alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

1.2.14

 

A praxe nas reuniões científicas

A “sessão de abertura” foi rápida e sintética; disse-se o essencial e começou a primeira palestra.
Dei-me conta que o ritual dos congressos replica os da praxe ou vice-versa para ser mais correcto, um tema agora candente quase sempre discutido com os nervos à flor da pele.
As/os mais nova/os sobem ao palco para apresentar um tema; não têm grande experiência, como é natural, pelo que estão inquieta/os – prepararam-se com o apoio dos seniores, treinaram mas irão agora pôr à prova tanto a sua competência técnica como a segurança que inspiram e a maneira como lidarão com as perguntas e os imprevistos; como na vida.
A sala está cheia de caloiros como ele/a e de outros mais velhos e mais experientes – doutores e veteranos que os julgarão; deles esperam questões, críticas e aplauso. Sabem que uns são mais exigentes, outros mais tolerantes; uns mais ásperos outros mais brandos.
 Como estão juntos, os eventuais exageros serão atenuados ou neutralizados e sempre tidos em conta. Sabem que eles já passaram por isto e daqui a uns anos serão eles a ajudar a formação e a apreciar o desempenho dos mais novos. Como na vida.
Mais, sabem que, no intervalo, todos irão tomar café.
Sabem também que, daqui a bocado, a situação se inverte; será a vez dos chefes ou dos profs terem a responsabilidade das palestras ou conferência. E será a vez da avaliação passar para as mãos dos caloiros que a partilham com os demais veteranos; nem sempre questionarão mas cooptarão, ou não, as perguntas, as críticas ou os elogios e farão também o seu juízo. Como na vida.
Como no teatro da vida cumprirão o ritual final das palmas, mais ou menos calorosas, mais ou menos merecidas. E sentirão na pele o que valem os aplausos ou o silêncio.
Como na vida e como nos “julgamentos” nas "repúblicas" e nas “touradas” das primeiras aulas dos professores.
O que ali se aprende ajudará muito a fermentar o curriculum formal. Os abusos e as perversões devem ser tratados como tal; há que evitar que, com os nervos à flor da pele, se proponha a abolição da discussão nos congressos.

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