alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

10.2.14

 

Elitismo democrático vs democracia directa

Estadistas vs crowd-sourcing 
É curioso que na mesma semana (a singular primeira de Fevereiro), um político culto escreva que a solução da crise política europeia depende de elites políticas iluminadas, “as nossas democracias estão doentes e a cura, por muito contra-intuitivo  que tal possa parecer, não reside num acréscimo de participação, transparência e proximidade. Pelo contrário, a tragédia do tempo presente não radica na existência de representantes e dirigentes políticos demasiado distantes do pulsar popular, mas antes na rarefacção de políticos suficientemente corajosos para assumirem, com a devida ponderação, algum distanciamento crítico face à ditadura do imediato e do falsamente evidente” (Francisco Assisenquanto um português, Professor catedrático em Sistemas complexos... da Universidade de Indiana (Ciência 2.0: do elitismo à decisão colectiva” Expresso 8-2-2014) venha propor exactamente o inverso como estratégia para atribuição de fundos à investigação científica.
“Os resultados não dependem de elites de anotadores como fazia o Yahoo! Original” e como até aqui fazem os júris de peritos mas dos votos de todos os outros cientistas investigadores (crowd-sourcing)
Os modelos são os dos sistemas que se revelaram mais aptos na Web –  o do “Yahoo! Original substituído pelo do “Google, onde links para uma página são votos de relevância; aqui os fundos distribuidos coletivamente são votos de reconhecimento.”
Enquanto o político Assis propõe um "elitismo democrático", com estadistas "suficientemente corajosos para assumirem, com a devida ponderação, algum distanciamento crítico face à ditadura do imediato e do falsamente evidente", (assumo que eleitos pelo povo e mantendo o sistema representativo), Mateus Rocha, um universitário, propõe que a atribuição de fundos para a investigação fique a cargo dos investigadores numa espécie de democracia directa.
Mateus Rocha escreve que “está demonstrado que a avaliação por pares falha a prever o impacto académico futuro.” e que “Além da falta de eficácia, este processo é caro e elitista. O elitismo deriva dos cientistas, como pessoas, preferirem quem concorda com eles, vem da mesma família académica,...”
Se me não engano, o sistema proposto é também uma avaliação por pares e portanto, tendencialmente conservador (a que chama elitista); será mais barato como diz: “mais dinheiro e tempo para a ciência, sem burocracias para alocar e gerir projetos, e um sistema comprovadamente bom a identificar o que é relevante."
Não sei se está provado ou se será provável que aquilo que o colectivo actual de investigadores considera mais relevante o seja para a geração seguinte; na mesma página do Expresso, a coluna de Daniel Oliveira titulava “O barato sai caro”.
E julgareis qual é mais excelente.

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