alcatruz

Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt

7.1.12

 
Sociobiologia atrevida
SIDA, vampiros agiotas e lobisomens que se espojam
Os “mercados” e os especuladores são o equivalente financeiro dos germes oportunistas – bacilo da tuberculose (de Koch), colibacilo e outros – que convivem connosco em equilíbrio dinâmico, só se tornando virulentos quando o terreno do hospedeiro se põe a jeito, lhes abre as portas. Como aos vampiros.
O vírus HIV é o equivalente do vírus/meme do princípio do prazer imediato, sem preocupações pelo futuro (de que o Estado Social se encarregará) como a cigarra da fábula.
O HIV destrói aquilo que levou milhões de anos a depurar (o sistema imunitário) e que permitiu a nossa sobrevivência – como indivíduos e como espécie - a capacidade de reconhecer os “outros” - organismos estranhos - e de os eliminar salvo se ingeridos (como se a antropofagia fosse biologicamente tolerada). O sistema imune é muito menos eficaz contra os vermes intestinais que nos parasitam ficando “de fora” lá dentro.
Destruído esse sistema, deixa-se de distinguir o bom do mau e todo o estranho nos pode ser fatal – alguns cândidos fungos, certos parasitas banais e, claro, o bacilo de Koch – que, como os “satanicamente estigmatizados” mercados, apenas cumprem a função para que estão programados, como os lobisomens*.
Mais do que insultá-los é mais eficaz manter intacto o nosso senso, o sistema imune social, que os mantém no seu lugar; os lobisomens só afligem os crentes. Há que não confundir os lobisomens com os homens dos loobies que se distinguem pelos pés de veludo.
* Nas noites de quinta para sexta-feira, à meia-noite, os lobisomens vão espojar-se nos sítios onde os animais se espojam e transformam-se num animal igual. É o seu fado, não é por maldade. João Aguiar. A Encomendação das Almas. Finisterra, 1997

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