Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
A sopa turvaUm Portugal a que o Estado-Providência vai garantindo uma vida obviamente mísera mas não desesperada; e, sobretudo, um Portugal dividido entre uma classe média com uma cultura de massa e sem definição exacta e uma subclasse amorfa, que não é reconhecível ou tratável pelas velhas categorias da teoria clássica (o campesinato, o proletariado e por aí fora). Nesta sopa turva o PSD não sabe o que fazer. VPV

É este país que os filhos (29%) e netos (44 %) das antigas colónias que se tornaram independentes escolheram para viver mas onde “se sentem” discriminados porque “60% das vezes que foram interpelados pela polícia estavam a conduzir e que em 97% dos casos a primeira coisa que lhes foi exigida foi a identificação pessoal. *Aos portugueses isso acontece em 100% dos casos ou quase, mas 40% dos imigrantes sente que foi interpelado por “razões étnicas” e mais de 30% diz que se sentiu maltratado.
“Portugal é um dos países onde os imigrantes menos queixas apresentam perante situações de discriminação, assaltos ou violência, por não confiarem nas autoridades e por dizerem que a polícia é a primeira a potenciar a diferenciação” segundo o relatório divulgado esta semana pela Agência Europeia dos Direitos Fundamentais. * O jornal não refere os dados dos outros países nem os correspondentes aos portugueses na mesma situação que creio não serem muito diferentes.
Em termos profissionais, 24% dos brasileiros dizem ter sido discriminados e, destes, mais de 20% eram de origem africana. Metade acredita que a etnia pode ser prejudicial em termos laborais. Queixaram-se ainda de alguma dificuldade no acesso a habitação e reconhecem desconhecer as leis do país.
* Será que metade dos portugueses não sentirá o mesmo na profissão, na habitação e no desconhecimento das leis do país?
O relatório reconhece que é em Portugal que o número de pessoas detidas ou levadas até à esquadra foi mais baixo e que Portugal é dos países que registam incidentes menos violentos e com menos danos físicos para os imigrantes e onde as taxas de emprego são mais confortáveis, apesar de agravadas este ano em virtude da crise económica. Lá fora, a comunidade de Leste e os africanos são os mais vitimizados, conclui a agência europeia. Apesar de tudo, diz o jornal...
Em Outubro, Portugal foi considerado pelas Nações Unidas como o “mais generoso” em matéria de políticas de integração de imigrantes entre 42 países.
Mas para José Falcão, da SOS Racismo “os dados agora anunciados sobre as autoridades são muito mais “reais”. A discriminação é uma constante e não é nenhuma novidade. Esta é que é a realidade.” E Catarina Albuquerque, investigadora na área dos direitos fundamentais na Universidade Autónoma de Lisboa, opina que “a solução é da responsabilidade do Estado”.
* Os filhos e netos das antigas colónias que se tornaram independentes e escolheram a antiga metrópole para viver, queixam-se. Nisso são consequentes: foi por isso que não ficaram no seu país que, em vez de se queixar, se tornou independente e se assumiu. Foi por isso que escolheram Portugal, terra de queixas, de culpas e de invejas.
Fontes insuspeitas e fidedignas concluíram que Portugal é o país “mais generoso” em matéria de políticas de integração de imigrantes; o SOS-racismo prefere sublinhar os dados negativos deste relatório – as interpretações, os sentimentos e as crenças de uma parte dos imigrantes inquiridos a viver em Lisboa e Setúbal, o que mostra como estes já integraram bem a maneira de ser dos portugueses tugas. Que valor tem o facto de “quase 50 % acreditar que a etnia pode ser prejudicial" ?
Como sempre, para os activistas, o problema é a falta de “verbas e de formação” e “a solução é da responsabilidade do Estado”. Etiquetas: política Portugal migração racismo queixa