alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

31.7.17

 

Ah uma terra aonde, enfim / Muito a leste não fosse o oeste já!


Com um posfácio escrito em letras minúsculas, esse tempo, em fim de estação, prepara-se agora para se despedir de um político que, ao ter-se transformado num "eucalipto", secou tudo o que o rodeava e afirmou-se, numa dimensão quase divina, como senhor absoluto do jogo político em Angola.
Um tempo em que eram distribuídos cargos e benesses a favor da família do ainda casal presidencial, numa voraz apropriação dos bens do Estado.
"Não foi a riqueza que mudou de cor. Foi também a colonização", denuncia Graça Campos, diretor do jornal eletrónico "Correio Angolense".  "Com o tempo, acabou por ser capturado pelos filhos e, para disfarçar a concentração da festança na família, colocou em lugares-chave membros do seu restrito clube de colaboradores, tendo distribuído algumas migalhas a uns tantos serviçais da sua corte de bajulação".
Vergado pela crise petrolífera e com o prestígio profundamente abalado a registar os níveis de popularidade mais baixos de sempre, o ainda Presidente angolano vive os últimos dias do seu reinado dividido entre o secreto desejo de "sair ficando" e a  incapacidade de controlar a corrosão de um sistema que, numa viagem sem retorno, está a empurrá-lo para fora…

* É o 1968 de JE dos Santos. A idade e a doença não perdoam. 
Salazar não tinha família e teve a sorte de morrer a tempo; o petróleo que ele temia potenciasse a cobiça da finança global sobre Angola ditou também a perda do poder e do prestígio de J. Eduardo dos Santos. Na dependência da finança e do petróleo, o sistema manteve-se.

"A maioria das revoluções que se fazem em seu nome", são o tempo dado ao povo para "mudar de ombro para suportar a costumada carga"(Goethe, citado por Eduardo Lourenço. O Labirinto da Saudade. Dom Quixote 1978).

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