alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

29.1.12

 
SNS, racionamento e candonga
Miúdo, vivi a realidade do racionamento pós-guerra; os bens de primeira necessidade severamente racionados, senhas que davam direito a comprar um tanto (pouco) de cada item, proibido o comércio livre desses produtos; é claro que quem tinha dinheiro encontrava sempre o que queria na candonga, o mercado negro.
Agora, em desespero, alguns feitores de opinião falam em racionamento de cuidados de saúde para, alegam, salvar o SNS endividado como o país. Mas, se bem percebi, o que entendem por racionar assemelha-se ao que os seguros de saúde praticam – recusar os cuidados que excedam os limites inscritos em letra pequena nas apólices.
Pareceu que os doentes crónicos, os que já não tenham “validade” seriam abandonados nos cimos dos montes, regressando às práticas distanásias da antiguidade.
Pareceu aceitar-se isentar desta norma os que pudessem pagar, como se se sancionasse a candonga no racionamento pós-guerra. Como se se branqueasse o mercado negro da saúde.
Foi o momento de recordar o salutar sobressalto da jornalista Ana Lourenço*, tentando moderar a deriva desesperada do painel de intervenientes no programa “Contracorrente” da Sic-notícias do dia 11 de Janeiro, excelentes peritos na sua área, encandeados pelo critério do Dr. Pangloss: “Se eles prescrevem é porque é necessário”.
* “Perante os milhões de euros (do desperdício do SNS) não acham abominável que se discuta se um velho de 70 anos tem direito à hemodiálise no SNS?”.

Como esperava, Sobrinho Simões esclareceu. Onde ele fala em racionamento eu leio racionalização: número de ecografias na gravidez, números de Faculdades de Medicina e de hospitais, obstinação terapêutica, medicamentos, pagamento de “bandas” gástricas e de partos nas privadas. E, naturalmente, exames complementares.

Este país gasta tanto dinheiro mal gasto

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