alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

8.12.15

 

Ecologia: Futungo e o Paço pedem ajuda



1. Angola quer ajuda para não depender do petróleo

Angola quer ser compensada para abdicar do papel preponderante do petróleo no seu desenvolvimento. Esta é uma das exigências que o país trouxe na bagagem à cimeira do clima de Paris.
Angola preside o grupo dos países menos desenvolvidos mas do qual está em vias de deixar de pertencer.
 "Somos os mais vulneráveis", diz a ministra do Ambiente.
Angola tinha todos os seus planos de desenvolvimentos baseados no petróleo. "Vimos o nosso orçamento baixar para a metade. Quem é que nos compensa? Outros países estão a sair beneficiados com isso".
E mesmo Angola poderá sair em breve do grupo dos mais pobres. O seu rendimento bruto per capita em 2014 equivalia a cerca de 4500 euros.
"Naturalmente que ainda existem algumas debilidades, mas não há dúvida de que Angola está a crescer. Continuam a melhorar os índices de desenvolvimento humano, a qualidade de vida está a melhorar, os níveis de pobreza reduziu-se significativamente", diz a ministra do Ambiente. "Nós queremos ser correcta e justamente avaliados e classificados", acrescenta.

Em suma, após vinte anos de capitalismo selvagem, a posição dos oligarcas nos escalões superiores da sociedade ... é um facto, tal como a Angola que eles construíram. Todavia, subjacente a esta mentalidade rentista e a esta cultura política encontramos o paradoxo da realidade da permanente exclusão da maioria relativamente às vantagens do sistema. Além dos círculos restritos da elite e da nova burguesia nacional, há muito pouca distribuição em Angola. A maioria dos angolanos faz parte das “redes de sobrevivência”, mais do que das “redes de acumulação'', sendo-lhes drasticamente negado o acesso mesmo a benefícios indirectos decorrentes da riqueza do país.
A despesa pública foi canalizada para as cidades, em detrimento do mundo rural (e dentro das cidades, para o núcleo urbanizado, em detrimento dos bairros degradados da periferia); para bases de apoio vagamente definidas como “burguesas”, compostas por apoiantes do regime, em detrimento dos pobres; e para o consumo e a construção de infra-estruturas materiais, em detrimento da diversificação de uma economia dependente do petróleo ou do investimento em capital humano.
Não obstante um PIB per capita de 5700 dólares em 2012, a maioria dos angolanos é muito pobre, sofre e morre devido a doenças evitáveis e tem uma esperança de vida que praticamente não chega aos cinquenta anos; o acesso a água potável, saneamento básico e energia eléctrica continua a

ser escasso. As pessoas não conseguem arranjar emprego na economia moderna e, enquanto tentam sobreviver nas grandes cidades sentem a irritação crescer dentro delas perante a prosperidade de que foram excluídas.

2.  Ministro do Ambiente quer ajuda das autarquias para reduzir emissões nos transportes




Ricardo Soares de Oliveira. Angola Magnífica e Miserável. 2013-2015

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