maior, embora o impacto económico líquido seja complexo de quantificar, tudo indicando que, se foi temporariamente positivo, acabou na verdade negativo a prazo. …..
Certo é que o império nunca teve um peso suficiente para constituir a prazo um motor de crescimento sustentado da economia. E mais, com a inevitável perda do Brasil, o comércio imperial seria sempre um motor com os dias contados. Mais tarde, a aposta em África também se revelou uma desilusão. Pg 86
Nuno Palma
A ler também: A profundidade histórica do atraso português
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