Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
1. Angola quer ajuda para não depender do petróleo
Angola quer ser compensada para abdicar
do papel preponderante do petróleo no seu desenvolvimento. Esta é uma das
exigências que o país trouxe na bagagem à cimeira do clima de Paris.
Angola preside o grupo dos países menos
desenvolvidos mas do qual está em vias de deixar de pertencer.
"Somos os mais vulneráveis", diz a ministra do Ambiente.
Angola tinha todos os seus planos de
desenvolvimentos baseados no petróleo. "Vimos o nosso orçamento baixar
para a metade. Quem é que
nos compensa? Outros países
estão a sair beneficiados com isso".
E mesmo Angola poderá sair em breve do
grupo dos mais pobres. O seu rendimento bruto per
capita em 2014 equivalia a cerca de 4500 euros.
"Naturalmente que ainda existem
algumas debilidades, mas não há dúvida de que Angola está a crescer. Continuam a melhorar os índices de
desenvolvimento humano, a qualidade de vida está a melhorar, os níveis de
pobreza reduziu-se significativamente", diz a ministra do Ambiente. "Nós queremos ser
correcta e justamente avaliados e classificados", acrescenta.
Em suma, após vinte anos de capitalismo
selvagem, a posição dos oligarcas nos escalões superiores da sociedade ... é um facto, tal como a Angola
que eles construíram. Todavia, subjacente a esta mentalidade rentista e a esta cultura
política encontramos o paradoxo da realidade da permanente exclusão da maioria
relativamente às vantagens do sistema. Além dos círculos restritos da elite e da
nova burguesia nacional, há muito pouca distribuição em Angola. A maioria dos
angolanos faz parte das “redes de sobrevivência”, mais do que das “redes de acumulação'',
sendo-lhes drasticamente negado o acesso mesmo a benefícios indirectos decorrentes
da riqueza do país.
A despesa pública foi canalizada para
as cidades, em detrimento do mundo rural (e dentro das cidades, para o núcleo urbanizado,
em detrimento dos bairros degradados da periferia); para bases de apoio vagamente
definidas como “burguesas”, compostas por apoiantes do regime, em detrimento dos
pobres; e para o consumo e a construção de infra-estruturas materiais, em detrimento
da diversificação de uma economia dependente do petróleo ou do investimento em capital humano.
Não obstante um PIB per capita de 5700 dólares em 2012, a maioria dos angolanos
é muito pobre, sofre e morre devido a doenças evitáveis e tem uma esperança de vida
que praticamente não chega aos cinquenta anos; o acesso a água potável, saneamento
básico e energia eléctrica continua a
ser escasso. As pessoas não conseguem arranjar emprego na
economia moderna e, enquanto tentam sobreviver nas grandes cidades sentem a irritação
crescer dentro delas perante a prosperidade de que foram excluídas.
2. Ministro do Ambiente quer ajuda das autarquias para reduzir emissões nos transportes
Ricardo
Soares de Oliveira. Angola Magnífica e Miserável. 2013-2015
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