Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
1. Mosteiro de Fráguas
Já
não há vestígios do Mosteiro cujos donatários incluem o Infante D. Henrique e o
futuro rei Manuel I.
Da
história da freguesia, destaque para Gonçalo Pires Zuzarte, que se celebrizou
na Batalha de Toro, em 1476. Os seus feitos levaram o rei a conceder-lhe o
apelido Bandeira, que passou a poder usar livremente.
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Paço de Fráguas |
Em
termos de arquitectura senhorial, o Paço de Fráguas foi construído em 1644 para
substituir um outro, quatrocentista, que abrigara D. António, Prior do Crato, e
que o rei Filipe II mandou destruir. No imóvel, ressaltam as fachadas,
tipicamente rurais.
O
Pelourinho de Mosteiro de Fráguas está situado junto ao acesso ao Solar dos
Calheiros Bandeira, cujo couto delimitava. Foi erguido no século XVI. Trata-se
de um Pelourinho muito simples, sem remate e com fuste circular. Representante
do poder senhorial, possui ainda as correntes de sujeição.
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"Pelourinho" e a corrente libertadora |
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Ali vive a 27ª geração dos Bandeira de Toro; o “pelourinho” no
seu pátio aberto para a estrada tem uma história – todos os mancebos que a
junta da inspecção encontrasse a segurar a corrente ficariam escusados da hoste e do
fossado.
Ficariam
livres do serviço militar nacional mas gratos (obrigados) ao representante do
poder local que os isentou. Não há alforrias grátis.
A
poucos quilómetros, a história foi inversa:
2. Em Santar (Viseu), a Casa do Soito e o Paço dos Cunhas encerram
episódios da história portuguesa. O Paço dos Cunhas data do século XVI. Foi
doado pelo rei a D. Luís da Cunha, senhor de Sabugosa (vizinha do Mosteiro de
Fráguas). Seu filho D. Lopo da Cunha foi partidário dos Filipes, fugiu para
Espanha em 1641 e participou numa conspiração contra D. João IV, o que
determinou a confiscação dos seus bens, o desterro em Espanha e, consequentemente
o abandono e inicio de ruína do Paço dos Cunhas.
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Paço dos Cunhas Santar |
O Paço dos Cunhas de Santar foi recuperado pela Dão Sul, convertendo-se numa das mais prestigiadas unidades de enoturismo.
* Aqui têm lugar muitos eventos de restauração mas que nada têm a ver com o 1º de Dezembro.
O
brasão dos Cunhas foi picado, num dos tristes episódios das revoluções - não sendo
capaz de o fazer autêntico fazem-no de conta. Simbólico foi também erguerem ali
um dos passos da Paixão; ao lado dum banco onde os velhos se sentam à sombra da
muralha fidalga, recordando histórias de princesas e aspirando os odores da Dão
Sul.
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