Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
O Marquês em Coimbra
Diário do que se passou em a cidade de Coimbra desde o dia 22 de Setembro de 1772 em que o Marquês de Pombal entrou até ao dia 24 de Outubro em que partio da dita cidade.
Repicaram todos os sinos da Cidade na qual entrou pelas 5 oras da tarde, e fazendo o seu caminho pela Calçada, ruas das Fangas e S. Christovam, largo da Sé e rua das Covas, que todas estavam areadas e armadas, se foi apear ao Paço (chamado do Bispo) aonde ao fundo das escadas o esperavam os Lentes.
Transcrição de Ana Maria Bandeira, Mª Leonor Ponte e Tiago Maia, do Arquivo da Universidade de Coimbra. Diário de Coimbra 22-I-2012
1. Não sei se foi intencional mas dificilmente os lentes encontrariam melhor maneira de obrigar o todo poderoso ministro a inclinar-se perante a Universidade que ele pretendia reformar à revelia da praxe. E só não sobe o Quebra-Costas para que a cavalgadura do Senhor Marquês não escorregue uma vez mais (nunca passou de caloiro), terá dito o decano que escapara à expulsão dos jesuítas.
2. Nos meus primeiros anos de Universidade fazíamos aquele percurso todas as tardes em que não havia aulas; depois do almoço na nossa “república” protectorada da rua dos Militares, onde agora é a “Química” e antes era o palacete do Conde de Monsaraz, íamos em grupo (os caloiros sob a protecção dos veteranos) tomar café à Baixa, ao Arcádia, o café da gente da bola. Na mesa dos lentes destacava-se Albertino de Barros, sempre calado; outros doutores ou doutorandos faziam as despesas da conversa. Entre eles, um não universitário - chamavam-lhe o “lente de contacto”.
Tomado o café, pago por quem perdia ao 31, pelas três da tarde, cada um ia à sua vida; uma parte – os que estudavam - tornavam a subir a encosta por um trajecto muito próximo do do Marquês (Ferreira Borges – “a calçada” - Arco de Almedina, R Fernandes Tomás (rua das Fangas) atalhando pelas Escadas de ... para atravessar a R. Joaquim António de Aguiar (que no Sec XVIII seria de S. Cristóvão; mal sabia o Marquês que, muitos anos depois lhe dariam o nome de outro Mata-Frades) junto ao Prakistão e daí subir à Rua da Ilha para seguir até à dos Militares. Fá-lo-íamos com outro ânimo se soubéssemos o que sabemos hoje.
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