Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
Curral das Freiras
Era a segunda vez que ia ao Curral das
Freiras, melhor, à Eira do Cerrado (1080m).
Há 30 anos (1986) era Inverno e, no
Funchal, chovia muito; como não tinha outro dia lá fui, conduzindo a medo pelas
estraditas estreitas de então. Valeu a pena; ao chegar ao miradoiro da Eira de
Cerrado, o sol apareceu entre as nuvens. Tal como agora, em pleno Verão, o
Funchal sem chuva mas completamente nublado.
Ao fundo, centenas de metros abaixo (6 km
pelos caminhos), um ribeiro e o Curral das Freiras donde chegava música pimba
canalizada pela garganta estreita. Farrapos de nuvens flutuavam.
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Julho de 2014 |
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Julho de 2014 |
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Inverno de 1986 |
Lá em baixo, nas encostas das ribeiras, em
tudo onde se podia cultivar havia socalcos. Onde foi possível, onde cabia, havia uma
casa ou erguiam-se paredes; entre elas serpenteava a estrada.
De que vivia quem lá habitava é um mistério;
deve ser esta a perspectiva e a pergunta que farão, lá de cima, os deuses e os
astronautas.
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Inverno de 1986 |
Um túnel tornou dispensável a antiga
estrada escavada na escarpa, agora arruinada como a Linha do Tua.
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Julho de 2014 |
Lá de cima vê-se o mar (Câmara de Lobos?)
mil metros abaixo.
Etiquetas: agri, Curral das Freiras