alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

28.8.06

 
enxerto contra hospedeiro
sociobiologia atrevida

O que o animal e a espécie mais prezam é a sua preservação – sobrevivência e identidade. Toda a tentativa de coexistência de células diferentes no mesmo ser – uma quimera – é isso mesmo, uma quimera; mesmo o feto apenas é tolerado durante algum tempo.
O tecido enxertado é rapidamente rejeitado pelos eficazes mecanismos imunes de que todo o animal dispõe; acontece que algumas células do tecido enxertado reagem de igual modo contra o anfitrião – a reacção do enxerto contra o hospedeiro — que pode levar à morte deste e, consequentemente, à daquele. Os riscos são simétricos e muito grandes; todo o transplante é um delito de lesa natureza. A própria transfusão de sangue não é isente destes riscos nos seres debilitados.
Tal como as normas sociais que obrigam a receber bem os hóspedes, a sobrevivência do enxerto (transplante) de um órgão só é possível com a ajuda de fármacos que atenuem especificamente os potentes mecanismos de rejeição; com o risco de excesso – que compromete o hospedeiro – ou de defeito – que arrisca o enxerto.
Com uma estratégia adequada, consegue-se um modus vivendi, e até uma tolerância mútua ao fim de uns anos de terapia imunosupressora. Mas esta tem outros riscos: há germes virulentos que se mantêm dominados enquanto os mecanismos imunes estiverem activos; a sua atenuação pode despertar a actividade deles e provocar doença – é o caso da tuberculose.
A única forma de células estranhas persistirem num organismo saudável é passarem despercebidas à vigilância imune; reprimindo as suas manifestações estranhas – os cripto judeus em Portugal -- ou vivendo clandestinas em santuários como as células terroristas adormecidas.

O enxerto e a reacção do enxerto contra o hospedeiro são o modelo da criação de Estado de Israel e das colónias de muçulmanos na Europa.
Israel é um transplante de judeus para territórios que, desde há séculos, era habitado por muçulmanos. Israel é um enxerto que teve sucesso na sua reacção contra o hospedeiro; mas a luta continua, agora na fronteira do enxerto que integrou um milhão de autóctones que, mantendo a religião e a cultura, adoptaram as normas sociais israelitas com quem convivem.
Na Europa há imensas colónias de muçulmanos de muitas origens que para aqui vieram em busca de melhores condições de vida. Mais ou menos integrados, alguns mantêm, enquistados, os seus padrões menéticos tradicionais, verdadeiros enxertos com os inevitáveis duplos mecanismos de rejeição. Tanto mais activos quanto menor a tolerância, tanta menor quanto mais ostensivas as manifestações de divergências culturais geradoras de hostilidade, directamente proporcional à frustração de não atingirem (ou de sentirem que não atingem) o estatuto social para que se julgam qualificados.
A tendência a viverem em guettos facilita a manutenção dos seus padrões de vida tradicionais e os sentimentos de exclusão; o comércio, a sua actividade predominante, expõem-nos à avaliação dos autóctones.

Era o que acontecia classicamente com os judeus na Europa.
Os fundamentalistas são o equivalente das células imunes, dos linfócitos T, das killer-cells, ou do bacilo da tuberculose; tanto destroem as células do hospedeiro como as do enxerto, suas irmãs
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Comments:
Atrevida mas interessante. E cheia de ensinamentos. Há que enviá-la aos contendores.
Mesmo que nada mude. Ajuda saber porque nos matamos uns aos outros.
 
Excelente
 
Isso aí é uma Falácias não-formal, ou seja é um atraso danado querer parar um tratamento médico só porque ele ainda não está totalmente desnvolvido.
 
Ai Jesus! O desenvolvimento humano se dá através da dialética e do paradóxico ou seja através do choque das diferenças é que surge o novo e o inesperado... navegar é preciso..viver não é preciso. Entendeste, Ô gagio?
 
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