alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

3.12.12

 
  Portugal acabou?

Portugal não acaba pela falta de um feriado, nem com impostos a mais e produtividade a menos; há séculos que sobrevive a isso.
Portugal acabará quando não suportar a frustração de não poder adquirir tanta veniaga desnecessária.
Então estoirará como uma SuperNova, a versão cósmica do gajeiro da Nau Catrineta, o publicitário do purgatório.


-- Dar-te-ei tanto dinheiro,
Que o não possas contar.
"Não quero o vosso dinheiro,
pois vos custou a ganhar!
-- Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual.
"Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar".
--Dar-te-ei a nau Catrineta 
Para nela navegar. 
"Não quero a nau Catrineta
Que a não sei governar".
Que queres tu, meu gajeiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?
"Capitão, quero a tua alma
Para comigo a levar".
Renego de ti, demónio,
Que me estavas a atentar!
A minha alma é só de Deus,
O meu corpo dou-o ao mar.
Tomou-o um anjo nos braços,
Não o deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar... 

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A FESTA DO PRIMEIRO DE DEZEMBRO
Dezembro 1871 - Ramalho Ortigão/Farpas

Celebrou-se a festa patriótica do Primeiro de Dezembro.Foi um dia triste, pesado de nuvens, alagado em chuva, empoçado em lama. Contra a nacionalidade que se devertia a sábia natureza protestava. O aguaceiro fazia chapinhar as dissoluções da imundície municipal sobre o teatro da festa, e o vento sul, habituado espectador e velho dilettante da desgraça, do infortúnio e da miséria, assobiava os festeiros pelas frestas da casa onde o patriotismo assoprava jubiloso e sumptuário os trombones da Filarmónica Pátria e pilhéria...
..." A invasão do duque de Alba no território português não foi somente um facto da política filipina nem uma erupção abrupta do militarismo castelhano.
Não, queridos compatriotas: nós não fomos dramáticamente surpreendidos pelo depotismo da força, como por tantas vezes tem sido encarecidamente declamado.
Nós fomos simplesmente vendidos pela imoralidade e pela miséria. Fomos compraados pela inteligência
e pelo dinheiro!
..." por último, voltando aos regozijos do Primeiro de Dezembro e considerando que o dominio espanhol não é coisa que mais nos honra no passado nem a que mais temores possa infundir-nos num próximo futuro, pedimos -- se ainda vamos a tempo -- que na acta da última festa se lavre que:
tendo-nos regozijado bastante, cessamos de regozijar-nos.
 
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