Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
Numerus claususJoão não conseguiu entrar para Medicina em Portugal-- tinha uma média próxima do 18 - e estuda Medicina em Brno. "É um investimento para a vida e uma oportunidade de tirar o curso que eu quero".
Isso implica uma sobrecarga para os pais. A somar aos oito mil euros anuais de propinas somam-se uns mil euros mensais em custo de vida. Público 04.08.2008*Ao alargar o numerus clausus em Medicina, como se está a fazer, o padrão do aluno não se altera substancialmente - a decantação social continua; é isso que queremos? Não haverá outra maneira igualmente justa e socialmente mais equitativa?Etiquetas: Medicina numerus clausus
Carências artificiais
Factos e crenças
1. Vital Moreira volta ao tema da alegada carência de médicos:
Parece provado que o SNS padece de escassez de médicos em diversas áreas...
... há que desconfiar da dimensão da escassez, tal como é apresentada. Os rácios de médicos no SNS são
comparativamente razoáveis...
a história da escassez de médicos, embora real, é propositadamente exagerada em alguns casos, nem sempre sem segundas intenções.Quanto ao real défice de médicos, estamos a pagar há vários anos a malvada contingentação das vagas nos cursos de Medicina nos anos 80 e 90, que ministros e universidades irresponsavelmente conceberam e executaram. Público 15.07.2008
No entanto, VM rematava, há dias, que “a história da falta de médicos no SNS é muito exagerada, para dizer o menos."
* Tentando concluir algo deste emaranhado de adjectivadas afirmações não fundamentadas e contraditórias:
a) As carências são artificiais, tal como o título indica.
b) “A contingentação” não foi malfadada;
c) Não foi irresponsavelmente que os ministros e universidades a conceberam e executaram;
d) Se alguma coisa estamos a pagar é o juro do exagero que em alguns casos, alguns propositadamente apregoaram nem sempre sem segundas intenções. Também aqui “chegou a altura de os feitores de opinião pagarem pelo crédito que, consecutivamente, têm pedido ao leitor”.
2. VM continua:
... as vagas continuam a ser comprovadamente insuficientes para as futuras necessidades do sector.
Apesar da evidência funesta da contingentação artificial dos cursos médicos e afins, há quem continue a defendê-la, aliás, sempre os mesmos. Público 15.07.2008
* Apesar da contingentação ter sido já absolvida, é de novo acusada de artificial e funesta: as vagas que, afinal, haviam sido suficientes, são agora acusadas de serem comprovadamente insuficientes para as futuras necessidades do sector.
Não sei em que dados se baseia VM para tão catastrofista previsão que os dados e o parecer de peritos contradizem: O numerus clausus que foi de 735 em 2000 e de 1175 em 2004 o que, segundo Alberto Amaral, bastará para evitar a anunciada diminuição do número de médicos. “As vagas dos cursos de Medicina deverão ser revistos a partir de 2011 para evitar que no futuro haja demasiados médicos”. Plano Estratégico para a Formação nas Áreas da Saúde. 2001.
“Sempre os mesmos” incluirá também Alberto Amaral, ex-Reitor da UP, do Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior?
Um pouco mais de rigor, sff
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