alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

29.12.12

 

Balanço do ano 1

Alcácer Quibir outra vez
É curioso que tenha sido agora abolido o feriado do 1º de Dezembro. Estes últimos tempos replicam de forma pífia o que se passou em finais do Sec XVI; a ostentação balofa, a anarquia, a ilusão voluntarista da guerra redentora, Alcácer-Quibir (1578), a bancarrota que levou à intervenção estrangeira, sancionada nas Cortes pelos representantes de toda a gente.

Últimos anos
1. De facto, durante mais de trinta anos, com diferentes enquadramentos políticos,  Portugal nunca  deixou de registar défices orçamentais e de, consequentemente, acumular dívida pública, interna e externa. ...
 A crise financeira internacional foi a causa próxima desta «paragem súbita», mas a razão porque ela nos atingiu foi a vulnerabilidade resultante de décadas de acumulação de dívida (pública e privada), em paralelo com um crescimento económico medíocre e um desequilíbrio externo crescente. Teodora Cardoso 
De 1999 a 2010, o consumo privado cresceu 20% enquanto o investimento caiu 19%Emanuel dos SantosSem Crescimento não há Consolidação Orçamental 2012
"Gosto de empurrar as dificuldades com a barriga e seguir em frente": Alberto João Jardim 

Anos antes de 1578 
"A realidade era um reino pobre e devorado pelas ordens religiosas, meirinhos ávidos e juízes analfabetos. Era as terras maninhas, os mouriscos do Algarve espiões e avisadores, os soldados mendigos, os criados não pagos e os Alcaides descuidados da fortaleza.....
Em todas as ocasiões as pessoas sabem que existe uma burla genial, que estão a ser arrastadas para um destino trágico; mas subsiste o facto estético e todos se integram nele. Assim se explica o envolvimento prodigioso na campanha de Alcácer-Quibir, os preparativos completamente insensatos, a loucura da participação teatral. Os alfaiates trabalham dia e noite, vestem os cavaleiros como para um baile, cobrem os fidalgos de pedrarias, de plumas, de sedas brochadas. É o sonho dum dormente que sabe que sonha e, no entanto, não consegue despertar. Só os velhos e os desgraçados arrancados a uma realidade de ofícios vulgares e sem opinião se debatem nessa imensa comédia que os torna comparsas indecisos ou revoltados". Agustina Bessa-Luis, O Mosteiro.1980

Os melhores de então apoiavam “a burla genial”,“maravilha fatal da nossa idade”:
E vós, ó bem nascida segurança
da lusitana antiga liberdade
e não menos certíssima esperança
de aumento da pequena Cristandade;
vós, ó novo temor da Maura lança,
maravilha fatal da nossa idade,
dada ao Mundo por Deus, que todo o mande,
para do Mundo a Deus dar parte grande;

Os velhos do Restelo eram poucos e apelidados de “catastrofistas”:

Ó glória de consumir...

Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
...Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

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